7 Dicas para Juntar Dinheiro suficiente para um Intercâmbio

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Se você pensa grande, já deve ter cogitado a possibilidade de fazer um intercâmbio, não é mesmo? Afinal, esse tipo de viagem é muito mais do que um passeio às praias internacionais… Elas trazem grande aprendizado cultural e profissional.

O que pode ser, posteriormente, um diferencial no seu currículo ou simplesmente pode abrir as portas para você iniciar o seu grande e sonhado negócio próprio.

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Na verdade, não importa o motivo: sempre que você cogita fazer um intercâmbio e pesquisa os preços, chega a conclusão de que alguns meses na Inglaterra poderia custar até 15 mil reais ou algo de “High School” na Austrália valeria mais do que 50 mil reais.

Então, será que existe alguma saída?

Existe sim e você não precisa abandonar o seu sonho tão cedo. Primeiro, vamos citar 7 opções  de programas que te levam para o exterior (alguns bem populares, inclusive).

Depois, na segunda parte do texto, traremos as 7 Dicas para Juntar Dinheiro suficiente para um Intercâmbio. Leia agora!

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7 Programas para quem quer Estudar no Exterior

São várias instituições que oferecem o intercâmbio ao exterior todos os anos, seja para cursos de graduação ou pós-graduação. Se você também tem esse sonho, conheça esses 7 programas, listamos pelo site universitarioativo.

1 – Au Pair

De um lado o sonho de morar em outro país e ter todas as vantagens disso (como aprender um novo idioma e uma nova cultura). De outro, o alto valor que será preciso investir em um intercâmbio. Será que existe alguma alternativa mais viável e barata?

Au Pair é um programa que apareceu para trazer essa resposta. Afinal, ele é uma maneira bastante econômica de viver no exterior: é um programa que dura mais de 12 meses e é focado em mulheres que tem entre 18 e 26 anos.

A viagem é toda feita por uma agência e a pessoa passa a morar em uma casa de família, sendo que o trabalho será cuidar de crianças, por exemplo. Além das tarefas domésticas.

A atividade é remunerada, inclusive, com uma bolsa de estudos. E não há custos com alimentação ou moradia.

Os Estados Unidos é o país mais procurado para esse programa.

Homens também podem participar, mas isso é bastante raro de acontecer, mesmo porque a ideia é cuidar de crianças, o que está mais ligada às mulheres.

  • Será que o Au Pair funciona mesmo?

O site Dinheirama conversou com Lisia Matos, que tem 26 anos e é uma Au Pair brasileira que mora em Chicago, nos Estados Unidos, há 18 meses com uma família composta pela mãe e uma filha de 5 anos.

Recolhemos trechos da entrevistas para você entender sobre o programa e saber se ele vale a pena ou não?

– É bem mais barato se comparado aos intercâmbios e as passagens aéreas estavam inclusas. Os únicos custos que os participantes têm, normalmente, são com taxas e documentação. Fazendo essa escolha não tive gastos com escola, alimentação e nem com moradia. De outra forma seria inviável estar hoje nos Estados Unidos.

– O salário de Au Pair nos Estados Unidos é de $195.75 dólares por semana, o que no mês totaliza $783 dólares. Eu também recebo uma ajuda de custos para estudos no valor de de $500 dólares.

7 Dicas para Juntar Dinheiro suficiente para um Intercâmbio
Reprodução: Google

– De manhã eu preparo o café para a kid (a menina que cuido), o lanche e a levo para a escola. Até ir buscá-la à tarde, eu tenho um tempo livre. Também faço as compras uma vez por semana, busco a kid na escola, a levo para natação e preparo o jantar. Quando a mãe não está em casa à noite, eu ajudo nas tarefas da escola.

– Morar com outras pessoas, confesso que não é fácil. Porém, como na época da faculdade cheguei a morar em república com mais de 10 pessoas diferentes, a adaptação não foi tão complicada.

– Venha com a mente aberta para aceitar que as pessoas são diferentes de você e possuem uma cultura diferente também. Faça amigos que não falam português, afinal isso faz uma baita diferença para aprender o idioma mais rápido.

