O que fazer com o terreno que não é usado?

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Praticamente todas as semanas a gente separa um dos conteúdos para falar sobre imóveis. Isso por que existem grandes dúvidas e ideias erradas sobre eles ainda intrínsecas na vida dos brasileiros.

Hoje, novamente, vamos falar disso. Mas, o assunto é um pouco diferente: especialmente para quem tem um terreno parado. Isso mesmo: aquele imóvel que está lá sem uso, sem aluguel, sem investimentos, sem nada.

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Muita gente comprou terreno para construir a casa dos sonhos, mas com a economia do Brasil não indo tão bem, a ideia ficou no sonho e hoje está lá apenas o terreno. 

O que será que a gente deve fazer com ele? Vamos ver algumas hipóteses, ideias e estudos!

A sugestão veio de uma dúvida na internet e nós separamos os principais pontos dela para que o nosso conteúdo e estudo tenha fundamentos, entenda:

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  • Terreno de R$ 170 mil
  • Sonho de ter a casa própria
  • Sem dinheiro para a construção
  • Esperar ou vender o terreno e investir o valor?

É simples: o cara comprou o terreno por R$ 170 mil e agora não tem dinheiro para construir. A dúvida dele é sobre esperar juntar a grana para a construção ou vender o terreno, investir o dinheiro e depois comprar uma casa pronta!

O que você acha?

O contexto do terreno!

Para aqueles que não sabem se mantém o imóvel ou vendem, vamos por partes.

Independente se é um imóvel que tende a ser construído, se é um imóvel que foi recebido como herança, se foi comprado para investimento ou se está parando sem render aluguéis…

O fato é que não se trata, neste momento, de investimento em si, mas de uma análise do valor deste imóvel. O importante é entender o contexto em que esse terreno está inserido!

Por exemplo:

  • O bairro que esse terreno está
  • O processo de valorização
  • A aproximação da cidade
  • Se está recebendo infraestrutura

Isso faz uma diferença muito grande porque quando se trata de construção da casa própria 2 aspectos devem ser considerados!

I – A casa própria é um consumo e não um investimento

Você está pagando mais ou pagando menos por esse consumo e por esse grande sonho?

Aliás sobre o sonho de ter a casa própria, ela pode até aumentar de valor ao longo do tempo, mas se aumentar de valor verdadeiramente você também terá um consumo se fortalecendo e sua vida ficará mais cara no bairro que vai ficar mais sofisticado com o passar dos anos.

E lá na frente, na hora de vender esse imóvel, não vai impulsionar o lucro dessa valorização porque o custo de vida está mais alto.

Provavelmente você vai vender o imóvel e comprar um outro mais sotifiscado colocando mais em cima.

Assim sendo, o primeiro ponto é o consumo!

II – O custo de se construir a casa própria

Uma das maneiras mais eficientes de se conquistar esse sonho é construindo ela do zero. Certo?

Porque a gente até poderia comprar na planta e incorporadora, poderia comprar pronto também ou comprar um terreno e agregar esse terreno no valor da construção!

Aí, no final temos o valor da moradia, né.

Mas, certamente o custo será mais que o dobro do que você gasta se fizer boas escolhas. Sabia?

A questão é que tendo o terreno em mãos, você deve avaliar primeiro se este local é o local ideal para você viver e se é um local com qual você sonha.

O que fazer com o terreno que não é usado?

Como saber se esse é o lugar ideal para você?

Você espera ter a sua família constituída nessa futura moradia? Esse é uma aspecto a ser ponderado para talvez permanecer mais tempo com esse terreno até se capitalizar ao invés de vender e investir.

Segundo ponto que pode ser pensado: mesmo sendo local desejado, já é um bairro valorizado? Isto é, um bairro que não permite mais crescimento?

Isso é importante para saber se você fez uma escolha já pagando um sobrepreço por um bairro valorizado ou não. Aliás, qual o bairro tende a ganhar mais valor?

Às vezes, aplicando no Tesouro Direto o valor de R$ 170 mil e ganhando 6% acima da inflação como se ganha hoje, você não terá um ganho tão interessante quanto aquele que terá no bairro forte valorização. Nesse caso, valeria a pena vender sim.

Logo, pode se considerar essa questão também!

Terceiro ponto a ser estudado: o seu momento de vida porque a sua juventude é importante para você e para todo mundo que vai morar com outra pessoa!

Provavelmente, é um momento em que você está planejando muita transformação na sua vida.

E nesse momento todo dinheiro que foi reservado com a futura construção pode prejudicar o investimento um pós-graduação, investimento no negócio próprio, uma mudança de carreira porque você vai se apegar a esse projeto de construir a casa própria.

Faça a sua autorreflexão!

Então, o que pesa mais na sua balança nesse momento de transformação de vida?

Abrir mão desse terreno e embolsar o que você já ganhou com alguma valorização faz sentido?

Se não houve valorização, mas também não haverá valorização significativa porque não é um bairro franco em crescimento, com certeza, vai valer a pena vender esse terreno e aplicar no Tesouro Direto e daqui 5 anos comprar outro terreno mais bem localizado.

E a valorização da sua aplicação vai ser algo mais interessante porque além de manter o seu poder de consumo, você se manterá mais flexível para abrir os olhos para outras oportunidades na sua vida.

Por fim, entenda que não trata a casa própria como seu principal sonho, apenas como um sonho muito importante. Mesmo porque o excesso de foco em um único plano faz com que você feche os olhos para muitas oportunidades que a vida traz para você!

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