7 Dicas para Criar uma Reserva Financeira no Fim do Ano

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Comprar algo que não precisava ou que poderia ser adiado é o principal motivo que leva os brasileiros a não conseguir criar uma reserva financeira para se preparar para situações inesperadas do futuro.

Conforme uma pesquisa da Anbima, associação do mercado de capitais do país, 80% das pessoas brasileiras reconhecem a importância de ter esse dinheiro extra, mas mais da metade não consegue guardar dinheiro.

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O levantamento também mostra que a maioria dos brasileiros diz que toma cuidado para controlar os gastos, porém, 60% deles assumem que não conseguem ter um planejamento financeiro para atingir os objetivos e esperam “acontecer algo” para tomar atitudes.

O estudo tem a ver com as teses do vencedor do Nobel de Economia deste ano, Richard Thaler, que é sobre a Economia Comportamental. Conforme o estudioso, a falta de autocontrole acontece quando o consumo de curto prazo sabotam os desejos de longo prazo.

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É como costuma acontecer: uma reserva mensal de dinheiro para a aposentadoria acaba por ser trocada pela parcela de financiamento de um carro, por exemplo.

“A teoria da economia comportamental trata o dinheiro de forma muito mais próxima da nossa realidade. Não dizendo como deveríamos agir, mas como, de fato, agimos”, concluiu Paula Sauer, da Planejar.

Ela diz que quando o assunto é finanças pessoais, não existe um modelo correto ou regras fixas. Cada pessoa vive momentos distintos que são importantes para a decisão financeira.

“As escolas que fazemos são sempre sob pressão de tempo e emoções, o que deixa a racionalidade distante”.

O desafio, para o presidente do Comitê de Investidores da Anbima, Aquiles Mosca, é aceitar deixar de lado os pequenos prazeres da vida. “Toda renda extra tem como direcionamento primordial o consumo imediato”.

Isso mostra um resultado na prática: 97% dos aposentados não têm liberdade financeira e precisam reduzir o padrão de vida nessa fase da vida.

Outro dado mostra que a falta de planejamento financeiro, além de inibir a criação de uma reserva financeira, também resulta na alta inadimplência. Ou seja, conforme dados do SPC Brasil, quase 60 milhões dos brasileiros estão com as contas no vermelho.

“O dinheiro deve ser assunto frequente nas conversas das famílias. Não pode ser espinhoso nem exclusivo dos momentos de crise”, disse Paula.

Reserva de Emergência

“Tenha um planejamento financeiro para segurar as pontas por, no mínimo, 12 meses”, diz Souza.

“O máximo que pode acontecer quando essa instabilidade econômica tiver acabado ou caso apareça logo outro emprego é que haverá um dinheiro extra para emergências ou para algum investimento financeiro”.

Ele também fala que o segredo é encontrar um método de controle com o qual se adapte melhor, seja por uma planilha de excel ou um aplicativo para celular que lembre de anotar os gastos.

Mas, para que servirá a Reserva de Emergência?

“É um dinheiro que serve para dar uma tranquilidade até que a pessoa consiga se recolocar num patamar próximo ao do emprego anterior”, afirma Linero.

Para isso, recomenda-se investir dinheiro em ativos como CDBs (certificados de depósitos bancários), Tesouro Selic e Fundos DI – sempre levando em conta a liquidez diária.

7 Dicas para Criar uma Reserva Financeira no Fim do Ano

7 Dicas para Criar uma Reserva Financeira no Fim do Ano

Considerando que os gastos do fim e do início do ano costumam apertar o orçamento financeiro dos brasileiros, nós separamos uma lista com 7 dicas para conseguir economizar dinheiro e manter a reserva financeira. Considere!

1 – Descubra onde é possível economizar dinheiro

Tenha um diagnóstico financeiro para manter seus investimentos na renda fixa.

Durante o processo de anotação, note como você está gastando seu dinheiro e você vai saber quais as despesas pode reduzir ou eliminar para criar a reserva financeira para o final do ano.

Saiba tudo o que gasta separando os tipos de despesas, inclua nisso os cafezinhos também.

