7 Investimentos Financeiros para Poupar Dinheiro para os Filhos

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Há algumas décadas planejar o futuro financeiro dos filhos era algo praticamente impossível de se prever, exceto para as famílias mais abastadas, que investiam logo na poupança. Atualmente, isso é muito mais do que possível – é necessário. E, para ficar ainda melhor, há investimentos financeiros mais rentáveis do que a poupança.

Se você está preocupado com o futuro do seu filho e tem disciplina suficiente para poupar uma pequena quantia por mês para investir nele, leia este artigo e descubra 7 formas muito fáceis de fazer o famoso “pé-de-meia” para o filho.

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Ah, e as dicas aqui citadas são independentes do objetivo financeiro, sendo possível considerar o pagamento de uma faculdade, a compra de um carro, um intercâmbio, uma viagem para o exterior ou qualquer outro objetivo que exige planejamento financeiro.

As dicas abaixo foram selecionadas conforme as opções do mercado e receberam orientações de alguns especialistas educacionais, como Letícia Camargo, que é planejadora financeira; Mauro Calil, que tem a mesma função e Michael Viriato, que é coordenador do Laboratório de Finanças do Insper.

“As opções de investimentos vão bem além da caderneta da poupança, que só é escolha para quem não conhece nada de finanças”, alfinetou Viriato.

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Os cálculos do professor, em um primeiro momento, mostraram que uma aplicação de 1 mil reais, em parcela única, resultaria em valores diferentes para alguns tipos de investimentos financeiros, considerando sempre taxas de administração de 1%, veja:

  • A Poupança renderia 1.985,60 no período,
  • Um Fundo DI renderia 2.257,00 no mesmo período,
  • Uma Previdência Privada do Tipo VGBL renderia 2.392,30 no mesmo período.

“O primeiro passo é ter uma meta. Se os pais não tiveram clara a finalidade para qual estão poupança, a chance de usar o dinheiro antes do tempo com outros objetivos é muito grande”, diz o professor.

Outra dica, de Calil, é fazer o investimento no CPF (Cadastro de Pessoa Física) do filho. “Isso cria uma barreira psicológica que impede o pai de usar a economia da criança para ele”.

A Recomendação Mais Sensata é…

Investir Dinheiro em Ações! A recomendação é feita por como se trata de investir para uma criança, o tempo está totalmente a favor do investidor.

“Com crianças, é possível adotar estratégias de maior risco para obter rentabilidade maior também. Para uma criança de 0 a 7 anos, aconselho investir 100% em ações. Depois, ir mesclando com outros investimentos até os 15 anos”, diz Calil.

Quando a criança tiver crescido e estiver na fase da adolescência, o consultor aconselha diminuir a exposição ao risco, pois o prazo para atingir o objetivo estará próximo (18 anos).

A opção, então, é buscar uma renda fixa atrativa, como LCI (Letra de Crédito Imobiliário) ou o Tesouro Direto.

“Ter ao menos uma casa própria e uma poupança para a aposentadoria também é poupar para os filhos, pois se os pais não tiverem condições de se sustentar na velhice, os filhos terão de fazê-lo”, lembra Letícia Camargo.

7 Investimentos Financeiros para Poupar Dinheiro para os Filhos
Reprodução: Google

7 Investimentos Financeiros para os Filhos

Assim, listamos 7 opções de investimentos financeiros. Note, porém, que nosso intuito é informar e a lista abaixo não estão selecionado na ordem de melhor ou pior.

O que muda são as características, que vão depender de vários fatores, como o tempo, o valor e o perfil de quem vai investir.

Leia com a atenção para escolher qual a mais viável e rentável.

1 – Investir Dinheiro em AÇÕES da Renda Variável

Já falamos um pouco disso, mas vamos reforçar.

As ações são investimentos financeiros super indicados para o longo prazo. Logo, esse ponto de vista é importante, já que se tratando de filhos, o objetivo estará, independente de qual seja, no longo prazo de tempo.

A dica é focar em fundo de ações para evitar o trabalho de ter que escolher os papéis e os dividendos. Mas, é muito importante investir mensalmente, já que só assim os resultados vão aparecer mais claramente.

O conselho final para esse tipo de aplicação financeira é: 3 anos antes do resgate, concentre os investimentos na Renda Fixa para não correr mais riscos.

