Como a Reforma da Previdência deve alavancar a BM&FBovespa?

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Quem atua no mercado de ações notou que o início de 2017 foi bastante agitado devido aos acontecimentos políticos do Brasil e do Mundo. Depois, os bancos de investimentos começaram a revisar as projeções para as ofertas de ações.

Desde o início do ano, a venda de papéis das companhias brasileiras na B3 movimentou mais de 13,2 bilhões de reais, 20% a mais do que o volume movimentado em todo ano de 2016.

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Para se ter uma ideia dessa projeção positiva, o Bank of America Merril Lynch (BofA), estima que as ofertas de ações possam alcançar até 50 bilhões neste ano ante os 30 bilhões de reais previstos para o início deste ano.

“Tem clientes que perceberam uma recuperação substancial do negócio e querem acessar o mercado para investir”, disse Hans Lin, responsável pelo banco de investimentos no Brasil, ao jornal Valor Econômico.

O banco afirma que entre os motivos está a revisão dos sinais de recuperação nos negócios, levando em conta o receio de uma disputa eleitoral nos próximos meses ou anos. Assim, algumas empresas têm antecipado seus planos, conforme o banco.

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“Alguns preveem que já a partir de setembro deste ano o fator eleitoral comece a agitar os mercados”, disse o jornal, conforme as informações do BofA.

“Dinheiro é bom quando ele está disponível”, comentou Eduardo Martins, do banco de investimento do Morgan Stanley.

O fluxo maior tem vindo de empresas já listadas na Bolsa de Valores, como a CCR, Lojas Americanas, Alupar e o Santander Brasil. E também tem destaque empresas novas na BM&FBovespa: Movida, Azul e Hermes Pardini.

“É natural que as primeiras companhias a tirar proveito da abertura do mercado sejam aquelas já listadas porque o processo é mais rápido”, afirma Antônio Pereira, do Banco Goldman Sachs.

A lista de empresas que vão entrar na bolsa deve aumentar nos próximos dias com os pedidos de registros do supermercado financeiro XP Investimentos. Assim, é possível citar nomes como Tivit, Intermédica, Ômega Energia, Warburg Pincus e Biotoscana, a qual vamos falar mais abaixo.

Com visões menos generalizadas estão os bancos Bradesco BBI, Itaú BBA e Deutsche Bank, que mantém as projeções de 2016.

“Não mudamos a perspectiva desde o começo do ano, mas certamente o ritmo se acelerou do começo do ano para cá. Será um dos melhores da historia do mercado de capitais”, afirma Glenn Mallet, diretor do Bradesco BBI.

Vale quer entrar no Novo Mercado

A Vale divulgou um comunicado à imprensa afirmando que recebeu a proposta final apresentada pela Valepar (uma de suas acionistas controladora) que prevê a reestruturação societária da companhia, mudanças corporativas e novos objetivos, como o de transformar-se em uma companhia com listagem no segmento especial do Novo Mercado da BM&FBovespa.

Conforme o comunicado, a proposta deve ser implantada ainda este ano.

Conforme o site Advfn, confira as 3 características apresentadas pela Vale:

A) Conversão das ações preferenciais classe A (PNA) em ações ordinárias (ON), na relação de 0,9342 ação ordinária por ação preferencial.

A relação foi definida com base no preço de fechamento das ações, apurado com base na média dos últimos 30 pregões da BM&FBovespa anteriores a 17 de fevereiro de 2017, ponderada pelo volume negociado nos referidos pregões;

B) Alteração do estatuto social da Vale, inclusive para adequá-lo, tanto quanto possível, às regras do Novo Mercado até que se possa, de forma efetiva, listar a Vale em tal segmento especial de negociação; e

C) Incorporação da Valepar pela Vale com uma relação de substituição que contemple um acréscimo do número de ações detidos pelos acionistas da Valepar de 10% em relação à posição acionária atual da Valepar na Vale, e represente uma diluição de cerca de 3% da participação dos demais acionistas da Vale em seu capital social.

Ações da Vale saltam 240% em 2016 e deixam analistas financeiros inquietos

Desde fevereiro as ações ordinárias da Vale (VALE3; VALE5) subiram 240%, enquanto as preferenciais saltaram 340%. Este “rali” tem deixado os analistas do mercado financeiro inquietos. Sabem por quê? Porque existe um alerta sobre a continuidade da disparada!

E esses números estão vindos tanto do lado dos gráficos – que sobe, quanto dos fundamentos, que começam a questionar se a disparada do minério de ferro, que puxou os papéis da Vale, chegou ao topo. Ou não.

