Reserva de Emergência – Qual o melhor investimento para 2018

O que você sabe sobre a reserva de emergência? Para que serve? Onde investir sua reserva? Afinal, o que é essa tal de reserva de emergência? Óbvio que é para emergências… Entenda muito mais além essa explicação simples.

A reserva de emergência é para emergência, portanto, nada de tirar o dinheiro que você destinou para esse fim – mesmo que seja algo que você esteja querendo muito…

Nada de boicotar a reservinha, combinados?

E quais são esses tipos de emergência?

Por exemplo, o seu carro quebrou, o cano da sua casa estourou e você precisa dar manutenções, algum familiar ficou doente ou até mesmo se você perdeu o emprego.

  • Nesses casso, o que você vai fazer?
  • Onde é que você vai tirar o dinheiro para estas urgências?

A finalidade dessa reserva de emergência é que se você passa por estes momentos difíceis, você tem tranquilamente, ou seja, você não precisa recorrer a empréstimos.

Porque empréstimos te faz entrar em dívidas! E dívidas são causadas pela alta taxa de juros que são cobrados mensalmente (ou diariamente).

“Quanto que eu devo voltar a investir por mim para formar a minha reserva”?

O interessante é que a sua reserva de emergência seja de 6 a 12 vezes ou seu custo mensal, ou seja, o valor necessário para você manter o padrão de vida que você tem hoje, mas durante esse tempo!

Como calcular o meu custo mensal? O que eu faço da minha vida? Calma.

Nem tudo está perdido!

Para tudo nessa vida existe uma solução.

Ou você anota em um caderninho, usa uma planilha de Excel ou um aplicativo financeiro. Pode escolher… A nossa dica é usar a técnica dos envelopes!

Entenda como funciona a técnica dos envelopes

É muito simples! Você vai até a papelaria e compra 10 envelopes de carta. Em cada um deles você vai escrever itens dos quais serão destinados o seu dinheiro.

Em seguida, você vai escrever, também no envelope, qual o valor você acha que gasta no mês com aquele item. Depois, cada compra ou pagamento que fizer, você vai colocar o comprovante dentro do envelope que for daquele item.

Para facilitar, vamos sugerir os seguintes envelopes:

Envelope 1 – Casa: aluguel, energia, água, telefone, IPTU, condomínio, etc.

Envelope 2 – Carro: seguro, IPVA, manutenção, etc.

Envelope 3 – Saúde: convênio, remédio, academia, etc.

Envelope 4 – Supermercado: alimentos, produtos de limpeza, etc.

Envelope 5 – Educação: escola, faculdade, cursos ou afins. Livros, revistas, etc.

Envelope 6 – Lazer: cinema, passeio, viagem, etc.

Envelope 7 – Compras: vestuário, perfume, presente, etc.

Envelope 8 – Reserva: dinheiro separado para gastos emergenciais.

Envelope 9 – Dívidas: empréstimos, cheque especial, etc.

Envelope 10 – Investimento: 10% do seu salário, lembra?

Resultados

No primeiro mês você vai perceber que o valor que havia escrito no envelope, antes de inserir os comprovantes lá dentro, é muito menor do que o valor que você realmente gastou.

As aparências enganam, não é? Por isso, a necessidade de saber como fazer um planejamento financeiro!

Essa surpresa pode significar que você está gastando mais do que ganha. Ou seja, está faltando um controle financeiro adequado na sua vida.

O segundo ponto é que você vai perceber que alguns envelopes podem estar ficando “cheios” demais, principalmente aqueles de menores prioridades, da qual já falamos. Por exemplo, o de “compras”.

Você, automaticamente, vai concluir que deve comprar apenas o necessário, aquilo que precisa para viver. Para clarear as ideias, separamos uma lista dos hábitos que podem te ajudar a evitar gastos desnecessários.

O que inserir em cada envelope?

1 – Lista de Compras

No supermercado, leve uma lista de compras com os itens que estão em falta e nunca vá às compras com fome. Ainda com a lista nas mãos, é possível comparar preços.

2 – Comprar por impulso

Controle seu impulso quando for ao shopping e não caia nas armadilhas de liquidação das lojas.

Se você for um consumista, uma pessoa muito impulsiva, tente evitar ir à lugares que vendem produtos e, em casos mais sérios, procure um médico especialista.

3 – Alimentação

Prefira comer em casa, sempre que possível, e levar o almoço, ao invés de comer em restaurantes. Super dica: o cafezinho também pode sair caro.

Tente analisar em quais momentos é possível evitar o café fora de caso porque mesmo que pareçam valores baixos, no montante, ele pode fazer a diferença no seu controle financeiro pessoal.

