Planejamento Financeiro Pessoal: onde investir para ganhar dinheiro em 2018

Os dados preocupam: apenas 2 em cada 10 brasileiros conseguiram guardar dinheiro em dezembro. Alguns justificaram pela renda muito baixa, outros por não terem renda ou por conta dos imprevistos. É por isso que vamos falar sobre o planejamento financeiro pessoal.

Os dados são referentes ao final do ano passado e foram coletados na pesquisa do Indicador de Reserva Financeira do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Os dados ainda mostram que 34% de todo mundo que participou das entrevistas dizem eu tem o hábito de poupar – é uma porcentagem pequena frente aos 51% que não poupam.

Do todo que poupa, 12% sabem quanto poupam e 22% guarda apenas o que sobra do orçamento financeiro mensal.

Ainda conforme o estudo, 49% tinham reserva financeira, mas tiveram que sacar nos últimos meses, especialmente em dezembro.

Os motivos foram:

  • imprevistos,
  • compras e
  • pagamento de dívidas.

Marcela Kawauti diz que o momento econômico limitou as rendas das famílias brasileiras e tornou a poupança um recurso quase impossível.

“O alto desemprego e a queda na renda de fato pesam, mas também há negligência com as próprias finanças. Um controle adequado do orçamento pode fazer a diferente entre ter ou não dinheiro sobrando no fim do mês”.

E ter dinheiro sobrando no fim do mês se designa em planejamento financeiro pessoal.

Mais sobre a pesquisa

“O hábito de poupar afasta o mau hábito de gastar mais do que se ganha, e assim, aos poucos, o consumidor cria uma reserva de emergência. É necessário fazer uma avaliação do orçamento, identificando o que pode ser cortado”, diz Marcela.

O levantamento também mostrou que quem poupa faz isso para lidar com eventuais problemas, como doenças graves ou imprevistos do dia a dia.

Outra parte diz que o desejo é garantir um futuro melhor para a família, vontade de viajar ou simplesmente ter uma reserva para o caso de desemprego.

Quem conseguiu poupar em dezembro, fez isso com uma média de 570 reais.

E os dados preocupantes continuam: quem poupa, faz isso na caderneta da poupança. Depois, a outra maior parte, deixa o dinheiro em casa enquanto uma terceira parte faz isso deixando o dinheiro na conta corrente.

Outras opções, que são os reais investimentos financeiros, foram poucos escolhidos, entre eles, os fundos de investimentos, a previdência privada, o Tesouro Direto, os CDBs (Certificado de Depósitos Bancários) e as ações.

Sobre a poupança, Marcela diz:

“Assim, o consumidor consegue uma rentabilidade que, apesar de pequena, é maior do que zero. A poupança serve a alguns propósitos por ser uma opção com alta liquidez, mas, principalmente para aqueles que têm objetivos de longo prazo”.

No entanto, para ela, hoje há muitas alternativas mais vantajosas – as quais vamos citar abaixo, em outros tópicos.

O que é o Planejamento Financeiro Pessoal?

É o básico do básico do básico. Nada mais é do que planejar o seu dinheiro.

Claro que não estamos falando de você saber exatamente quanto vai gastar todos os meses, afinal, você nem sabe quantos lanches vai comer na rua, não é?

Sem contar com aquela cervejinha com os amigos e o churrasco de domingo.

Mas a grande questão é saber exatamente quanto você tem de dinheiro para gastar e quanto pode gastar desse montante.

Ninguém, na história do mundo, conseguiu prosperar na vida financeira sem que tivesse um orçamento mensal dos ganhos e das “perdas”.

Quando se tem um planejamento financeiro em ordem, as chances de tudo começar a ir pelo caminho certo é de 50%. Sendo que a outra metade vai depender do quanto você se dedica para colocar a teoria na prática.

Como Ter um Planejamento Financeiro Pessoal?

Até o final do artigo vamos te mostrar como é possível fazer um planejamento financeiro perfeito sem precisar ficar dependente de profissionais qualificados e que entendem tudo de números.

Aqui, estamos falando em conseguir conciliar os ganhos com os gastos, deixando o saldo sempre positivo no final do mês.

Em qualquer família do mundo, o certo é nunca gastar mais dinheiro do que a renda recebida no mês.

A entrada tem que estar acima da linha das despesas. E é assim que a vida acontece.

Isso não é fácil de conseguir, nunca duvide disso. Nós sempre ganhamos muito menos do que merecemos ou do que é necessário para ter uma vida confortável.

  • A alimentação é cara hoje em dia.
  • Os remédios então, mais ainda.
  • Tem ainda transporte, energia, água e muitos outros.

