10 Motivos para investir dinheiro em fundos de investimento

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O ano de 2017 foi de crise econômica – só que neste final de período a expectativa é a de melhora para o ano que vem. Por outro lado, ninguém quer arriscar muito – afinal, dependendo de quem vencer as eleições presidenciais por aqui… Tudo pode mudar.

Se o assunto é investir dinheiro, será que tem uma aplicação financeira que pode significar essa vontade de lucrar e, ao mesmo tempo, manter-se seguro com relação ao mercado?

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Pode até ser que não seja a melhor de todas, mas os fundos de investimentos são boas opções alternativas para vencer e enfrentar o atual momento do país.

Na verdade, em 2017, eles já começaram a ser vistos com outros olhos – os fundos tiveram a maior captação líquida da última década. Impressionante, não?

Fizemos um artigo bem estruturado contando mais sobre as últimas pesquisas até chegarmos aos principais motivos que podem te levar a investir dinheiro nos fundos de investimentos. Leia com bastante atenção e comece a considerar esse investimento financeiro.

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Os fundos de investimentos tiveram a maior captação líquida dos últimos 15 anos

Entre janeiro e setembro deste ano, a indústria dos fundos captou o valor recorde de 220,7 bilhões de reais – o maior volume desde 2002. No ano passado, nesse mesmo período, a captação foi de 83 bilhões de reais.

Os dados são da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Os fundos de renda fixa (88,4 bilhões de reais) e os multimercados (75,5 bilhões de reais) foram os que lideraram as captações. Seguidos de fundos de previdência (11,09 bilhões de reais) e os fundos de ações (7,73 bilhões de reais).

O que esses números podem dizer?

Que os investidores pessoas físicas estão investindo mais nos fundos de investimentos.

Conforme a pesquisa, os clientes de varejo e do private banking foram responsáveis por mais da metade da captação total – tendo uma participação de 57%.

“É crescente o interesse da pessoa física por produtos mais sofisticados de investimento, o que tem contribuído para o avanço da indústria de fundos”, disse Carlos Ambrósio, que é da Anbima.

“Em setembro comemoramos também o marco de 4 trilhões de patrimônio líquido e o recorde no número de contas, que já chega a 13,3 bilhões de reais”.

Fundos de Investimentos – Como Ganhar Dinheiro

O fundo de investimentos surgiu no século XVIII com a intenção de reunir pessoas em sociedades de investimentos. A primeira companhia a fazer isso foi uma sociedade suíça, fundada por banqueiros genebrinos em 1849, chamada Omnium.

Já o New York Stock Trust, de 1889, é o primeiro fundo de investimento do país norte-americano, denominado Crescinco, e foi administrado pela Companhia de Empreendimento e Adminstração IBEC.

Desde então o funcionamento foi aprimorado e as estratégias de alocação dos recursos ampliadas.

Nos dias de hoje, ao que se fala em esfera legal e tributária, o fundo é uma comunhão de recursos constituída sob a forma de condomínio, onde torna possível investir em dívidas, participações, imóveis, moedas, commodities…

Sendo que a estrutura é organizada, contando com agentes independentes e a supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Uma das vantagens de investir dinheiro em fundos de investimento é contar com profissionais, gestores e analistas especialistas que acompanham o mercado financeiro todos os dias, monitorando as melhores opções de acordo com os recursos investidos.

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Além disso, por ser uma união de investidores, torna possível o acesso de todos os investidores, inclusive, os pequenos que tenham estratégias de todo o tipo.

Só que o grande segredo é saber escolher o fundo através da sua rentabilidade e das taxas. Para isso, é preciso pesquisar, encontrando as melhores expectativas que, muitas vezes, estão foram dos grandes bancos.

A Proteste citou algumas orientações, confira agora:

  • Confira o número de cotistas do fundo,
  • Se ele for pequeno, isso pode afetar o rendimento,
  • Opte por títulos cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito),
  • Avalie a captação líquida do fundo,
  • Evite fundos que estão captando valores menor do que estão recebendo,
  • Cheque a Classificação de risco daquele fundo em agências como Fitch,
  • A Proteste recomenda investir em aplicações com notas altas aos especulativos.

Os principais tipos de Fundos de Investimentos

Algumas pessoas buscam opções de fundos de investimento para aumentar o patrimônio e rentabilidade as suas economias. Só que nessa busca param em muitas dúvidas.

Separamos os três principais tipos de fundos para você entender cada um deles: renda fixa, multimercados e ações. Confira!

Os Fundos de Investimentos em Renda Fixa

Ele é indicado para os investidores que são mais conservadores e não gostam de correr riscos.

