Entenda o título de crédito privado de renda fixa e a importância para a carteira

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Durante todo o ano, ou pelo menos na maior parte dele, todos os investidores têm visto que a renda fixa não se comportou tão bem como nos últimos anos. Os motivos são: pandemia e baixa Selic. Nesse viés, a gente também viu crescer a importância do título de crédito privado de renda fixa.

Porém, nem todo mundo sabe o que é esse título ou como ele se comporta em comparação com as outras opções do mercado. Aliás, se há uma boa notícia nisso tudo é que há um começo de recuperação do mercado da renda fixa e ela começa com o crédito privado.

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O que é o título de crédito privado de renda fixa

Para quem não sabe ou não se ligou, considere que o crédito privado são títulos que são emitidos por empresas. Elas usam tal recurso para se financiar. Assim, a gente vai encontrar nomes como debêntures ou letras financeiras como principais opções do mercado.

Para quem não conhece esses ativos, mas está interessado, saiba também que atualmente o pequeno investidor tem optado pelos fundos que aplicam em crédito privado.

Para especialistas, no começo da pandemia esses fundos trouxeram resultados assustadores e abaixo do esperado. Porém, eles acreditam que estamos vivendo o começo de uma recuperação. Inclusive, falam que agora é a hora de pensar de novo nesses créditos privados.

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Os juros baixos

Agora que ficou mais fácil entender o título de crédito privado de renda fixa, vamos falar do fato de que os juros baixos fizeram com que muita gente, inclusive os pequenos investidores, começassem a pensar em ações ou ativos da renda variável.

Afinal, a rentabilidade da renda fixa estava ruim demais nesses últimos meses, não acha? Porém, a verdade é que a bolsa de valores não é para todo mundo. Assim, há vários degraus para sair da renda fixa e chegar na renda variável. O que quer dizer que nem sempre vale a pena.

Assim, ainda que com os juros baixos da Selic, uma boa ideia pode sim ser ficar na renda fixa. Porém, pensar além dos títulos públicos do Tesouro Direto. E aqui entra a importância de falar do crédito privado, que tem rentabilidades melhores.

A retomada

Então, para seguir o que os analistas vêm estudando, vamos considerar que muita gente correu para vender os ativos das cotas dos fundos do crédito privado para investir em ações ou ETFs ou FIIs. O motivo era o medo de que a economia piorasse ainda mais.

Assim, os gestores venderam títulos bons a qualquer preço para pagar cotistas. Mais tarde, alguns indicadores mostraram uma recuperação do setor todo. Hoje, esses fundos ainda estão negativos. Conforme a Anbima, o índice de debêntures acumula 0,8% negativo.

Porém, muito se fala em retomada da economia e desses ativos. Até mesmo porque se espera que haja um movimento de recuperação dos preços dos títulos de empresas no país. Assim, ainda há de e considerar que as taxas para esses títulos devem cair ainda mais.

As rentabilidades

Para sermos mais práticos sobre o título de crédito privado de renda fixa, considere que na internet, em fontes oficiais, a gente encontra papéis com bons riscos de crédito oferecendo taxas acima do CDI. Enquanto a Selic está em 2%, tem títulos com adicionais de 4%. O dobro.

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Agora, também é preciso saber que essa Selic vai continuar baixa por mais alguns anos. Então, ter uma taxa duas vezes acima da Selic é um bom pensamento para quem gosta de investimento seguro.

Curiosamente, saiba que a estimativa é que, conforme o Boletim Focus, a Selic fique em 3% até o fim de 2021.

As últimas notícias

Para agregar valor nessa matéria, ainda podemos falar das últimas notícias. Por exemplo, o Congresso aprovou que o Banco Central comprasse títulos de crédito privado se for necessário para estabilizar as taxas. Isso já aconteceu com o Federal Reserva nos Estados Unidos.

Por isso, hoje o mercado fala em “high grade”, que são títulos dos fundos. Neles, os emissores são mais confiáveis e com menos chances de dar problemas aos investidores pelo risco de crédito. Ou seja, dá para pensar em rentabilidade maior e com risco menor.

Além de tudo, o que se tem visto é que a grande maioria das empresas estão passando por dificuldades. Logo, é normal que busque o auxílio de recursos. Isso vale, especialmente para as pequenas e médias empresas.

Para especialistas, a própria recuperação da bolsa de valores do Brasil mostra esse “entusiasmo” das empresas do país – “que já passaram pelo pior”, dizem. E outra coisa é que poucas empresas tiveram a sua nota de crédito rebaixada nesses tempos.

Crédito privado como reserva de emergência

título de crédito privado de renda fixa

E para fechar esse texto sobre título de crédito privado de renda fixa, saiba que ele não combinada com a reserva de emergência. Assim, os fundos de renda fixa acabam não tendo liquidez como o investidor quer ter em uma reserva.

Ao passo que os fundos podem ter retornos negativos, como nesse período de incertezas que acabamos de viver. Logo, para a reserva só deve pensar em CDB ou Tesouro Selic dentro da questão da renda fixa. Os fundos são para médio ou longo prazo.

Marcia Lima é da Quasar e definiu isso muito bem em recente entrevista: “muitos investidores não olhavam o crédito privado como alocação de longo prazo e sim de alocação de caixa. Tinham reserva nesses fundos e não estavam cientes dos riscos”.

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