Cadastrados no Tesouro Direto cresce e Ibovespa bate 85 mil pontos – E Agora?

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Sobre investir dinheiro, qual é a melhor opção: o Tesouro Direto ou a Bolsa de Valores? Este artigo vai te ajudar a encontrar a resposta ideal, conforme o seu perfil para investimentos. Confira cada uma dessas aplicações e suas características, que incluem números atualizados.

O artigo é breve e foi dividido em dois tópicos: Tesouro Direto e Mercado de Ações.

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O Tesouro Direto em 2017

O programa do Governo Federal foi criado em 2002 e em 2017, exatamente no mês de julho, alcançou a marca inédita de 1,5 milhão de pessoas cadastradas, conforme o Tesouro Nacional.

No 7º mês do ano, a adesão foi de mais de 54 mil novos investidores, o que significa um crescimento na modalidade de mais de 73% no último ano. Agora, o número de ativos somou 520 mil no mesmo mês, o que dá um parâmetro de 62%.

Quanto aos tipos de títulos, aqueles que estão vinculados à taxa básica de juros da economia, Selic, foram os mais investidos, representando 43% do volume total do Tesouro.

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Depois, ficam os títulos indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), assim como o Tesouro IPCA+ e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais. Eles somaram 37% do total de títulos negociados no período.

Já os títulos prefixados foram responsáveis por 19,7% do total.

Esse aumento significativo do interesse pelo título público tem a ver com a perda de rentabilidade da poupança e obviamente dos juros básicos da economia, que chegou ao menor nível nos últimos 4 anos.

Melhor que a Poupança

Assim, para quem busca melhor rentabilidade do que é oferecida pela poupança, o Tesouro Direto é uma boa alternativa financeira, levando em conta que o programa é interessante para objetivos no longo prazo.

O exemplo disso está a educação dos filhos pequenos ou com a ideia de ter uma previdência complementar.

O que há de se considerar é que muitas pessoas ainda tem dúvidas e medo de “enfrentar” esse novo investimento brasileiro, mesmo que ele é considerado tão democrático e seguro.

O receio e a falta de conhecimento são os principais causadores dessa falsa impressão.

Entenda que ao aplicar dinheiro em títulos públicos, o Governo Federal se torna credor em troca do pagamento do valor investido acrescido de juros.

E mesmo que o país enfrente uma gigante crise financeira, o medo de o governo não honrar com os compromissos é muito grande.

Para os especialistas, os investidores não têm com que se preocupar – a explicação está no fato de que o Tesouro Direto soma um percentual mínimo da dívida pública e, logo, não tem alto risco de calote.

A Rentabilidade da Renda Fixa

Outro ponto importante do Tesouro está na rentabilidade que é oferecida em cada título.

Com os vários cortes da Selic, algumas aplicações em renda fixa perderam atratividade financeira e, além disso, as previsões ainda continuam sendo de queda para os próximos meses e até o próximo ano.

Portanto, os brasileiros ainda têm a chance de olhar outras opções da renda fixa, como os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), Letras de Câmbio e as Letras de Crédito (LCI e LCA).

Como Investir em Renda Fixa: O Guia Definitivo

Todas essas opções de ativos financeiros oferecem bons retornos e mesmo que não tenham a segurança do governo federal, estão expostas ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que banca até 250 mil reais de cada investimento caso o banco quebre.

Outra opção, mais ousada, para ganhar mais dinheiro com o rendimento de investimentos é a bolsa de valores, que pode ser feita com a negociação de ações ou contratos futuros, vamos falar disso no próximo tópico.

Nunca se esqueça, porém, que a estratégia é importante na hora de investir dinheiro – seja na renda fixa ou na variável, os objetivos precisam ser bem traçados. Só assim será possível chegar ao ápice, que é viver de juros.

Cadastrados no Tesouro Direto cresce e Ibovespa bate 85 mil pontos – E Agora?
Reprodução: Google

A Bolsa de Valores em 2017

O Brasil vive aquele momento que todo economista gosta de falar como sendo “turbulência”.

No final de agosto, por exemplo, o índice da Bolsa de Valores (Ibovespa) atingiu 71 mil pontos, ficando próximo à máxima histórica – o que surpreendeu os analistas financeiros.

Assim, algumas equipes de analistas, como a do XP Investimentos, revisou as estimativas do Ibovespa para 85 mil pontos para os próximos meses, isso seria uma alta de 20%.

Os analistas fizeram exposições sobre o pensamento e essa visão positiva do cenário, confira em tópicos porque as perspectivas são tão boas.

A Selic

A história da Selic média leva à uma redução do custo da dívida das empresas, ou seja, ela deve continuar em queda. Além disso, a retomada da atividade econômica vai continuar dando sinais de que “o pior” já passou e as empresas terão resultados positivos.

Fundos de Previdência

Neste cenário também há de considerar a alocação dos fundos de previdência, que ainda está em sua maior parte na Renda Fixa (74% do patrimônio).

“Se somarmos os investimentos em ações e os outros dos fundos de renda variável, a alocação é de 18%, um montante que era de 32% em 2010”, compararam os analistas.

“Se considerarmos uma migração para a renda variável para os níveis de 2010 poderíamos ter um incremento de 100 bilhões de reais no volume de ações”, garantem.

Cenário Eleitoral em 2018

Os analistas dizem que para 2018 é cotado um presidente reformista para vencer as eleições, conforme informado em pesquisas feitas e analisadas pelos economistas da XP Investimentos.

Os nomes mais cotados são de João Doria e Geraldo Alckmin. E se isso se concretizar a expectativa é a alta do Ibovespa.

Cenário Internacional

Após 2016 e a eleição de Donald Trump neste ano, os analistas teme as eleições na Holanda e na França, que podem ter desfecho favorável à zona do euro.

Aí, há de se considerar ainda os parceiros comerciais do Brasil, como China, que é da zona do euro e os Estados Unidos e a Argentina, que apresentam boas expectativas.

Privatizações no Brasil

Nos últimos dias, o governo brasileiro tem falado em privatizações para reforçar o caixa, o que contribui para o ajuste fiscal. Isso é bom para a infraestrutura do país e também para gerar empregos e consumo.

Isso resulta em queda da percepção e a expansão da atividade econômica.

Catalisadores e Riscos

Os analistas também falam de catalisadores e riscos. A se começar, podemos dizer das reformas econômicas, que mesmo com pouco conteúdo original, representam pontos importantes no avanço do risco de insolvência.

Agências de Rating

A aprovação de reformas e o cumprimento da meta podem fazer com que as agências melhorem a perspectiva da nota do Brasil.

Isso pode impactar os juros para vencimentos mais longos.

Por outro lado, o cenário atual é de revisão para baixo dos juros, o que tem consequências nas despesas financeiras e levar à revisão do lucro líquido das empresas.

Com informações do Terra e do Infomoney

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