Com o nome sujo, consumidor é prejudicado no mercado de crédito

Uma pessoa que tenha restrição de crédito no nome (ou seja, que está com o nome sujo) pode ter dificuldades na hora de fazer financiamentos (de imóveis ou carro) ou mesmo na hora de conseguir um financiamento estudantil (FIES).

Essa notícia é importante se levarmos em conta que os últimos meses foram positivos para a compra desses bens, que abaixaram de preço e os carros, que tiveram queda nos juros. Só que na hora de contratar, os consumidores não tiveram sucesso.

Separamos o assunto em cada um desses tópicos, confira agora!

A restrição do nome nos financiamentos de imóveis

Quando você pensa em comprar uma casa ou apartamento, vai direto à Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil, por exemplo.

Para autorizar seu crédito, a instituição faz uma série de análises, incluindo os dados do comprador, do vendedor, sobre o imóvel, entre outras.

Em primeira instância, uma pessoa que esteja com o nome sujo ou restrições de crédito terá problemas para passar por essa breve avaliação – esse é um dos principais motivos que impedem que uma pessoa financie seu imóvel que tanto quer.

Os tipos de restrições do mercado

Quando estamos falando em restrição de crédito, precisamos associar a que tipo de restrição à pessoa tem. Isso inclui uma análise mais apurada, mas selecionamos os principais motivos, veja!

Serasa e SPC

É o tipo de restrição mais comum e é causado com a inadimplência junto ao comércio ou serviços. Ou seja, é quando o consumidor fica devendo algum pagamento ou não paga alguma parcela de produtos ou serviços.

Restrições do Banco Central

É chamado de CCF (ou seja, Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo).

Acontece quando o cheque é devolvido pela segunda vez, normalmente o banco faz o cadastro da pessoa no CCF e isto fica visível a todas as instituições financeiras que tem acesso ao cadastro.

Na Receita Federal e INSS

Essa restrição também vale aos vendedores.

As pendências com a Receita Federal inclui a falta de entrega da declaração do imposto de renda, os problemas com o cadastro do CPF, a inscrição das dívidas ativas das instituições de pagamento de impostos ou qualquer tributo.

Justiça Trabalhista

Normalmente, esse tipo de pendência está ligada o nome do empregador.

Também pode incluir se você está vendendo e tem uma ação na justiça do trabalho e ela foi julgada, sendo que você foi condenado. Neste caso, se você não pagar, poderá ter problemas.

Pendências na Prefeitura

Também há a chance de ter restrições na prefeitura, principalmente sob a justificativa de dívidas com imóveis, como com referência ao IPTU.

A solução é ir até o local e tirar uma certidão negativa.

Condomínio de Casas e Apartamentos também

Mesmo que os condomínios sejam fechados, se houver pendências no pagamento de taxas, isto pode significar um problema a ser resolvido na justiça.

O nome sujo não está ligado apenas ao comprador

O problema também tem a ver com os vendedores e o próprio imóvel em si, confira!

Vendedor

No caso do vendedor, ele precisa estar com as dívidas trabalhistas e com a Receita Federal todas acertadas. Só assim o financiamento é aprovado.

Também há de se considerar que isso não se limita apenas ao proprietário do imóvel, e sim ao seu cônjuge ou parceiros.

Se o imóvel for fruto de um inventário, por exemplo, onde existam vários donos, o problema é multiplicado e todos os proprietários precisam estar com nomes limpos.

Comprador

O comprador precisa passar por várias análises, como já dito.

Existem empréstimos no mercado que não leva isso em conta, só que grandes bancos fazem essa varredura se tornar importante, especialmente quando o assunto é a compra de um imóvel, que envolve muito dinheiro.

Imóvel

O imóvel precisa ter condições porque ele pode ser penhorado a qualquer momento para o pagamento de dívidas.

Durante a análise, se houver restrição, a obra fica parada até que isso seja resolvido.

Quando há restrições no nome, o que fazer?

O recomendável é identificar de onde vem a pendência e procurar uma forma de quitar o débito.

Se for o Banco Central, por exemplo, será necessário pegar o cheque da inclusão no CCF e levar até a sua agência para pedir que seja feita a exclusão do seu nome.

Na Receita Federal e INSS, vale o mesmo raciocínio. E para todos os outros casos, o ideal é procurar as próprias instituições e buscar formas de regularizar a situação.

A restrição do nome nos financiamentos carros

A restrição para financiar carros é idêntica ao caso dos imóveis.

Só que nesse caso há muitas brechas do mercado. O consumidor poderia, por exemplo, fazer empréstimos em instituições menores que não consideram essas restrições. Ainda a possibilidade de fazer o financiamento em nome de terceiros ou mesmo da empresa.

