Viver de Juros no Tesouro Direto ou no Mercado de Ações?

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Não vamos nos atentar muito a explicar o que é o Tesouro Direto, levando em conta que você já conheça. Se não conhece, leia nosso livro gratuito que explica > Como Investir em Renda FixaO Guia Definitivo.

Assim, especificamente levamos em consideração o Tesouro IPCA+ (antigo NTN-B, Nota do Tesouro Nacional Série B).

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A projeção que fizemos foi baseada no título Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais e vencimento para 2050, que no dia desses cálculos estava rendendo 5,25%. A alíquota do imposto de renda calculado foi de 15%, incidente sobre aplicações de mais de 2 anos.

A justificativa para o uso do Tesouro IPCA+ é que ele é um título público, tornando-o totalmente seguro, já que o risco de calote da dívida pública é sempre menor do que da dívida privada – bancos, instituições financeiras.

Depois, também devemos nos atentar ao fato de que esse ativo se remunera sempre acima da inflação, o que é importante para que um investimento financeiro seja vantajoso.

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Na prática é assim: se o Tesouro IPCA+ 2050 com Juros Semestrais rende 5,24% acima da inflação, isso quer dizer que se no próximo ano a inflação for de 10%, então o papel vai render os 10% mais os 5,24%.

Isso é Suficiente para Viver de Juros?

O rendimento de 5,24% é semestral, obviamente, e feito em dinheiro. Isso quer dizer que se você tem 1 milhão de reais investidos nesses títulos, a cada 6 meses você receberá cerca de 22,3 mil reais, descontados o IR.

Aí, seu investimento continua lá, intacto, como título público e você pode resgatar, corrigido pela inflação, na data vencimento. Se resgatar antes do vencimento, você pode ter perda, sem que seja possível prever de imediato.

Agora sim, para conseguir viver de juros no Tesouro IPCA+ 2050 com Juros Semestrais, veja quanto é preciso ter:

Renda Mensal                                      Investimento Financeiro

  • 2 mil reais                                            538.841 reais
  • 5 mil reais                                            1.347.104 reais
  • 10 mil reais                                          2.694.207 reais
  • 15 mil reais                                          4.041.311 reais

A Bolsa de Valores em 2017

O Brasil vive aquele momento que todo economista gosta de falar como sendo “turbulência”.

No final de agosto, por exemplo, o índice da Bolsa de Valores (Ibovespa) atingiu 71 mil pontos, ficando próximo à máxima histórica – o que surpreendeu os analistas financeiros.

Assim, algumas equipes de analistas, como a do XP Investimentos, revisou as estimativas do Ibovespa para 85 mil pontos para os próximos meses, isso seria uma alta de 20%.

Os analistas fizeram exposições sobre o pensamento e essa visão positiva do cenário, confira em tópicos porque as perspectivas são tão boas.

A Selic

A história da Selic média leva à uma redução do custo da dívida das empresas, ou seja, ela deve continuar em queda. Além disso, a retomada da atividade econômica vai continuar dando sinais de que “o pior” já passou e as empresas terão resultados positivos.

Fundos de Previdência

Neste cenário também há de considerar a alocação dos fundos de previdência, que ainda está em sua maior parte na Renda Fixa (74% do patrimônio).

“Se somarmos os investimentos em ações e os outros dos fundos de renda variável, a alocação é de 18%, um montante que era de 32% em 2010”, compararam os analistas.

“Se considerarmos uma migração para a renda variável para os níveis de 2010 poderíamos ter um incremento de 100 bilhões de reais no volume de ações”, garantem.

Cenário Eleitoral em 2018

Os analistas dizem que para 2018 é cotado um presidente reformista para vencer as eleições, conforme informado em pesquisas feitas e analisadas pelos economistas da XP Investimentos.

Os nomes mais cotados são de João Doria e Geraldo Alckmin. E se isso se concretizar a expectativa é a alta do Ibovespa.

Cenário Internacional

Após 2016 e a eleição de Donald Trump neste ano, os analistas teme as eleições na Holanda e na França, que podem ter desfecho favorável à zona do euro.

Aí, há de se considerar ainda os parceiros comerciais do Brasil, como China, que é da zona do euro e os Estados Unidos e a Argentina, que apresentam boas expectativas.