Portanto, colocar tudo em um valor mensal é bem difícil.

O lado bom dessa notícia é que qualquer pessoa pode quitar as dívidas ou ficar rica se baseando apenas em um planejamento financeiro simples e rápido.

Aquela ideia de ganhar mais do que se gasta é importante e tem que estar na sua mente em toda parte desse texto.

A partir disso, vale pensar em outras questões: Como fazer para ganhar dinheiro?

É aqui que entra uma parte muito importante que muitas pessoas não conseguem levar em consideração observando a sua importância.

Tão importante quanto equilibrar as contas é investir dinheiro.

Calma! Investir dinheiro não é coisa só de quem tem dinheiro não! Qualquer pessoa pode investir dinheiro no Brasil.

Como ter um bom planejamento financeiro pessoal?

Se você se identificou com a maior parte dos brasileiros citados na pesquisa, que não poupam dinheiro, então, é preciso reconsiderar o seu planejamento financeiro pessoal.

Separamos esse tópico exclusivamente para falar disso, aliás, nunca é tarde para organizar a vida financeira.

Confira como fazer isso em subtópicos!

Se conheça

Alexandre Fragoso é do Instituto Eu Defino e diz que não basta pensar em quitar as dívidas – o ideal é mudar o comportamento desde o início.

“Sem fazer isso, a pessoa saí de uma dívida e assume outra. É necessário priorizar os gastos”.

O autoconhecimento é a chave, na opinião dele.

“Se não me conheço financeiramente, não consigo adotar uma estratégia para me organizar. Um modo simples de fazer isso é anotar os gastos”.

Desejos

“O grande segredo para ter uma no diferente é agir devagar”, avalia Myriam Lundo, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

“A mudança de hábito tem que tirar o consumido do cheque especial. Juntar dinheiro para liquidar uma dívida é um passo importante nessa transformação”.

Para isso, o conselho dela é ter cuidado com as promoções.

“Quando se vê diante de uma oferta vantajosa, o consumidor tende a comprar mais do que o normal e, consequentemente, gasta mais. Muitas vezes, porém, ele nem precisa do produto”.

“É necessário usar a razão para não estourar o orçamento”.

Corte os Excessos

Essa dica é muito simples: usar planilhas ou envelopes pode te ajudar a cortar os excessos porque você vai manter um controle sobre o quanto e com o que está gastando ao longo do mês.

Essa é uma parte do planejamento que te ajuda a juntar dinheiro para comprar bens ou alcançar objetivos de longo prazo.

A ideia é alinhar as contas, traçar as metas e encontrar os produtos certos.

Para chegar lá, você vai ter que ter um controle efetivo de gastos e isso tem a ver com cortar os excessos e saber por onde começar.

Economizar dinheiro

Rogério Olegário é da Libratta Finanças Pessoais e avalia que não existe regra para economizar dinheiro.

“Na verdade, economizar é uma palavra que lembra restrição e ninguém gosta disso, parece doloroso. O ser humano busca o prazo e conforto”, avalia.

“Tem que calcular antes e deixar separado o quanto vai investir e para que”, garante.

Tenha objetivos

Para Fragoso, definir objetivos é outro passo para o sucesso do seu planejamento financeiro pessoal.

“É o mais difícil, mas é importante saber o que você quer alcançar por meio do dinheiro. Isso o ajudará a evitar gastos desnecessários e a traçar o melhor caminho para a sua vida financeira”.

Depois, a ideia é calcular quanto custam essas realizações, com prazos definidos.

“A partir daí ela já pode definir quanto precisa guardar mensalmente para comprar o que deseja”.

Os investimentos financeiros

Todo começo é mais difícil, mas com o tempo, você vai ver como é mais vantajoso também.

“Os mercados mudam, os planos também. É um que perde o emprego, outro que tem filho. Enfim, é preciso olhar novamente para os investimentos, para os objetivos e prazos e ver se estão alinhados”.

A frase acima é de Sandra Blanco, da Órama Investimentos.

O conselho dela é para saber escolher melhor os investimentos, ou seja, aqueles que tem a ver com o seu perfil para investir.

“Acredito que a partir do 2º trimestre a volatilidade será maior e, por isso, é importante ter atenção na hora de escolher os investimentos”, avalia.

Investir com segurança

O tesouro é uma das aplicações mais seguras para a renda fixa e tem boas rentabilidades.

“Existem aplicações mais atrativas, mas é um bom começo para quem vai ingresse no mundo dos investimentos e eu indico sem antes conhecer o cliente porque é uma questão de render para ganhar poder de compra”, diz Matheus Portella, da Rise Investimentos.

