Com Juros Caindo, melhor investir dinheiro no Tesouro Direito ou deixa-lo na poupança?

Nos últimos meses do ano passado, os relatórios apontavam que mais de 640 bilhões de reais no Brasil estavam aplicados na poupança. Isso quer dizer duas coisas, a princípio: que algumas pessoas estão considerando o fato de que é importante poupar dinheiro, porém que as pessoas não estão considerando formais mais rentáveis de conseguir fazer isso.

Para 2017, não há dúvidas: o principal concorrente da poupança é o Tesouro Direto.

Então, mesmo que o assunto pareça ser repetitivo, vamos retomá-lo e hoje com a finalidade de mostrar as principais diferenças e os principais semelhanças entre essas 2 aplicações financeiras. Para começar, vamos às breves definições!

Poupança: É uma aplicação financeira, a mais antiga do mercado. Foi criada em 1861, na época do Império, com a Caixa Econômica Federal. O dinheiro captado da população era usado para financiar o crédito imobiliário e outra parte ficava sob custódia do Banco Central para fins compulsório, além de ter aquela parte para se destinar ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

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Tesouro Direto: É um investimento financeiro novato, de 2002, promovido pelo Tesouro Nacional com a BM&FBovespa. A modalidade permitiu que pessoas físicas comprassem títulos públicos via renda fixa, porém, no momento sem vantagens, já que havia a cobrança de taxas de administração. Posteriormente, os papéis passaram a ser usados para financiar investimentos públicos e, por isso, tornaram-se um investimento seguro e com maior rentabilidade.

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Para 2017, melhor é Tesouro Direto ou Poupança?

Mas, visto as definições, sabemos que no começo o Tesouro não era vantajoso… Mas, e agora? Agora é! É muito mais vantajoso do que a poupança.

Sim, ele ainda tem a cobrança da administração e tem também o Imposto de Renda, que segue tabela regressiva. Mas, mesmo assim, é mais vantajoso porque a poupança tem uma nova regra e perde poder. Perde, as vezes, rentabilidade para a inflação.

Bom, para tentar explicar isso da forma mais didática possível, vamos novamente separar os 2 casos, entenda!

Tesouro Direto: Nos dias atuais existem 5 títulos públicos no mercado financeiro, com modelos pré-fixados, pós-fixados e híbridos. Assim, alguns variam conforme o índice IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Final Amplo), à Taxa Selic. Então, dentro dos títulos disponíveis há a rentabilidade da soma desse indexador mais a taxa de juros adicional.

Poupança: No caso da poupança, o rendimento é feito pela composição da Taxa Referencial com a parcela adicional de 0,5% ao mês, o que, no último ano, equivaleu à 6,17% ao ano. Essa taxa referencial é variável e divulgada mensalmente pelo Banco Central. O cálculo dela é feito com base nos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) prefixados nos 30 principais bancos.

Essa nova regra, como é conhecida, é de 2012, onde o Governo Federal promoveu uma alteração conforme a Taxa Selic, na qual, quando ela fosse inferior à 8,5% ao ano, então, a remuneração Referencial seria de 70% da Selic mensal.

Logo, a rentabilidade a poupança, mesmo sendo de renda fixa, teria um valor variável e quando a economia representasse uma inflação elevada, então, o rendimento significaria, com certeza, uma perda de poder de compra do investidor.

Tesouro Direto é mais vantajoso. Mas e os custos, as taxas, aplicações e segurança?

  • Bem, na poupança, sabe-se que não há mínimo para o investimento.
  • E a liquidez é diária, ou seja, a rentabilidade é calculada mês a mês e conforme a data de aniversário do investimento.
  • E não há cobrança de Impostos, nem de Renda e nem de IOF (Operações Financeiras).
  • Além disso, a poupança conta a segurança do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que, por sua vez, garante um valor máximo de 250 mil reais.

Bem, tudo zero a zero na poupança, não é?

Mas e quanto ao Tesouro Direto?

