Queda da Selic aumenta procura por Poupança e Fundos de Investimentos

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A trajetória em descida constante da Taxa Básica de Juros tem feito com que muitos investidores encontrem atratividade em duas aplicações financeiras especificas – a poupança e os fundos de investimentos. Conforme o Boletim Focus, a taxa básica de juros da economia deve continuar caindo até o fim do ano.

Assim, a rentabilidade de diversos investimentos também tende a cair.

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Para se ter uma ideia prática, a taxa do título do Tesouro Direto atrelado ao IPCA com vencimento em 2024, por exemplo, viu sua rentabilidade recuar de 5,58% para 4,87% no último mês.

Essa mudança tem elevado ganhos de algumas aplicações financeiras e feito os investidores buscarem os títulos com maiores rentabilidades. Por outro lado, as gestoras precisam controlar os patrimônios acumulados dos fundos a fim de manter os ganhos obtidos para os novos clientes.

A AZ Quest é uma dessas gestoras. Ela reabriu o AZ Quest Altro FIC FIM no início de julho e deve voltar a fechar o fundo em breve, quando alcançará 1,1 bilhão em patrimônio.

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“O fundo foi fechado em março mesmo com grande interesse dos investidores devido à consistência de sua performance e à qualidade do produto. Temos a missão de zelar pela capacidade de gerar retorno”, afirma a gestora.

Esse fundo acumula rentabilidade de 7,86% no acumulado do ano ou algo equivalente à 117% do CDI.

A Kapitalo também fechou um fundo, o Kappa FIN FIC FIM em março, sem que haja previsão para reabertura. O Kapitalo XP ultrapassou o patrimônio líquido de 190 milhões de reais.

10 Passos para Aprender a Investir Dinheiro com a Queda da Selic

A Garde que tinha fechado o Garde D’Artagnan FIC FIM em 10 de julho, disse que o fechamento do veículo exclusivo da XP atingiu 6,5 bilhões de reais no fechamento do mês. Conforme a gestora, também não há previsão para nova reabertura.

Porém, quanto a AZ Quest, o CEO da empresa diz que está otimista.

“Se a economia voltar a crescer, as empresas não terão disponibilidade de crédito público como havia no governo anterior e tudo indica que essas empresas terão que vir a mercado. Esse movimento dará maior liquidez e muita mais oferta de papéis no mercado de capitais, o que ajudará os fundos a ter mais opções de investimentos com boa rentabilidade”, diz.

Poupança tem o melhor julho em 3 anos

A queda da Selic, feita pelo Banco Central, somada à inflação mais baixa contribuem para aumentar atratividade da poupança. No acumulado do ano, no entanto, as retiradas são maiores – 9,95 bilhões de reais.

Os depósitos superaram os saques sem 2,33 bilhões de reais, conforme o Banco Central.

Esse é o maior ingresso de recursos para o mês desde 2014, ou seja, em três anos. Além disso, esse é o 3º mês em que a modalidade registrou entrada líquida de recursos. Segundo o BC, os depósitos foram de 174,72 bilhões de reais e os saques de 172,38 bilhões de reais em julho.

Vale salientar, no entanto, que os depósitos aconteceram em um momento que houve a liberação dos saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Ao mesmo tempo, é preciso considerar que o investimento feito na caderneta da poupança ficou mais atrativo nos últimos meses com a queda da Selic, o que reduz o rendimento dos fundos de renda fixa e da inflação mais baixa, que contribui para manter o poder de compra do dinheiro.

Conforme contas feitas pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), com a redução dos juros os fundos de Renda Fixa “começaram a perder atratividade frente às cadernetas de poupança principalmente nas aplicações de baixo valor”.

Ainda antes de chegarmos aos finalmentes, vale lembrar a Nova Regra da Poupança:

  • Se Selic Meta > 8,5% ao ano, a rentabilidade é TR + 0,5% ao mês.
  • Se Selic Meta <= 8,5% ao ano, a rentabilidade é TR + 70% da Selic Meta.

