Dá tempo de Bater a Meta de 2017 – 3 Opções de Investimentos Financeiros

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Estamos na metade de setembro, o que prova que a maior parte do ano já se foi. E aí, conseguiu bater as metas que se propôs a fazer? Em um ano difícil como esse, pode ser que sua resposta anda não seja das mais positivas. Mas, agora vem a notícia boa: ainda dá tempo.

Confira as possibilidades:

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  • Se a sua meta for aprender a investir dinheiro, por exemplo… dá tempo.
  • Se for para você entender mais sobre o mercado financeirodá tempo.
  • Se for sobre começar a melhorar de vidadá tempo, também.

A publicitária Gabriela Carminatti decidiu que 2017 seria o ano certo para ela aprender sobre planejamento financeiro, juntar dinheiro e começar a investir. Foi isso que ela disse ao portal Revista Donna – tudo de olho no futuro, pois o sonho é conseguir, algum dia, viver de renda.

“Não sabia exatamente com o que gastava o dinheiro. Fiz uma tabela de objetivos de quando poderia gastar em cada coisa e passei a colocar limites”.

Em maio ela virou a chave e começou a equilibrar os gastos. Além disso, passou a poupar uma quantia mensal. Na prática, entrou em um curso de MBA para entender o mercado de investimentos, a Taxa Selic e outros jargões que já estão sendo decifrados.

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A partir disso, o plano de ação indicado foi o seguinte…

– Antes do Primeiro Investimento, separe uma Reserva de Emergência. Calcule os gastos mensais e guarde até 12 vezes esse valor.

– Para um investidor de primeira viagem, é mais seguro escolher uma opção conservadora, que não ofereça riscos e que permita o resgate facilmente, como os CDBs – Certificado de Depósito Bancário.

– Defina o perfil de investidor. Se você não sabe como fazer isso, aprenda no vídeo abaixo.

– Pesquise as taxas. Para investir no Tesouro Direto, por exemplo, é preciso abrir uma conta em uma corretora de valores. Aí é preciso analisar a taxa de custódia, entre outras.

– Por fim, resta escolher o melhor investimento financeiro para o seu perfil. Se você ainda não tem um ativo, vale a pena dar uma conferida em todos os tipos de Renda Fixa que existem.

Confira neste e-book, gratuito.

Como Investir em Renda Fixa: O Guia Definitivo

Mas, Onde Investir Dinheiro nesse Final de 2017?

Como visto, o melhor a se pensar é que este é o um ótimo momento para tirar o dinheiro que está guardado na poupança e aplicar em outras opções mais rentáveis.

É opinião geral de quase todos os especialistas que a caderneta não é a melhor alternativa para quem quer ver o dinheiro render.

Na real, se você quer a resposta rápida para este artigo – saiba que a Renda Fixa ainda é a Melhor Opção, mesmo com a queda da Selic.

“Estamos em uma trajetória de reconstrução do Brasil. Quem tem estômago e orientação de longo prazo pode ter bons ganhos”, diz Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus.

Separamos as 3 Melhores Opções de Investimentos Financeiros

Confira essas opções conforme o mercado e a opinião de vários analistas.

1 – Renda Fixa Vale a Pena

Levando em conta vários fatores, a renda fixa continua sendo a melhor opção – juros em queda, inflação menor, eleição de Donald Trump e a alta dos juros por lá.

Isso tudo influência nos mercados financeiros e a segurança dos ativos da renda fixa, faz dela o melhor investimento financeiro.

André Lassance é responsável pela área de Renda Fixa da XP Investimentos e diz que antes de escolher qualquer papel é preciso saber quando você vai precisar usar o dinheiro.

“Se você precisar daquele dinheiro para fazer uma reforma ou comprar um bem, é importante não investir em ativos de muito longo prazo ou que não tenham liquidez”, diz.

Miranda também fala da Renda Fixa.

“Eu acredito que o juro vai cair mais do que o mercado está contemplando, não me surpreenderia em ver a Selic ainda mais baixo até o fim do ano”, afirma.

Ambos recomendam o Tesouro Direto, principalmente o Tesouro IPCA+.

Além disso, no curto prazo também tem o CDB (Certificado de Depósito Bancário) e a LCI (Letra de Crédito Imobiliário), ambas dos bancos, que conta com a garantia do FGC – Fundo Garantidor de Crédito.

“LCIs e LCAs, como são isentas de tributação para pessoas físicas, pagam um pouco mais para os clientes e são uma boa opção para o dinheiro de segurança”, diz Claudio Sanches, que é diretor do Itaú.