Normalmente, são recomendados para quem ainda está acostumado apenas com a poupança.

Esse tipo de fundo aplica o dinheiro dos cotistas em ativos de renda fixa com taxas pré ou pós-fixadas.

Nas prefixadas, o investidor saber quanto vai receber ao final do vencimento do prazo do investimento. Já na outra opção, o cálculo é feito mediante a um índice variável, que pode ser a inflação do país ou a taxa Selic.

Nos dois casos, o investimento é de baixo risco porque não há possibilidades de perda dos recursos aplicados. O único risco é ganhar menos do que poderia em outras aplicações financeiras.

Os Fundos de Investimentos em Ações

Os fundos de ações são voltados para a aplicação na Bolsa de Valores.

Aqui há vários pontos a serem analisados. De um lado, o risco é maior devido a oscilação do mercado e por outro, a rentabilidade também pode ser mais alta do que a da renda fixa.

De forma geral, os fundos têm como referência os índices de ações como o Ibovespa ou o IBRX-100.

Esse risco no qual falamos está ligado aos valores das ações que compõe a carteira de investimento do fundo. Logo, se as ações perdem valor, o investidor perder parte do patrimônio também. Quando elas valorizam, o patrimônio cresce.

Com essas características, os fundos de ações são recomendados para quem não precisa do dinheiro no curto prazo – se a bolsa de valores cair, o investidor não tem que resgatar suas ações na baixa, mas pode esperar um novo ciclo de alta e recuperar o dinheiro.

Quem conhece esse mercado da renda variável, recomenda que os investimentos em ações sejam sempre suados como forma de preservar as reservas no médio e longo prazo.

Os Fundos de Investimentos Multimercados

Agora ficou fácil explicar essa opção de fundo de investimento.

São opções mais seguras e mais agressivas ao mesmo tempo.

Isso porque o multimercado investe em títulos da renda fixa, mas também em títulos de ações, além do câmbio e outras opções.

A recomendação desse fundo é para formar reserva de prazo mais longo e que aceitam maior volatilidade.

Poupança ou Fundos de Renda Fixa?

Com o ciclo de cortes na taxa básica de juros da economia, a Selic, a poupança vem perdendo atratividade.

O novo patamar da Selic está em 7,5% ao ano – o menor valor em 4 anos. Com isso, os fundos também perdem rentabilidade.

Conforme a Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças Administração e Contabilidade), isso acontece em aplicações de baixo valor onde as instituições cobram taxas de administração mais elevadas.

Com a Selic nesse patamar, as contas da poupança passam a render 70% da Selic + TR (Taxa Referencial), o que dá algo em torno de 0,43% ao mês – sendo que não sofre qualquer tipo de tributação.

Para os fundos da renda fixa, tudo vai depender da taxa de administração, que começa em 0,5% e vai até 3% ao ano – conforme o padrão do sistema financeiro.

De forma geral, acredita-se que quando essas taxas não ultrapassam 1% ao ano, então, os fundos continuam sendo mais vantajosos do que a poupança.

Como Investir em Renda Fixa: O Guia Definitivo

Comissão de Defesa do Consumidor aprova mudança na Taxa de Administração dos Fundos

Conforme o Projeto de Lei 3648/15, o limite da taxa de administração cobrada pelas instituições financeiras e gestoras dos fundos de investimentos deve ser de 1% ao ano sobre o saldo do patrimônio investido.

A taxa tem que ser usada para pagar os custos da gestão e da administração dos recursos.

Os defensores do projeto diz que para os fundos de ações serão descontados os saldos dos aplicadores entre 2 e 3% ao ano, garantindo ao gestor a oscilação do mercado.

“A proposição amplia a proteção ao consumidor bancário brasileiro, considerando como parte vulnerável no mercado de consumo dos serviços bancários”.

A proposta ainda está em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação, além da de Constituição, Justiça e Cidadania.

Por que investir em um fundo de investimento – 10 Motivos

Ainda que muitos investidores não gostam dos fundos porque a alta taxa de administração pode correr a rentabilidade final, devemos concordar que ele tem seus próprios benefícios.

Então, considere encontrar uma opção com baixa taxa de administração. Quanto aos benefícios, confira cada um dos tópicos abaixo!

1 – Os Fundos de Investimentos são para todos os bolsos

Vamos começar já na prática – as LCI e LCA são ótimos investimentos só que precisam de um valor acima de 20 mil reais… Só que nem todo mundo tem esse dinheiro para iniciar uma aplicação financeira.