O mais recomendável, no entanto, é conseguir quitar as dívidas na entidade devedora, se não esse débito pode aumentar ainda mais.

O cuidado que se deve ter é quanto ao fato de que um financiamento exige muito planejamento financeiro, afinal, você vai comprometer até 30% do seu salário e, acredite, isso é muito e pode te fazer “andar para trás”.

Formas de Pagar as Dívidas de Empréstimo Rapidamente!

Como foi mostrado neste artigo, é possível quitar as dívidas do financiamento e dos empréstimos rapidamente – o que diminui os juros pagos e isso quer dizer economizar dinheiro.

Aí, citamos algumas opções de quando isso pode acontecer: 13º salário, dinheiro extra, etc.

Esse último tópico é apenas para fazer um apanhado das 5 melhores formas de antecipar suas dívidas, conforme a realidade da maior parte dos brasileiros – tudo baseado na educação financeira e você não vai precisar fazer nenhum esforço sobre-humano para isso!

Confira as melhores dicas para pagar dívidas de empréstimo!

Pagamentos Antecipados

Se você conseguiu melhorar a situação financeira nesse mês, pague duas parcelas ao invés de uma só – isso é totalmente possível e você terá a certeza de que sua bonificação foi um “dinheiro bem gasto”.

Se o dinheiro a mais não for suficiente para pagar uma parcela integral, crie uma poupança para juntar dinheiro para que isso seja possível… Quem sabe no próximo mês você consegue!

Refinancie o Saldo Devedor

Esse caso é mais especifico para quem fez empréstimos e não financiamentos.

A ideia é solicitar ao credor a diminuição das parcelas, aumentando o valor delas. Por exemplo, se o pagamento mensal é de 300 reais e agora você tem condições de pagar 400 reais por mês, diga isso ao seu credor.

Com certeza, a situação vai melhorar: o tempo de quitação será menor e o juros pagos também.

Ganhar Dinheiro Extra

Encontre formas de Ganhar Dinheiro Extra – você pode fazer freelancers, os famosos “bicos”, de varias formas: produzindo e vendendo artesanatos ou comidas, por exemplo.

Além disso, desapegue de produtos e roupas que não usa mais. Seja criativo para ganhar um dinheiro extra.

13º Salário e Férias

É um dinheiro que, normalmente, aparece como forma de bônus – afinal, está aquém do salário e da renda mensal.

Assim, ele pode ser considerado um dinheiro extra e ao invés de você gastar com “bobagens”, pode ser bem usado para antecipar parcelas do financiamento.

Restituição do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física)

restituição do IR pode acontecer para muitas pessoas – depois da declaração anual que é feita por toda pessoa. Essa pode ser uma boa opção para antecipar as parcelas do empréstimo.

Sobre ter planejamento financeiro para fazer financiamentos, leia o nosso último tópico!

A restrição do nome nos financiamentos de estudos

O FIES (Financiamento Estudantil) foi criado em 1999 e ajuda o aluno a pagar a faculdade com juros abaixo dos praticados no mercado. Ainda assim, trata-se de um financiamento (e não é um programa de bolsas) e isso quer dizer que o valor precisará ser pago.

Até 2012, todo candidato ao FIES precisava ter a “idoneidade cadastral”, ou seja, apenas quem tivesse nome limpo poderia participar do programa.

O MEC (Ministério da Cultura e Educação) derrubou a exigência para que os estudantes com “nome sujo” pudessem participar também.

Com isso, desde 2013, o estudante não precisa provar a “idoneidade cadastral” para se inscrever no programa. Mas, para tanto, usar o Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC), como fiador do contrato.

Comece Sempre pelo Planejamento Financeiro

Comprar uma casa é uma das decisões que mais vão exigir dedicação de qualquer pessoa. É como fazer um grande investimento, só que ao invés de ganhar juros, você pagará. Portanto, sendo assim, ele merece toda a atenção do mundo.

Verifique quanto será possível poupar por mês e qual o valor de entrada mínimo que você precisará. É ideal usar valores que não vão interferir na sua qualidade de vida, mas mais importante do que é isso é saber viver de acordo com o seu orçamento financeiro. Nunca dê um passo maior do que a perna.

Como visto acima, é preciso anotar todos os gastos. E isso faz parte do planejamento financeiro. Só que, para além disso, é necessário economizar dinheiro, poupar dinheiro, entre outras coisas que só quem tem um planejamento financeiro sabe.

Quanto mais preparado você tiver, menores serão as chances de as coisas darem errado.

