Mesadas para Crianças é a Melhor Forma de Educação Financeira?

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Atualmente, vivemos em uma Era onde o consumismo está presente em todo o mundo, em todos os cantos, tornando-se uma das características marcantes da sociedade atual.

Se você tem filhos pequenos tem que ler esse artigo, pois preparamos um assunto muito importante e pouco discutido na atualidade.

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Aliás, você conhece alguma criança ou tem um filho que é compulsivo por compras?

Existem crianças consumistas e não são apenas os adultos.

Elas sempre pedem para comprar tudo o que vê nas propagandas ou vive querendo as mesmas coisas de amigos, não é verdade?

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Se você se vê nessa situação, prestem atenção nessas características.

Veja os 2 comportamentos abaixo, que acontecem com crianças consumistas e saiba exatamente o que fazer!

  • 1 – Fazer Birra Quando Não Ganha o Que Quer

Se seu filho chora e faz birra quando não ganha o que quer, é hora de você tomar uma atitude. Analise sempre a reação do seu filho quando ela é contrariada.

  • 2 – Querer Tudo Que Ver Na Frente

Se você tem algum filho que tem um comportamento idêntico ao que ele vê na propaganda da televisão, cuidado. Se ele pede para os pais comprarem tudo o que vê, isso serve como um alerta para vocês, pais. Fique atento!

O Consumo Exagerado pode Causar Problemas Futuros

“A família, claro, deve responder pelos cuidados dos filhos, mas existe toda uma gama de ações e programas de ordem pública que podem ser executados para evitar os efeitos nocivos desse processo”, diz o especialista no assunto Luiz Antonio Barbosa.

“Um exemplo disso é a regulamentação da venda de produtos que provocam a obesidade nas cantinas das escolas”.

A opinião dos especialistas, de forma geral, é voltada para um tripé que faz com que as crianças não tenham limites na hora do consumo. Esse consumo é formado por Família, Excessos e Limites.

Isso acontece ainda mais em datas festivas, como Natal e Dia das Crianças.

“As crianças que vivem em centros urbanos são mais consumistas”, diz Adriane Siqueira de Proença Singh.

“A angústia dos pais modernos que por não terem muito tempo disponível para a criança tentam suprir essa falta emocional com objetos materiais. Esse recurso também é usado, em alguns casos, como forma de entretenimento da criança”, diz Raquel Penteado.

5 Regras Fundamentais

1 – Vida Escolar

A Vida Escolar do seu filho vai demandar de muito dinheiro, nunca duvide disso. Essa é uma despesa considerada “necessária” por muitos pais e, por isso, necessita tanto de um ótimo planejamento financeiro para não extrapolar os gastos mensais.

Mesmo que seu filho estude em escolas publicas, onde não há cobranças de mensalidades, existem outros gastos que, muitas vezes, são exorbitantes.

Há de se levar em conta ainda a lista de material, que também consome boa parte do dinheiro, ainda mais que acontece nos primeiros meses do ano, onde soma-se a outros gastos da família, como os Impostos da Casa e do Carro.

Se você for empenhado, vai notar que os pagamentos adiantados ou à vista podem gerar boas economias. Mais do que isso, é preciso pesquisar preços e levar em conta o custo-benefício de cada produto.

Muitas escolas também exigem materiais didáticos, como os livros, que, quando novos, costumam ter boa representação em valor.

Leia no decorrer do artigo: 5 Princípios Básicos e Fundamentais da Educação Financeira Infantil

Por isso, a grande dica é procurar por livros usados em sebos ou mesmo de alunos que estudaram na mesma série que seu filho no ano passado. Muitas escolas promovem feiras de compra e venda, aproveite isso.

Por fim, vale pensar também no transporte que, conforme a distância da escola, pode fazer o tanque de combustível cair drasticamente em poucos dias. Em casos mais extremos, é possível escolher pela van escolar, que cobra uma mensalidade para transportar o seu filho.

Os especialistas, sobre o transporte, recomendam dividir a obrigação de leva e traz com outros pais, fazendo um revezamento diário ou semanal. Isso pode significar uma boa economia de gastos na sua planilha mensal.

2 – Alimentação

A alimentação do filho é um dos pontos mais importantes porque envolve não apenas o dinheiro, mas também questões pessoais, como a saúde. Para os pequenos, comer fora é sempre uma diversão, no entanto, não é sempre que os pais devem entrar na onda, conforme os pediatras.