Outro ponto importante para saber é que a Taxa Referencial (TR) é um valor baixo, sempre inferior à 2% e que é calculada com base na média dos CDBs e RDBs prefixados, que são produtos oferecidos pelos bancos.

O que é a Taxa Referencial?

Logo, a Taxa Referencial foi criada no Plano Collor II e tinha como objetivo ser uma taxa básica referencial dos juros que seriam praticados em um determinado mês.

Assim, essa taxa não iria refletir a inflação do mês anterior, já que naquela época havia um grande descontrole de preços. Um mal que assolava a economia do país.

Para se ter uma ideia, nos anos 90, um produto que começou o ano custando 100 reais poderia chegar ao final dele com um valor acima de 1,7 mil reais.

Isso tudo fazia parte de um ciclo vicioso: os preços subiam, os salários também. Aí, os preços subiam e os salários precisavam subir também. Em uma constante infinita.

Os cálculos da Taxa Referencial sofreram algumas alterações desde a criação e, nos dias atuais, ela é calculada a partir da remuneração mensal média dos Certificados e Recibos de Depósitos Bancários, com o prazo variável de 30 e 35 dias e emitidos pelas 30 maiores instituições financeiras do Brasil.

Assim, a informação é muito condizente com a realidade dos fundos que tem altas taxas de administração. “A caderneta da poupança vai continuar sendo uma excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano”.

Outros analistas dizem que o Tesouro Direto, que possibilita a compra de títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, também é considerada uma boa opção para os investidores.

Para 2017, melhor é Tesouro Direto ou Poupança?

Mas, visto as definições, sabemos que no começo o Tesouro não era vantajoso… Mas, e agora? Agora é! É muito mais vantajoso do que a poupança.

Sim, ele ainda tem a cobrança da administração e tem também o Imposto de Renda, que segue tabela regressiva. Mas, mesmo assim, é mais vantajoso porque a poupança tem uma nova regra e perde poder. Perde, as vezes, rentabilidade para a inflação.

Bom, para tentar explicar isso da forma mais didática possível, vamos novamente separar os 2 casos, entenda!

Tesouro Direto: Nos dias atuais existem 5 títulos públicos no mercado financeiro, com modelos pré-fixados, pós-fixados e híbridos. Assim, alguns variam conforme o índice IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Final Amplo), à Taxa Selic. Então, dentro dos títulos disponíveis há a rentabilidade da soma desse indexador mais a taxa de juros adicional.

Poupança: No caso da poupança, o rendimento é feito pela composição da Taxa Referencial com a parcela adicional de 0,5% ao mês, o que, no último ano, equivaleu à 6,17% ao ano.

Essa nova regra, como é conhecida, é de 2012, onde o Governo Federal promoveu uma alteração conforme a Taxa Selic, na qual, quando ela fosse inferior à 8,5% ao ano, então, a remuneração Referencial seria de 70% da Selic mensal.

Logo, a rentabilidade a poupança, mesmo sendo de renda fixa, teria um valor variável e quando a economia representasse uma inflação elevada, então, o rendimento significaria, com certeza, uma perda de poder de compra do investidor.

Sobre sair da Poupança e ir para um CDB (Certificado de Depósito Bancário)

O CDB é usado por muitas pessoas para Reserva Emergencial, como visto no tópico acima, ainda mais se ele contar com uma rentabilidade de 100% do CDI e liquidez diária.

O CDB é um título emitido pelo banco que querem capitalizar suas atividades de créditos. Quando o investidor opta por esse investimento, ele aposta no cálculo do CDI, logo, normalmente, tem rendimento melhor do que teria na poupança.

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No mercado, é possível encontrar 3 tipos de CDBs: o prefixado, o pós-fixado e aqueles híbridos, que pagam juros e mais o índice de inflação, normalmente o IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo). Nesse primeiro caso, o investidor combina, previamente, uma taxa com a instituição financeira, que deve obedecer até a validade do título.

Já o segundo caso, é o mais comum e, até o final do texto, vamos falar com mais ênfase sobre ele. O CDB pós-fixado terá a rentabilidade baseada em uma taxa de referência (TR), normalmente, o CDI. Atualmente, as remunerações pagas sobre o CDI variam de 70 à 125% e isso é muito perigoso. Continue Lendo que vamos falar sobre isso nos próximos tópicos.

