Saiba o que são mid caps na bolsa e leia 3 dicas para escolher as melhores

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Como a bolsa de valores tem sido um novo investimento para muita gente, nem todos sabem o que são mid caps. E você, sabe? Na teoria, isso parece bem simples de ser explicado: “são empresas de média capitalização”. E isso é verdade.

Porém, na prática, a gente tem que considerar outros pontos. Afinal, não basta sair por aí correndo para comprar as ações mid caps se você não entender as vantagens ou desvantagens que elas possuem, não é mesmo? Então, vamos estudar um pouco mais dessas empresas.

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As mid caps na bolsa

Um primeiro ponto importante é saber que além das mid caps, a gente também tem as small caps ou large caps. Então, de forma muito resumida, as de média capitalização ficam bem no meio entre as de pouca capitalização e as de muita capitalização. Ok?

Dessa forma, para que uma empresa seja reconhecida como mid cap ela precisa ter um valor que fique entre R$ 2 bilhões e R$ 10 bilhões. Isso aqui no Brasil – já que para outros países, a regra pode ser diferente.

A capitalização da empresa vai ser importante para a multiplicação das ações na bolsa de valores. E também pelo preço da ação a ser negociado.

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E quando uma mid cap poderá entrar na bolsa de valores? Quando ela preencher todos os requisitos da B3, como não estar em recuperação judicial e estar presente em 95% dos pregões da B3. Agora, vamos entender a diferença entre as empresas.

A diferença da mid cap

A gente sabe o que são mid caps e o que são as small e as large caps também. Logo, a diferença entre justamente no valor de mercado que elas possuem. Para facilitar a sua compreensão, vamos trazer nesse tópico alguns exemplos rápidos.

As small caps são empresas de pequena ou baixa capitalização. Geralmente, são empresas novas. Logo, o valor de mercado não passa dos R$ 2 bilhões. Entre elas, nós temos na B3, a CVC Brasil, a Alpargatas, a Hering, a TOTVS e a Multiplus.

Depois, nós temos as mid caps brasileiras, que são aquelas que possuem valor de mercado que parte de R$ 2 bilhões e vão até R$ 10 bilhões, como já falamos acima. Os nossos exemplos atuais são: MRV, Embraer, Marfrig, Cyrela, Raia Drogasil e Natura.

Por último, temos as large caps. Aqui está uma curiosidade muito interessante: elas também são chamadas de blue-chips no Brasil. E são empresas de alta capitalização, consolidadas e líderes de mercado. Por exemplo: Petrobras, Ambev, Itaú, Vale e Bradesco.

As ações das empresas mid caps

Então, chegamos a um ponto interessante: será que vale a pena investir nessas empresas de média capitalização? A verdade é que precisamos entender mais sobre elas antes de tomar qualquer decisão.

Geralmente, são empresas que enfrentaram grandes desafios (quando eram pequenas). Mais do que isso, elas conseguiram sobreviver a esses tempos difíceis. Assim, acabam estando “no meio da curva de crescimento”, com boa liquidez.

Logo, elas acabam sendo mais seguras do que as small caps. O motivo é que possuem um bom potencial de crescimento para o futuro. Definitivamente, acaba sendo uma boa escolha para quem quer comprar ações, mas sem precisar correr os maiores riscos da bolsa.

Outro ponto interessante é saber que elas não possuem relação direta com o Ibovespa, que é o índice da Bolsa de Valores. Logo, mesmo que o IBOV caia, nem sempre elas vão cair também.

O que avaliar antes de comprar uma mid cap

Resumidamente, a gente falou aqui sobre o que são mid caps e a diferença para as outras empresas da bolsa. Depois, falamos também sobre alguns pontos positivos de investir nelas. Então, para finalizarmos, vamos dar dicas de como escolher boas empresas de média capitalização na bolsa. Bora lá?

1 – O segmento de mercado

A primeira dica que temos aqui é sobre analisar o segmento de mercado dessa empresa. Isso vai ser importante para você considerar como vai esse setor hoje em dia e qual é a relação dele com a economia do país.

Atualmente, a categorização passa por indústria, construção, consumo cíclico e não cíclico, financeiro, materiais básicos, tecnologia da informação, telecomunicações e utilidade pública, por exemplo.

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O interessante é notar que cada segmento tem suas particularidades. Assim, uns são mais afetados pelas decisões do governo e outros menos. Ao mesmo tempo, uns são mais afetados por notícias globais e outros menos. E assim por diante.

2 – As comparações por índices

Agora temos uma curiosidade. Talvez você não tenha se ligado que a B3 tem vários índices, correto? Então, saiba que cada um deles ou alguns deles se aplicam a setores. Assim, a ideia é que você consiga comparar entre eles para saber os que melhor possuem rendimentos.

Não entendeu nada? Bom, primeiro falamos sobre analisar o segmento do mercado. Porém, considere que dentro de um mesmo segmento, várias empresas podem ter resultados diferentes. Portanto, analisar apenas o segmento é um erro.

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Por outro lado, conhecer os índices e saber em quais deles a companhia está presente pode ser outro ponto decisivo na escolha da sua nova ação.

3 – O crescimento da empresa

E um último ponto importante que temos aqui é sobre o crescimento da empresa. Considere que mesmo que uma marca seja muito importante para o mercado, você precisará analisar os dados dela.

Para isso, aprenda a ler e entender relatórios, balanços, demonstrações. Isso vai ajudar muito você a entender o quanto aquela empresa pode crescer ainda ou o quão perto do endividamento ela está, por exemplo.

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