O momento de lazer e relaxamento pode sim acontecer, mas desde que não prejudique a saúde do filho, que precisa se alimentar com bons nutrientes, que estão muito mais presentes em frutas e legumes do que em lanches de fast food.

Isso, com certeza, vai custar dinheiro. Mas, em uma rápida conta é possível notar que esse dinheiro a mais, se não for gasto dessa forma, poderá ser gasto de maneiras piores, como com a necessidade da compra de remédios no futuro.

Ah, vamos ser sincero, se você tem uma rotina positiva quanto à alimentação, frequentando varejões, é provável que gaste bem menos do que se comer fora de casa todos os dias. Faça as contas e tire as próprias conclusões.

Procure sair algumas vezes na semana, afinal, seu filho merece se divertir, mas programe isso para não afetar (furar) o orçamento mensal. Aliás, você pode combinar as saídas com seu filho, deixando-o escolher o lugar e propondo, claro, lugares mais saudáveis.

As 10 Melhores Maneiras de Ensinar Educação Financeira para os seus filhos

3 – Diversão

Como já mencionamos aqui, a diversão e o lazer tem que estar presentes na vida das crianças. Mas isso não quer dizer que você tenha que gastar muito dinheiro. Você pode, por exemplo, se programar e saber exatamente o que vai fazer no final de semana.

Para isso, não precisa de muito: converse muito sério com o seu filho e deixe-o ajudar a fazer uma boa programação. Diálogo e imaginação é tudo que vocês precisam para aproveitar o final de semana sem furar o orçamento financeiro.

Só tome muito cuidado para não dar um tiro no próprio pé. Isso acontece muito com pessoas que optam por ir no shopping. Apesar de lá ser um local gratuito, está rodeado de armadilhas do comércio, como a venda de bonecos e brinquedos coloridos.

Já o período das férias, como esse que estamos vivendo agora, também costumam apresentar muitas dificuldades aos pais, afinal, onde levar os pequenos para curtir alguns dias diferentes da rotina da escola? Para este caso, vale a pena pensar em pacotes turísticos, pesquisando claro o custo-benefício.

Nunca se esqueça que o pagamento à vista dá vantagens.

Se optar por ficar em casa, com certeza, as férias sairão mais baratas e, até mesmo, mais divertidas. Um bom filme e pipoca, por exemplo, não custará mais do que 10 reais. Além disso, é possível inovar e buscar “brincadeiras de rua”, como pique-pega, boliche, corre cotia, entre outras.

Leia no Final do Artigo: 10 Dicas Surpreendentes para Divertir as Crianças Sem Gastar Dinheiro

Em casa é onde há mais chances de você educar o seu filho. Use as férias para isso. Faça uma sessão cinema, uma sessão culinária, sessão brincadeiras, desenhos… Pense em opções que agreguem valor cultural a ele. O vídeo game está liberado, desde que seja intercalado com outras atividades.

Além disso, também é aconselhável ficar de olho nas atrações gratuitas da cidade, que podem acontecer em shoppings, salões de eventos, teatros, clubes, praças. Por sinal, você já levou seu filho para conhecer o bosque, o museu, os parques da sua cidade?

4 – Supermercado

Bom, aqui nesse item as dicas são para todos, inclusive para você.

Regra Número 1: nunca faça compras com fome. Isso estimula você a sair comprando tudo que vê pela frente. O ideal é levar uma lista de compras. Depois, há outras vantagens, como comprar produtos em promoções ou em grande volume. Mas, faça as contas, sempre!

Se o seu filho está na fase de pedir tudo o que vê, o melhor é deixa-lo em casa por um tempo, até que note que tudo tem um preço e muitas coisas podem ser consideradas “caras demais”. Se a criança já é maior e entende isso, leve-a, mas não faça TODAS as vontades dela.

Uma boa dica é sempre conversar com ela antes de sair de casa, mostrando os itens que estão em falta e afirmando o que será comprado.

5 – Escolhas

Os pais sempre querem o melhor para os filhos, disso ninguém duvida. Porém, muitas vezes, extrapolam o orçamento financeiro para fazer a vontade deles. Será que isso vale a pena?

Pelo seu filho, com certeza vale. No entanto, note que a vida é feita de escolhas e por mais árdua que algumas seja, talvez elas sejam as melhores no momento.

Leia no Final do Artigo: 7 Dicas Simples para Apresentar o Dinheiro aos Filhos

O ideal é sempre planejar os gastos para não comprometer as contas da casa. Tudo é uma questão de escolhas.

