Por que é importante negociar dívidas? Guia essencial para uma vida próspera

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Se você tem alguma dívida, fique calmo porque você não é o único! No Brasil, hoje são mais de 60 milhões de endividados… Para todos eles, a indicação é uma só: acertar o débito. Isso é possível a partir de uma negociação.

Essa negociação de dívida é importante e pode ser benéfica para os devedores e os consumidores – no fim, todos saem ganhando!

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Tudo começa quando a empresa se dispõe a conhecer as razões do cliente que está em atraso – isso abre uma brecha para uma negociação que tem a ideia de viabilizar o crédito. Listamos alguns pontos que provam a essa atitude pode mudar a sua vida!

Evita novos prejuízos

Quando não há negociação, os negócios tendem a ficar cada vez mais baixos. E os prejuízos tendem a aumentar, criando novas dívidas, novos prejuízos.

É preciso entender que toda dívida gera juros negativos, ou seja, o devedor fica pagando juros a ponto de nunca conseguir terminar esse débito – ao menos, é o que parece. O único que ganha com isso é o banco ou quem emprestou o dinheiro para o devedor.

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Com a dívida, o consumidor perde, não tenha dúvidas. E um dos primeiros resultados negativos é o nome negativo nos órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa. Do outro lado, a empresa perde porque não recebe o valor emprestado.

O cuidado é essencial porque quando a dívida vai para a esfera judicial, os gastos tornam-se ainda maiores, com possíveis perdas materiais.

Abri um leque de novas oportunidades

Ao conseguir negociar dívidas, a empresa oferece mais chances ao cliente, que pode ficar fidelizado a instituição por mais tempo e conseguir novos créditos ou serviços.

Uma negociação bem sucedida traz resultados diretos e imediatos.

Ao conseguir quitar os seus débitos, o consumidor traz ao mercado uma nova imagem, que transmite a mensagem de crédito e de possíveis relacionamentos com outras empresas.

Quais cuidados ao renegociar uma dívida?

Ione Amorim é economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e diz que por não haver regulamentação que trate especialmente do assunto, as políticas de renegociação ficam por conta dos bancos, que abusam de tais documentos e regras.

Portanto, é preciso muito alerta para que o consumidor não caia em armadilhas e piore sua situação financeira na hora de quitar as parcelas.

As cobranças arbitrárias são as questões mais reclamadas:

“Há abusividade. Os bancos estão impondo regras sem levar em consideração as rendas dos clientes e os valores que já foram pagos”, diz Ione.

“Eles incluem dívidas que estão sendo quitadas e ainda induzem as pessoas que estão em dia, mas com dificuldades em fazer o pagamento, a atrasar e pagar mais juros, pois as instituições só fazem a renegociação em caso de alguma inadimplência”, ponderou.

A opinião é compartilhada por Miguel Ribeiro, que é da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). O especialista diz que o consumidor só tem que fazer o acordo se as condições forem benéficas para ele.

“Se verificar que a prestação vai ficar acima da capacidade de pagamento, o ideal é recusar e fazer uma contraproposta. Ninguém é obrigado a aceitar nada – nem consumidor nem o banco”, conta.

Com as atuais fases críticas da economia, os bancos tem aceitado ceder um pouco mais com a finalidade de receber parte do dinheiro.

Uma nova dívida é um novo contrato, atenção!

“A renegociação protege ambos os lados. Mas, pela natureza financeira, e a complexidade dos cálculos de juros, taxas e correção, é prudente compreender e esclarecer qualquer dúvida, para que o consumidor não se sinta lesado”, diz Monteiro.

Amanda Flávio de Olveira, presidente do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon), diz que os consumidores quando querem renegociar as dívidas sentem obstáculos que dificultem a repactuação.

Esse pensamento é compartilhado por Sidney Rosa, que é promotor de justiça:

“O melhor é pagar ou parcelar o débito. Embora alguns prestadores desse tipo de serviço sejam sérios, já vimos falsos intermediários”.

O melhor caminho para renegociar uma dívida

“Priorizar os pagamentos de acordo com suas necessidades é uma boa dica, considerando que normalmente as dívidas mais caras, como cheque especial e rotativo do cartão de crédito, possuem uma maior taxa de juros”, diz Raphael Salmi, que é gerente de recuperação de Crédito da Serasa Experian.

“E, quanto antes pagar este tipo de dívida, melhor”, completa.

Pensando nisso, separamos um passo a passo breve, confira!

O Crédito

O consumidor precisa verificar as condições do crédito – incluindo os juros, as multas e a inadimplência.

Para sair do vermelho é preciso saber a real situação: coloque no papel o que você está devendo, se há tempo para pagá-las ou não. Mesmo os pequenos débitos precisam ser diagnosticados.

Exclusão Automática

O nome do consumidor deverá ser excluído dos cadastros de inadimplentes, no máximo por 5 dias após o pagamento da conta ou a renegociação da dívida.

Para isso, não é preciso contratar empresas para fazer esse serviço de limpeza de nome.

Pagamento Antecipado

Quando renegocia a dívida, os juros futuros embutidos devem ser descontados. Os órgãos de defesa do consumidor podem fazer cálculo desse desconto.

Orçamento Financeiro Pessoal

Tenha uma noção exata do seu orçamento financeiro e dedique um tempo para traçar um plano exato para quitar as pendências.

Liste tudo: salário, aluguel, dinheiro, entre outros. Coloque também as despesas fixas, como condomínio, contas de água e de luz, etc. Com as informações, tenha a possiblidade de descobrir onde é possível cortar os gastos para quitar as dívidas e sair do vermelho.

A Negociação

O consumidor precisa procurar o credor e negociar a dívida. Se tiver uma boa proposta, ele pode aceitar. Em caso contrário, vale oferecer uma contraproposta.

Priorize as dívidas mais altas

As dívidas do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito têm os juros mais caros do mercado e, por isso, precisam ser eliminadas primeiro. Isso ajuda a evitar o famoso efeito bola de neve.

Uma dívida de 2 mil reais pode chegar a 10 mil reais em poucos meses – aja rápido.

Fuja dos Parcelamentos no Futuro

Como é sabido não se deve errar novamente os mesmos erros, portanto, a partir de agora evite os parcelamentos muito longos. Quando as parcelas se acumulam o impacto das finanças é consideravelmente grande.

O melhor hábito é juntar dinheiro para comprar algo ou, pelo menos, dar uma boa entrada.

A ação na Justiça

Se você não conseguiu negociar a dívida com o cartão de crédito, por exemplo, uma saída é entrar com uma ação na justiça: Ação Revisional de Contrato, para que os juros cobrados sejam revistos.

É possível conseguir um acordo amigável, mas alguns clientes tem que entrar na justiça, mesmo que isso demore mais tempo para ser solucionado. Nesse caso, a ajuda de um advogado é imprescindível.

Com informações da adimplere e oglobo

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