Previdência Privada do Santander – vale a pena investir?

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O banco Santander é um dos maiores do país (e talvez do mundo). E um dos seus pontos fortes é a fidelização de clientes através da Previdência Privada do Santander. Nós vamos mostrar alguns detalhes desse investimento, confira.

Nessa primeira parte do texto, vamos ter os seguintes tópicos:

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  • Os tipos de investimentos do Santander
  • Previdência Privada do Santander – o que saber
  • Previdência Premiada do Santander
  • Simulação da previdência privada do Santander
  • E agora, vale investir na previdência do Santander?

Vamos começar apenas explicando os títulos do Santander e tudo que está descrito nessa primeira parte foi baseado em informações do próprio banco.

Os tipos de investimentos do Santander

Qualquer pessoa que se interesse por aumentar de patrimônio ou acumular recursos ou investir dinheiro para qualquer fim que seja no Santander, vai encontrar algumas sugestões.

Nós fomos até o site e encontramo-las, confira:

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Poupança

“É o investimento mais fácil e o mais seguro para clientes que não gostam de correr riscos”.

DPP (Depósito Programado em Poupança)

“Serviço para ajudar você a criar o hábito de poupar. Você escolhe o valor e o melhor dia para efetuar a aplicação periódica e automática”.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

“Título de renda fixa com rentabilidade pré ou pós-fixada, indicado para clientes que procuram um investimento conservador”.

Fundos de Investimentos

“Diversas opções para que você possa fazer a melhor escolha de acordo com o seu perfil: conservador, moderado ou arrojado”.

ContaMax CDB DI

“Com a ContaMax CDB DI seu dinheiro rende mesmo quando fica parado na conta corrente”.

Previdência Privada

“É o investimento certo para quem quer garantir um futuro mais tranquilo. Flexibilidade para escolher o plano que cabe no seu bolso”.

E como nosso assunto é a previdência privada do Santander, vamos ver as especificações gerais dessa opção de investimento.

Previdência Privada do Santander – o que saber

Todas as informações descritas neste tópico são de responsabilidade do banco, afinal, tudo está escrito no próprio site da instituição.

Essa é uma alternativa para auxiliar você no seu planejamento financeiro.

A previdência privada do Santander é um instrumento de acumulação de recursos no longo prazo, que tem os seguintes benefícios:

  • Inexistência de tributação durante o período de acumulo,
  • Formação de reserva no longo prazo,
  • Pagamento de IR apenas na data do resgate e na devolução da reserva.

O plano PGBL é indicado para quem faz a declaração do Imposto de Renda no modelo completo porque permite a dedução de até 12% da renda bruta anual tributável.

Além disso, há a Previdência Premiada.

Previdência Premiada do Santander

O Santander Prev Premiada é um produto de previdência no qual você concorre a sorteios mensais no valor de R$ 15.000,00 líquidos, durante 12 meses.

Isso não tem custo adicional, além de todos os benefícios de um plano de previdência.

A cada R$ 1.000,00 aplicados no Santander Prev Premiada, você terá direito a 4 números da sorte para concorrer aos sorteios mensais.

Quanto maior a aplicação, mais números você receberá e consequentemente, maiores serão as chances de ganhar.

Aproveite esta oportunidade e contrate o Santander Prev Premiada até dez/11.

Se você fizer novos aportes no plano durante o ano de 2012, receberá mais números da sorte para concorrer aos sorteios.

O primeiro sorteio ocorrerá no último sábado do mês subsequente da contratação do plano de Previdência.

E aí, gostou da previdência privada do Santander? Calma que nosso texto está só começando.

Ah, e antes de correr até o seu gerente para contratar algum desses planos, melhor ler o artigo até o final – ou irá se arrepender eternamente!

Simulação da previdência privada do Santander

No site do banco Santander é uma maneira muito simples de simular uma previdência privada.

Você vai até o que é chamado de “Resolva On-Line” e tem o subnome de “Simulador de Previdência Privada”.

Daí, você opta por uma das duas situações: “para você” ou “para uma criança”.

Fizemos uma simulação real “para você” – veja como é.