1ª Dica: não compre tudo o que eles pedem. Isso pode não apenas furar seu planejamento, como deixa-los mimados demais. Elas precisam aprender lidar com as frustações. Isso faz parte do crescimento natural de todo ser humano.

2ª Dica: escolhas! Os filhos também tem que entender que a vida é feita de escolhas. Se você conseguiu planejar um gasto de 50 reais no mês, então, ele precisará escolhe entre a Mochila do Homem-Aranha ou a Varinha do Harry Potter.

3ª Dica: essa talvez seja a mais importante… Deixe o seu filho participar das questões familiares. Se você planeja uma viagem no final do ano, conte a ele e ouça a opinião dele, com seriedade. Se ele topar, você precisa deixar claro que vocês precisarão economizar dinheiro, logo, abrir mão de algumas compras.

Mesada Para os Filhos

Você sabe a hora que deve começar a dar mesada para o seu filho ou filha? O ideal é começar com a mesada na idade de 6 e/ou 7 anos, conforme dizem os especialistas.

A mesada, se você ainda não sabe, é um valor combinado entre os pais e filhos a ser dado 1 vez por mês.

Isso é importante para que as crianças aprendam a ter contato com dinheiro e possam desenvolver a independência desde cedo.

Com a mesada, a criança consegue desenvolver a responsabilidade, o planejamento, a poupança e saberá como conquistar todos os sonhos.

Além disso, ter contato com o dinheiro, podendo administrar seu próprio dinheiro, faz com que a criança cresce de forma educativa.

A Educação Financeira dos filhos é muito importante ser praticada desde cedo.

Como Começar Dar a Mesada?

Em primeiro lugar: coloque regras.

Normalmente, a mesada é para comprar o que a criança quer. Mas, os pais podem estipular limites para o uso e, assim, a criança começa a valorizar o dinheiro aprendendo a economizar, por exemplo.

Leve em conta 2 fatores importantes.

  • 1 – Renda Familiar

Você precisará ser realista sobre o que você pode pagar, sem se dar ao luxo de definir um valor maior do que a sua realidade,

  • 2 – Sua Cidade

Crianças de bairros ricos não devem receber o mesmo que os bairros menos abastados. E vice-versa.

Qual o Valor da Mesada?

O valor é estipulado pelos pais, dependendo da renda familiar e da idade.

Para isso, preparamos algumas recomendações sobre os valores da mesada conforme a faixa etária da criança. Veja a seguir!

3 aos 5 anos

Os especialistas recomendam que isso aconteça a partir dos 7 anos, porém, em alguns casos, os pais optam por começar mais cedo.

Assim sendo, esse será o primeiro contato da criança com o dinheiro.

O importante é estipular uma data e quantia.

Para esta faixa etária tem que ser menos de dois reais.

Essa idade é mais para ter o contato físico real com o dinheiro.

6 aos 10 anos

Nessa faixa etária é interessante definir o valor calculado por semana, que pode ser de R$ 1 multiplicado pela idade da criança.

Por exemplo: 8 anos receberá na semana: R$ 1 X 8 = R$ 8.

As crianças com essa idade já começam a entender mais, então é uma etapa que os pais devem auxiliar  na administração do dinheiro, conversando sobre poupança.

Aqui, vale a pena pensar já em uma Reserva Financeira.

Planejar o que vai comprar, também é viável, já que assim ela desenvolve responsabilidade, e independência.

11 aos 18 anos

Aqui, o aconselhável é dar mesada mensalmente, estabelecendo uma data todo mês e a mesma quantia por um período pré-determinado.

É interessante que os pais aconselhem seus filhos a poupar, ao menos, 20% ou 30% da mensalidade pensando no seu futuro.

Por Que e Para Que Serve a Mesada?

A mesada é importante na vida de uma criança, pois é o 1º Passo para a Educação Financeira.

É, por meio da mesada, a criança começa a experimentar a vida adulta e começam a perceber a importância do dinheiro.

“O trato responsável com o dinheiro não é algo que se aprende da noite para o dia. É um caminho de longo prazo, que dura 20 anos, até que a criança chegue à vida adulta. É algo que se ensina aos poucos e se repete muito, porque educação também envolve repetição”, diz Cássia D’Aquino.

Porém, Mesada não é Só Dinheiro

Reinaldo Domingos é educador financeiro e lembra que a mesada tem que andar junto com outras economias, como as domésticas.

“Uma lâmpada acesa sem precisar, além de televisão e computador ligados sem ser usados, elevam o valor da conta no fim do mês e acarretam no adiamento da realização de sonhos e desejos”.