Essa também é a opinião de Silvio Campos, da Tendências Consultoria.

“É um mecanismo seguro para guardar dinheiro, mas é preciso considerar os objetivos e os prazos na hora de investir. Cada pessoa sabe o que pretende ao guardar dinheiro”.

Mas, onde investir para ganhar dinheiro em 2018?

A pergunta é muito subjetiva, mas vamos considera que estejamos falando em investir para criar uma reserva de emergência, partindo do pressuposto do planejamento financeiro pessoal.

No geral, os especialistas recomendam que esse patrimônio seja suficiente para custear os seus gastos atuais por 6 meses.

Dessa forma, ainda conforme os analistas, é possível pensar ainda em renda fixa e renda variável, ainda que uma tenha mais liquidez do que a outra.

Dá para pensar em uma carteira agressiva para quanto mais tempo tivermos até o término do nosso período de acumulação de patrimônio.

Mas, quando se chega perto da aposentadoria, o ideal é reduzir os riscos e optar pelo conservadorismo.

É preciso pensar também em questões pessoais, como nível de tolerância ao risco, rendimento mensal, momento econômico, etc.

Renda Fixa

Então, dito isto, vamos começar pela renda fixa.

O Tesouro Direto e a LCI (Letra de Crédito Imobiliária) são os mais comentados. E isso porque, em geral, há aplicações com valores mais baixos ou porque são isentas de IR (Imposto de Renda).

É possível falar em CDB também, que tem aplicações iniciais mais baixas do que a LCI e ainda pode proporcionar mais liquidez para saques.

Se você vai fazer aportes mensais (e não depositar todo valor de uma única vez), o Tesouro pode ser a melhor indicação porque permite a compra fracionada dos títulos.

E hoje há corretoras que não cobram taxas de custódia.

Nesse caso, o título precisaria ser acima de 2 anos para valer o IR (que ficaria em 15% incidente sobre o lucro).

O Tesouro IPCA é outra opção porque remunera um percentual de juro real acima da inflação.

Ainda há o Tesouro Prefixado que tem uma remuneração anual fixada.

Renda Variável

Nessa área, podemos falar em ações, derivativos, índices e também em fundos.

Existe o fundo multimercado, por exemplo, que muitas pessoas citam, mas que não é da renda variável e sim da renda fixa – de qualquer forma, ele é uma boa opção também.

A dica aqui é sempre ficar atento às taxas, especialmente de administração.

A dica final é sempre buscar conhecimento sobre as opções!

Bônus: Como Fazer um Planejamento Financeiro Pessoal Perfeito

Gastar menos do que o que você ganha e terminar o mês no azul é o grande segredo, por isso decidi ensinar como se planejar financeiramente.

Então, vou listar todos os passos necessários para ter um planejamento financeiro, economizar pelo menos 10% do salário, e então estar preparado para investir.

Técnica dos 10 Envelopes

“Ok. Entendi tudo sobre a regra de ouro, me identifiquei com as suposições e, definitivamente, vou começar a investir! Mas, no título você diz algo de envelopes, e até agora não falou nada sobre isso”, você pode argumentar.

Reprodução: Google

Vamos, então, falar da cereja do nosso bolo, os tão famosos envelopes! Você vai ver que esses papéis podem fazer toda a diferença na sua planilha mensal de gastos, que vai gerar dívida ou não, e que pode te levar a riqueza ou não.

Como Funciona

É muito simples! Você vai até a papelaria e compra 10 envelopes de carta.

Em cada um deles você vai escrever itens dos quais serão destinados o seu dinheiro.

Em seguida, você vai escrever, também no envelope, qual o valor você acha que gasta no mês com aquele item.

Depois, cada compra ou pagamento que fizer, você vai colocar o comprovante dentro do envelope que for daquele item.

Separar os gastos em 10 envelopes

Os primeiros passos para conseguir encontrar a independência financeira, e nunca mais precisar pedir dinheiro emprestado, são os mais difíceis!

Por isso, você precisa estar realmente estar focado e ter força de vontade.

A forma mais fácil e didática de conseguir reduzir os gastos é por meio do uso de envelopes, como eu ensino aos meus aluno e mesmo hoje após atingir a independência financeira, continuo utilizando.

Para isso, é necessário ter 10 envelopes que representarão os diferentes gastos do mês. É possível trabalhar com um máximo de 13 envelopes, mas não mais que isso.

