Já conhece os Certificados de Recebíveis (CRA e CRI)? “Eles viraram as novas LCAs e LCIs”

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) começaram 2017 com tudo. E isso não é à toa: essas opções de investimentos de Renda Fixa foram as que mais cresceram em emissões para pessoas físicas no ano passado. Para se ter uma ideia, em dezembro a emissões de CRAs era 10 vezes maior do que em 2015 e atingiu 4,8 bilhões de reais. Já os CRIs era 4 vezes maior e chegou á 8,6 bilhões de reais. Os dois bateram um recorde histórico!

Em termos comparativos à outras opções de Renda Fixa, como os títulos públicos e os CDBs, a emissão dos CRAs e CRIs ainda é pequena. Então, o que tem feito com que essas aplicações crescessem tanto?

Antes de continuar lendo sobre as CRIs e CRAs, descubra todas as informações possíveis sobre a Renda Fixa. Essa é uma opção de aplicação financeira que tem ganhado mercado nos últimos anos, devido à queda da poupança e o interesse das pessoas pelo Mercado Financeiro. Além dos CRs, existem muitas outras alternativas, conheça-as e verifique qual é a melhor escolha para o seu perfil:

Como Investir em Renda Fixa: O Guia Definitivo

Os títulos dos CRs são isentos do Imposto de Renda, assim como as LCIs e as LCAs ou Letras de Crédito Imobiliárias e Letras de Crédito do Agronegócio. O resultado disso é que podem oferecer bons retornos, de 100% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou mais. Sendo assim, com a isenção do imposto, a rentabilidade fica muito próxima à taxa Selic.

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Em termos definitivos, e conforme informações da BM&FBovespa, os CRs são títulos de Renda Fixa que gera direito de crédito ao investidor, que terá direito a receber uma remuneração do emissor e, periodicamente, poderá resolver de volta o valor investido. Para o emissor, é uma forma de captar recursos para financiar transações com a emissão de lastro em recebíveis.

A diferença com as Letras de Crédito é que os Certificados de Recebíveis são emitidos diferentemente pelas empresas, enquanto a outra opção é emitida pelos bancos. Então, você pode pensar que os CRs são mais “arriscados” já que não conta com o FGC (Fundo Garantidor de Crédito)… Pode até ser. Porém, de outro lado, as empresas que fluxo de caixa estáveis oferecem menores riscos de crédito, conforme explica o professor do Insper, Michael Viriato.

Saiba Tudo sobre o Fundo Garantidor de Crédito!

“Os títulos de grandes companhias são mais atraentes por causa da avaliação positiva do risco de crédito”, diz Roberto Dib Laham, da Tag Investimentos.

Os investidores começaram a apostar nas CRs devido à falta de LCs nos bancos, que restringiram o crédito para o agronegócio e para o setor imobiliário. Assim, “Os CRAs e os CRIs viraram as novas LCAs e LCIs”, afirma Fábio Zenaro superintendente de produtos da Cetip, companhia responsável por depositar e liquidar os títulos privados no Brasil.

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O Ibovespa terminou o mês de janeiro com saldo positivo de 7,38%, quebrando a sequência dos 2 últimos meses de 2016. Os destaques foram: a Vale (VALE3, VALE5), Bradespar (BRAP4) e Usiminas (USIM5), que subiram até 40%. Os números também foram puxados pelo setor de construção civil, que teve ganho de até 200%. Continue Lendo…

Como Investir em CRA e CRI

Os especialistas afirmam que o ideal é não depositar todo seu dinheiro disponível nessa aplicação. Depois, outra dica é não aplicar mais do que 10% dos seus recursos para investimentos em papéis de uma mesma empresa. Por fim, é muito importante que se conheça as empresas que estão por trás dos títulos.

Para facilitar a sua pesquisa, saiba que as empresas com maiores estoques de CRAs no Brasil são a BRF, a Fibria e o GPA (Grupo Pão de Açúcar), segundo a Cetip. E os maiores estoques de CRIs são a Multiplan e a Direcional.

Mas, na regra atual, qualquer empresa que tenha ligação com a cadeira desses setores podem lançar o seus papéis no mercado, porém, quem vai aprovar tal solicitação é a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “Essa nova regra promete trazer mais segurança jurídica, principalmente quanto à definição do lastro”, comenta Antonio Berwanger, da CVM.

É importante saber também que essas aplicações, normalmente, não tem liquidez diária, sendo assim não são indicadas para quem pretende resgatar o dinheiro em um curto prazo de tempo. Em média, os vencimentos deles são de 4 anos e os juros são pagos semestralmente. O investimento inicial, normalmente, é de 1 mil reais.

No caso das CRIs, podemos fazer o seguinte exemplo: uma construtora que vende na planta os apartamentos e promete entrega-los 2 anos depois. Assim, os compradores financiam a compra e assumem a obrigação de pagar as parcelas mensais até a entrega da chave. Nesse sentido, a construtora pode optar por vender os recebíveis para terceiros e receber tudo à vista ao invés de esperar pelos 2 anos.

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“A queda na importação reflete a redução conjuntural da demanda brasileira termelétrica e do mercado industrial, somada ao aumento da oferta de gás nacional, e está de acordo com as obrigações e direitos da Petrobras em seus contratos”, disse a empresa. Leia na Íntegra!

Outras notas sobre Certificados de Recebíveis

Klabin vai emitir CRAs no valor de 700 milhões de reais: Com valores unitários de 1 mil reais, sendo que a quantidade pode ser aumentada em até 35% com lotes adicionais e complementar. A remuneração será apurada pelo bookbuilding, no dia 7 de março, mas já se sabe que será de até 98% da taxa DI. Os recursos serão usados na silvicultura e agricultura, na geração de empregos.

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São Martinho vai emitir CRAs no valor de 400 milhões de reais: A emissão será feita pela Vert Companhia Securitizadora e pode ser elevado em 20% no lote adicional e 15% no suplementar, com valor unitário de 1 mil reais. O procedimento do bookbuilding será em 20 de março, mas o valor não vai passar de 100,5% da taxa Di. Os recursos serão usados para a aquisição DI e de IPCA.

Cyrela vai emitir CRIs no valor de 150 milhões de reais: A distribuição será feita por meio da emissora Brazil Realty Companhia Secutizadora de Créditos Imobiliários com valor unitário de 1 mil reais. O vencimento será no dia 5 de dezembro de 2018 com pagamentos semestrais em junho e dezembro. A remuneração é de 98% da taxa DI.

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Depois dessa “grandiosa” introdução, vamos falar sobre os melhores investimentos e aí, então, não falaremos de poupança. rs. Mesmo porque já sabemos que ela está perdendo para a inflação, que acumulada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) ficou em 8,67%. Assim sendo, a equipe do UOL consultou 5 especialistas: Alexandre Cabral (professor de Finanças do Instituto de Administração), Dirceu Arcoverde (do Desfixa), Marcio Cardoso (da EasyInvest) e Rodrigo Assumpção, do IBCPF), além de Miguel Ribeiro Oliveira, e listou os 8 passos para encontrar o melhor investimento. Leia!

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Com informações da Exame e Istoé