2 – Programa de Bolsas Santander

O Banco Santander, através da Santander Universidades, oferece diversas bolsas de graduação e pós-graduação. Os universitários poderão encontrar toda a informação sobre os programas de bolsas através deste site. As oportunidades são para estudantes de cerca de 100 universidades (públicas e privadas) conveniadas.

3 – Orange Tulip Scholarship

A Holanda oferece aos brasileiros bolsas para cursos de graduação e mestrado ministrados em língua inglesa. Das bolsas disponíveis, a mais conhecida é Orange Tulip Scholarship (OTS), criada em 2012, ela cobre o valor das mensalidades e, em alguns casos, até gastos pessoais do aluno.

Para se candidatar ao programa, é preciso: ser brasileiro (a); ter excelente desempenho acadêmico; não estar estudando ou trabalhando na Holanda; ter fluência em inglês, e estar em processo de admissão ou já ter sido admitido na escola de interesse.

O processo de seleção inclui exame de proficiência em inglês (TOEFL ou IELTS) e o envio, também em inglês, de cópia do currículo, carta de motivação e cartas de referência.

4 – Fulbright

A Fulbright é um programa de bolsas fundado em 1946 com o objetivo de promover o intercâmbio entre diversos países do mundo.

No Brasil, existe uma comissão que cuida disso desde 1957. Desde então, mais de 3.500 brasileiros foram estudar nos Estados Unidos e mais de 2.700 americanos vieram ao Brasil ensinar inglês e divulgar sua cultura.

A Fulbright custeia passagens e hospedagens. Também oferece ingressos para museus e eventos culturais, além de um valor significativo para pagar entradas em congressos e seminários que o bolsista deseje participar.

Para quem tem interesse pela bolsa, a dica é preparar um projeto de pesquisa robusto.

5 – Programa de bolsas da Fundação Estudar

A Fundação Estudar e o seu programa de bolsas nasceram juntos, em 1991. Desde então, mais de 550 jovens já foram contemplados com bolsas de estudo para cursos de graduação e pós nas melhores universidades do Brasil e do mundo.

Para concorrer aos benefícios, é preciso ser brasileiro(a), tem entre 16 e 34 anos de idade, apresentar excelência acadêmica, e sonhar em deixar um legado para o país. É preciso também já estar matriculado no curso desejado ou em processo de aceitação.

7 Dicas para Juntar Dinheiro suficiente para um Intercâmbio
Reprodução: Google

6 – Fundação Carolina

São bolsas de estudo na Espanha destinadas a especialização e atualização de pós-graduados, professores, pesquisadores, artistas e profissionais provenientes da América Latina.

A FC oferece dois tipos de apoio ao estudante contemplado, que são: a bolsa de estudo e auxílio financeiro. Essa bolsa de estudos segue as normas da CAPES e da FC.

Outros benefícios que o estudante recebe são o auxílio instalação, seguro de saúde e a passagem de ida e volta.

7 – Bolsas Erasmus Mundus

O Erasmus Mundus é um programa de cooperação internacional, criado em 2004 e financiado pela Comissão Europeia, que permite estudantes e pesquisadores de todo o mundo realizar um intercâmbio ou mesmo ter sua formação completa em algumas das melhores universidades europeias.

Desde 2004, várias instituições de ensino superior (USP, Unesp, UFRJ) realizaram convênios com centros de ensino da Alemanha, Bélgica, Itália, França, Espanha, e demais países membros.

O programa também oferece bolsas para servidores públicos que atuem no ramo da educação.

7 Dicas para Juntar Dinheiro suficiente para um Intercâmbio

Para a maior parte dos especialistas, embora os benefícios de uma formação totalmente diferenciada e fora do país podem parecer grandiosa, o sacrifício pode tornar isso penoso demais.

Portanto, se você quer realizar esse sonho sem dar um passo em falso, vai precisar acompanhar essas 10 dicas super valiosas!

1 – Planejamento Financeiro

“Tudo vai depender de quando a pessoa decidiu fazer o curso. Nesses intercâmbios, muitas vezes, a pessoa tem que pagar à vista. No dia em que for aceita, já tem que ter o dinheiro”, diz Anísio Castelo Branco, professor de finanças do Senac de São Paulo.