Para entender o que fazer com as ações da Vale a esse nível de preço, os analistas Leonardo Correa e Caio Ribeiro, do BTG Pactual, divulgaram um relatório na segunda-feira passada (12) onde buscaram achar um caminho viável.

Saiba qual a melhor saída, na opinião deles: Se por um lado, a geração de caixa da Vale segue muito forte, o que garante uma desalavacangem acelerada (perto de 22% o fluxo de caixa livre por ação); por outro, o preço do minério está chegando no pico.

“Honestamente, embora tenhamos uma convicção razoável de que os preços do minério de ferro estão perto de um pico a US$ 80 a tonelada, o mais difícil desse call é determinar quando virá essa correção dos preços do minério”, comentaram.

Isso porque a correlação entre a performance da Vale e o preço do minério é enorme.

Há cada US$ 1 a tonelada do minério, o impacto no NPV (valor presente líquido, na sigla em inglês) da Vale é de 6%, o que se traduz em uma volatilidade muito grande.

Grupo farmacêutico Biotoscana vai fazer IPO na Bolsa de Valores

O pedido de registro foi protocolado na última semana com uma Oferta Inicial de Recibos de Ações (BDRs) na B3 (vamos falar sobre a B3 na parte debaixo do artigo).

Sediada em Luxemburgo, a Biotoscana Investments tem o maior grupo integrado latino-americano do setor, com operações no Brasil, na Argentina, na Colômbia, na Bolívia, no Chile, no Equador, no México, no Paraguai e também no Uruguai.

A companhia surgiu em 2011 e tem o escritório oficial de relações com investidores sediado em São Paulo. A companhia é uma união entre a Biotoscana, United Medical e a LKM, e produz medicamentos para doenças infecciosas ou raras, além de oncohematologia, tratamentos especiais, imunologia e inflamações.

Conforme o prospecto da oferta, a empresa teve uma receita de 794,5 milhões de reais no último ano, uma alta de 42% sobre 2015. No período, a passou deixou um prejuízo de 12 milhões para um lucro de 47 milhões de reais.

A operação envolve a venda de um lote primário, com papéis novo, e também secundário, com ativos detidos pelos sócios.

As coordenadoras responsáveis pela gestão serão: JPMorgan, Itaú BBA e BTG Pactual.

Quanto aos BDRs, serão vendidos na oferta e serão como recibos das companhias negociadas no segmento Euro MTF da Bolsa de Valores de Luxemburgo.

Os recursos serão destinados para a quitação parcial de empréstimo com o Bancolombia e o resgate de certificados de ações.

As 15 Principais Bolsas de Valores do mundo

1) New York Stock Exchange (NYSE)

Localizada em Nova Iorque, Estados Unidos da América.

2) NASDAQ OMX Group

Sede na cidade de Nova Iork, EUA.

3) Tokyo Stock Exchange

Bolsa na cidade de Tóquio, Japão.

4) London Stock Exchange

Sede em Londres, Inglaterra.

5) Euronext

Localizada na Holanda em Amsterdam.

Uma curiosidade sobre essa Bolsa de Valores é que é originada por 04 países, França, Portugal, Holanda e Bélgica.

6) Shanghai Stock Exchange

Bolsa situada na China, na cidade de Xangai.

7) Hong Kong Stock Exchange

Com sede em Hong Kong, China.

8) Toronto Stock Exchange

Sede localizada no Canadá, Toronto.

9) Frankfurt Stock Exchange

Bolsa da Alemanha, cidade de Frankfurt.

10) Australian Securities Exchange

Bolsa na cidade de Sydney, Austrália.

11) BM & F Bovespa

São Paulo, Brasil. A maior Bolsa de Valores da América Latina.

12) Bombay Stock Exchange

Bolsa de Valores da Índia.

13) SIX Swiss Exchange

Bolsa com sede em Zurich, Suíça.

14) Deutsche Börse

Com sede em Frankfurt, Alemanha.

15) BME Spanish Exchanges

Bolsa de Valores da Espanha, situada na cidade de Madrid.

B3 divulga os orçamentos da companhia para este ano

Pela 1ª vez a B3 (fusão entre a BM&FBovespa e Cetip) informou o seu orçamento de investimentos e despesas da companhia combinada. As despejas ajustadas devem ficar entre 1 bilhão e 1,1 bilhão de reais ao ano.

O dado não contempla a depreciação e amortização, estimadas em 790 milhões de reais a 840 milhões para o ano, valor que inclui a amortização de tangíveis.