A realidade sempre é muito diferente do que imaginamos. E, pesquisas comprovam que 20% dos nossos gastos mensais são supérfluos e poderiam ser desnecessários?

2 – Reveja todas as Despesas Fixas

Aproveite que a época é de fazer uma revisão de todos os meses que passou e reveja suas despesas fixas – você realmente precisa ter pacotes de TV a cabo, internet e planos de celular com valores tão alto?

Eles podem ser reconsiderados e no mercado sempre aparecem pacotes melhores e mais baratos.

Reveja o consumo de água e o de energia elétrica, isso pode te ajudar a economizar dinheiro. Abaixo, como bônus, vamos ter um tópico mostrando alguns aplicativos que podem te ajudar com a economia de energia elétrica.

3 – Tenha um Planejamento Financeiro

Para quem quer viajar, tem que ter planejamento. Já quem quer trocar de carro, há de se pensar em um planejamento também. Se quer comprar a casa própria também. Tudo, na vida, precisará de um planejamento financeiro adequado.

Portanto, se você sabe onde é possível economizar e vai começar a rever todas as despesas, resta agora ter um cronograma financeiro exato e ideal.

Considere ter todos os gastos anotados em uma planilha, transporte, hospedagem, alimentação, passeios. Você tem que saber que o que você ganha tem que estar acima do que você gasta. Se isso não acontece, reveja sua programação.

4 – Nunca deixe de Investir Dinheiro para a Reserva Financeira

Todos os sonhos e os objetivos precisam ter um planejamento financeiro.

Mas, se estamos falando em reserva de emergência, o consumidor precisa guardar dinheiro todos os meses para esse fim.

É interessante ter uma caderneta de poupança, por exemplo. Só que os rendimentos são baixos. O ideal é escolher um produto financeiro que tenha melhores taxas de retorno.

O jeito é pesquisar as melhores opções do mercado, onde vão estar os títulos púbicos do Tesouro Direto.

5 – Estabeleça os seus sonhos

Nunca deixe de sonhar! Isso é importante porque te guia para alcançar seus objetivos financeiros. Se você não tem sonho, não há motivos para economizar dinheiro e criar a reserva financeira, obviamente.

Foque nos seus projetos, que tem que ser de curto, médio e longo prazo.

Lembre-se que todo seu desejo tem que ser considerado um sonho: a troca do carro, a compra da casa, a viagem de fim de ano, a faculdade do filho, a aposentadoria tranquila… Tudo mesmo.

6 – Leve em conta os Gastos com a Moradia

Os gastos com a habitação também podem representar uma boa parcela do seu orçamento financeiro – isso porque normalmente se paga um aluguel ou um financiamento imobiliário.

Não fique limitada aos anúncios dos classificados ou das propagandas de agências imobiliárias. Conte com a opinião de um morador local, para ajudar nessa busca.

A recomendação é reduzir os gastos: faça as contas, pesquise os preços e considere alugar uma casa menor. Lembre-se que na hora de financiar, quanto maior for o valor de entrada, mais benefício você terá na compra.

Aluguel e Condomínio

Não há regras, mas especialistas afirmam que o correto é nunca usar mais do que 30% do salário para gastos com moradia. Isso inclui o valor do aluguel, do condomínio e da prestação do bem, em casos de financiamento.

Quando o valor passa disso, as contas ficarão bastante apertadas e o seu caminho, infelizmente, é o endividamento – portanto, atente-se!

Para esse caso, o ideal é saber fazer as contas antes de comprar ou alugar o imóvel. Ter um fundo de emergências torna-se imprescindível para todos os casos.

Em casos de alugueis, dá para considerar um pagamento anual, que gerará descontos, por exemplo. Mas tudo vai depender da sua situação financeira atual.

No caso de condomínios, normalmente, o valor é fechado e é difícil alterar. A dica, nesse caso, é evitar serviços adicionais, que serão taxados, como coberturas de estacionamentos e outros.

7 – Os pequenos gastos são importantes

Se você realmente está precisando de algum produto, considere os descontos.

Mas, se você pode adiar a compra, faça isso.

