Existe o melhor investimento financeiro para sempre?

A gente sempre cita que existe o melhor investimento financeiro para você, né? Só que será que existe algum melhor investimento financeiro para sempre? Ou quando as regras mudam, eles também deixam de ser interessantes?

É sobre isso que vamos falar neste artigo, portanto, leia com muita atenção!

Mesmo porque pode ser que você tenha esquecido aquela sua aplicação achando que ela está rendendo muito e muito… Só que nem sempre é assim!

Sobre as aplicações financeiras e a isenção de impostos, afinal, o que acontece quando regras mudam?

Essa é outra pergunta que vamos mencionar neste texto.

Um bom investimento pode deixar de ser interessante?

No fim das contas, é sobre isso o assunto de hoje!

E, considerando ainda a taxa Selic, que está em queda e pode desestimular uns investimentos e estimular outros, né.

Ah, se você não sabe ainda, as letras de crédito, que são isentas de IR (imposto de renda) podem começar a ser taxadas, sabia?

E agora, o que fazer?

Enfim, vamos começar por esse ponto, que é o mais atual do nosso cenário e tem tudo a ver com você saber se existe o melhor investimento financeiro para sempre!

Imposto de renda nos investimentos

Muitas pessoas que estão na poupança sabem que são isentas da cobrança e da declaração do imposto de renda. Ou seja, a poupança é isenta do IR.

E, ainda que quase nunca seja vantajosa, dá para considerar a caderneta em casos específicos: justamente porque tem a isenção do imposto e considerando o volume de patrimônio e os outros tipos de investimentos.

Mas, assim que você atinge um volume maior de patrimônio, você já fica na condição de ter que prestar as contas para o fisco, que é justamente declarar o imposto de renda mesmo que a sua renda esteja em numa faixa de isenção.

Então, a regra é que você vai sim passar a declarar essa informação para o governo, de forma quase que obrigatória.

O ideal é você preencher a declaração do imposto de renda e isso não é novidade porque todo o dinheiro que está na poupança já é de ciência do governo, né.

Quer ver? Se você abre uma conta poupança, você tem um CPF vinculado àquela poupança, então, automaticamente, essa informação está no governo, você não declara, mas o governo tem a informação.

Se os próprios bancos e outras instituições conseguem avaliar seu “score” financeiro, imagina o governo, com tanto poder.

Então, basicamente, o que muda?

É que você passa a ter que prestar uma informação que não prestava, tem que preencher a declaração que até pouco tempo não fazia, logo ao sair da poupança.

Ou melhor, logo a começar a ter um patrimônio um pouco maior.

E isso não é um problema – porque nada mais simples do que você ter um investimento no mercado financeiro, tá bom?

Que pode ser em um banco, através de uma corretora de valores, podem ser em títulos como tesouro direto, ações em bolsa…

Porque no mercado financeiro existe a obrigação das empresas prestar informação para você no fim do ano: fecha o ano e você vai receber os formulários que tem lá.

E com mais ou menos o passo a passo de como você dev

Se for aprovada a lei, quem será taxa sobre as letras de crédito?

Essa é uma preocupação que as pessoas têm, mas que mesmo assim, na maior parte das vezes essas mesmas pessoas ignoram.

É preciso entender que sim: quando mudam as regras, os privilégios também mudam. Mesmo que eles não sejam totalmente perdidos!

Vamos à um exemplo para você entender o que estamos dizendo…

Você investe em títulos públicos.

Então, você tem um título que rende a taxa Selic.

Vamos supor que uma reunião, o Copom (Comitê Monetário do Banco Central) divulgue uma redução da taxa Selic.

Aí, você está com o dinheiro investido em certo tempo e digamos que a taxa caiu de 7 para 6% ao ano.

Será que isso quer dizer alguma coisa?

É preciso entender que o que você investiu até essa reunião do Copom rendeu o equivalente a 7% ao ano.

Aí, a partir da mudança da regra, aquele patrimônio vai passar a render menos.

Mas, só a partir da mudança da regra, está bem?

No caso da LCI (Letra de Crédito Imobiliária), que á a maior dúvida dos nossos leitores, trata-se de um investimento que hoje é isento de imposto de renda.