2 – Fundos de Investimentos para Diversificar os Investimentos

Os Fundos de Investimentos são aconselháveis para a diversificação, porém, também é preciso ser avaliado com muito cuidado. Em especial, as taxas que são coradas pelos fundos, que tem impacto direto na rentabilidade final.

Para Sanches, os fundos multimercados são uma opção para quem quer diversificar e não tem tempo ou experiência para eventualmente ficar realocando os ativos.

Mattes sugere o fundo de ações.

“Se alguém que quer colocar o dinheiro em ações, pode ser uma boa ideia fazer isso via fundo de investimento, com acompanhamento de alguém que tem conhecimento no assunto, mas tem que ver qual é a política de investimento do fundo e o nível de alavancagem do fundo”.

Já na opinião de Miranda, os fundos imobiliários, apesar de serem isentos de IR, não são aconselháveis para o momento.

“Estruturalmente, é interessante como investimento. Principalmente para o brasileiro, que ainda gosta muito da ideia do aluguel, de ter uma renda mensal. Mas eles têm baixa liquidez em bolsa e são muito ligados ao desempenho da economia. Atualmente, a oferta de imóveis e a vacância estão elevados”.

3 – A Bolsa de Valores para quem quer Ganhar Mais

Quem tem o perfil mais arrojado, pode optar pela bolsa de valores, que apresenta os melhores resultados.

“O cenário econômico pode ser mais favorável. O mercado não espera uma recuperação forte da economia, mas também não prevê tanta volatilidade como tivemos em 2016”, diz Marcos Saravalle, da XP Investimentos.

“A bolsa hoje não está barata, considerando que os lucros estão entre 25% e 30% abaixo da média histórica”, afirma Miranda.

“Algumas empresas estão tão adaptadas que qualquer recuperação marginal da receita pode trazer uma grande alta na geração de caixa”.

A redução da Selic também impulsiona a bolsa, ao menos indiretamente.

“Temos companhias bastante alavancadas. O pagamento da dívida tem consumido bastante caixa das empresas, portanto, essa baixa de juros é muito positiva”, diz Samuel Torres, da Spinelli Corretora.

“Nossa recomendação é montar uma carteira com base em empresas que têm apresentado menor dependência das questões políticas”, diz Saravalle.

Dá tempo de Bater a Meta de 2017 – 3 Opções de Investimentos Financeiros
reprodução: Google

Conhecendo o Mercado Financeiro

Todo começo de mês você sabe quanto ganha porque o dinheiro cai na conta. Só que pouco sabe quanto gasta e onde, afinal, são tantas compras – no supermercado, posto de combustível, lojas, escolas, planos.

Logo, percebe que a falta de um planejamento financeiro dificulta na hora de realizar um sonho.

Se você quer viajar no final do próximo ano, por exemplo. Como vai saber se terá condições se você não tem um cronograma mostrando quando é possível poupar por mês? Aliás, a faculdade do seu filho, que vai demorar cerca de 5 anos para acontecer, ainda está no plano, mas não no papel, o que a torna duvidosa.

Não há dúvidas: ter um planejamento financeiro é essencial para manter as finanças em dia e conseguir planejar o seu futuro, organizando em ordem de prioridades os objetivos financeiros.

Depois que você se concentrar nisso e tiver essas metas traçadas, será hora de pensar no investimento financeiro. E nosso texto é focado basicamente nisso. A princípio, esse lugar pode parecer inacessível, mas não é. Tudo gira em torno de taxas, siglas e percentuais, mas, no fim das contas, são fáceis de entender se você tiver real interesse.

Você descobre, com o tempo, que o mercado financeiro proporciona uma série de ferramentas para realizar os sonhos e garantir uma vida equilibrada financeiramente. Bora entender?

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Quanto de dinheiro guardar por mês?

Samy Dama é professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), autor de livro de finanças e atualmente está apresentando um quadro na televisão brasileira. Ele diz que o ideal é fazer uma divisão de

  • 50% da renda mensal para que sejam pagas as despesas obrigatórias,
  • 30% devem ir para entretenimentos e extras
  • e os outros 20% para investimentos financeiros.

“É claro que isso pode variar dependendo do estilo de vida e da renda de cada família. O mais importante é estabelecer uma meta do quanto se deseja poupar e fazer o orçamento do que é gasto, para conseguir estabelecer uma rotina”.

Com essa divisão feita e acertada – lembre-se de ser justo, não opte pelo exagerado nem pelo singelo demais – vamos falar das opções de aplicações financeiras para o seu dinheiro.