Por fim, o 3º tipo é o CDB que segue o índice de inflação, com uma taxa de juros prefixada. Se optar por essa opção, o investidor precisará ficar atento às variações dos índices diante dos diversos cenários.

Como Sair das Dívidas Rapidamente aproveitando a Queda da Selic em 3 Passos

Para aproveitar a queda da Selic e negociar as dívidas, confira o seu montante a ser pago e tente observar as taxas mais baixas possíveis, seguindo o seguinte cronograma:

1 – Rever as Dívidas e Renegociar com a Instituição Financeira a uma Taxa Menor

Essa análise detalhada das suas finanças tem que ser feita para identificar os problemas dos seus gastos excessivos. Antes de iniciar uma renegociação da dívida, aprenda a não fazer outras, novamente, iguais.

O jeito mais simples de conseguir isso é baixar o padrão do estilo de vida.

Depois, feito isso, tenha um planejamento financeiro verdadeiro, listando todas as suas dívidas financeiras. Tente entender, principalmente, as taxas cobradas, o período de quitação e outras informações importantes.

Assim, vá até seu credor e tenta renegociar tudo, buscando melhores condições. Você pode optar, por exemplo, por fazer um empréstimo financeiro pessoal, que costuma ter juros menores, e quitar todas as outras dívidas, que tenham juros mais altos.

Aí, você terá uma única dívida, com valor mais acessível, menos juros e terá todas as condições possíveis para quitá-la o mais brevemente possível.

Além de renegociar a dívida, tenha comportamentos que vão agregar valor ao seu potencial financeiro, como eliminar o cartão de crédito e diminuir o limite (e o uso) do cheque especial.

Esses produtos são considerados os verdadeiros vilões do orçamento financeiro e não a toa, já que tem as maiores taxas de juros.

2 – Reavaliar as Aplicações Financeiras, alternando ativos pelos mais rentáveis

Se você solucionou seu problema com as dívidas – e passou a ter uma única dívida com juros mais baixos, comece a repensar sobre suas aplicações financeiras. Para isso, tenha sempre anotado as suas metas de curto, médio e longo prazo. Só assim será possível quanto precisará ser poupado e investido.

Aí você tem que conhecer sobre as opções de investimentos financeiros. Entenda sobre os prazos, as rentabilidades, as taxas, os riscos, os cuidados, tudo.

É importante estudar sobre as características do cenário atual – com a queda da Selic, por exemplo – e notar o quanto pode impactar em um tipo de investimento ou outro.

Por sinal, se lá no 1º tópico você viu que anotar tudo é importante – para controlar gastos, tem que saber que fazer isso nas aplicações financeiras também pode te dar uma visão mais geral e assertiva sobre os juros que você vai receber.

Fundo de Emergência, vale dizer, é uma das suas melhores escolhas já que vai te fazer evitar de entrar em novas dívidas quando algo repentino acontecer, como a quebra do carro, um remédio mais caro, uma doença ou mesmo a perda do emprego.

3 – Avaliar o Momento e Planejar Investir Mais para conseguir mais Lucros

No momento atual, vale a pena pensar sobre uma carteira de investimentos que esteja de acordo com o seu perfil de objetivos financeiros, mas que seja distribuído entre ativos diferentes – um para Reserva Financeira, um para Curto Prazo, um para Médio Prazo e outro para o Longo Prazo, por exemplo.

A diversificação é recomendada porque ajuda a diluir os riscos e a equilibrar a liquidez das aplicações financeiras, conforme cada projeto.

No fim das contas, o verdadeiro segredo está no “hábito de estar sempre aprendendo um pouco mais, a cada dia”. Busque alternativas para poupar mais dinheiro, depois aplique da melhor forma.

independência financeira é possível para qualquer pessoa, mesmo para quem ganha pouca renda mensal, desde que tenha equilíbrio financeiro.

Com informações do G1 e Infomoney

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