Então, quando um banco oferece para você uma LCI, vai te oferecer uma taxa de rentabilidade, na qual você tem que fazer uma continha comparando com outros produtos que pagam imposto de renda.

Por exemplo: qual é o melhor investimento financeiro para o atual momento, será que uma LCI ou um CDB (Certificado de Depósito Bancário)?

Como o CDB tem o IR, então, você tem que fazer as contas para comparar a rentabilidade líquida de cada um dos investimentos citados.

Por exemplo: uma LCI que rende 90% do CDI  – essa é uma taxa que você encontra razoavelmente com tranquilidade no mercado.

Digamos que você está comparando com título público que rende 100% do CDI,  qual é melhor?

Tem que fazer as contas porque um tem o IR e outro não tem. Sacou?

A declaração do imposto de renda

Então tem lá: bens e direitos.

Daí, você tem um saldo que você tem que declarar no programa do imposto de renda, tem rendimentos isentos e não tributáveis, vai ter o campo específico como preencher aquilo e uma série de fatores.

Na prática, é bem diferente da declaração do imposto de renda que você tem que fazer quando recebe aluguéis – sendo que o correto é você preencher o carnê leão que o programa da receita federal.

E todos os meses em que preenche a informação, tem que recolher o Darf também.

Aí, você vai acumular esse Darf , arquivar e para passar essa informação novamente para a declaração de imposto de renda do ano seguinte.

No mercado financeiro, esse é um documento que você recebe anualmente de cada instituição, um processo que demora alguns segundos para preencher, então, definitivamente é tudo muito simples.

O mercado financeiro como um todo serve para simplificar e padronizar a informação, para que aquele investimento que talvez fosse um privilégio de alguns e passa a ser acessível por todos.

Logo, você poderia comprar e vender gado em uma fazenda e existem os títulos das comores, para você contar arrobas de gado no mercado financeiro através do home broker, com pagamentos de impostos automatizados com a declaração simplificada do imposto de renda.

LCI ou Tesouro Direto?

O título público vai te custar pelo menos 0,3% de taxa de custódia da Bovespa.

Então, já tem uma mordidinha da rentabilidade que você teria.

E do resultado, você vai perder 15% dentro do patrimônio – que é do IR.

Então, sem dúvida alguma, dos 100% do CDI menos 15%, sua rentabilidade já cai para 85% do CDI.

Qualquer produto que rende 90% do CDI e seja isento de imposto vai ser melhor do que aquele que rende 100% mais a cobrança do imposto.

Nesse caso, o melhor investimento financeiro atual para você poderia ser a LCI.

Por isso, você tem que tomar cuidado com essas regras!

A grande questão é: e se o governo começar a taxar esse produto – a LCI?

Vamos entender, primeiro, o que é uma letra de crédito imobiliário.

Basicamente, hoje o que os governos e os bancos tem para fomentar o crédito imobiliário?

A caderneta de poupança.

Portanto, quem aplica na poupança está, indiretamente, colocando dinheiro nas mãos dos bancos para que eles financiem o mercado imobiliário, através do financiamento da habitação.

E quando há uma necessidade muito maior de financiar o mercado imobiliário e não tem dinheiro na poupança que seja suficiente para isso?

Os bancos emitem as letras de crédito imobiliário, conheça as LCIs!

Então, nesse caso, o investidor está emprestando dinheiro ao banco, através dessa letra de crédito imobiliário, para que o banco possa direcionar especificamente esse dinheiro para financiamentos imobiliários.

É justamente por isso, por ser tão necessário e por atuar diretamente em toda comunidade brasileira, que o título recebe a isenção do IR, que vem do governo federal.

Assim, a isenção nada mais é do que um subsídio que o governo propõe para oferecer ao mercado o interesse em colocar dinheiro na mão do banco especificamente para esse propósito.

Isso explica também porque em muitos casos a LCI é o melhor investimento financeiro, muito melhor, inclusive, dos que os seus concorrentes do mercado.

Confira algumas características das Letras de Crédito

Esses títulos podem ser pré ou pós-fixados. O mais comum é o pós-fixado indexado ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), uma taxa que fica próxima a Selic.

Roberto Indech é da Rico Corretora e diz que “abriram um pouco mais o leque para as LCIs e LCAs e começaram a emitir prefixados e papeis indexados ao IPCA pagando uma parcela prefixada e mais a variação do IPCA para o período”.