Entenda que cozinhar em casa, levar a marmita para o trabalho pode te render uma boa economia. Além disso, apagar as luzes e tirar os eletrônicos da tomada enquanto não usa, te faz economizar dinheiro.

Bônus – Aplicativos para Economizar Dinheiro com Energia Elétrica

A conta de luz também “abocanha” uma grande fatia do orçamento financeiro.

Portanto, quando menor for o consumo de energia elétrica, mais barato o consumidor paga.

A ideia é essa e para isso encontramos alguns aplicativos que podem te ajudar nesse objetivo.

Água e Energia Elétrica

Esses gastos também são variáveis, mas ao que se sabe atualmente tudo é dividido por apartamento em caso de condomínios. Assim, esse tipo de serviço pode ser reduzido conforme o seu uso – quanto menos usar, menos pagará.

A dica, então, é ter comportamentos econômicos e sustentáveis.

Ensine sua família, com exemplos, que tomar banhos rápidos, por exemplo, pode ser benéfico.

Do lado da energia, para se ter uma ideia, os aparelhos eletrônicos em stand by (que ficam na tomada mesmo desligados) podem gerar um gasto de 30% a mais na conta todos os meses.

Essas medidas são super importantes quando se tem em mente ter um controle financeiro eficiente e saudável.

Nossa Energia

É um aplicativo da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) junto com o instituto Akatu. O objetivo é sensibilizar as pessoas sobre o consumo exagerado de energia elétrica.

O aplicativo conta com dicas práticas de como é possível economizar dinheiro no dia a dia, tanto em residências quanto em comércio.

Manual de Etiqueta – Planeja Sustentável

É um app desenvolvimento pelo Projeto Planeta Sustentável, da editora Abril.

Ao todo são 50 práticas divididas por temas, como o uso da água, energia elétrica, cidadania.

O aplicativo quer colaborar para o consumo consciente e sustentável, permitindo que o individuo tenha noção do que e do quanto está gastando.

Eco Charger

A ideia é a de mostrar que deixar o celular carregando durante a noite pode ser um hábito ruim, entre tantos outros comportamentos.

Para te ajudar com essas pequenas atitudes, o programa te manda notificações diárias.

Onde Investir 50 Reais por mês?

A dica dos economistas é investir, ainda que seja pouco.

Então, vamos começar por falar quais os investimentos financeiros que aceitam esse valor mínimo.

Poupança

Sim, já falamos que a poupança “não presta”, literalmente. Mas, temos que citá-la.

É o tipo mais comum e tradicional do país e atualmente está com um rendimento em torno de 5,78% ao ano – uma rentabilidade muito baixa, diga-se de passagem.

Tesouro Direto

Tesouro Direto é a nova poupança – um investimento financeiro do Governo Federalque tem ganhado o gosto de muitos brasileiros devido à sua melhor rentabilidade e baixíssimo risco, já que é federal.

Esses títulos, inclusive, podem ser comprados pela internet e normalmente está atrelado à taxa básica de juros da economia, a Selic, que está em 8,25% ao ano.

O rendimento médio atual é de 9,68% ao ano. Bem mais do que a poupança, certo?

Ao aplicar no Tesouro é preciso ficar atento às taxas de administração cobradas pelas instituições financeiras – chamadas agentes de custódia. Se for acima de 2% ao ano, o rendimento não é válido.

Certificado de Depósito Bancário

O CDB está com um rendimento bruto (médio) anual de 10,5% ao ano, um pouco melhor do que o Tesouro Direto se você escolher bem o ativo.

“Os valores podem variar de 50 reais a 1 mil reais. Mas, para ter melhores rendimentos, o ideal é deixar o dinheiro aplicado por, no mínimo, 12 meses”, diz Gilberto Braga, que é economista do Ibmec e da Fundação D. Cabral.

“O importante é guardar e ter sempre reserva para emergências ou aproveitar uma oportunidade de negócio vantajosa que surja”, orienta.

Gilberto diz que o se o poupador tiver 50 reais e aplicar em 12 meses, o CDB sobe para 54,20 reais, com um ganho líquido de 4,20 reais.

Com informações do noticiasaominuto, universia, dci e folhamax

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