Santander lista 7 Small Caps para apostar em 2017 e Klabin ganha espaço na Bolsa de Valores

O banco Santander publicou um relatório apontando 7 small caps com forte potencial de crescimento de lucro a longo prazo. Essas são ações de empresas de pequeno e médio porte com baixa liquidez na Bolsa de Valores, mas que nem por isso deixam de ser interessantes ao investidor.

Entre as ações recomendadas pelo banco estão AES Tietê, Comgás, Mahle Metal Leve, Rumo Logística, São Martinho, Ser Educacional e Sul América. Leia também: 4 passos para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores mesmo em época de crise.

1 – AES Tietê (TIET11)

O relatório destaca os contratos firmados pela AES Tietê durante o segundo semestre de 2016. De acordo com o banco, a dinâmica de venda antecipada de energia gera estabilidade e previsibilidade na geração de caixa futura. O potencial de valorização da ação é de 21,62% e a recomendação é de compra.

2 – Comgás (CGAS5)

O Santander acredita que os papéis da Comgás tenham um potencial de valorização de 52,51%. O otimismo com as ações da empresa se deve principalmente ao reajuste tarifário, de 9,81%, que foi concedido em maio deste ano.

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Além disso, o banco ressalta que 100% da receita da Comgás é indexada a inflação, por isso a empresa tem menor dificuldade em repassar aumento dos custos quando comparada com empresas de outros setores.

3 – Mahle Metal Leve (LEVE3)

Para a Mahle Metal Leve, o potencial de valorização da ação é de 30,69%. O banco destaca que a companhia é uma das poucas alternativas de empresas exportadoras que oferecem um bom histórico de distribuição de dividendos.

4 – Rumo Logística (RUMO3)

O relatório aponta que a Rumo Logística tem potencial de valorização de 39,75% e destaca que “o aumento de capital finalizado em abril deu folga de caixa para a empresa lidar com suas obrigações de curto prazo”.

O banco indica ainda que a geração de caixa da empresa é inelástica, com 80% de todo volume transportado é para o escoamento de commodities agrícolas do centro-oeste para o Porto de Santos (SP).

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Além disso, 80% do volume transportado é indexado pela inflação, o que garante maior estabilidade e previsibilidade no volume transportado e nas margens operacionais.

5 – São Martinho (SMTO3)

A São Martinho tem potencial de valorização de 39,20%. O banco aponta o aumento recente do preço do açúcar (+30% em 2016) e destaca que um possível aumento da CIDE (para fins de arrecadação fiscal e redução do endividamento público) deve impactar positivamente o preço do etanol.

6 – Ser Educacional (SEER3)

O Santander acredita que a empresa do setor de educação deve ser a próxima grande consolidadora do setor. O banco calcula que a companhia pode aumentar em 24% a sua base de alunos por meio de Fusão & Aquisição “sem ultrapassar um nível de alavancagem de 2,5x dívida líquida”.

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7 – Sul América (SULA11)

O Santander aponta uma possível valorização de 6,21% nas ações da Sul América. O relatório destaca que os planos corporativos com coparticipação que já alcançam quase 100% das novas apólices, o que tem reduzido a frequência dos atendimentos e mitigado qualquer pressão advinda do aumento do desemprego.

A grande aposta no setor de C&P

Em entrevista a Exame.com, Bruno Giardino e Renato Maruichi, que assinam o relatório do banco, destacam que no setor de Celulose e Papel, a grande aposta é na Klabin (KLBN11). A empresa manteve a recomendação de compra, uma vez que a companhia é menos exposta ao desequilíbrio de oferta e demanda no mercado de celulose frente aos produtores de celulose mais delicados.

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A perspectiva do banco é que a Klabin será a única companhia do setor a apresentar geração de Fluxo de Caixa Livre e desalavancagem financeira em 2017.

Se o cenário econômico interno melhorar, afirma a instituição, a fabricante de papel poderá se beneficiar ainda mais com a venda de embalagens “a margens decentes”, o que poderia reduzir o risco de volatilidade do câmbio.

Já a Suzano (SUZB5) foi rebaixada de compra para manutenção. A tese dos analistas é a de que o potencial de alta das ações é limitado. Além disso, a geração de caixa e a alavancagem da empresa poderá se deteriorar frente a um cenário mais desafiador para a celulose.

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A Fibria (FIBR3) também teve a recomendação rebaixada para manutenção. Segundo o documento, a companhia tem hoje um “posicionamento pouco atrativo no ciclo de investimentos, consumindo mais caixa e mostrando-se mais cara que seus pares diretos”.

Os analistas também afirmam que a Fibria está “presa em uma situação de desembolso de investimentos” para crescer de forma orgânica — algo que é positivo. A parte ruim, dizem, é que esses investimentos estão descasados do momento atual da celulose, que não deve ter os preços reajustados no próximo trimestre.

De todos os setores presentes na Bolsa, o de papel e celulose é o que tem mais chances de acabar 2016 com o pior desempenho. De janeiro para cá, as ações ordinárias da Fibria registraram baixa de mais de 35%.

Já as units da Klabin têm queda de 30%, enquanto os papéis preferenciais da Suzano caíram quase 26%. O setor vai na contramão do Ibovespa, que acumula ganhos de pouco mais de 42%.

A situação dessas companhias pode não melhorar tão rapidamente, segundo os analistas Santander. O banco ressalta que, “apesar dos aumentos sequenciais no preço da celulose na China”, os fundamentos do setor ainda são “desafiadores”.

A alta de preços registrada nos últimos dois meses terá curta duração e o excedente de oferta poderá fazer com que esses preços caiam já no começo de 2017.

Reprodução: Google

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Outro fator que pode impactar o desempenho do setor é o câmbio. Como as receitas dessas companhias são em dólar e os custos são em reais, a queda da moeda norte-americana faz com que as vendas gerem menos receitas e os custos sejam mais altos.

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Com informações da Exame.com