O prazo, na maior pare das vezes, varia entre 3 meses e 3 anos. E, via de regra, quanto mais longo é o vencimento, maior é o juros que o banco vai te pagar.

No vencimento, o cliente vai receber o seu valor depositado e mais os juros do período – o ideal é assegurar até o final do vencimento. Quando o cliente resgata antes, tem a rentabilidade prejudicada.

Uma das vantagens é que essas letras de crédito são cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), para valores de até 250 mil reais – isso minimiza o risco do investimento.

A maior atratividade é, sem dúvidas, o imposto – que é isento.

Mesmo assim, Bruno Saads, diz que é preciso fazer as contas para saber se o título realmente é vantajoso – “se um banco te oferece um CDB com prazo de 2 anos e pagando 116% do CDI, uma LCI tem que ter mais de 97% do CDI como pagamento”, avalia.

E a LCA?

A LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), segue o mesmo viés, só que o recurso vai para o agronegócio.

Então, para financiar os plantios, para financiar a criação agropecuária e afins é necessário ter dinheiro nos bancos para se fazer as operações de crédito.

Logo, os bancos emitem títulos específico para que os investidores possam estar interessados em colocar dinheiro disposição do banco.

Como funciona esse mercado de LCA e LCI?

Se o banco tem uma demanda de crédito ou banco tem interesse em oferecer crédito, vai ter mais interesse em emitir mais títulos.

Mas, se a dificuldade de captação o banco vai te oferecer taxas maiores.

Então, na prática, se o governo começa a taxar esses títulos, há uma tendência dos bancos terem que se esforçar para oferecer uma rentabilidade maior para que os investidores…

Comprem esses produtos financeiros.

E, obviamente, estamos falando da comparação desse produto com outros.

E vejam aí algum tipo de vantagem para aplicar em uma LCA e LCI.

Vantagem da LCI e LCA

O que tende a acontecer é um efeito nada interessante para a economia…

Os bancos pagando mais pelos investidores para compensar a tributação!

Isso, necessariamente, vai ter que se voltar a mais em outra ponta: encarecer o crédito!

E isso não é o interesse para o governo.

Então, na prática há uma tendência de se perpetuar essa vantagem sem tributação.

Que nada mais é do que um subsídio do governo para esse tipo de operação para que o crédito do agronegócio e o crédito do mercado imobiliário continuem com taxas mais baixas.

Se houver uma mudança e o IR deixar de ser isentado, a tendência é que os bancos ajuste a taxa, se não o produto deixa de ser interessante e ninguém vai investir em LCA ou LCI.

Digamos, portanto, que o banco que você tem conta, que você opera, decidiu que esgotou sua carteira de crédito imobiliário, ele não vai emitir mais em LCI.

Assim, você vai encontrar uma taxa muito baixa!

O que não é interessante quando comparado com outros produtos.

Nesse caso, jamais seria o melhor investimento financeiro da atualidade.

Para finalizar o pensamento, o que define o produto vai ser bom ou ruim para você é atratividade que o mercado está procurando oferecer para atrair investidores.

É importante se você investiu em LCA ou LCI esse produto saber se é isento.

Muito provavelmente tudo que você obteve de rendimento até o momento da mudança da regra continuará isento.

E o rendimento que você tiver a partir do momento da mudança será tributado.

Então, normalmente, todo direito adquirido no mercado financeiro não muda da noite para o dia, sem que algum ajuste seja feito para que os investidores não sejam penalizados.

Como ganhar dinheiro com as letras de crédito

Confira um breve esquema que vai te ajudar a ganhar dinheiro com as letras de crédito.

Tenha uma conta em uma corretora de valores

Não há nenhuma loja ou mercado que venda esses títulos fisicamente. Todo processo é feito por uma instituição financeira.

Logo, você pode comprar uma LCI ou LCA se já tiver conta em um banco… Só que você fica a mercê dos produtos daquele banco.

Se você está em uma corretora de valores – você tem disponível todos osdo país, de qualquer região, de qualquer tamanho. Essa é uma vantagem significativa.

Tenha um objetivo financeiro definido

Com a conta aberta, você poderá pesquisar várias letras de credita disponíveis no mercado.

Antes de escolher, porém, defina o seu objetivo.