Os campos obrigatórios para preenchimento são:

  • Nome,
  • Idade atual,
  • Sexo,
  • Declaração do Imposto de Renda,
  • Recebimento do benefício,
  • Rentabilidade esperada,
  • Valor em outro plano.

A partir dessas informações pessoais, novos questionamentos são feitos na “opções de simulação”.

Nesse caso, as perguntas são:

  • A renda mensal recebida será (vitalícia, por 10 anos, por 20 anos, por 30 anos),
  • Posso aplicar um valor mensal de,
  • Desejo ter uma renda mensal de,
  • Desejo fazer um resgate único de,
  • Quero fazer uma aplicação inicial de.

Ainda existe a possibilidade de escolher alguma proteção adicional, como pecúlio, renda por invalidez ou pensão por prazo certo.

Simulamos algo como ter uma renda final de 500 mil reais, ou seja, ½ milhão de reais.

E o resultado foi:

  • Um plano VGBL,
  • Com prazo de acumulação de 284 reais,
  • Aplicação de parcelas em 34 mil reais,
  • Mais uma aplicação inicial de 5 mil reais,
  • Uma projeção de 500 mil reais.

E o banco informou que “o simulador não constitui garantia de rentabilidade nem resultados futuros, pois esses dependerão da performance do fundo que receberá os recursos do plano”.

Se você também quer fazer uma simulação online, clique aqui.

E agora, vale investir na previdência do Santander?

Caros, sentimos muito lhes informar, mas acredite: investir na previdência privada do Santander é como investir em qualquer outra previdência – não vale a pena, nem mesmo para o longo prazo.

E vamos te explicar, detalhadamente, o porquê.

O primeiro ponto que queremos destacar é justamente a simulação que é feita pelos bancos.

Essa simulação é real. Ela sempre joga valores lá em cima para dar a impressão de serem vantajosas, mas não são.

Olha, investir apenas 280 reais por mês e ter um patrimônio de 500 mil reais é ótimo, não é? Se fosse assim mesmo, todo mundo faria um plano nessa previdência.

Só que esse valor está distorcido.

Essa é a maior pegadinha dos bancos quando falam em previdência privada.

Isso porque eles não deixam claro qual taxa usam: será que é a taxa real ou a nominal?

Há uma diferença muito grande entre elas.

É tão importante que você nunca sabe o real valor que terá nas mãos.

De fato, a taxa nominal sempre vai fazer um investimento apresentar valores irrisórios, mesmo porque daqui 40 anos você não sabe se a aplicação vai poder garantir o seu poder de compra.

Ou seja, os 500 mil reais daqui 40 anos não valerão os mesmos 500 mil reais que valem hoje.

Além disso, os bancos cobram taxas de carregamento e de administração, que corroem todo investimento financeiro que você fez achando que era positivo.

Se você quer mesmo investir na Previdência Privada do Santander, fale abertamente com o seu gerente e pergunte tudo isso. Saiba os mínimos detalhes.

Existem informações que estão escondidas, só que não deveriam ser desconsideradas.

Previdência Privada do Santander

2ª parte do artigo!

Mas, não se desespere… Este artigo é longo e vamos explicar muitos detalhes importantes sobre previdências, continue lendo!

Nessa outra parte do artigo, vamos ter tópicos como:

  • A segurança da previdência privada
  • Por que não investir na previdência privada
  • Outras opções de investimentos para o longo prazo
  • Tesouro Direto ou Previdência Privada?
  • O que saber na Hora de Investir no Tesouro Direto

Confira!

A segurança da previdência privada

Engana-se quem acha que a Previdência Privada do Santander ou de qualquer outro banco é o investimento mais seguro do mundo.

As previdências não contam com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), diferente de outros ativos dos bancos, como CDBs.

Se der “algum pepino” durante esses longos caminhos de aportes, você vai ter que recorrer ao judiciário.

O risco de perder os recursos, portanto, é significativo e a ação extrajudicial vai acontecer de duas formas:

  • Quando reconhecida a inviabilidade de recuperação da entidade
  • Na ausência de condição para o seu funcionamento.

