Como começar a investir em títulos do tesouro nacional?

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“Onde eu consigo comprar títulos públicos ou investir no tesouro direto? E a partir de quantos reais”? – essa é uma pergunta comum aqui na Trovó Academy e tem a ver diretamente com a crescente dos interessados pelos títulos do tesouro nacional.

Para todos que querem investir em títulos públicos e querem dar os primeiros passos nesse mercado, a resposta não pode ser tão objetiva assim, infelizmente.

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Na verdade, ela deveria começar com uma questão um pouco mais objetiva, que é: “como é possível investir em títulos públicos”?

A resposta fica um pouco mais simples para esse questionamento sobre os títulos do tesouro nacional.

– Abrindo conta em uma corretora de valores!

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A lista de todas as corretoras de valores que podem aplicar recursos no tesouro está no site da BOVESPA (bmfbovespa.com.br) e lá até existe um ranking das corretoras mais utilizadas, também.

Ao abrir a conta na corretora, você vai procurar o canal de investimentos em títulos públicos porque as corretoras não servem só para investir em títulos públicos, mas também em ações e outras opções de derivativos em geral.

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Normalmente, elas dão espaço privilegiado na sua home page para orientações e explicações de como investir em títulos públicos – é lá você vai saber dar os primeiros passos.

Então, tem que preencher o cadastro, informações patrimoniais, você tem que transferir dinheiro do seu banco para a corretora, com o dinheiro na conta da corretora que você consegue direcionar isso para aplicação em tesouro direto.

É bastante fácil investir em títulos do tesouro nacional.

Enfim, tem todo um procedimento, um passo a passo q você vai descobrir lá no site da corretora ou, de maneira genética, na página oficial do tesouro nacional que é (tesourodireto.gov.br).

E se você está com dúvidas sobre como escolher uma corretora de investimentos. Veja o vídeo abaixo:

Orientações para quem vai investir pela 1ª vez no tesouro

Para algumas pessoas que queiram investir em títulos públicos, a história diz que provavelmente elas já têm um histórico de investimentos em fundos de clientes privados.

De maneira geral, esses bancos já investem em títulos públicos, só que o investidor nem sempre sabe disso!

Porque, veja bem, se você investe em um fundo de renda fixa, você está transferindo o seu dinheiro para um gestor de investimentos que aloca o seu dinheiro em uma carteira de títulos públicos – logo, do tesouro nacional.

Para isso, há uma cobrança de uma taxa de administração para colocar em prática uma estratégia que é descrita lá no prospecto deste fundo.

Então, existem várias formas de investir em títulos do tesouro nacional e a renda fixa é uma delas, ainda que seja de forma indireta.

Outra forma, muito mais direta, é entrar no site do tesouro nacional e cadastrar o seu conta, que tem que ser agenciada por uma corretora de valores.

Assim, é possível fazer a compra de forma direta.

E convenhamos: essa é uma forma inteligente porque você acaba fugindo das altas de administração dos bancos. Só que tem um porém: você precisa conhecer o mercado financeiro para conseguir boas rentabilidades.

Isto porque os fundos de investimentos cobram taxa de administração para colocar o seu dinheiro em uma carteira em títulos públicos.

Quando você investe através da corretora, você não foge completamente de um custo porque existe a taxa de corretagem e custódia.

Algumas corretoras não cobram taxa de corretagem, mas tem a taxa de custódia da BM&FBOVESPA do mesmo jeito e essa taxa de custódia é fixa a partir da entrada no investimento dos títulos do tesouro nacional:

– 0,4% no primeiro ano e esse você vai pagar se ficar durante 15 dias ou durante 360 dias.

É importante entender que as vezes, quando você tem acesso a um fundo de renda fixa com taxa reduzida de 0,5% ao ano, por exemplo, pode ser que você esteja colocando o seu dinheiro em uma opção mais rentável do que investir diretamente em títulos públicos.

Resta a você fazer as contas!

Cabe você avaliar qual o custo que você vai ter de deixar esse investimento no fundo, qual vai ser o custo de manter em títulos públicos diretos, mas de certa forma hoje, emprestar o dinheiro ao governo é algo muito simples.

Quem tinha dinheiro na caderneta de poupança e nunca fez isso, quer começar?

Vai ter que vencer a barreira do conhecimento, da primeira informação, de preencher a ficha cadastral, talvez dedicar uma ou duas horas no primeiro movimento de investimento!