Privatizações no Brasil

Nos últimos dias, o governo brasileiro tem falado em privatizações para reforçar o caixa, o que contribui para o ajuste fiscal. Isso é bom para a infraestrutura do país e também para gerar empregos e consumo.

Isso resulta em queda da percepção e a expansão da atividade econômica.

Catalisadores e Riscos

Os analistas também falam de catalisadores e riscos. A se começar, podemos dizer das reformas econômicas, que mesmo com pouco conteúdo original, representam pontos importantes no avanço do risco de insolvência.

Agências de Rating

A aprovação de reformas e o cumprimento da meta podem fazer com que as agências melhorem a perspectiva da nota do Brasil.

Isso pode impactar os juros para vencimentos mais longos.

Por outro lado, o cenário atual é de revisão para baixo dos juros, o que tem consequências nas despesas financeiras e levar à revisão do lucro líquido das empresas.

Viver de Juros no Tesouro Direto ou no Mercado de Ações?
Reprodução: Google

Consideração – Cuidado com Ativos que Rendem CDI

O cuidado aqui é para com as instituições que vendem ativos que rendem até 150% do CDI, o que é praticamente impossível. Se você observar nas entrelinhas, não compromisso da instituição em pagar esse valor se você investir nela.

O que ela mostra é um resultado de um investimento financeiro da renda variável (mercado de ações), que coincidiu com um rendimento equivalente à essa porcentagem sobre o CDI nos últimos meses, mas isso não tem a ver com a rentabilidade.

Aliás, o CDI – Certificado de Depósito Interbancário – é uma taxa de juros que os bancos cobram quando emprestam dinheiro uns para os outros, por um dia. O que vem acontecendo é que muitas empresas tem citado CDI na renda variável.

Assim, quando você ver que “nossa carteira rendeu x% do CDI” é bom ficar atento se essa carteira não está cheia de ações ou outros ativos que não são referenciados pelo CDI.

Como Conseguir Viver de Juros

Todo mundo que pensa em viver de juros precisa considerar a aplicação do dinheiro em carteiras diversificadas com títulos públicos, privados e os fundos. Para a consultora, essa é a melhor estratégia para reduzir riscos no mercado financeiro.

“Escolha títulos pós-fixados e atrelados à inflação, com vencimento de curto, médio e longo prazo, além dos fundos com prazos de resgate curtos, de onde serão retirados os valores mensais”, ela diz.

“E os fundos multimercados para maximizar o retorno no longo prazo”, diz a consultora.

Com o tempo, o foco tem que ser em renovar os títulos de acordo com as oportunidades de mercado. De tempos em tempos, ela diz, parte do dinheiro tem que ser migrada para os fundos na busca pela liquidez.

Sobre Viver de Juros

Viver de Juros tem várias nomenclaturas nos dias de hoje – viver de renda, viver de aplicações financeiras, viver de investimentos financeiros, renda perpétua e por aí vai.

Tudo isso formam um grupo de expressões que são destinadas a todas as pessoas que buscam nada mais nada menos do que a famosa Liberdade Financeira.

Bom, já a liberdade financeira tem a ver com ser financeiramente independente, ou seja, você não precisa de ninguém para conseguir um dinheiro mensal.

Sim, você não precisa aguentar aquele seu chefe chato para ter o seu dinheiro no fim do mês e nem precisa agradar o seu cliente, para que ele compre os seus produtos.

A ideia de ser livre financeiramente é a de conseguir viver de juros, obviamente. E isso quer dizer que você terá uma renda todos os meses.

Era como funcionava a aposentadoria. Após se aposentar, o trabalhador recebia um salário mensal, o que era suficiente para pagar as contas e manter o padrão de vida. Com a Reforma da Previdência, todos sabem que essa história já não é bem assim.

Nova Reforma da Previdência? Invista 10% do seu salário e garanta sua aposentadoria sem depender do INSS

Aliás, viver de juros é mais do que isso porque você pode receber quanto quiser, ou melhor, quanto se dispor a receber.

Da mesma forma, não precisa chegar aos 60 anos para conseguir tal feito – você pode fazer isso com 30, 35 ou 40 anos, dependendo da sua disciplina financeira.