A fiscalização das instituições que administram previdências são:

  • Susep (Superintendência de Seguros Privados) para as abertas e
  • Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) para as entidades fechadas.

Todas essas informações estão no site do governo.

E a notícia da segurança é importante, mas não é tudo.

O site Administradores publicou uma notícia falando que de 78 planos de previdência, apenas 3 tiveram ganhos superiores ao da poupança.

Logo, a rentabilidade é horrível.

Apesar de não estar com os números super atualizados, o pessoal da MePoupe, fez uma simulação bem simples.

Com um investimento mensal de 300 reais, e supondo que a rentabilidade da previdência seja de 6% ao ano e a de um CDB seja de 8% ao ano, em 30 anos, sabe quais vão ser os patrimônios?

Para quem investiu na previdência é de 303 mil reais e para quem optou pelo CDB, 443 mil reais.

Por que não investir na previdência privada

Separamos alguns tópicos que aconselham você a não investir em previdência.

Confira os motivos e pode discordar se você achar que vale a pena!

Taxa de Administração

A maioria dos fundos de capital inicial baixo cobram taxas altas.

Essa informação é da consultoria NetQuant, especializada em previdência, que, através de uma pesquisa, mostrou que a média das previdências no Brasil é de 2,85% ao ano.

Para se ter ideia, essa é uma taxa mais alta do que a média dos fundos de renda fixa comuns, que, no varejo, é de 2,39% ao ano.

Então, já podemos concluir que a previdência não compensa? Depende.

Se você é um cliente de alta renda, com certeza, vai ter uma taxa menor, o que pode fazer vale a pena.

Com seguradoras, por exemplo, é possível conseguir taxas de 1,5% ao ano.

Uma opção é apostar nas Rendas Fixas com taxas que não ultrapassem 1% ao ano e, dependendo dos rendimentos, uma taxa de 1,5% ao ano também torna-se aceitável.

Taxa de Carregamento

É uma taxa adicional dos fundos de previdência e, a cada aporte, ela é cobrada.

Em números, é assim: se você investe 100 reais e a taxa de carregamento é de 1%, apenas 99 reais serão, de fato, investidos.

A notícia boa é que existem alguns fundos que isentam essa taxa e outros bancos, de grande porte, oferecem essa taxa, mas de maneira regressiva, ou seja, com o tempo, ela pode chegar à zero.

Para mais saber: A Caixa Econômica Federal e outras seguradoras oferecem fundos isentos dessas taxas!

Falsas Simulações

Sabe aquela simulação que fizemos lá no começo do texto? Então, as vezes, ela pode ser irrealista, surreal.

Isso acontece porque, muitas vezes, o seu gerente não levará em consideração a inflação do período (ainda mais se for longo) e ele pode usar, para tal, um juros baixos, que é o que não acontece, de fato.

Se você quer fazer uma simulação real, o indicado é usar algo em torno de 2 ou 3% ao ano.

Com a atual Selic a 8% ao ano, e com a tendência de que os rendimentos reais dos fundos caiam, devemos considerar ainda que os fundos de previdência tornem-se ainda mais modestos.

Investimento Conservador

Ainda se formos pensar em longo prazo, o investidor tem a opção de pensar em investimentos menos conservadores, tais como aqueles que tem uma porcentagem voltada para a renda variável e fazem esse percentual regredir à medida que o tempo passa.

Imposto de Renda

Na Previdência, a modalidade do PGBL permite que se abata o valor das aplicações em um valor de 12% da renda tributável, já o VGBL não permite o mesmo.

Assim, o PGBL só vale para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda.

Vamos ser didáticos: quem fizer o PGBL e usar a declaração simples do IR, vai pagar o IR duas vezes.

De forma geral…

“As taxas são elevadas e os benefícios fiscais, muitas vezes, não compensam. A maioria dos planos que valem a pena são aqueles que tem contrapartida da empresa”.

“Evidentemente, as pessoas precisam se preocupar com a aposentadoria, mas isso não significa fazer o plano da Previdência”.

A frase acima é do professor de finanças Samy Dana.