Logo, quanto antes o aluno decidir por fazer o programa, antes ele deve começar a guardar dinheiro.

Você também tem que pesquisar, com muita calma, os custos de vida do país de onde pretende estudar, levando em conta depoimentos de pessoas que vivem lá neste momento. Com a crise mundial, existe uma grande oscilação de valores entre os anos.

2 – Planejamento Familiar

“O planejamento financeiro é apenas um pedaço do planejamento familiar”, diz Alan Soares, coach financeiro da Trader Brasil.

Assim sendo, ao cogitar a possibilidade de realizar um intercâmbio, o estudante tem que adaptar esse pensamento à sua realidade e as prioridades da família como um todo.

  • Vale a pena poupar 250 reais por mês?
  • Isso vai reduzir muito o padrão de vida da família no período?
  • O estudante vai aproveitar de forma integral a viagem?
  • O recurso vai retorno a médio prazo?

Esses são alguns dos questionamentos que devem ser feitos conforme opinião de José Nicolau Pompeu, que é professor de pós-graduação de economia da PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

“Lá fora alguns brasileiros esquecem que se trata de um investimento e perdem tempo com badalação. Nesse caso, não vale a pena”.

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3 – Reduzir Gastos

“Tudo na vida são escolhas, então você pode decidir: vou economizar uma balada por mês e fazer meu intercâmbio”, afirma Castelo Branco, ao dizer que gastos inúteis são aqueles que não dão nem informação e nem retorno financeiro.

Além disso, você pode optar por conseguir algum dinheiro extra, como com a venda de “coisas” que não usa mais.

Outra dica é não fazer novos parcelamentos nesse período porque isso pode comprometer todo o orçamento e distanciar o sonho da realidade.

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4 – Gastos com Alimentação

Conforme a região em que o estudante ficará hospedado, os custos extras podem variar.

“Um estudante podem gastar entre 700 e 1 mil dólares mensais com alimentação nos EUA. Se for moradia em faculdade, gastaria menos, cerca de 300 dólares. Isso pode dar uma diferença anual de 5 mil dólares. Não é pouco”, orienta Soares.

Ele diz isso ao observar que alguns programas oferecer alimentação, outros não. De qualquer forma, esse gasto tem que estar na previsão.

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5 – Renda Mensal

Também é importante considerar a sua renda mensal porque, por mais barato que seja, um custo de línguas não vai sair por menos de 5 mil reais.

Na visão de Pompeu, uma economia de 400 reais mensais durante 4 anos (o que daria algo em torno de 20 mil reais) é muito penoso para uma família de baixa ou média renda mensal.

Para Soares, o esforço costuma valer a pena, mas para famílias que tenham renda de, no mínimo, 8 mil reais.

“Mas tem que ser um planejamento elaborado. A família terá que abrir mão de algumas coisas, tipo jantar fora. Se a família acha importante essa experiência, então vale. Mas se eu tivesse dois filhos, por exemplo, não faria esse sacrifício”.

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6 – Invista Certo

“Diria que 50% em renda fixa e 50% em outras casas de ativos, como o setor imobiliário, de ações, títulos indexados”, diz Soares, ao completar a informação dizendo que se ocorrer imprevistos, ainda haverá tempo para manejar os recursos.

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Investir certo é uma forma de conseguir economizar dinheiro para alcançar esse objetivo, sendo que a melhor opção é o fundo de renda fixa, já que trata-se de um período curto, de 2 ou 3 anos e não valeria a pena correr riscos.

“Se a pessoa não sabe nada de finanças pessoais, procuraria um fundo de menor risco, de renda fixa. Mas na sequencia, buscaria instrução”, completa o especialista.

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7 – Filhos

De fato, um filho leva o outro. “Se tem três filhos, vai ter que pagar ‘high school’ para os três. Quando um estiver viajando para o curso de ‘high school’, o outro já estará entrando na faculdade, ou vai querer um carro”, alerta Soares.