Quando você opta por um papel, tem que levar em conta todas as características dele.

Se você sabe que seu investimento só vai vencer em 2020, então, seu objetivo tem que ser no longo prazo, como para trocar um carro, fazer uma viagem ou mesmo para a aposentadoria.

Tenha em mente estudar todas as opções

As corretoras oferecem várias opções de letras de crédito… Fizemos alguns exemplos:

  • Banco 1 – LCI com 87% do DI para 90 dias,
  • Banco 2 – LCI com 90% do DI para 180 dias,
  • Banco 3 – LCI com 93% do DI para 720 dias.

E aí, qual o melhor? Obviamente o que remunera mais (banco 3).

Mas, considere também o prazo do vencimento – é o mais longo. A saída é estudar todas as opções.

Além disso, é ideal que se tenha em vista o emissor também.

Só que você tem que considerar que todos os bancos têm a garantia do FGC, independente do tamanho.

Além disso, a aplicação mínima também influencia.

Tenha efetividade para comprar seu título

Agora, resta comprar o seu título escolhido.

Investir dinheiro hoje em dia é uma tarefa simples e tudo pode ser feito pela internet.

Comprar o título é apenas uma ação – depois disso, a dica é continuar acompanhando os resultados e ver de perto os ganhos.

A partir disso, você pode estudar novas opções para formar uma carteira.

melhor investimento financeiro

Breve Comparação com Outros Títulos de Renda Fixa

Como existem muitas informações sobre os Títulos de Renda Fixa, acabamos deixando de falar sobre os Tipos de Renda Fixa. Mas, vamos corrigir esse erro agora mesmo.

Já citamos até aqui muitas opções – como CDB, Letras de Crédito e Tesouro Direto – mas, pode ser que você ainda não os conheça, então, vamos apresentar.

Considere ainda que esses são os mais “famosos”, porém, existem muitas outras opções.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

É um título privado emitido por bancos para a concessão de crédito. Quando você compra um CDB, você empresta dinheiro ao banco e recebe juros por isso.

LCI (Letra de Crédito Imobiliário)

É um título privado emitido por instituições financeiras e é lastreada em créditos imobiliários, garantidos por hipotecas ou alienação fiduciária.

Quando você compra um título de LCI, você empresa dinheiro às instituições e recebe juros por isso.

LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)

É um título privado também de instituições financeiras, atrelado à operações do agronegócio.

Quando você compra uma LCA, você empresta dinheiro e recebe juros por isso.

LC (Letra de Câmbio)

É um título de crédito privado emitido por instituições financeiras.

Ele é lastreado para contratos de financiamento para pessoas físicas e jurídicas, mas nada tem a ver com a compra ou venda de moeda estrangeira.

Quando você compra uma LC, você empresta dinheiro e recebe juros por isso.

Debêntures

É um título emitido por empresas com a finalidade de financiar projetos e operações. Quando você compra debêntures, você empresta dinheiro à empresa e recebe juros por isso.

Tesouro Direto

É um título emitido pelo Tesouro Nacional, do Governo Federal, para captar dinheiro para financiar gastos ou rolar dívidas.

Quando você compra títulos do Tesouro, você empresta dinheiro ao governo e recebe juros por isso.

Fim da Isenção do IR nas LCA e LCI

Mas, para quase a totalidade deles, a certeza é a de que, se isso acontecer, as Letras de Crédito vão desaparecer, já que não terão mais eficiência para os bancos, uma vez que os recursos desses papéis são direcionados.

“Sem a isenção, os papéis passam a ser iguais aos Certificados de Depósito Bancário (CDB), que têm a vantagem de ter uso livre”, comentou um profissional que não quis se identificar, ao Jornal do Comércio.

Por outro lado, essa extinção desses investimentos financeiros aumentaria a busca pelos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e Imobiliários (CRIs)…

Podendo chegar até mesmo às debêntures de infraestrutura.

Relembre essa notícia: Já conhece os Certificados de Recebíveis (CRA e CRI)? “Eles viraram as novas LCAs e LCIs”

Mas essa já não é a opinião de Sergio Bessa, da Fundação Getúlio Vargas (FGV):

“Neste momento, o país está muito inseguro para as pessoas investirem em ativos sem a garantia do FGC”.

Com informações do Youtube