Outras opções de investimentos para o longo prazo

Por ser um objetivo de longo prazo, a aposentadoria aceita praticamente todos os tipos de aplicações financeiras, desde a renda fixa até a variável.

Selecionamos algumas delas, com exceção do Tesouro Direto e da Previdência Privada, ambas já citadas neste artigo.

Considere que estamos apenas citando e não dizendo qual é a melhor, ok?

Debêntures

São papéis emitidos pelas empresas para financiar investimentos, geralmente, da construção civil.

Para atrair os investidores, a rentabilidade costuma ser alta (acima da poupança e do tesouro, por exemplo).

Além disso, é muito aconselhável para a aposentadoria porque tem prazos longos.

A desvantagem, porém, é o fato de que o investidor fica “impossibilitado” de vender antes do vencimento – perdendo o que é chamado de liquidez.

O custo tem a ver com o imposto de renda e segue a tabela regressiva. Mas, todas as debêntures que são de infraestrutura tem a isenção do IR – o que maximiza o rendimento.

Imóveis

São casas, apartamentos, terrenos, empreendimentos… Comprados com o objetivo do lucro – ganhar dinheiro.

A vantagem é que é um patrimônio líquido e sólido – o que aparenta dar segurança ao investidor.

Mas, a desvantagem pode acontecer na hora da venda e com as desvalorizações dos valores, inclusive, do aluguel.

O aluguel, inclusive, costuma ter rendimento igual da poupança (0,5%).

Além disso, os custos são altos porque envolvem taxas de cartórios, juros dos bancos (em caso de financiamentos), Imposto de Renda e outros.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

São títulos emitidos pelos bancos e tem rentabilidade maior do que a da poupança. Também tem a garantia do FGC e costuma ser fácil de vender – sendo que o próprio banco faz a compra.

A desvantagem, porém, é quando há o risco de calote (mas que é mitigado pelo FGC).

E, com o cenário de queda de juros, o rendimento pode ficar abaixo do esperado, sendo recomendado apenas os ativos para o longo prazo, acima de 5 anos.

Há a incidência do imposto de renda.

LCI (Letra de Crédito Imobiliário) ou LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)

São títulos emitidos pelos bancos e que tem lastro no crédito imobiliário e rural.

A rentabilidade é alta se comparado com os ativos citados e a garantia também é do FGC.

A rentabilidade cai em cenário de queda de juros, o que é uma desvantagem. E, além disso, os valores iniciais costumam ser altos, a partir de 20 mil reais para começar a investir.

É isento de imposto de renda.

Fundos de Renda Fixa

São títulos públicos e de empresas, mesclados.

A vantagem é que o investidor não precisa fazer a escolha individualmente, já que um gestor do fundo faz toda a gestão.

Além disso, há a facilidade para vender o título e os prazos não são um problema.

Por outro lado, as taxas de administração costumam ser elevadas e isso pode corroer os ganhos do investidor.

Além do mais, não há garantias do FGC.

E há incidência do IR.

Fundos de Ações

São fundos que compram ações de empresas na bolsa de valores.

Eles também têm um gestor ativo que fazem a carteira render mais através do estudo dos índices de referência do mercado – logo, o investidor não tem tarefas mais difíceis a não ser optar pelo fundo.

Do lado ruim, a renda variável não permite ter uma renda fixa, portanto, pode haver perdas.

Em se tratando de aposentadoria, os especialistas comentam que quanto mais perto desse prazo o investidor está, menos exposto ao risco ele deve ficar.

Essa é uma dica.

Nos fundos de ações há o imposto de renda sobre o ganho, além da taxa de administração, de performance, de entrada e de saída.

Fundos Imobiliários

São fundos que compram imóveis e terrenos.

É uma forma de investir no mercado imobiliário – e é muito mais barato do que comprar um imóvel. Alguns desses fundos pagam rendimentos mensais.

O lado negativo é que as cotas são negociadas na Bolsa de Valores, logo, podem variar também, como toda renda variável.

O ideal é ter uma carteira que diversifique o risco.

O imposto de renda é sobre o ganho também.

Fundos Multimercados

São opções que investem tanto na renda fixa quanto na variável, incluindo, as moedas.

