O consumo no planejamento financeiro do brasileiro – esse pode ser um bom texto para você!

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Você é daquelas pessoas que acham que o consumo é realmente muito necessário, faz bem para as pessoas e deve acontecer de forma desenfreada? Então, é verdade: esse texto é mesmo para você!

Saiba que o consumo é um item que pesa muito no planejamento financeiro do brasileiro, mesmo que ele não coloque isso no papel. O problema é que ele pode ser um item prejudicial, como você via ver nas próximas linhas.

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O que a gente vai fazer aqui é mostrar como o consumo, que é um aspecto cultural, influencia bastante o comportamento financeiro dos brasileiros.

E para começar, que tal fazer um exercício rápido?

Será que você consome demais?

  • Você costuma parar para pensar na qualidade do seu consumo?
  • Em que você está gastando o seu dinheiro ?
  • E por que está gastando?

No Brasil, grande parte das pessoas busca uma equiparação aos mais próximos por meio de bens materiais e da ascensão social.

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E esse é um traço da cultura latina, de forma mais ampla. A questão está ligada à ideia de obter grandes posses para exibir as outras pessoas, simplesmente, para “ostentar”.

Tudo isso para ouvir a frase: “Você conseguiu se dar bem”.

Se você não sabe, vamos lá: ostentar é o mesmo que se mostrar e fazendo isso de forma materialista mesmo, com produtos, carros, casas, brinquedos caros, joias, tecnologia, etc.

Só que a validação dos pares tem uma importância desmedida para muita gente.

Mais do que isso, a fixação na ideia de se dar bem ou subir na vida muitas vezes compromete o planejamento financeiro de muitos brasileiros e tira a qualidade de suas escolhas.

O consumo no planejamento financeiro do brasileiro – esse pode ser um bom texto para você!

Como a cultura influência nas escolhas?

Quer ver um exemplo clássico de como esse aspecto cultural influencia as escolhas dos brasileiros?

Quando um jovem entra na faculdade, o que se torna sua obsessão já nos primeiros meses? Comprar um carro 0 km. Isto é, um carro novo, o famoso zero quilômetro,

O automóvel costuma ser o primeiro grande objetivo patrimonial de um jovem.

Agora, diga: isso é uma necessidade ou uma escolha imposta pela sociedade? Claro que estamos falando de algo cultural, né.

O carro simboliza liberdade e proporciona aquela afirmação social de que a pessoa cresceu, é adulto, tem carta de motorista e carro.

Basta imaginar esse jovem chegando ao almoço de família de carro novo e você já sabe que todo mundo vai olha para ele orgulhoso, como se estivesse acabado de conquistar o prêmio Nobel da Paz.

Logo, algum tio vai falar cheio de orgulho: “poxa, você está se dando bem! Vai ser um cara de sucesso”. E sim, todo mundo tem um tio assim, né.

O raciocínio do tio tem lógica. Ele imagina que alguém tão jovem precisa estar com a carreira bem encaminhada para poder comprar um carro novo.

Mas, o problema está justamente nesse ponto: quais sacrifícios foram feitos em nome da compra de carro novo?

O comportamento racional

Em muitos casos, os profissionais em início de carreira comprometem uma parte significativa do seu salário para arcar com prestações que podem durar anos.

O resultado é que engessam suas escolhas com objetivo de conseguir reconhecimento dos outros. Esse é o verdadeiro significado de ostentar!

É evidente que movimentos desse tipo não são aconselháveis do ponto de vista financeiro.

Faria mais sentido aplicar a maior parte da renda obtida nos primeiros anos da carreira para garantir um futuro mais seguro ou para fazer uma pós graduação com potencial de acelerar o crescimento de renda do jovem.

Racionalmente, comprar um carro novo é muito ruim, em vários sentidos.

O problema é que esse comportamento racional fica em segundo plano por conta de toda carga cultural e histórica. Afinal, desde a infância estamos sujeitos a situações em que os bens materiais são excessivamente valorizados.

A valorização dos bens materiais

Essa lógica vai se sedimentado pouco a pouco durante a adolescência até que o jovem compra o carro e contrai uma dívida pesada e perpetua esse traço cultural.

Geralmente, ele compra no financiamento e fica o restante da vida pagando pelo carro que adquiriu há muito tempo atrás.

E esse pensamento de ter cada vez mais posses em nome da afirmação social se estende após a juventude. Porque logo após quitar o carro, ele vai querer ter a casa própria, né.

Muitos pensam que o aluguel é uma furada e antes pagar a parcela do financiamento do que o aluguel. E predomina a ideia de que se paga caro por algo durante a vida toda para nunca ter o bem.

Conclusão: o jovem casal adquire a casa própria e compromete suas conta por 30 anos.

Quando bater o arrependimento, a margem de uma manobra já estará bem menor.

O planejamento financeiro é a saída

Um planejamento financeiro baseado na aquisição de grandes bens tem poucas chances de sucesso. A lógica é que as dívidas saiam do controle e acabam extrapolando a renda mensal da família.

O conselho deste conteúdo é que as pessoas procurem olhar com mais razão e menos emoção para as grandes possibilidades de consumo que se apresentam ao longo da vida.

Se familiares e amigos insistem que as posses são necessárias para afirmação social, procure resistir a tentação ou pelo menos faça um sólido planejamento financeiro para suportar os gastos elevados e as dívidas acumuladas.

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