Tudo o que você tem que saber sobre montar uma carteira de dividendos

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Você sabe o que é dividendo? No mercado financeiro, isso é bem comum. Tanto é que falar em “ações pagadoras de dividendos” ou em “fundos imobiliários com dividendos” é sempre muito atrativo. Por isso, tanta gente quer montar uma carteira de dividendos.

Então, não é tão complicado assim entender o que são os dividendos. Vamos trazer o assunto para a prática. Pense em uma empresa que tem lucro e queira “dividir” esse lucro com os acionistas. Ok? Pronto, isso é dividendo.

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Agora, é claro que há regras e características que mudam entre empresas, entre pagamentos, porcentagens, investimentos, etc. Mas, não se preocupe que vamos falar sobre tudo isso nos próximos tópicos. Afinal, é para isso que essa matéria está aqui.

Entendendo a data de pagamento dos dividendos

Sobre o pagamento dos dividendos, a maior dúvida que as pessoas têm é sobre a agenda. Logo, são datas importantes que são acompanhadas de perto pelos investidores. Vamos explicar, de forma rápida, algumas dessas datas.

A data de declaração é quando há o comunicado da próxima distribuição de dividendos pagos pela empresa. No dia são mencionadas informações como: o valor, a data de registro e o pagamento que será feito.

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Já a data de ex-dividendo é o dia limite para que o investidor possa ter o papel que vai pagar esses proventos. Quem comprar o ativo após isso não terá direito ao pagamento.

A data de registro é quando a conta toda é registrada na contabilidade da empresa. Isso também determina quais sócios vão receber os relatórios. E, por último, tem a data do pagamento, que você já sabe o que é, certo?

Estudando o desempenho dos dividendos

Esse próximo ponto é ótimo para quem quer montar uma carteira de dividendos. Afinal, o que eu preciso saber antes de comprar uma ação que pague dividendos? Se essa é a sua pergunta, então, aqui temos a resposta. Além da agenda de pagamento, temos que acompanhar índices.

O primeiro é o índice de cobertura de dividendos. Ele é usado para medir a relação do lucro líquido com o pagamento dos dividendos distribuídos. Ele permite avaliar se o lucro será suficiente para pagar os acionistas. A conta é: lucro por ação dividido por dividendo por ação.

Depois, nós temos o dividend yield. Ele é o principal índice que a gente tem que considerar. Isso porque mede o rendimento dos dividendos em relação a cotação atual das ações. Assim, é o resultado dos dividendos pagos por cada ação dividido pelo preço atual da ação.

Descobrindo os tipos de pagamentos dos dividendos

Mais uma etapa importante para aprender é sobre o tipo de pagamento que será feito. Geralmente, ele é feito em dinheiro. Porém, há outras formas de a empresa compartilhar o seu lucro com o seu acionista.

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O dividendo em dinheiro é quando a grana cai na conta do acionista. Outra possibilidade é receber dividendos em ações. Nesse caso, ele recebe parte do lucro em ações adicionais. É bem raro de acontecer, mas vai que acontece, né.

Tem ainda o dividendo one-time. É uma opção que acaba sendo um dividendo especial. Logo, é quando a empresa realiza pagamentos extras, além dos dividendos já esperados.

Por último, nós temos os planos de reinvestimentos dos dividendos (PRD). Nesse caso, algumas empresas permitem que o acionista reinvista os dividendos de forma automática na compra de novas ações.

Aprendendo a calcular os dividendos

Nesse passo, a gente vai falar sobre os cálculos dos dividendos. Geralmente, o investidor não tem que saber isso porque o dinheiro cai na conta. No entanto, é bem importante aprender para que se tenha uma ideia de como tudo acontece.

O mais comum é que o cálculo seja feito com base no valor da ação. E se for em reais, fica mais fácil ainda fazer as contas. Uma empresa que paga R$ 3 de dividendos por ação vai pagar R$ 600 para quem tem 200 ações.

Se for em porcentagem, a conta também é simples, mas vai exigir uma calculadora. A empresa opta por pagar 2% por ação. Então, quem tem 200 ações vai receber R$ 80 no total.

E, por fim, ainda temos o dividend yield, que já citamos acima, lembra? Então, o índice tem uma conta que segue uma fórmula: é o dividendo anual por ação vezes 100 e dividido pelo preço da ação.

Um exemplo é: uma empresa que paga R$ 0,60 de dividendo por ação e tem uma ação atual cotada em R$ 12. O resultado do DY vai ser de 5%.

Conhecendo outros tipos de proventos

E mesmo que a gente esteja falando sobre como montar uma carteira de dividendos, saiba que você enquanto investidor poderá usufruir de outros tipos de proventos também. Vamos citar alguns deles para você conhecer.

O mais comum é o Juros sobre Capital Próprio (JCP). Ele é muito parecido com os dividendos, sendo que o que muda é apenas a tributação. Os dividendos são pagos de forma integral ao investidor e o JCP sofre a tributação de 15% da Receita Federal.

montar uma carteira de dividendos

Depois, tem a bonificação também. Ela é um tipo de provento que é feita em ações adicionais e são gratuitas para os acionistas. Ou também pode ser em forma de dinheiro, como participação adicional nos lucros.

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E a gente vai terminar o conteúdo falando sobre os direitos de subscrição, que acaba confundindo muita gente. Vamos ser breves: é o aumento de capital deliberado pela empresa. E isso acontece quando ela lança novas ações para captar mais recursos no mercado.

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