Elimine as Dívidas Financeiras

Se você tem a ideia de comprar um imóvel, tem que começar pelo começo – eliminando todas as dívidas já existentes. Nunca é aconselhável fazer o financiamento de uma casaenquanto se tem o financiamento de um carro, por exemplo.

Aliás, se você tem alguma dívida financeira é porque não aprendeu ainda sobre o Planejamento Financeiro – onde a sua renda mensal deve ser positiva e equilibrada. A regra é ganhar mais do que se gastas. Ok?

É impossível comprometer a prestação de uma habitação se você já tiver muitos compromissos financeiros pendentes. Antes de assinar o contrato, notifique você não tenha nenhum dívida em aberto, seja com um parente ou com o banco.

Além desses empréstimos, considere também outras compras parcelas, como aquele banho de loja que ficou no cartão de crédito. O negócio, a partir de agora, é acumular dinheiro.

Crediário e Cheque Especial também entra em dívidas, tá bom?

Se você já está em dívidas, tente negociar isso da melhor forma. Mas só assine o seu contrato quando todas estiverem quitadas.

Tenha uma Boa Reserva Financeira

Em um mundo de incertezas e juros altos, ter uma reserva emergencial é obrigação. Na hora de pensar em comprar um imóvel, mais ainda. De uma hora para outra, as empresas mandam os funcionários embora ou problemas de saúde gravíssimos podem vir a acontecer.

Com o dinheiro guardado, tudo fica mais simples de ser resolvido. Procure ter o suficiente para cobrir os gastos mensais de pelo menos 6 meses.

Logo, se seus gastos são de 2,5 mil reais, então, sua reserva deverá ser de, pelo menos, 15 mil reais, o que será suficiente para encarar todos os imprevistos que aparecerem.

“Há muita desinformação no mercado. Muita gente compra um imóvel e não sabe que precisa reservar dinheiro para pagar o custo do contrato, Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e o Registro no Cartório”, aconselha Andreza Reis, que é consultora da Cfin.

Pague o Dízimo à você mesmo

Talvez você já tenha ouvido essa expressão e ela quer dizer que você deve incluir seus investimentos financeiros como se fosse contas a ser pagas, logo não se deve guardar apenas quando sobrar.

Uma ideia pode ser a de fazer depósitos programados. Selecione um valor representativo, que seja, no mínimo, 10% do seu salário e deixe que o banco faça os investimentos para você, desde que você tenha escolhido qual será ele e qual o valor será aplicado.

Para quem quer dar entrada em uma casa ou comprar à vista, é preciso poupar bem mais do que 10%. Acredita-se que em um tempo não tão grande, poupança 40% seja possível dar uma boa entrada no imóvel.

Faça Cortes Estratégicos

Além de cortar tudo que é supérfluo – ou seja, que não é prioridade – corte também itens que podem ser evitados ou deixados para depois. Lembre-se que seu objetivo maior é o imóvel.

Pense em itens como lazer, diminua os canais assinados na TV a cabo, reduza os pedidos do fast food, as baladas, as compras, o shopping. Mais do que isso, reduza os gastos com energia elétrica, água, internet.

Poupar Dinheiro tem que ser uma missão a ser cumprida, portanto, esforce-se e faça por merecer.

Outro ponto a se pensar é sobre os vícios. Se você eliminar o cigarro e a bebida, além de economizar dinheiro que pode ser útil na compra do imóvel, você diminuir gastos com remédios e, mais do que isso, vai melhorar a sua saúde. Isso é um corte de gastos totalmente estratégico.

Aproveite para economizar no combustível e vá trabalhar de bicicleta, por exemplo.

Desperte sua Inteligência Financeira

É muito comum que pessoas tenham muitos imóveis para alugar, mas não consegue alugar devido à crise do mercado. Logo, há gastos com manutenção, por exemplo. No fim das contas, esse proprietário pode estar perdendo dinheiro.

A inteligência financeira diz que devemos conseguir aumentar de patrimônio, portanto, investir em imóveis já não é boa escolha levando em conta o leque de opções que existem no mercado financeiro atual.

Obviamente, para fins de exemplo, uma pessoa que tem 5 milhões de reais em imóveis, poderia lucrar 13 mil reais por mês com eles alugado. Porém, se fosse um investimento financeiro, o valor poderia subir para, no mínimo, 50 mil reais mensais.

Já financiou o imóvel ou o carro? Leve em conta antecipar as parcelas…

Na hora de financiar a casa ou o carro, o vendedor sempre diz: “Depois você vai antecipando parcelas, junta dinheiro com 13º salário, as férias, o trabalho extra e acaba por pagar tudo antes do prazo final”.

Mas, será que tudo funciona tão fácil assim?

