Saiba quais os impostos que uma emprega paga no Brasil

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Abrir o próprio negócio é algo que não é mais apenas um sonho para muita gente no Brasil. No entanto, apesar de isso ser possível, alguns cuidados são imprescindíveis para que a empresa dê certo. Nesse artigo, você vai conhecer quais os impostos que uma emprega paga.

Afinal de contas, isso vai ser importante para você conseguir criar um plano de negócios efetivos. E, mais do que isso, para que você tenha uma ideia do que vai precisar pagar para estar de acordo com as regras do Governo Federal, da Receita Federal e outros órgãos.

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Até mesmo porque a tributação é considerada um dos entraves que a maioria das empresas enfrenta aqui no nosso país. Ainda mais nos primeiros anos de vida, quando pouco se conhece sobre tais tributos, impostos e custos.

Os impostos cobrados no Brasil

Agora, leve em conta que não vamos definir, ao menos nesse conteúdo, qual imposto cada tipo de empresa vai pagar. Afinal, a tributação para uma ME (Microempresa) é diferente para uma S/A (Sociedade Anônima), que é diferente para um MEI (microempreendedor individual).

Os impostos nacionais

Do lado dos impostos nacionais, eles são bem conhecidos até mesmo pelos consumidores, já que sempre devem vir descritos nas notas fiscais. Entre eles, o PIS, o CONFINS e o IPI. Entenda a diferença entre eles.

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PIS (Contribuição para o Programa de Integração Social)

É um valor que varia entre 0,65% ou 1,65%, dependendo do regime tributário da empresa. Além de que pode ser cumulativo ou não cumulativo.

CONFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)

Já o Confins é outro, entre quais os impostos que uma emprega paga no Brasil. Ele pode ser de 3,0% ou 7,6%, igualmente ao exposto sobre o PIS. Ainda há 0,65% para o PIS e 4% para a COFINS quando o fato gerador for oriundo de receitas financeiras no lucro real.

IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)

Essa é uma alíquota que varia conforme o produto que está sendo vendido. Obviamente, quanto mais necessário e básico à vida das pessoas ele for, menor será o tributo, podendo chegar a zero (alimentos e remédios).

Do outro lado, se o produto é considerado “supérfluo”, isto é, não essencial ou ainda quando o governo cria alguma regra, o imposto é cobrado em taxas mais altas (joias, perfumes, bebidas e cigarros).

DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional)

O DAS é muito conhecido pelos MEIs. E ele também fica diferente conforme a atividade. Mas, de um modo geral, pode ser a partir de 4,5% até 19%.

Os impostos sobre o lucro presumido

O nome é assim, meio complicado, mas você vai ver como é fácil entender esse tipo de imposto. Até mesmo porque ele também responde à pergunta sobre quais os impostos que uma emprega paga.

IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica)

É um dos mais conhecidos e até mesmo temidos pelos brasileiros. O IR é uma alíquota para base de 8% para o comércio e indústria, 16% ou 32% para serviços, variando de acordo com a atividade

E isso tudo não acaba aqui. Você ainda tem que aplicar em seguida a alíquota de 15%, além do adicional de 10% quando a base de cálculo ultrapassar R$ 60 mil por trimestre. É uma cobrança bem especifica e diferente daquela cobrada das pessoas físicas.

CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)

Essa é uma alíquota de 12% para o comércio e indústria e 16% ou 32% para serviços (dependendo da atividade). E isso se faz aplicando-se em seguida a alíquota de 9%.

Os impostos sobre o lucro real

Aqui se repetem os mesmos do tópico anterior, mas mudando as taxas. Confira.

IRPJ

A alíquota será de 15% sobre o lucro fiscal, acrescentado ao adicional de 10%, quando a base de cálculo ultrapassar R$240 mil, exceto se for lucro real trimestral que o limite volta a R$60 mil.

CSLL

A alíquota será de 9% sobre o lucro com os devidos ajustes da base de cálculo da contribuição social.

O imposto estadual

Aqui a lista é bem pequena. Até mesmo porque há um único imposto que é de âmbito estadual – apesar de que representa mais um gasto para o empresário.

ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)

Obviamente, ele vai variar de estado para estado. Mas, para exemplificar, nós vamos usar o estado de São Paulo. Nesse caso, eles variam de 7% até 20%, dependendo da mercadoria.

Nos demais estados são diferentes. Sendo que alguns possuem elevados incentivos, como é o caso do Espírito Santo e Santa Catarina. As alíquotas fixas interestaduais podem ser de 4% (produtos importados) ou de 7% ou 12% conforme o estado de destino.

O imposto principal

Chegando ao fim, temos o imposto principal, que é o ISS.

ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza)

Também varia muito entre as cidades. Por exemplo, em São Paulo, os percentuais variam de 2% até 5% dependendo da atividade. Nos demais municípios, tais regras são semelhantes – ainda que os valores podem se alterar.

Bônus – conheça também os incentivos do governo

Obviamente, ninguém gosta de pagar impostos. Mas, acima já respondemos quais os impostos que uma emprega paga. Então, fique bem atento a isso. Agora, para terminar, trouxemos aqui algo que pode ser bom para você e sua empresa: os incentivos do governo. Conheça as opções.

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Lei de Incentivo à Cultura

Criada em 1991, ela permite que empresas destinem parte dos tributos para o financiamento de atividades culturais (teatro, shows musicais, filmes). Atualmente, é considerada a “chave” da retomada da produção cultural do País desde os anos 1990.

Lei do Audiovisual

Diferente da Rouanet (apelido para a Lei de Incentivo à Cultura), essa daqui é focada no financiamento de produções audiovisuais. Isso inclui também a distribuição de filmes, documentários, séries e outros formatos.

Lei de Incentivo ao Esporte

A próxima lei foi criada em 2006 e destina-se, entre outras coisas, à aquisição de materiais e uniformes esportivos, à organização de eventos e à alimentação em eventos esportivos.

Programa Nacional de Oncologia (PRONON)

Os recursos das empresas são destinados às pesquisas e ao tratamento de pacientes com câncer.

Programa Nacional de Acessibilidade (PRONAS)

O mecanismo de funcionamento é similar ao do Pronon. Porém, o foco é o apoio às pessoas às pessoas com deficiência. Inclusive, as empresas podem destinar até 1% do valor a ser pago em impostos ao apoio a projetos nessa área.

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