  • Bom, vamos começar pelo inverso. No Tesouro a garantia não é do FGC e sim do próprio governo, já que o tesouro nacional é garantido pelo governo federal.
  • No Tesouro há cobrança do Imposto de Renda em tabela regressiva e IOF para aplicações menores do que 30 dias. Além dos custos da taxa de administração e custódia, que são cobradas mensalmente. A 1ª vai depender da Corretora e a outra é de 0,30% e vai para a Bovespa.
  • A Liquidez do Tesouro é variável, conforme o título investido. Mas, no geral, há uma data para o resgate. Tanto é que os títulos têm os nomes seguidos por um ano, que significa quando ele poderá ser resgatado. Então, o investidor pode perder dinheiro quando opta por retirar o dinheiro antes do prazo.
  • Já a aplicação mínimo é de 30 reais, conforme título.

Esqueça a poupança e aprenda a investir seu dinheiro no Tesouro Selic

No fim das contas, vale mesmo a pena investir dinheiro no Tesouro Direto?

A poupança é uma aplicação prática e sem custos, porém com baixíssima rentabilidade, o que pode se traduzir em perda do poder de compra em momentos de inflação mais alta. E o Tesouro Direto tem um perfil muito semelhante ao da poupança, porém oferece uma diversificação de investimentos, que acompanha a oscilação das taxas de juros e inflação.

Logo, eles oferecem mais retorno, mesmo com os impostos e taxas.

Tesouro LFT, Tesouro Selic

Com Juros Caindo, melhor investir dinheiro no Tesouro Direito ou deixa-lo na poupança?
Reprodução: Google

Entre os vários títulos do Tesouro Direto, está o LFT, que recebeu o apelido de Tesouro Selic porque acompanha a variação da taxa básica de juros. Logo, esse é o melhor exemplo de que o investidor não perderá poder de comprar porque o investimento está atrelado à taxa básica.

Esse investimento remunera o investidor conforme o resultado da Selic, entre a data de compra e o da venda, sendo que a cada dia são acrescidos juros.

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A “Letras do Tesouro Nacional” veio para facilitar a vida dos investidores iniciantes e em 2015 ganhou um apelido, Tesouro Prefixado. Aí, como qualquer outro investimento, o investidor tem que conhecer a tabela de preços e taxas de juros dos títulos. Assim, quando você visualizar a página, no site do Tesouro Nacional, vai encontrar informações como:

  • Título
  • Vencimento
  • Taxa ao ano (compra e venda)
  • Preço Unitário no Dia (compra e venda)

Sendo que o Preço Unitário Dia, na parte de compra é o valor por quanto você pode comprar o título e a parte de Venda é o valor por quanto você pode vendê-lo. Já na parte das Taxas, a compra é a taxa de juros prefixados oferecida no dia para quem comprar o título e o vencimento é quando o título poderá ser resgatado.

Na coluna “Título” é possível encontrar todos os títulos públicos que podem ser negociados no momento da consulta, sendo que no nome do título estará também o ano de vencimento, por exemplo: “Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2025” ou “Tesouro Selic 2017”. Continue lendo essa notícia na íntegra…

Qual a Melhor Corretora para Investir Dinheiro no Tesouro Direto? É sério, quase ninguém sabe isso!

Apesar de Variável, o Tesouro é uma Renda Fixa

“Como tudo o que é bom nessa vida, a principal característica da Renda Fixa é que um dia ela acaba, portanto, tem vencimento. E mais importante, quando você investe em um exemplar desse grupo, sabe exatamente quanto receberá de hoje até o último dia de existência do ativo”, diz César Urbini, sócio da FlowInvestimentos.

“Em termos práticos, isso significa que se você investe 100 mil reais em um produto de Renda Fixa que renda 11% ao ano e vencimento em 2 anos, então, em seu último suspiro esse ativo devolverá aproximadamente 123 mil reais. Faça chuva ou sol, esse será o montante recebido após o período”.

Com informações do Infomoney, G1 e exame