Isso ajuda no investidor a diversificar seus investimentos e pode ter boas rentabilidades – maior do que as opções conservadoras.

A desvantagem é que pode oscilar entre ganho e perda – e não é indicada, portanto, para quem não tem sangue frio, como se diz.

Além disso, há taxas de desempenho e administração elevadas do que outros fundos.

Há a incidência do imposto de renda e taxas.

Ações

São parte do capital das empresas e são negociadas na bolsa de valores.

Elas podem render mais do que os fundos de ações, conforme o papel e as perspectivas da economia no país.

A desvantagem é que podem variar e ter dificuldades na hora da venda.

Tem custo de operação de compra e venda e do imposto de renda também, além da corretagem.

Tesouro Direto ou Previdência Privada?

Fernando Meibak é especialista no assunto e diz que a melhor maneira de poupar dinheiro para o futuro é adquirindo títulos do Tesouro Nacional, por ser o investimento de menor risco da economia atual.

“Se capaz de aplicar pequenos valores mensais não é empecilho para você investir no Tesouro direto, sistema de compra de títulos públicos que aceita valores a partir de 30 reais”.

Ele também fala do baixo custo porque nos planos de previdência privada, as taxas cobradas são altas, além de serem somadas a taxa de carregamento, de administração e outras.

“O que afeta a rentabilidade do investimento no longo prazo e geralmente torna este produto menos vantajoso do que aplicações feitas pelo programa”.

No Tesouro Direto, vale lembrar a taxa cobrada é de 0,30% ao ano – sobre o valor dos títulos pela custódia dos valores.

Também há um valor por cada negociação feita, mas as corretoras nem costumam cobrar isso.

Para o especialista, a recomendação é o Tesouro IPCA+, que paga uma taxa de juro prefixada mais a inflação (conforme variação no período).

Tesouro Direto versus Previdência

Separamos comparações para mostrar as vantagens e desvantagens dessas 2 formas de aplicar dinheiro pensando no longo prazo, confira!

Rendimento

Nem há muito que falar… O rendimento do tesouro é bem melhor.

Isso acontece porque as taxas de administração das previdências são altas, sempre acima de 0,5%… Enquanto no tesouro é apenas 0,3%.

Os pequenos investidores são os que mais sofrem com as taxas altas.

Imagine um deposito de 100 reais… Essa pequena porcentagem faz muita diferença, sim.

Além disso, os títulos públicos têm rendimentos atrelados a Selic (juros), ao IPCA (inflação) ou ser prefixado.

Já na previdência privada, o rendimento é variável porque aplica em juros, câmbio e bolsa – o que dificulta a comparação, além de tudo.

Tributos

A alíquota do imposto de renda acontece de forma regressiva e incide sobre os rendimentos.

No caso da previdência, a diferença é que ela pode ser feita de duas formas: a regressiva ou a progressiva.

Na prática, funciona assim: no VGBL o imposto é sobre os rendimentos e no PGBL é sobre o valor total acumulado.

Não há vantagens ou desvantagens, tudo vai depender de como o investidor faz a sua declaração do IR.

Sucessão

Essa talvez seja o único ponto no qual a previdência leva vantagem sobre o tesouro.

Quando o segurado morre, a sucessão é dos beneficiários e isso não entra em inventário. No caso dos títulos públicos não há esse benefício.

Portabilidade

Não que isso seja uma vantagem, mas na previdência privada é possível fazer a portabilidade para outras aplicações – para outros fundos sem que se perca o prazo relativo do IR.

Isso tem acontecido de forma constante quando os investidores percebem que o rendimento da previdência não é dos melhores.

No caso do tesouro, não há essa portabilidade, mesmo porque ela nunca tornou-se necessária.

Formas de Investir

Os dois têm formas diferentes de investir dinheiro.

No caso do tesouro, tudo é preciso ser feito pelo site da Bovespa.

Só que aí basta ter uma corretora de valores, um banco ou mesmo uma instituição financeira.

Até o Nubank tem feito investimentos n tesouro.

No caso da previdência, ela pode ser conseguida em bancos e instituições financeiras.