Aí, vamos supor ainda que você tenha recebido o seu 13º salário… E precisou quitar as dívidas. Você conseguiu economizar apenas 200 reais com esse benefício. Com esse valor, dificilmente você encontrará um bom CDB (Certificado de Depósito Bancário).

Essa é uma das vantagens do Fundo de Investimento – ele é democrático. Com 100 ou 50 reais já é possível fazer parte de um… Isso porque a maior parte deles permite o aporte mensal e você pode criar uma sequencia de depósitos a partir da aplicação inicial.

Se você vendeu algo maior e recebeu “aquela bolada de dinheiro”, pode aplicar tudo de uma vez também… Os fundos são flexíveis para os depósitos, basta avaliar as melhores opções do mercado com relação à sua demanda.

2 – Os Fundos de Investimentos servem para várias estratégias

No Brasil existem mais de 15 mil fundos de investimentos registrados – isso prova que eles podem ser usados para vários fins, ou seja, em várias estratégias financeiras.

Eles são divididos em alguns tipos, como os já citados Fundos de Renda Fixa, Fundos Multimercados, Fundos Cambiais, Fundos de Ações.

3 – Os Fundos de Investimentos permite ao investidor tomar o risco certo

Na poupança você vai sentir que tudo fica na mesma – sem muita rentabilidade. Já com as ações, o mercado é muito arriscado e pode ser que você não esteja preparado.

Aí, os fundos são boas opções porque eles permitem que você possa escolher “qual risco quer correr”. Eles tornam possível a diversificação de investimentos.

Na classe das rendas fixas, você continua sendo conservador. E nos fundos de ações, você se torna um pouco mais arrojado.

Você pode ter vários fundos, conforme seus objetivos financeiros.

4 – Os Fundos de Investimentos tem profissionais que administram os recursos

O melhor exemplo para explicar um fundo de investimento e que todo mundo gosta de usar é comparar eles com os condomínios – você pode reunir o dinheiro de várias pessoas em uma única carteira, mas com vários produtos (ativos).

Os fundos precisam ser administrados por alguém e esses são os gestores, que normalmente está ligado à uma instituição financeira.

Ao menos na teoria, esses especialistas são experientes no mercado financeiro e tem habilidade para cuidar do seu dinheiro.

Ele deve ficar atento aos movimentos do mercado (principalmente com relação as taxas e os índices), a fim de escolher o melhor momento para comprar ou vender ativos.

E isso tem que acontecer nos momentos mais oportunos, buscando a melhor rentabilidade possível.

5 – Os Fundos de Investimentos abre portas

O sentido de “abrir portas” que estamos dizendo tem a ver com o fato de que os fundos de investimentos proporcionar oportunidades que um investidor solitário não teria.

Por exemplo, se você quer investir em debentures, teria que ter uma aplicação mínima alta, de 30 mil reais. E fazer isso sozinho é bem difícil.

Mas você pode investir em um fundo que aplica em debentures com um aporte inicial bem menor do que os 30 mil reais. Como já dito, algumas opções exigem pagamentos mínimos de 50 reais e essa é a fora que os fundos te dá para diversificar os investimentos.

6 – Os Fundos de Investimentos mantém os investidores atualizados

Os valores das cotas mudam conforme o fundo rende – se ele valoriza, os valores aumentam.

Essas informações são publicadas (ou deveriam ser) periodicamente pela instituição, conforme o investimento.

Ao investir dinheiro em fundos de investimento, o investidor pode acompanhar os valores das cotas e essas informações são importantes para controlar o seu dinheiro.

7 – Os Fundos de Investimentos permitem aplicações online

Essa é uma facilidade da maior parte dos investimentos financeiros e não é diferente nos fundos.

Você não precisa ficar indo todos os meses até um banco para aplicar dinheiro. Tantos os bancos quanto às corretoras de valores têm aplicativos que facilitam essa comunicação via smartphone.

Você pode comprar um título ou fazer aportes quando quiser, da onde estiver.

8 – Os Fundos de Investimentos são fiscalizados

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) supervisiona os fundos de investimentos.

Logo, elas verificam os gestores, as administradoras e as empresas que atuam no setor… Verificando se elas cumprem com suas obrigações e respeita o que foi combinado com o investidor durante o contrato.

Isso dá solidez e amparo aos clientes e ao mercado.

9 – Os Fundos de Investimentos tem garantia mesmo se a instituição falir

Cada fundo de investimento tem o seu próprio CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e isso quer dizer que mesmo se o banco falir (ou a corretora de valores), o seu dinheiro aplicado não será perdido.