Outro ponto a ser pensado é a troca.

“As crianças podem trocar brinquedos, livros, figurinhas. Não gastar e ter o hábito de trocar dará a elas a liberdade de escolha com relação ao uso do dinheiro, além de possibilitar o exercício do desapego”.

5 Princípios Básicos e Fundamentais da Educação Financeira Infantil

O maior tesouro que qualquer pessoa pode dar aos filhos é a educação. Na área da educação não é diferente porque as crianças precisam desenvolver uma relação ética e saudável com o dinheiro.

Não há dúvidas que a sociedade do futuro depende da competência dos pais e das mães no presente.

Agora, vamos citar os princípios básicos, conforme informações da especialista Ana Paula Hornos!

1 – Princípio da Gratidão: Ninguém precisa ter tudo para ser feliz, mas se você amar tudo que tem pode ser feliz. O fundamental é passar aos filhos o principio da gratidão. Se você não é agradecido pelo que tem e pelo que conquistou, sempre vai existir uma insatisfação pessoal, que pode gerar um vazio no seu filho.

E, atenção: você não tem que enriquecer para só depois ser grato. A gratidão é que te enriquecerá!

2 – Princípio do Cuidado: Faz parte itens como ética, honestidade e respeito ao próximo. Quando a criança pega um livro ou brinquedo emprestado, o bem tem que ser cuidado já que pertence à outra pessoa.

As crianças devem entender o valor financeiro dos objetos, assim como os valores sentimentais dele. Se a criança tem essa visão, ela passa a respeitar os patrimônios públicos, por exemplo.

3 – Princípio da Paciência: E essa não é só para as crianças. Todo mundo precisa aprender um pouco mais sobre a paciência. As pessoas, todas, tem que ser educadas para que possam planejar e comprar tudo aquilo que desejam.

Planejar é simples, basta trabalhar, poupar, investir e realizar. Quem não consegue esperar, pede dinheiro emprestado e compromete a renda da forma errada, pagando juros. Aprenda e ensine que tudo tem o seu tempo, o tempo certo.

4 – Princípio do Valor do Trabalho: Todo trabalho tem seu valor e as crianças precisam saber disso. A melhor forma de ganhar dinheiro é trabalhando e, depois do capital inicial, a melhor forma é investi-lo.

O dinheiro só tem valor quando é ganho com honestidade, fruto do trabalho. Tente considerar sempre o trabalho como uma graça e não como um fardo.

5 – Princípio da Doação: Não significa doar todo o dinheiro para uma casa de caridade, e sim dedicar um tempo a escrever artigos gratuitos para ajudar pessoas que não sabem sobre algum assunto.

Compartilhar conhecimento, inclusive, é uma forma muito prazerosa de ensinar e aprender. Tanto é que é um hábito comum entre as pessoas mais ricas do mundo.

Então, para além dessas dicas, é preciso entender que o sucesso é um processo continuo, mas a questão de continuar crescendo é totalmente emocional, intelectual e financeira. Se você está preparado para atingir aquilo que definiu, então, siga nessa caminhada.

Descubra como você pode fazer o seu filho se tornar um empreendedor rico e de sucesso

Método (nada convencional) de como educar as crianças além da mesada

Outro exemplo que podemos citar vem lá de Nova York. Há algum tempo saiu na internet a imagem de um pai com dois filhos brincando no parque. E na legenda, havia escrito as seguintes palavras:

“Toda semana eu recebo um dólar de mesada. Então, eu tenho que escolher entre gastar, poupar, doar e investir. Se eu colocar o dólar em “investir”, meus pais pagam mais 2 centavos extras no final de cada mês, como incentivo. A estratégia tem dado certo e o menino já possui mais de 10 dólares”.

Isso se chama investimento! Receber Juros. Enriquecer! E como é bom aprender desde cedo, não é? Em resumo, o maior erro é tentar fazer a criança pensar como adulto na hora de falar sobre o dinheiro. Nunca faça isso, enfatiza Modernell.

“Há uma tendência de querer tratar as crianças como mini adultos na hora de falar com elas sobre dinheiro, o que está errado”. Elas devem continuar sendo crianças, ok?

No site Papo de Homem, criou um método nada convencional para começar a incentivar as crianças a conhecer o mercado das finanças. Nossa equipe julgou a ideia, no mínimo, curiosa e, por isso, vamos compartilhar com vocês.