Escreva em cada um deles o nome dos gastos que serão contabilizados:

  • Carro:mensalidade do seguro, mecânico, IPVA, combustível;
  • Casa:condomínio, contas de água, luz, IPTU, seguro, manutenção do imóvel;
  • Saúde:plano de saúde, remédios, consultas médicas particulares, academia;
  • Compras ou Gastos Diários:tudo que não entrar nos outros itens, como vestuário;
  • Supermercado:alimentos e produtos de limpeza;
  • Lazer:viagens, passeios, cinema;
  • Educação:mensalidades e matrículas escolares, livros, uniformes;
  • Dívidas:tudo o que é pago com juros, como cheque especial ou cartão de crédito;
  • Reserva de emergência:dinheiro que será separado para gastos emergenciais;
  • Investimentos:10% da renda líquida a ser investida todo mês.

Ao fazer isso, escreva em cada envelope o quanto você estima gastar todos os meses, e então passe a inserir nos envelopes as notas fiscais, recibos ou até papeis com anotação do gasto de absolutamente tudo o que tiver que pagar ao longo do mês.

Muitas pessoas se surpreendem ao ver que o gasto real é bem diferente do que o estimado, e infelizmente na maioria das vezes o “diferente” é sinônimo de “maior”.

Redefinir os gastos

Após verificar os gastos no primeiro mês, é hora de fazer uma redefinição deles.

E a primeira forma de fazer isso é olhando para os maiores “vilões” dos gastos mensais, que são aqueles que podem ser controlados e são percentualmente muito acima do que seria o ideal.

Geralmente os gastos com supermercado, lazer e compras são os mais descontrolados.

Comece a fazer planos de como economizar dinheiro, seja trocando a marca de um produto, reduzindo o consumo de um alimento mais caro, ou trocando o restaurante por um almoço em casa.

O ideal é que 70% de toda a sua renda líquida seja usada para despesas. Assim, 20% vai se tornar sua reserva de emergência e 10% será destinado para investimentos financeiros.

É neste momento que é preciso ter dedicação e força de vontade. Para muitas pessoas, é difícil se controlar e não gastar com as ofertas e promoções.

Por isso, é preciso ter a mentalidade de investidor, que pensa sempre no futuro e no quanto o dinheiro pode render.

Lembre-se sempre: quando você paga juros você caminha para a pobreza, quando você recebe juros caminha para a riqueza!

Renegociar as dívidas

Antes de investir, é preciso acabar com as dívidas existentes. Se você possui dívidas, o passo seguinte é renegociá-las e se dedicar para acabar com elas – e não fazer mais!

Para isso, é preciso definir o que é uma dívida: tudo aquilo que você paga com juros!

Acredite: até mesmo o financiamento da sua casa deve ser considerado uma dívida se você tiver a mentalidade de um investidor.

Os pagamentos no cartão de crédito só não são considerados dívidas se você paga todos os meses a fatura completa, e se tornam dívidas quando você passa a pagar a fatura mínima e começa a dever para o banco.

Assim, se a sua dívida tem juros muito altos, é vantajoso pegar um empréstimo com juros menores para quitar esta – como é o caso do cartão de crédito – e então se preocupar com a nova dívida, agora com juros mais baixos.

Mas isso deve ser feito com cuidado.

E o mais importante é não deixar de lado o envelope de investimento, pois é possível investir mesmo com uma dívida em andamento.

Sabe por quê? Porque em certo momento, os juros do investimento podem cobrir os juros da dívida.

Definir os objetivos

Neste passo, é necessário definir os verdadeiros objetivos do investimento.

Algumas pessoas investem em um fundo de renda fixa para comprar um carro, outras querem realizar o sonho de uma viagem, e alguns investimentos são feitos visando um conforto para a aposentadoria.

Defina quanto você deseja ter ao fim do investimento, reflita sobre suas metas a curto e longo prazo, e calcule quanto tempo vai demorar para alcançar o que você gostaria de ter.

Os objetivos bem definidos ajudam no controle dos gastos, e servem muito bem para manter a força de vontade.

Assim, quando surgir aquele gasto desnecessário ou aquela possibilidade de “torrar” o dinheiro, lembre-se dos seus objetivos.

O seu médico, com certeza, já te falou que o lazer é importante. E isso nós não temos como discordar.

De fato, ele é muito importante. O que você tem que fazer é saber medir os seus gastos com o lazer com as suas prioridades financeiras.

Sem deixar de ter lazer, é possível limitar as saídas com os amigos e os gastos na noitada.

É nesse ponto, também, que o seu Controle Financeiro precisa estar alinhado com os seus objetivos.

Se você tem uma renda mediana, tem que saber que não será possível fazer aquela viagem de fim de ano, se você jantar fora todos os dias da semana e também do final de semana.