Algumas empresas optam por fazer isso de forma automática – neste caso, é preciso analisar com cuidado: os custos, rendimentos, valores.

O que saber na Hora de Investir no Tesouro Direto

O Tesouro Direto é o investimento mais seguro, porém, nem sempre o mais rentável.

Ele é apenas mais uma opção dentre todos os outros do mercado.

Normalmente, pelos grandes investidores, é usado para diversificar investimentos, lembrando que é um investimento seguro e menos volátil do que o mercado de ações, por exemplo.

Se comparamos, por exemplo, existem alguns CDBs que pagam mais de 100% do CDI, em bancos, então, esses podem ser mais interessantes.

Claro que o banco não é tão seguro quanto o governo, mas o FGC garante uma aplicação de até 250 mil reais, em caso de falência.

Então, o que podemos mostrar é que todo investimento tem os prós e os contras, taxas, rentabilidades, volatilidade, entre outros aspectos.

E, com tanta opção, o ideal é você pesquisar aquele que melhor se encaixa ao seu perfil e a sua necessidade atual.

Abaixo, vamos citar os tipos de aplicações no tesouro direto, mas antes, para você se localizar, veja alguns exemplos:

Tesouro Selic 

Éum papel que rende o equivalente à taxa de juros da economia, logo, é indicado para os conservadores e em momento que não há expectativa de alta de juros.

Tesouro IPCA + (NTN-B) 

É ideal para a aposentadoria já que possuem vencimentos longos (2035 ou 2050), onde o investidor pode casar a data com a aposentadoria.

Tesouro Prefixado LTN

É interessante quando os juros estão altos.

E os com cupom semestral pagam os juros a cada semestre e, por isso, são indicados para quem planejar viver da renda desses papéis.

Tipos de Títulos no Tesouro Direto

Com datas de vencimento e taxas de remunerações diferentes, que variam de momento em momento, os títulos do tesouro direto são variados.

E, atualmente, a maior parte das pessoas investem nas opções de investimentos à longo prazo, pensando, principalmente na aposentadoria.

Entenda o porquê e veja todos os tipos de opções.

LFT (Letras Financeiras do Tesouro)

São títulos pós-fixados que são remunerados pela Taxa Selic, assim, possui alta liquidez. O investidor recebe juros e uma remuneração principal.

A conta do rendimento é fácil de ser feita, basta consultar a taxa Selic atual.

LTN (Letras do Tesouro Nacional)

São pré-fixados, ou seja, já tem um valor fixo para quando o resgate for feito, na data do vencimento.

Eles costumam render pouco mais do que as LFT, mas isso não acontece necessariamente.

Tudo vai depender do atual momento da economia, logo, dos juros Selic.

NFN-F (Notas do Tesouro Nacional, série F)

São pré-fixados assim como as LTN, porém tem pagamentos de juros semestrais, chamados de cupons.

NTNB (Notas do Tesouro Nacional, série B)

São títulos atrelados à inflação, corrigidos pelo IPCA e acrescidos de uma remuneração pré-fixada.

É uma opção para quem quer proteção contra a inflação.

NTN-B Principal

Não tem pagamentos semestrais e paga tudo que foi acumulado no vencimento.

Esse é ideal para quem tem objetivos à longo prazo.

Resumo da Ópera

E aí, o que achou do nosso artigo – diga você?

Ele respondeu suas expectativas sobre a Previdência privada do Santander?

Fizemos uma verdadeira viagem aqui, é verdade. Saímos dos ativos do banco e fomos aos títulos públicos do governo.

Mas, a ideia foi proposital.

Nós queríamos mostrar que sempre há alternativas melhores do que aquela que imaginamos ser a melhor.

Hoje em dia, não há dúvidas que o tesouro direto ganha da previdência.

Isso em termos de segurança e rentabilidade.

Isso ficou claro para você?

Você ainda tem alguma dúvida sobre essas opções de investimentos financeiros? Ainda busca algo além da rentabilidade?

Ainda vai continuar investindo na previdência?

Fique a vontade para nos deixar comentários!

Com informações do Santander, Parmais

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