Mas, fez isso uma vez, todas as demais aplicações serão muito mais simples, provavelmente, através de app do tesouro ou da corretora no seu smartphone.

O dinheiro está na conta, transferiu para a corretora, aplique quantos reais?

A partir de 30 ou 40 reais você consegue comprar uma fração de títulos públicos.

É simples, é acessível, recurso pequeno, o dinheiro fica disponível na sua mão quando você precisa.

Resgatou nesse momento até as 6 horas da tarde você tem na sua conta!

Ou seja, liquidez imediata. Não há empecilhos, não há entraves para você deixar de investir em títulos públicos.

Mas, o que é o Tesouro Direto?

O programa do Governo Federal foi criado em 2002 e em 2017, exatamente no mês de julho, alcançou a marca inédita de 1,5 milhão de pessoas cadastradas, conforme o Tesouro Nacional.

Quanto aos tipos de títulos, aqueles que estão vinculados à taxa básica de juros da economia, Selic, foram os mais investidos, representando 43% do volume total do Tesouro.

Depois, ficam os títulos indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), assim como o Tesouro IPCA+ e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais.

Eles somaram 37% do total de títulos negociados no período.

Já os títulos prefixados foram responsáveis por 19,7% do total.

Esse aumento significativo do interesse pelo título público tem a ver com a perda de rentabilidade da poupança e obviamente dos juros básicos da economia, que chegou ao menor nível nos últimos 4 anos.

O investimento no Tesouro Direto é uma boa opção para quem não tem muito dinheiro inicialmente para aplicar, mas que, ao mesmo tempo, busca uma opção mais rentável do que a poupança, seja para o médio ou longo prazo.

Quando se opta pelos títulos públicos, a pessoa se torna credora do governo e recebe juros por isso. Esses juros são bem melhores do que os pagos pelos bancos, na caso da poupança.

Esse é apenas um dos motivos que mostram porque é possível viver de renda no tesouro direto – e vamos contar como conseguir isso no decorrer do texto, acompanhe!

No tesouro direto, assim como nos fundos de investimento, existe a cobrança do imposto de renda, que segue uma alíquota regressiva, onde quanto mais tempo investido o dinheiro fica, menor é a incidência.

Além disso, existem outras taxas. Mas, quando tudo é feito com planejamento, isso não se torna um impedimento para você conseguir viver de juros!

O que precisa ser considerado é que o tesouro é mais vantajoso do que a poupança.

Bem rapidamente, entenda isso em números.

Investimento de 300 reais mensais na poupança renderia algo em torno de 108 mil reais na poupança. Já no Tesouro IPCA 2035 (5,98 + inflação no período), daria algo em torno de 270 mil reais. Sim, 162 mil reais A MAIS. – no mesmo período!

É bem diferente no longo prazo né? E você achando que a poupança é a melhor opção…

Como começar a investir em títulos do tesouro nacional?
Reprodução: Google

Tipos de títulos do tesouro direto

Esse também é um tópico bastante resumido, mas é para você ter uma ideia do tanto de opções que há no tesouro direto, principalmente se pensado nos prazos de investimentos: curto, médio ou longo.

Tesouro Prefixado (antigo LTN) 

É quando o investidor vai receber o valor acrescido da rentabilidade na data de vencimento. Se resgatar antes, pode ter um preço variado negativamente.

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (antigo NTN-F) 

É indicada como renda complementar porque a cada 6 meses a categoria faz o pagamento de juros ao investidor, como uma antecipação da rentabilidade final.

Tesouro Selic (antigo LFT) 

É pós-fixados e muito contratado por quem busca realizar lucros com alta taxa de juros e sempre mantendo o poder de compra.

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (antigo NTN-B)

Oferece rentabilidade acima da inflação porque é composta por uma taxa de juros prefixada e pela variação da inflação IPCA. Com isso, há a garantia de uma rentabilidade total do título sempre acima da inflação.

Tesouro IPCA+ (antigo NTN-B) 

Tem vencimento mais longo, por isso, é super indicado para quem está pensando na aposentadoria ou na faculdade dos filhos, por exemplo. Também tem rentabilidade acima da inflação.

Já falamos aqui algumas vezes, mas vale repetir: o ideal é ter uma reserva de emergência, depois que já estiver com um bom valor para investir, vale pensar na diversificação dos investimentos, mesmo dentro do tesouro direto.