Apesar de você poder multiplicar seu dinheiro, precisa saber que ele não dá em árvore.

Ah, uma dica muito boa é ter o lazer com atividades que não são caras. Vamos dar algumas dicas abaixo, não deixe de ler.

No entanto, antes de listar essas opções, queremos finalizar essa parte do texto falando que o Controle Financeiro, até mesmo para você que não tem Renda Fixa, é necessário, principalmente, no que chamamos de longo prazo.

E, pensando no longo prazo, separamos 3 dicas sobre os seus possíveis sonhos, confira:

Você, provavelmente, não vai ter aquele abono salarial todos os anos e nem os 13º salários da vida…

As suas férias, apesar de poder acontecer em qualquer época do ano, tem que ser bem pensadas.

Com tudo isso em vista, a Reserva Financeira é primordial nos seus objetivos financeiros. E é sobre isso que vamos falar agora!

Criar um “colchão de emergência”

Com o valor do envelope para as reservas de emergência, é preciso criar as reservas necessárias para as situações inesperadas.

Elas acontecem cedo ou tarde, e não é do envelope dos investimentos que o dinheiro deve sair.

Assim, se a sua geladeira quebrar, se seu celular for roubado ou se você ficar doente e precisar gastar com remédios e tratamento, terá de onde retirar o dinheiro.

Gosto de chamar de “colchão de emergência” porque ele amortece as quedas que são impossíveis de evitar.

Ter esse tipo de reserva financeira também ajuda muito a dormir com tranquilidade, o que é ótimo para ter mais qualidade de vida.

Mas atenção: nada de usar o dinheiro da reserva para comprar coisas desnecessárias.

Se você perceber que o dinheiro da reserva está indo para cobrir gastos do mês, é sinal de que precisa reduzir os gastos mensais.

E lembre-se: a revisão programada do carro é um gasto que precisa ser previsto dentro do orçamento, mas o gasto com o mecânico devido a um acidente ou imprevisto pode vir da reserva!

Bem, muito já falamos aqui, mas vamos reforçar.

É claro que é apenas uma média e tudo vai depender de como você se comporta com o dinheiro e também qual a sua renda anual.

Mas, para uma pessoa que tem um salário mediano e que não tenha emprego fixo, o ideal é que a reserva financeira seja de, pelo menos, 12 meses o valor médio do mês.

Ou seja, a sua Reserva Financeira tem que ser o valor da sua renda anual, ao menos, em média.

Ficou fácil? Se você, mesmo não tendo um salário fixo, tem uma Renda Mensal Média de 2 mil reais. Então, você precisa ter uma Reserva Financeira de 24 mil reais.

Sim, exageramos um pouco na proporção, mas pensando a longo prazo, esse valor será suficiente para te sustentar durante 1 ano, caso algum imprevisto, como uma doença séria, aconteça.

Então, como visto, você precisa ter uma bom dinheiro guardado para ocorrências inesperadas. O que precisa fazer a partir de agora, sem dúvidas, é começar a poupar dinheiro.

Está mais do que na hora de você mudar de hábitos e valorizar, com inteligência, o seu dinheiro.

Muito mais do que resultados, você precisa ter conhecimento.

Fugir da poupança

Quando se fala em guardar dinheiro para emergências, muitas pessoas pensam na hora em uma conta poupança.

Só que é preciso fugir da conta poupança como o diabo foge da cruz! O ideal mesmo é ter um fundo de investimento de onde se possa tirar o dinheiro facilmente.

Geralmente o chamado CDB é o suficiente, já que rende mais do que a inflação.

O grande problema da conta poupança é que ela rende apenas 75% da taxa SELIC, que é a taxa básica de juros.

Isso significa que uma conta poupança rende menos de 10% ao ano, quando a inflação está acima de 10%.

Isso significa que o dinheiro da poupança não rende o suficiente para acompanhar a inflação, e por isso ele apenas se desvaloriza.

Investir em renda fixa

Se a ideia é fugir da poupança, o segredo é investir em renda fixa. Muitas pessoas querem começar a investir na bolsa assim que conseguem guardar um pouco de dinheiro.

No entanto, para se tornar um investidor de ações é necessário ter quantias mais altas, enquanto que um investimento em fundos de renda fixa é possível começar com apenas R$ 30.

Por isso, o último passo para conquistar a independência financeira é dar foco para aquilo que realmente dá resultado.

Não se preocupe em investir em ações enquanto não tiver acumulado a quantia necessária. Tudo tem seu tempo!

Com informações da Época Negócios, G1, Correio Braziliense