Na prática, se um café custa 2,5 reais todos os dias, no mês dá 60 reais e no ano 720 reais. Bastante dinheiro, não?

Ah, e se você faz parte dos sulistas, como citado no início do texto, que adoram um vinho, pode continuar bebendo, mas procure marcas alternativas mais acessíveis.

4 – Transporte

Escolhe o melhor meio de transporte para ir ao trabalho, por exemplo. Nas grandes cidades, o gasto com estacionamento costuma ser extravagantemente alto.

5 – Telefonia e Canais de Televisão

Adeque um plano da sua operadora de celular ao seu uso diário, seja com internet, com ligações ou com mensagens.

Inclusive, a escolha da operadora também é importante, já que quando a ligação acontece para as concorrentes, os valores são abusivos. Já para as residências, existem pacotes que incluem telefonia, televisão e internet.

6 – Ingressos

Cinema, Teatro ou shows costumam aceitar a meia-entrada para estudantes ou pessoas acima de 60 anos. Mas, existem instituições financeiras, operadoras de celulares e empresas de fidelidade que também oferecem esse desconte. Pesquise sobre!

7 – Serviços Bancários

Talvez você não saiba, mas existem contas-correntes gratuitas e outras com apenas serviços online, ou seja, que não cobram as tarifas de diversos serviços.

Pergunte ao seu banco. Atenção também para benefícios que não são usados: pode ser que você pague por um pacote que inclua vários serviços, dos quais a maioria você não usa. Pense nisso.

8 – Cartão de Crédito

Hoje não vamos entrar no mérito de falar sobre os benefícios e prejuízos do cartão de crédito porque você pode saber sobre isso em um recente vídeo que publicamos: Cartão de Crédito – Ter ou não Ter.

Mas, queremos fazer um lembrete importante para você evitar gastos desnecessários, EVITE PAGAR PARCELAS MÍNIMAS, se for usar o cartão, pague a fatura integral.

9 – Filmes

Mesmo pagando meia-entrada no cinema, você vai querer comprar pipoca, refrigerante e um chocolate. Sem contar que ainda tem o custo de locomoção e estacionamento. Então, uma alternativa é ver filmes em casa.

Daí, você logo pensa em locar um blueray, mas, existem alguns aplicativos que são mais baratos e disponibilizam uma lista de filmes para você assistir.

10 – Excessos

Esse tópico pode parece contraditório, mas não é. Ele tem a ver com todos os outros citados acima. É o que podemos chamar de compras em excessos.

Como investir dinheiro pensando na Reserva de Emergência

O importante é entender que emergência não tem hora para acontecer, então a sua reserva precisa estar em um investimento com liquidez diária, para que você consiga ir lá à hora e resgatar o valor que será usado.

E quais são os tipos de investimento para esse caso?

Poupança! Sabemos que tem opçõe que rendem mais sim do que a poupança, não é mesmo?

O Fundo de renda fixa… Temos eu tomar o cuidado com estes fundos.

Temos o lindo e querido Tesouro Selic!

E o CDB liquidez diário.

Um CDB 100% do CDI de liquidez diária é interessante? Sim é muito interessante!

O Tesouro Selic é interessante? É sim. É muito interessante.

Então, qual que eu pego?

O Tesouro Selic!

Reserva de Emergência - Qual o melhor investimento para 2018

Reprodução: Google

O Tesouro Selic para a Reserva de Emergência – e por que não os fundos de investimentos?

Ele é um investimento financeiro seguro porque é coberto pelo Tesouro Nacional.

Mas o Tesouro Selic rende um pouquinho menos do que o CDB 100% do CDI porque a gente tem que pagar aquela taxinha para o BM&FBovespa (0,3% ao ano).

Então, em média o Tesouro Selic rende em torno de 98 % do CDI.

Já os fundos de investimento, os fundos de Renda Fixa no caso, têm fundos de aplicação inicial de apenas 50 reais…

São valores baixos, mas você tem que tomar cuidado porque a parte de administração ela é alta e isso vai incidir sobre a sua rentabilidade!

Então, vai impactar muito.

Além de seu querido come-cotas…

O que é esse negócio de come-cotas?

Quando você participa de um fundo, você está se tornando correntista, você está adquirindo cotas destes fundos. E o que é o come-cotas?

É um recolhimento semestral do imposto de renda que incide sobre esses fundos, estão no último dia útil de maio e de novembro terá o recolhimento deste imposto de 15% sobre o seu rendimento.

Agora quando o gerente do seu banco for te oferecer um fundo de investimento você vai analisar com muita cautela.