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Outras Considerações sobre o Planejamento Financeiro para Intercâmbios

Os especialistas também consideram importante ponderar os benefícios do curso.

“Mesmo na questão da educação, não quer dizer que você vai ter um retorno financeiro no curto prazo. Pode não valer a pena. Às vezes quem fez um curso no exterior tem remuneração igual à média do mercado, de gente que não gastou todo aquele dinheiro e não teve que fazer sacrifícios”, diz Soares.

No geral, os especialistas dizem que a formação acadêmica é um bom investimento em quase sua totalidade, porém, não existe mágica: o retorno financeiro pode demorar e vai necessitar de muito suor.

“Não vale a pena comprometer mais do que 10% do orçamento familiar para o intercâmbio”, analisa Pompeu.

Eles também mantêm a mesma opinião de que antes de começar a calcular os gastos do intercâmbio é preciso quitar todas as dívidas que a família tem. Isso tem a única finalidade de garantir que não exista complicações financeiras por esse motivo (da viagem).

“Prefira quitar as dívidas e as parcelas em aberto antes de sair do país”.

E como é possível economizar dinheiro durante o intercâmbio?

Se juntar dinheiro para ir para fora do país não é nada fácil, morar lá também vai exigir muita disciplina financeira. Seja para cursos de longa ou curta duração, os gastos vão acontecer e, normalmente, vai ficar acima do que estava previsto.

Para tanto, existem algumas dicas que são eficazes na hora de conseguir gastar um pouco menos.

Cartão de Desconto: São oferecidos aos estudantes internacionais por lojas, restaurantes e serviços diversos. Alguns deles são: British Council, National Union of Students card e International Student Identify card.

“Utilize os benefícios de ser um ‘college student‘. Diversas lojas, supermercados e restaurantes têm parcerias com universidades ao redor, o que faz com que seus alunos ganhem descontos. Antes de fazer uma compra grande ou gastar uma quantidade de dinheiro elevada procure se informar a respeito desses descontos”, sugere Renan Ferreirinha, em Harvard.

Alimentação: “Anote seus gastos com itens básicos de alimentação durante uma semana, assim você terá uma ideia do limite que poderá gastar nas compras. Evite comer fora com frequência. Faça reuniões no local que você estiver hospedado, assim você e seus amigos gastarão menos”, aconselha Suzana Martins, gerente de marketing da agência de intercâmbio STB.

Transporte: A maior parte dos países que são destinos dos brasileiros, oferecem ótimos recursos de transporte público ou de bicicletas. “Muitos países oferecem excelentes condições para a locomoção de ciclistas. Além disso, este meio alternativo é mais saudável e barato”.

Além disso, é aconselhável conhecer restaurantes e supermercados da região.

Curiosidade: Os 7 destinos preferidos dos Brasileiros para intercâmbio

As informações abaixo foram divulgadas pelo UOL. Confira!

1 – O Canadá aparece como destino favorito dos brasileiros para intercâmbio, segundo pesquisa realizada pela Belta (associação de agências de intercâmbio) com 71 empresas.

2 – Na lista dos destinos mais procurados, os Estados Unidos aparecem na segunda posição.

3 – Apesar dos preços mais altos, o Reino Unido aparece como terceiro destino favorito do brasileiro para intercâmbio em pesquisa realizada pela Belta (associação brasileira de agências de intercâmbio).

4 – Com o clima parecido com o do Brasil, a Austrália está na quarta posição do ranking. Os preços mais baixos e a possibilidade de trabalhar também atraem estudantes.

5 – Por ter preços mais econômicos que os do vizinho Reino Unido, a Irlanda aparece em quinto na pesquisa de destinos favoritos feita pela Belta (associação brasileira de agências de intercâmbio).

6 – Além de ter um clima parecido com o do Brasil, a Nova Zelândia, 6ª posição do ranking, é conhecida por oferecer diversos esportes radicais.

7 – Os preços baixos, o clima tropical e a possibilidade de trabalhar durante o intercâmbio tornaram a África do Sul no 7° destino mais procurado por brasileiros, segundo pesquisa.

Com informações do Dinheirama

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