No 1º tri do ano as despesas ajustadas somaram 252,2 milhões de reais, alta de 8,5% na relação anual, com queda de 17,3% ante o último tri do ano passado.

Em 2016, a BM&FBovespa divulgou um orçamento de despesas para o ano que fica entre 675 milhões até 705 milhões de reais, sem considerar a fusão.

Quanto ao orçamento de investimentos da B3, a estimativa é de 250 milhões e 280 milhões de reais, sem levar em conta os investimentos que serão necessários para as sinergias da fusão. Só neste 1º trimestre já foram investidos 104,6 milhões, sendo a maior parte na companhia, com as atualizações tecnológicas.

“Não está havendo nenhuma redução e projetos de investimento. Eles continuam e essa é uma mensagem importante tanto para os clientes quanto para os reguladores. Cetip e BM&FBovespa eram companhias que se somaram e sem se sobrepor na maior parte dos casos”, afirma o diretor executivo de finanças e de relações com investidores da B3, Daniel Sonder.

Como a Reforma da Previdência deve alavancar a BM&FBovespa?

Se for aprovada, a reforma da previdência deve fazer com que o IBOV chegue à 80 mil pontos, no que é considerado um cenário altamente positivo. Entenda como isso vai acontecer e como o investidor deve se comportar frente à esse cenário…

Investir em ações na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) é indicado para todos os tipos de pessoas: para aquelas que pensam no médio e longo prazo, e, principalmente, para aquelas que pensam em ganhar dinheiro no curto prazo.

Isso já é suficiente para buscar conhecimento na área e planejar uma boa carteira de ativos, maximizando ao máximo os lucros e visando o aumento de patrimônio.

Como a Reforma da Previdência deve alavancar a BM&FBovespa?
Reprodução: Google

Para tanto, existem técnicas e ferramentas que podem auxiliar o processo, diminuindo os riscos e evitando as perdas.

No entanto, além disso, saber o que está acontecendo no país e no mundo também pode ser determinante para rentabilizar os recursos investidos.

Hoje, no Brasil, a política nacional aquece os ânimos dos índices da Bovespa com a Reforma da Previdência. Já que, para especialistas, se ela for aprovada, o índice IBOV (que é um ticker pelo qual você identifica os pontos de uma empresa listada na bolsa) deve chegar á 80 mil pontos.

Essa resposta super positiva deve-se ao fato de que a aprovação fará com que a maioria dos investidores da bolsa de valores operem de forma positiva, conforme os anúncios feitos pelo governo.

Logo, cumprem-se as expectativas dos investidores e isso é refletivo nos investimentos, com a valorização dos ativos do mercado financeiro de ações.

Por quê? Porque se aumenta a chance de o governo arrecadar mais dinheiro, honrar os compromissos, valorizar os títulos públicos e reduzir as taxas de juros. Na mesma direção, então, reduz o número de calotes e a possibilidade de uma “espiral” inflacionária.

Para a XP Investimentos, nesse cenário, a Selic cairia para 8,5% ao ano, enquanto que em uma visão mais pessimista, ela ficaria em 10%. A base fica em 9,25%. O resultado, para a Bovespa, é que o cenário base ficaria em pouco mais de 73 mil pontos ou 57 mil pontos.

  • Atualmente o IBOV está em 68 mil pontos.

“Uma coisa é o cenário que a gente mais acredita que vá acontecer, que é de fato positivo para o Brasil: o que está acontecendo é o avanço da reforma da previdência e, embora diluída, é algo bom”, afirma Pedro Sales, da Verde Asset (abaixo vamos relatar as 5 principais ações listadas por ele).

“O nosso cenário base é bastante positivo para nós da bolsa. Mas o que é importante ter em mente é que existe um risco importante caso esse cenário não aconteça. Em gestão de risco, você precisa sempre ter em mente sobre quais cenários podem acontecer e não apenas olhar o mais provável”, finaliza.

Como Conseguir Acumular 270 mil reais no Tesouro Direto para a aposentadoria?

Para Investir no Tesouro Direto não é preciso muito e se você já tiver conta em alguma corretora de investimentos, o processo pode ser todo auxiliado. O importante é entender que o prazo do título esteja relacionado com o seu objetivo para a aplicação. Se você quer juntar dinheiro para comprar um carro, o melhor investimento será um, enquanto que, se for para se aposentar, a melhor aplicação financeira será outra.

Todos dentro do Tesouro Direto, claro. A dica fundamental, para todas as aplicações, é nunca tirar o dinheiro antes do vencimento porque, nesses casos, a sua rentabilidade pode ser diminuída ou perdida. No Tesouro Direto, essa é a única forma de você amargar perdas.