Aliás, qual o jeito certo de juntar dinheiro para antecipar as parcelas dos financiamentos?

A se considerar, neste artigo vamos falar em financiamentos (que pode ser qualquer um), mas as mesmas dicas valem também para os empréstimos financeiros, que muitas vezes são altos e longos, tendo, portanto, os mesmos processos e juros dos financiamentos.

Vamos à primeira e grandiosa resposta deste artigo:

“Sim! Antecipar parcelas dos financiamentos financeiros é uma ótima forma de evitar o pagamento de juros aos bancos – isso é bom para manter as finanças em dia, obviamente, é uma medida sensata a se tomar quando o assunto é educação financeira”.

Mas, como isso se torna viável?

Entenda que quando emprestamos dinheiro de alguma instituição financeira, os juros estão inclusos em todas as parcelas do empréstimo – em todas as parcelas, entendeu?

Assim, quando optamos por antecipá-las, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), garante o direito sobre os juros inclusos.

Ou seja, você não paga o juros dessas parcelas – ou paga menos, em alguns casos!

Conforme o artigo 52 do CDC:

“É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos”.

Fizemos esse Guia Simples – que é simples mesmo – para ajudar você e todas as outras pessoas que estão pensando – seriamente – em antecipar as parcelas do financiamento.

Confira cada um dos tópicos e, ao final, responda a si mesmo: será que vale a pena?

Antes de pensar em quitar o financiamento, todo consumidor precisa saber que ter uma reserva financeira é importante para evitar que imprevistos tornem-se casos de endividamento, o que é muito comum no Brasil.

Uma reserva financeira, ainda que não se tenha números exatos, quer dizer algo entre 6 e 12 meses da renda mensal atual – essa é praticamente uma obrigação para quem quer ter uma vida financeira estável e livre de dívidas.

Além disso, é preciso analisar outras dívidas, que muitas pessoas não as consideram como tal, como o cartão de crédito e o cheque especial – essas duas modalidades de crédito com juros muito altos são os maiores vilões dos brasileiros.

Sempre certifique esses débitos sejam pagos.

Tarifas para a Antecipação das Parcelas

Todo contrato firma após dezembro de 2007 não pode ter cobranças de taxas referentes ao pagamento antecipado das parcelas dos financiamentos, conforme normas do Banco Central.

Saiba as Taxas do Seu Financiamento Financeiro

Normalmente, as pessoas que compram veículos ou financiam imóveis não prestam a atenção na taxa de juros que é cobrada em cada parcela do financiamento.

Esse comportamento, porém, não é o mais aconselhável.

O certo é saber todos os custos envolvidos no negócio e comprar com outros bancos – além, claro, de fazer a comparação para a compra à vista.

Se você não tem essas informações, solicite ao banco imediatamente.

Sempre Negocie um Abatimento Maior

O desconto dado pelo banco no caso da antecipação das matérias nem sempre será proporcional ao tempo que for antecipado ou à taxa de juros que foi contratada.

Assim sendo, nada impede a financeira de conceder juros menores, se quiser mesmo captar os recursos ou diminuir o volume do dinheiro emprestado no mercado.

Portanto, negociar nunca é demais. Busque descontos maiores.

Cogite a Possibilidade de Investir Dinheiro ao invés de Quitar o Financiamento

Com o valor que você está sujeito à antecipar, pode ser que represente uma boa entrada em uma aplicação financeira – pense sobre isso e faça as contas.

Compare as taxas de juros, de retorno, de lucro, de rentabilidade, de impostos, do tempo. De tudo! Selecionamos algumas situações:

  • Os investimentos sempre têm rendimentos maiores do que as taxas de juros pagas,
  • Caso isso não aconteça, aí sim é melhor quitar a dívida do financiamento.

O importante é sempre fazer as comparações e buscar o melhor retorno para você. O que se sabe, no entanto, é que é muito difícil encontrar taxas de investimentos financeiros menores do que as do financiamento.

A Melhor Decisão na Hora de Antecipar Financiamento

A Melhor decisão é aquela que condiz com a sua atual necessidade.

Não adianta antecipar algumas parcelas do financiamento agora, se for para fazer outro empréstimo amanhã. Isso não teria cabimento nenhum.

Ao mesmo tempo, não vale a pena investir em um título que rende 0,8% sendo que sua dívida tem juros de 1%. Isso também não valeria a pena.

Essa análise toda tem a ver com o seu perfil financeiro – se está endividado, se está apenas com o empréstimo, se ele está pesado demais, se você tem outras contas, se tem um emprego garantido com um bom salário, se é empreendedor.

Você tem que analisar tudo isso!

Com informações do casadicas e hintigo