Um fundo com uma aplicação inicial de 50 reais que cobra uma taxa de administração de 2% ao ano de um grande banco… – que nós não vamos dizer qual é, mas vamos levar em consideração para fazer algumas análises.

A rentabilidade acumulada anual, em 2014, rendeu 8,67%.

O benchmark dele é de 10,80.

E o que é esse Benchmark? É o CDI é o que ele pretende atingir.

Quantos por centos do CDI que este fundo rendeu 81,18%.

Não está entendendo nada? Vou te explicar!

Se você tem a possibilidade de aplicar um CDB que te pague a 100% do CDI por que você vai aplicar em um fundo que te pague 81,18% de CDI?

Em 2015, você acha que melhorou? Pouco. Sabe quanto rendeu? 83,20% do CDI.

Em 2016, 82,46% do CDI.

Em 2017 – até o momento – rendeu 82,07% do CDI.

Também temos a rentabilidade acumulada nos últimos 12 meses – rendeu 87,77%!

Quando foi que rendeu o CDI?

13,26%!

Então, quantos por cento do CDI rendeu esse fundo?

81,97%.

Qual é o objetivo de mostrar esses cálculos?

Primeiro é mostrar que existem e estão disponíveis para que você possa olhar e pesquisar muitos títulos para investimentos.

A dica é você não entrar em um fundo às cegas porque foi gerente que aconselhou ou porque o fulano tal disse que é bom.

Olhe as rentabilidades acumuladas ao longo dos anos, veja no que esse fundo está aplicando, veja qual é a taxa de administração cobrada, isso tudo você pode encontrar facilmente essas informações… Não seja enganado!

O CDB 100% de liquidez diária rende um pouquinho a mais que o Tesouro Selic!

Porém o Tesouro Selic é mais seguro.

Já o CDB é liquidez diária, então em caso de emergência o que eu faço?

Eu deixo uma parte no Tesouro Selic e outra parte no CDB 100% de CDI de liquidez diária!

É isso que eu faço.

Mas, é obvio que só você sabe o melhor para você, onde você sente mais confortável, onde você acha melhor para aplicar.

Reserva de Emergência - Qual o melhor investimento para 2018

Reprodução: Google

Tente entender como funcionam os vários tipos de investimentos financeiros

Se por um lado investir é importante, por outro, poucas pessoas sabem como escolher as melhores aplicações financeiras. Aliás, será que existe a melhor aplicação do mundo?

Para entender como encontrar o seu investimento, confira algumas dicas breves.

Pesquisa de Mercado

O principal responsável por seus investimentos é você mesmo, então, considere ter um pouco de tempo para falar sobre isso.

As pessoas costumam usar desculpas, como a falta de tempo, para dizer que não conhecem as armadilhas do mercado – normalmente, essas pessoas caem nas armadilhas dos gerentes dos bancos.

O ideal é entender como são calculados os impostos, as taxas, o tempo e o rendimento. Se você não se sente seguro para começar a investir, o ideal é pesquisar ainda mais sobre eles.

Metas Financeiras

Depois de conhecer as possíveis opções, considere saber para que você está investindo…

Se for para a aposentadoria, você terá que pensar em algo para o longo prazo. Mas, se estiver pensando na reserva de emergência, precisará encontrar algo para o curto prazo. Note que os objetivos mudam e o melhor investimento também.

A vida, profissional e pessoal, tem que ser regada por metas. Na sua família, pense em trocar de carro, comprar a casa própria e pagar a faculdade dos filhos. Já na empresa, leve em conta trocar de equipamentos, investir em novas tecnologias e aplicar em marketing.

Todos são objetivos, mas diferentes um do outro.

Valor para Investir

A regra é simples: quanto você pode investir e quanto vai se esforçar para ter esse valor todos os meses? Você não pode simplesmente destinar todo seu salário para os investimentos, apesar de todas as vantagens que eles trazem.

Se você tem um capital baixo, poderia começar por acumular algo na poupança ou escolher fundos de investimentos que tenham baixas taxas de administração.

Se tem algo em torno de 20 mil reais, já pode pensar em uma Letra de Crédito, que tem a isenção do Imposto de Renda.

7 Dicas para Criar uma Reserva Financeira

Considerando que os gastos do fim e do início do ano costumam apertar o orçamento financeiro dos brasileiros, nós separamos uma lista com 7 dicas para conseguir economizar dinheiro e manter a reserva financeira. Considere!

1 – Descubra onde é possível economizar dinheiro

Tenha um diagnóstico financeiro para manter seus investimentos na renda fixa.

