Bolsa de Valores: Setor Elétrico em Alta e de Aviação em Baixa

Quem está na Bolsa de Valores tem que ter uma Carteira de Investimentos. Não importa se você opta por um gestor fazer isso ou se você mesmo monta a sua carteira – você tem que ter uma. Essa notícia é importante por isso: conforme especialistas, o setor elétrico vai bem e o de aviação já era. Entenda!

Antes, entenda um pouco sobre o mercado de ações do Brasil:

Mercado de Ações Brasileiro

O Mercado Acionário no Brasil é muito líquido, ou seja, os investidores conseguem comprar e vender os papéis com tranquilidade, podendo resgatar o dinheiro com facilidade.

Para investir em ações, é preciso abrir uma conta em uma corretora de investimentos e escolher as ações que deseja comprar. O ideal é que a decisão seja tomada após análise de vários fatores, incluindo o tempo de investimento e o risco.

Caso você ainda não tenha muito conhecimento sobre esse mercado e quer começar a investir, mas com RISCO ZERO, nós temos um curso feito em 4 vídeo aulas que podem te auxiliar nessa caminhada. Por sinal, é tudo gratuito e você só precisa se cadastrar através do link!

Setor Elétrico em Alta

Sobre o setor elétrico, não há forma diferente de começar se não for falando da Equatorial Energia – EQTL3. Essa ação é considerada “marca registrada” nos portfólios dos investidores devido à qualidade dos seus ativos e a competência da sua gestão.

Essa holding está no setor elétrico e seu core business é o ramo de distribuição, que corresponde à 95% do resultado. As receitas vem de duas operações: Cemar (Companhia Energética do Maranhão) – única concessionária do estado e a Celpa (Centrais Elétricas do Pará).

“A empresa atua em distribuição de energia, o que é um monopólio em cada região do Brasil, pois você não abre concorrência para saber qual energia é melhor usar na tua casa, você usa aquela que já é entregue”, diz Pedro Sales, da Verde Asset.

“Gostamos do business de distribuição no Brasil. Acreditamos que o segmento tem condições de trazer crescimento, tanto orgânico, como através de consolidação via Fusões e Aquisições, com boas taxas de retorno”, confirma Paulo Weickert, da Apex Capital.

“Boa gestão significa bom resultado no setor de distribuição. E a Equatorial tem um histórico incrível. Desde 2044, ela transformou a Cemar de uma empresa praticamente quebrada em uma das melhores empresas do Brasil. É uma história de sucesso que completa 13 anos”, diz Sales.

Bônus: No final do Artigo teremos um tópico para falar sobre as Ações dos Bancos

“Temos ainda o caso da Celpa, que ainda não é uma super história de sucesso mas já teve uma melhora significativa. Claramente esse resultado é porque a gestão da empresa é excepcional e não é um resultado que eu avalio como pontual que vai mudar meu ponto de vista”, conclui o pensamento.

Ainda sobre a Equatorial, em abril ela arrematou um lote de linhas de transmissão no estado do Pará com deságio de 9,5%, fator que foi exaltado pelos analistas do fundo de investimento – “Retornos bastante Atrativos”.

“No final do ano passado e no início desse ano, a empresa saiu vencedora de 8 lotes nos leilões de linha de transmissão. Apesar do mercado já esperar que a companhia fizesse lances por alguns trechos, a quantidade de lotes vencedores e as condições obtidas surpreenderam positivamente”, disse Gustvo Heilberg, que é do HIX Capital.

Setor de Aviação em Baixa

Luiz Barsi é conhecido por seus investimentos financeiros – e sua fortuna na Bolsa de Valores. Nos últimos dias, o especialista ficou ainda mais falado ao dizer que “jamais investiria em ações do setor de aviação”.

A explicação dele é o fato de que o histórico é penoso.

“Procuro investir em empresas que estejam em atividades que sejam perenes e ostentem uma condição de sustentabilidade. Setores necessários para qualquer país, como energia, saneamento, telecomunicações, mineração”, diz ele em uma palestra que aconteceu na Expert 2017.

Entre os destaques de Barsi está a Klabin, que é do setor de papel e celulose e que tem um histórico de gestão de mais de 100 anos – com terras, plantações de árvores, produção de celulose, papel, papelão, embalagens, cartão da Tetrapak… Produtos sustentados pelo consumo.

“A perenidade é isso. Ela vai fazer todo esse processo novamente. Ela está em um setor que permite isso”, diz.

Barsi também opta pela Vale, uma ação para “comprar e esquecer”, já que está com um preço convidativo. Por citar essa empresa, ele lista duas características: a inclusão de Fabio Schvartsman no comando da empresa e a migração par ao Novo Mercado.

“Não vale a pena comprar as ações preferenciais, porque você vai ter um gap de perda”, alerta.

Também na palestra, o megainvestidor afirmou que o investidor precisa ter uma carteira previdenciária, com ações sólidas e que tenham histórico de pagar bons dividendos.

“Os nossos políticos são exímios nisso – crise – e acredito que as crises são passageiras. Nesses períodos, quando você avalia a relação P/VPA (Preço sobre Valor Patrimonial), a sustentabilidade de um projeto, aí não há dúvida – sobre investir em ações”.

Ele diz, assim sendo, que é possível ficar rico investindo em ações. Mas, para tal, é preciso saber comprar bons papéis e controlar o ego, além de ter disciplina e paciência. “Quem souber fazer isso, com certeza, ficará milionário”.

Bônus: E as Ações dos Bancos?

Para o analista Francisco Kops, da Garde Asset, o cenário atual não é o melhor dos mundos par ao setor bancário, contando com que o PIB (Produto Interno Bruto) não deve crescer muito no ano e a Selic está em queda.

Para ele, o mais esticado seria o Itaú Unibanco, mas o que mais pode surpreender é o Bradesco, levando em conta a receita e as despesas com provisões para devedores duvidosos.

Do lado dos pequenos ou médios bancos, o destaque é o Banrisul, que tem a possibilidade de ser privatizado pelo Estado do Rio Grande do Sul.

“Isso traria um potencial de valorização muito grande. É difícil imaginar que seria vendido a menos de 2 vezes o valor patrimonial e pensando que hoje negocia abaixo do valor patrimonial, isso representaria um potencial de ganhos de mais de 100%”.

Com informações do infomoney