Entenda, portanto, que estamos falando em viver de juros. Se o seu foco é ganhar dinheiro para comprar carros de luxo, iates, jatinhos…

Esse artigo, infelizmente, não é para você. Ao contrário, se você quer ter uma renda todos os meses para custear seus gastos, continue lendo e descubra como conseguir isso.

O bê-á-bá para quem vai investir dinheiro

Uma das regras de quem quer viver de juros é ter a ideia de que a disciplina na hora de investir é primordial – assim, não adianta fazer um investimento com esse objetivo e com o tempo usar tal recurso para resolver eventualidades.

O ponto de partida é reconhecer o mercado e analisar sobre ele o seu objetivo financeiro.

Se você tem a segurança de conhecer o assunto, isso ajuda na hora de definir o valor que é preciso acumular e os investimentos periódicos. Quando se tem uma estratégia bem montada, é possível atingir o objetivo.

O conselho de Sandra é sempre fazer revisões das estratégias, priorizando aquilo que pode mudar conforme o projeto inicial.

Também é importante não subestimar a capacidade de investimento – o futuro financeiro trabalha com a questão dos juros compostos. Esqueça a ideia de que é possível investir dinheiro apenas quando já se tem muito dinheiro inicial.

Existem títulos que pagam bons rendimentos com aplicações a partir de 1 mil reais.

Aposentadoria Milionária

Sobre ter uma aposentadoria milionária, Daniel Zamboni, que é da Br Investe, afirma que saber quanto e onde aplicar é imprescindível. Para ele, quanto maior for o tempo até a aposentadoria, menos ela terá que poupar mensalmente.

Ele também comenta sobre a inflação – a qual é impossível prever.

A partir disso, ele fez alguns cálculos considerando um investimento que renda 5% ao ano e que siga uma taxa de retorno real.

Conforme a tabela dele, uma pessoa que tem 45 para se aposentar, ou seja, que tenha 20 anos de idade, poderia economizar apenas 280 reais ao mês para chegar aos 65 anos com 1 milhão de reais na conta.

Já para uma pessoa que tem 15 anos até o prazo final, ou seja, que tenha 50 anos de idade, o investimento precisaria ser de 3,2 mil reais ao mês.

Para todas as pessoas que vão investir pensando na aposentadoria, o especialista recomenda os títulos do Tesouro Direto que pagam o IPCA mais 5% ao ano, como o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais e vencimento para 2035.

Para todas as outras pessoas que tem perfil para investir na renda variável, a recomendação é justamente na compra e venda de ações ou nos fundos multimercados.

Sobre investir dinheiro, qual é a melhor opção: o Tesouro Direto ou a Bolsa de Valores? Este artigo vai te ajudar a encontrar a resposta ideal, conforme o seu perfil para investimentos. Confira cada uma dessas aplicações e suas características, que incluem números atualizados.

O artigo é breve e foi dividido em dois tópicos: Tesouro Direto e Mercado de Ações.

Aumenta número de pais preocupados com aposentadoria dos filhos, diz pesquisa

O estudo foi feito pela Boa Vista SCPC e mostrou que o percentual desses pais aumentou de 42% referente ao mesmo período do ano passado para 59%. De todos os pais que poupam dinheiro para os filhos, mais da metade optam pela caderneta da poupança.

Na ordem crescente, 8% optam pela previdência privada. 7% optam pelos fundos de investimentos, ações ou CDBs (Certificado de Depósito Bancário). 6% pelos títulos de capitalização.

Para Ricardo Paixão, que é economista e conselheiro do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), o número de investidores que optam pela poupança mostra que falta conhecimento sobre as opções de investimentos financeiros.

“A poupança é uma boa aplicação, mas se a pessoa não tiver muito disciplina, é bem provável utilize que aquele recurso para outra finalidade antes do prazo determinado”, disse.

Paixão conta que é importante conhecer outras opções que vai além da caderneta, especialmente aquelas que oferecem rendimentos mais atrativos no longo prazo.

“Quando se fala em guardar dinheiro para o futuro dos filhos, trata-se de aplicação a longo prazo. Nesses casos, é recomendável definir a finalidade da poupança, depois escolher o produto financeiro mais adequado”, comentou.

“Por exemplo, o CDB e a previdência privada podem ser mais vantajosos”, completou.

Da Redação

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