Aí, se você manja muito de investimento, então, pode ficar acompanhando o desempenho do seu título. E, se quiser vender o título antes do vencimento, poderá conseguir uma rentabilidade maior. Só que isso não é para os iniciantes. Os bons momentos para a saída precisa ser analisados e estudados com muita técnica.

Saiba a resposta na íntegra:

Como Conseguir Acumular 270 mil reais no Tesouro Direto para a aposentadoria?

Bônus: Verde Asset lista as 5 principais ações para este período do ano

Pedro Sales é um típico adepto do value investing (investimento de valor), que na prática estudo a fundo as empresas e o mundo para decidir qual ação vale a pena ser investida.

Em entrevista ao Infomoney, ele revelou quais são as 5 ações mais importantes em termos de participação na carteira do fundo e os motivos pelos quais elas ocuparam esse posto.

“Hoje as 5 ações com maior participação na carteira do nosso fundo são: B3, Itaú Unibanco e Bradesco, Multiplan e Equatorial. Juntas, essas 5 empresas representam cerca de 40% do nosso fundo”.

Confira as explicações sobre cada uma das empresas listadas nas palavras de Pedro Sales em um material que foi divulgado, anteriormente, pelo Infomoney.

1 – B3

Sempre tivemos tanto na BM&FBovespa quanto a cetip, mas depois da fusão naturalmente concentramos tudo na B3.

É uma empresa que vemos uma enorme avenida de crescimento nos próximos anos. A principal vantagem dela é a sua exposição para ganhar diversas frentes com o desenvolvimento do Brasil…

Seja por uma maior procura de brasileiros por melhores investimentos, seja por empresas buscando realizar emissões de ações ou dívidas, seja pelo desenvolvimento de novos produtos financeiros, enfim, a própria evolução da economia e do país são benéficas para o crescimento da empresa.

Outra vantagem é a barreira de entrada. Se você parar para pensar, ter duas bolsas ao invés de uma não é uma vantagem, mas sim uma dor de cabeça para o mercado, por isso abre a possiblidade da arbitragem, que necessita de liquidez para os dois mercados.

Por isso, trabalhamos em um ritmo de competição extremamente baixo, assumindo que a gestão da B3 mantenha um bom serviço a um bom preço. A baixa competitividade e a forte exposição ao desenvolvimento do Brasil creditam as ações da B3 como uma das mais importantes nesse portfólio.

2 e 3 – Itaú e Bradesco

Individualmente não estão entre as maiores posições do fundo, mas as duas juntas tem um grande nível de importância. São empresas com históricos de resultados de longo prazo excepcionais.

A melhora do Brasil é muito importante para o setor bancário, seja pela redução das PDDs (Provisões de Devedores Duvidosos) e inadimplências, seja pela expansão natural do crédito.

4 – Multiplan

É uma empresa excepcional com histórico inacreditável de resultados. É incrível como ela passou por essa crise sentindo muito poucos efeitos e isso fica evidente analisando a venda dos lojistas de seus shoppings.

5 – Equatorial

A empresa atua na distribuição de energia que é um monopólio em cada região do Brasil, pois se você não abre concorrência para saber qual energia é melhor usar na tua casa, você usa aquela que já é entregue.

Então para se ter um bom resultado nesse segmento, não é necessário ter um diferencial competitivo, mas sim buscar fazer uma boa gestão. Boa gestão significa bom resultado no setor de distribuição.

E a Equatorial tem um histórico incrível.

Desde 2004, ela transformou a Cemar de uma empresa praticamente quebrada em uma das melhores empresas do Brasil. É uma história de Sucesso que completa 13 anos.

Após comentar sobre a Equatorial, o Infomoney perguntou ao especialista se o resultado da companhia foi decepcionante, levando em conta que após o último balanço (10 de maio) as ações da companhia despencaram 4,5% na bolsa devido aos resultados operacionais pior do que se esperava…

  • Sobre isso, Pedro Sales respondeu que:

O importante é entender as razões de por que os resultados foram ruins. Se eles de alguma forma mostraram que o futuro da empresa pode sofrer mudanças estruturais, isso altera minha visão.

Mas se foi um resultado que afeta apenas o horizonte de curto prazo, isso não vai mudar minha perspectiva de longa prazo. E é exatamente o caso da Equatorial: o resultado não mudou minha percepção de longo prazo na empresa, minha visão não foi alterada mesmo com os números abaixo do esperado.

Importante em todo resultado é isso: analisar se ele vai mudar o longo prazo da empresa.

Com informações da exame, valor, advfn, istoé1news e infomoney

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