Caso isso aconteça, os cotistas se reúnem e decidem qual outra empresa vai cuidar do fundo. Simples assim.

10 – Os Fundos de Investimentos tem Liquidez

A liquidez é o tempo que varia entre a aplicação inicial e o tempo final para resgate da aplicação.

Dessa forma, os fundos tem a facilidade de transformar os seus ativos (suas cotas) em dinheiro rapidamente. Há fundos que tem resgate imediato e outros que demoram alguns dias.

O ideal é ter uma estratégia para que você consiga manter o investimento até o prazo final, para garantir toda a rentabilidade.

10 Motivos para investir dinheiro em fundos de investimento
Reprodução: Google

Fundos de Investimentos para Ganhar Dinheiro ainda Este Ano

Confira algumas dicas abaixo e aproveite a oportunidade de investir dinheiro em fundos de investimento de forma segura e, ao mesmo tempo, que seja rentável.

Fundo Verde AM Scena XP

O novo fundo multimercado da Verde Asset apresentou boas marcas no início da sua atuação.

Ele faz parte da uma das gestoras mais conhecidas da indústria de fundos do Brasil: Luis Stuhlberger, que captou mais de 1 bilhão de reais com uma base de 10 mil cotistas.

O fundo foi criado pela XP Investimentos e ele e um produto da categoria multimercado macro, buscando sempre a melhor alocação do capital em diferentes classes de ativos no Brasil e no Exterior.

A taxa de administração não é nem alta e nem baixa, mas acompanha a média dos fundos – 1,5% ao ano e como é de praxe, existe a taxa de performance, que é de 20% do que exceder do CDI.

O posicionamento é centrado em três pontos: renda fixa, multimercado global e ações long biased, sendo que a renda fixa oscila entre 60 e 80% da carteira toda, buscando uma melhor rentabilidade.

O valor mínimo para investimentos é de 50 mil reais para pessoas físicas.

Fundo AZ Quest Azimut Impacto

Esse fundo tem como público-alvo o pequeno investidor, que tem o perfil mais conservador. Ele investe em fundos tradicionais da gestora que é composto por títulos de emissões bancárias, debêntures, juros, moeda e ações.

Na aplicação, o investidor final fica com toda a rentabilidade e o viés de impacto é garantido pela gestora, que abre mão de 30% da sua taxa de administração líquida para direcionar os recursos para aceleradoras e incubadoras de negócios de impacto social.

O fundo tem um aporte inicial de 1 mil reais e a taxa de administração é de 1% ao ano. O fundo é chamado de multimercado, mas com volatilidade baixa e retorno de 105% do CDI.

“Sair do CDB e optar por um investimento como esse, que proporciona mais do que rentabilidade, será um processo de convencimento, de gastar a sola do sapato”, diz Walter Maciel Neto, CEO da Az Quest.

Vale observar que também é possível investir em outros projetos sociais por meio de plataformas eletrônicas de investimentos participativos, como os crowdfundings ou equity crowdfunding.

Fundos Multimercados da Garde D’Artagnan

William Eid é professor de finanças da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e recomenda, além dos fundos da Verde Asset, o da Garde D’Arganan.

O motivo para a procura é o desempenho da aplicação que ao longo dos dias tem tido resultados acima do índice Bovespa, que é a principal referência no mercado brasileiro de ações, que teve diversos altos e baixos, mas conseguiram passar esses percalços.

“Fundos que registram boa performance geralmente têm boa gestão, mas também têm taxas maiores”, aconselha Juliana Inhasz.

Para Saber Mais

Morre Pedro Damasceno, um homem bem-sucedido como gestor de fundos

A morte aconteceu no dia 7 de outubro deste ano.

Damasceno foi o sócio-fundador da Dynamo, uma gestora de fundos de ações do Brasil.

O principal fundo da casa, o Dynamo Cougar, tinha valorização de mais de 18.000% desde que foi criado, contra os 600% do Ibovespa. Entre as apostas da gestora estava o Itaú, Caemi, Natura, Lojas Renner, Cielo, Ambev e XP Investimentos.

A Dynamo adotou o “value investing”, uma filosofia de investimentos que consiste em encontrar boas empresas na Bolsa de Valores e que são negociadas abaixo do seu valor real.

A filosofia é usada nos Estados Unidos, especialmente após a ascensão de Warren Buffett.

Além disso, há outros pontos importantes que fizeram de Damasceno um senhor dos fundos.

A obsessão em querer saber todos os detalhes das empresas que investe e o estímulo de argumentos, forçando o debate de ideias entre analistas e as teses de investimento.

Com informações do Infomoney, JB, Abril e G1

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