É aí que o dinheiro começa a trabalhar por você, vias de fato.

Ganhar dinheiro no tesouro direto – como?

Existem dois grandes fatores que são importantes para responder essa pergunta: frequência da aplicação e o tempo na qual o dinheiro será investido.

Logo, quanto mais dinheiro investido e mais frequência até o tempo de resgate, maior será o retorno financeiro para os investidores.

O que fica óbvio é que ganhar dinheiro investindo 100 reais é possível especialmente se você tem condições de manter a aplicação durante os vários meses do ano.

Em tempos de crise, poupar 100 reais é uma medida maleável e possível – portanto, começar é o ponto mais importante. E escolher a melhor opção é o diferencial.

Observe que investir pouco dinheiro é melhor do que não investir.

E, conforme seu patrimônio acumulado, seus 100 reais poderão estar rendendo outros 100 reais sem que você faça mais esforços.

Ricardo Almeida é professor de Finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA) e cedeu uma entrevista à Revista Época Negócios e disse que:

“o título público federal é o mais indicado para este momento porque é difícil encontrar uma alternativa mais segura”.

“Em Renda Fixa, o crédito privado, que são títulos emitidos pelo banco, até pagam a mais, porém a incerteza na política pode levar o país a crescer menos, e aí aumenta o risco de crédito dessas empresas emissoras, já que elas tendem a vender menos também”.

Em tese, os títulos públicos já são considerados os investimentos mais seguros do país porque são garantidos pelo governo.

Além disso, o investir no tesouro direto é fácil e ele está disponível para qualquer pessoa que tenha, ao menos, 30 reais.

Tudo pode ser feito em uma plataforma online pelo Site do Tesouro Nacional. Inclusive, lá é possível você se responder a pergunta: é possível viver de juros no tesouro direto? Basta fazer a simulação e chegar a conclusão!

Lá, estão disponíveis títulos que são corrigidos pela Selic, por exemplo, ou seja, eles sempre vão render de acordo com uma variação da taxa, o que garante o poder de compra do investidor.

Assim, o investidor que tem uma conta em uma corretora de investimentos consegue investir o seu dinheiro sem correr grandes riscos.

Além desses títulos que usam a Selic, existe a opção dos prefixados também, que pagam uma determinada taxa, de modo que quem compra de forma antecipadamente sabe quanto vai conseguir resgatar no futuro.

Investir dinheiro no tesouro direto vale a pena?

Está mais do que provado que viver de renda no tesouro direto é possível. E logo mais vamos falar sobre viver de renda com os aluguéis dos imóveis. Mas, para o momento, vamos considerar a vantagem desse título público na atualidade.

No cenário atual, o rendimento de um investimento em Tesouro IPCA+2024 será superior ao de uma LCI ou LCA (Letra de Crédito Imobiliário e do Agronegócio) que paguem 90% do CDI.

Isso mesmo com o recuo da inflação no ano, já que o rendimento do Tesouro Direto é em parte composto pelo resultado do IPCA (antigas NTN-B) que devem, portanto, continuar atraentes em relação aos seus concorrentes financeiros.

Espera-se que até o fim do ano, o IPCA esteja em 3,46%, conforme economistas consultados pelo Banco Central.

Assim, conforme o prazo do título e da perspectiva de melhora da economia, o rendimento pode superar as LCA e LCI, que são as queridinhas do mercado – já que tem a isenção do Imposto de Renda e são garantidas pelo FGC em um limite de até 250 mil reais.

O professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA), Alexandre Cabral, mostrou que, como o atual cenário, o rendimento pode ser maior.

Isso porque o IR pode ser de 17,5% sobre o rendimento se manter um bom prazo de aplicação. Mas, se você quer viver de juros por um bom tempo, também terá que investir em um bom prazo.

Na simulação do especialista, em um investimento de 10 mil reais o ganho líquido – já descontando o IR – seria de 784,17 para o Tesouro IPCA com vencimento em 2024 e de 767,21 para LCI ou LCA de 90% do CDI, após 1 ano de aplicação.

Para um CDB (Certificado de Depósito Bancário) que pague até 100% do CDI, o ganho líquido seria de 706,20 reais no mesmo prazo.

Sendo que a maior parte das LCs estão atreladas ao CDI, esse indexador acompanha a taxa de juros, sendo o que o rendimento deve ser menor à medida que a Selic cair.

Com informações do youtube

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