O mercado se divide entre a Renda Fixa e a Renda Variável. Uma é segura e conservadora, a outra tem mais chances de lucro, porém é arriscada.

“O Brasil é um dos países com taxas de juros mais altas do mundo. Então, a longo prazo, títulos de Renda Fixa costumam apresentar bons resultados”, garante outra especialista, Juliana Inhasz, que é professora de finanças do Insper, em São Paulo.

Prefixado ou Pós-Fixado

Como visto, alguns títulos da renda fixa tem a opção de ter rentabilidade pós-fixada ou prefixada. Elas são categorias que devem ser escolhidas quando o investimento é feito, sendo que você saberá qual é a quantia que vai receber no resgate.

A grande diferença está baseada na inflação, sendo que não é possível saber o seu poder de compra, no caso dos prefixados. Já nos pós-fixados, o investimento está atrelado a alguns índice ou taxa, como o CDI ou o IPCA, o que garante ganhos reais em termos de números.

Logo, se analisarmos os rendimentos reais, os papéis dos pós-fixados tendem a ser mais seguros do que as outras modalidades, principalmente no longo prazo.

Curiosidade: Investir no Tesouro Direto – Existe a Possibilidade de Calote? 

Conforme a opinião dos especialistas, listamos 3 princípios básicos e fundamentais que são prova de que os investidores não serão “caloteados” pelo Governo Federal.

Dinheiro em Caixa

Atualmente, o Tesouro Nacional tem 1 trilhão de reais em caixa, tudo destinado ao pagamento dos títulos públicos. “Poucos governos no mundo tem um caixa tão grande”, garante José Roberto Afonso, que é pesquisador de economia aplicada do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas).

“O que está acontecendo é um problema de fluxo. O governo gasta mais que arrecada. Mas não falta dinheiro para pagar dívida contratada”, diz.

Na opinião dele, tudo se explica pelas medidas tomadas pelo governo com a finalidade de equilibrar os gastos e as receitas, onde a meta do superávit primário subiu para 159 bilhões de reais.

“O governo está cortando os gastos porque a arrecadação diminuiu. Mas esse processo não afeta os compromissos financeiros, como os títulos do Tesouro”, ele garante.

Possibilidade de Rolagem

Além disso, existe a hipótese de que o governo, se não tiver caixa para pagar determinados vencimentos da dívida pública, poderá, através do Tesouro Nacional, emitir uma nova dívida para levantar os recursos que forem solicitados. O processo já é conhecido no mercado e recebe o nome de “Rolagem”.

“A rolagem é um procedimento normal. Mas ela tem um custo. Quando os investidores percebem que o governo está sem dinheiro, eles exigem uma taxa de juros maior para a compra dos novos títulos”, diz Mauro Calil, que é especialista em investimentos do Banco Ouroinvest.

Credibilidade do País

Outro fator importantíssimo e que não pode ser deixado de levar em conta é sobre os efeitos que um calote do governo soariam à imagem do país – péssimos.

Logo, o Governo Federal vai preferir cortar outros gatos, como aconteceu com a emissão de passaportes, do que suspender os pagamentos de seus compromissos financeiros.

“É mais fácil o governo deixar de pagar algumas contas do que dar calote na dívida pública. Pagar dívida é sempre prioridade. O título do Tesouro é, em tese, o papel de menor risco do país”, analisa Paulo Azevedo, professor de estratégia financeira do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais).

Ainda sobre esse risco de calote, ele diz que isso provocaria um efeito cascata, que teria fuga de recursos dos investidores estrangeiros, inclusive. Para conseguir tais recursos novamente, o governo teria que subir muito as taxas de juros pagas pelos títulos, o que encareceria a dívida pública.

Por fim, nesse efeito, os fatos negativos seriam ainda mais péssimos sobre toda a economia nacional, de forma generalizada, levando em conta que forçaria o governo a cortar ainda mais os gastos, inclusive em áreas ditas “prioritárias”, como saúde e educação.

Tesouro Direto ainda Vale a Pena – Saiba como Investir Dinheiro no Título Público

Além da elevação dos impostos, o que já tem acontecido, e que está prejudicando o crescimento do país, gerando desempregos, entre outros malefícios.

“O governo deu o alarme. Está chamando atenção para um problema que é grave. Quase 93% de tudo que o governo arrecada é gasto para pagar a previdência e o funcionalismo público”, diz Calil.

“As contas já tiveram em situação pior. O déficit já chegou à 78% do PIB [Produto Interno Bruto]. Hoje está em 70%. Mas é preciso adotar medidas para que ele não dispare no futuro”, finaliza o especialista.

Com informações da Revista Donna e Época Negócios

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