Durante o processo de anotação, note como você está gastando seu dinheiro e você vai saber quais as despesas pode reduzir ou eliminar para criar a reserva financeira para o final do ano.

Saiba tudo o que gasta separando os tipos de despesas, inclua nisso os cafezinhos também.

A realidade sempre é muito diferente do que imaginamos. E, pesquisas comprovam que 20% dos nossos gastos mensais são supérfluos e poderiam ser desnecessários?

2 – Reveja todas as Despesas Fixas

Aproveite que a época é de fazer uma revisão de todos os meses que passou e reveja suas despesas fixas – você realmente precisa ter pacotes de TV a cabo, internet e planos de celular com valores tão alto?

Eles podem ser reconsiderados e no mercado sempre aparecem pacotes melhores e mais baratos.

Reveja o consumo de água e o de energia elétrica, isso pode te ajudar a economizar dinheiro. Abaixo, como bônus, vamos ter um tópico mostrando alguns aplicativos que podem te ajudar com a economia de energia elétrica.

3 – Tenha um Planejamento Financeiro

Para quem quer viajar, tem que ter planejamento. Já quem quer trocar de carro, há de se pensar em um planejamento também. Se quer comprar a casa própria também. Tudo, na vida, precisará de um planejamento financeiro adequado.

Portanto, se você sabe onde é possível economizar e vai começar a rever todas as despesas, resta agora ter um cronograma financeiro exato e ideal.

Considere ter todos os gastos anotados em uma planilha, transporte, hospedagem, alimentação, passeios. Você tem que saber que o que você ganha tem que estar acima do que você gasta. Se isso não acontece, reveja sua programação.

4 – Nunca deixe de Investir Dinheiro para a Reserva Financeira

Todos os sonhos e os objetivos precisam ter um planejamento financeiro.

Mas, se estamos falando em reserva de emergência, o consumidor precisa guardar dinheiro todos os meses para esse fim.

É interessante ter uma caderneta de poupança, por exemplo. Só que os rendimentos são baixos. O ideal é escolher um produto financeiro que tenha melhores taxas de retorno.

O jeito é pesquisar as melhores opções do mercado, onde vão estar os títulos púbicos do Tesouro Direto.

5 – Estabeleça os seus sonhos

Nunca deixe de sonhar! Isso é importante porque te guia para alcançar seus objetivos financeiros. Se você não tem sonho, não há motivos para economizar dinheiro e criar a reserva financeira, obviamente.

Foque nos seus projetos, que tem que ser de curto, médio e longo prazo.

Lembre-se que todo seu desejo tem que ser considerado um sonho: a troca do carro, a compra da casa, a viagem de fim de ano, a faculdade do filho, a aposentadoria tranquila… Tudo mesmo.

6 – Leve em conta os Gastos com a Moradia

Os gastos com a habitação também podem representar uma boa parcela do seu orçamento financeiro – isso porque normalmente se paga um aluguel ou um financiamento imobiliário.

Não fique limitada aos anúncios dos classificados ou das propagandas de agências imobiliárias. Conte com a opinião de um morador local, para ajudar nessa busca.

A recomendação é reduzir os gastos: faça as contas, pesquise os preços e considere alugar uma casa menor. Lembre-se que na hora de financiar, quanto maior for o valor de entrada, mais benefício você terá na compra.

Aluguel e Condomínio

Não há regras, mas especialistas afirmam que o correto é nunca usar mais do que 30% do salário para gastos com moradia. Isso inclui o valor do aluguel, do condomínio e da prestação do bem, em casos de financiamento.

Quando o valor passa disso, as contas ficarão bastante apertadas e o seu caminho, infelizmente, é o endividamento – portanto, atente-se!

Para esse caso, o ideal é saber fazer as contas antes de comprar ou alugar o imóvel. Ter um fundo de emergências torna-se imprescindível para todos os casos.

Em casos de alugueis, dá para considerar um pagamento anual, que gerará descontos, por exemplo. Mas tudo vai depender da sua situação financeira atual.

No caso de condomínios, normalmente, o valor é fechado e é difícil alterar. A dica, nesse caso, é evitar serviços adicionais, que serão taxados, como coberturas de estacionamentos e outros.

7 – Os pequenos gastos são importantes

Se você realmente está precisando de algum produto, considere os descontos.

Mas, se você pode adiar a compra, faça isso.

Entenda que cozinhar em casa, levar a marmita para o trabalho pode te render uma boa economia. Além disso, apagar as luzes e tirar os eletrônicos da tomada enquanto não usa, te faz economizar dinheiro.

Da Redação com informações do Youtube