Nessa proposta, é levada em consideração a repetição e a disciplina, já que nosso foco são as crianças e para tal, é preciso que haja também uma preparação. Bem, vamos ao passo a passo.

1 – Preparação

Para início, vamos trabalhar com apenas 2 moedas: a de 1 real e a de 25 centavos. A brincadeira será semanal, assim como a mesada, da qual falamos no tópico acima.

É importante que não se deixe passar nenhuma semana para que a criança não perca o foco. Estar prevenido é ideal, então, troque 50 reais pelas moedas de 1 real e 25 centavos.

Por fim, antes de explicar a brincadeira à criança, faça com que ela crie uma pequena noção de dinheiro, faça isso com passeios, na loja de doces, de brinquedos ou no parque de diversão. Ela precisa entender que 3 moedas de 1 real pode comprar o saco de pipoca, e que 15 moedas do mesmo valor podem valer o carrinho. Esse é o começo.

2 – Dinâmica

Você vai precisar de um pequeno tabuleiro ou uma superfície qualquer, como uma lousa, por exemplo. Deixe que a criança personalize aquele objeto. A cada semana, a criança vai receber um valor, assim como na mesada.

A ideal do autor dessa proposta, é que o valor seja de 2 reais. É preciso também, que a criança recebe o dinheiro sempre no mesmo dia.

Na lousa, você deve criar 3 seções, assim como na legenda da imagem de Nova York: Poupar, Gastar e Doar. Depois, quando ela receber o dinheiro, ela poderá colocar em qualquer seção, sendo que:

  • Se optar por “gastar”, vai ter acesso ao dinheiro e comprar o que quiser;
  • Se optar por “poupar”, ela não vai poder gastá-lo, mas, na semana seguinte, além de receber o valor de 2 reais, vai receber também 25 centavos para cada moeda de 1 real que guardou.

A primeira lição que podemos tirar é: acredite ou não, essa forma é tão didática que com ela até os adultos vão entender melhor como funcionam os investimentos.

Porque, mesmo que tenhamos uma vontade ensurdecedora de gastar, vamos concluir que quanto mais tempo o dinheiro for poupado, mais dinheiro vamos ter.

Agora, por outro lado, você pode direcionar a criança e mostrar que se houver planejamento, ela vai poder comprar o que quiser.

E mais, caso ela queira gastar, ela poderá usar as moedas de 25 centavos, que nada mais são do que os juros. Ou seja, ela mantém o dinheiro guardado e pode usar outra parte para gastar. Genial, não? É como investir dinheiro.

Com a prática, a criança vai perceber que quando tem dinheiro guardado recebe muito mais na outra semana. E quando não tem, recebe apenas 2 moedas. Daí, você já deve ter explicado também que 4 moedas de 25 centavos equivalem à 1 moeda de 1 real.

Reprodução: Google
Reprodução: Google

Pois bem, falta ainda explicar um conceito, o “doar”. É quando as moedinhas transformam-se em um presente para alguém. E, aí, você será fundamental para explicar que esses presentes podem ser, por exemplo, um agasalho para quem está passando frio ou uma refeição para um morador de rua.

Faça um teste e veja que, em grande parte das vezes, a criança vai ficar mais satisfeita em doar o dinheiro do que em gastar. Faça e comprove! É lindo de ver!

Para estimular ainda mais essa doação, você pode ainda fazer o seguinte: a cada 1 real doado por ela, você acrescenta mais 1 real também, dobrando o valor doado. Fazer isso é o mesmo que acontece em algumas previdências oferecidas pelas grandes empresas, o chamado “matching”.

Conclusão

Como o autor da ideia mesmo fala, o objetivo é inserir o tema ao cotidiano da criança sem que isso atinja de forma brusca. É importante que as instruções sejam bem feitas, inclusive, outra ideia é fazer um breve contrato, com palavras simples e falar para a criança assinar se quiser deixar o dinheiro guardado por algum tempo.

E aí, ela vai receber um valor ainda maior. Isso tudo sem contar ainda com o fator: aproximação. Esses encontros são uma maravilha para aproximar você da criança.

Nós, atualmente, pouco falamos da vida financeira e menos ainda da educação financeira. Então, cada contato que passamos para as crianças sobre o dinheiro pode tornar-se indispensável no futuro dela. Afinal, não é a toa que hoje mais de 60 milhões de brasileiros estejam endividados. Conclusão: quanto mais assunto, melhor é.

Com informações do dinheirama, uol e jornalcruzeiro

 

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