Como Investir em Renda Fixa: O Guia Definitivo

2 – Investir Dinheiro na CADERNETA DA POUPANÇA da Renda Fixa

A poupança, não há como negar, ainda é o investimento financeiro preferido dos brasileiros, mesmo que não seja tão rentável quanto os seus concorrentes. A resposta para isso pode ser a facilidade – resgate imediato e sem cobrança do imposto de renda.

Porém, não é considerada a melhor opção justamente por causa da rentabilidade baixa e, se levarmos em conta o prazo de resgate, é possível notar que a perda será significativa.

Letícia Camargo sugere apenas que seja usada para capitalizar o dinheiro no início do investimento. Logo, a cada 1 mil reais, deve-se tirar o dinheiro e investir em outra opção, mais rentável e que fique sempre acima da inflação, como acontece nas Rendas Fixas.

3 – Investir Dinheiro em CDBs (CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO) da Renda Fixa

Em torno de 1 mil reais – que você acumulou na poupança – já é possível encontrar um CDB que pague 95% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Esse é o mínimo, portanto, se ouvir falar em CDBs que pagam menos disso, não valerá a pena.

Calil ainda comenta afirmando que os bancos médios e menores tem melhores retornos, chegando à 120% do CDI, o que representa bons ganhos. E, além de tudo, a segurança é a mesma dos grandes bancos, já que todos são garantidos pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito, para valores de até 250 mil reais.

4 – Investir Dinheiro na LETRA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO (LCI) ou LETRA DE CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO (LCA) da Renda Fixa

Funciona de forma muito parecida com o CDB, mas tem diferenças importantes.

Por exemplo, se você não tem mais do que 10 mil reais acumulado, dificilmente encontrará um título das Letras de Crédito para investir. Esse, normalmente, é o valor mínimo exigido.

Quanto ao pagamento é igual o CDB, baseando-se no CDI. Só que, como não tem a cobrança do Imposto de Renda, se você encontrar um ativo que pague até 90% do CDI, ele já se torna válido, financeiramente falando.

O único cuidado é que você não poderá sacar o dinheiro antes do prazo de vencimento, que normalmente varia entre 36 meses (3 anos) ou 60 meses (5 anos). Se o fizer, perderá dinheiro.

5 – Investir Dinheiro na PREVIDÊNCIA PRIVADA da Renda Fixa

Também não costuma ser recomendado pelos analistas financeiros por causa da taxa de administração, que quase sempre é alta, acima de 1% ao ano. Além disso, há outras taxas inclusas que influenciam na rentabilidade final, como a Taxa de Carregamento.

Por outro lado, o PGBL é indicado para quem faz a declaração do Imposto de Renda completa. E o VGBL só cobra impostos sobre rendimentos. Se o valor for sacado antes dos 24 meses iniciais, a taxa de IR será de 35%, o que torna esse investimento financeiro totalmente inválido.

6 – Investir Dinheiro no TESOURO DIRETO da Renda Fixa

É recomendável porque é um dos mais populares, sendo possível para pessoas que tenham, pelo menos 30 reais mensais. Então, não há desculpas para não poupar dinheiro para o seu filho, certo?

Os títulos públicos do Governo Federal, normalmente, acompanham a taxa de juros básica da economia, a SELIC, logo sempre fica acima da inflação, o que não te faz perder poder de compra e isso é sumamente importante para uma aplicação financeira de longo prazo.

Além disso, os títulos tem vencimentos específicos, sendo possível planejar  retirada dele para 3 anos antes do prazo desejado.

O Tesouro Direto é sempre a 1ª opção a ser levada em consideração quando se fala em poupança.

7 – Títulos Indexados à Inflação

O Tesouro Nacional também emite as NTN-B, que são títulos que pagam no vencimento um rendimento fixo mais a inflação. Michael Viriato recomenda a compra de papéis que vão vencer quando o título for ser resgatado, por exemplo. O que inibiria o investidor de usar o dinheiro para outros fins.

Isso sem contar que o investidor fugirá da Marcação a Mercado, que faz o preço oscilar bastante e pode assustar os mais inexperientes.

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Considerações Finais

Mostrados os tipos de investimentos financeiros que são possíveis de serem escolhidos para poupar dinheiro para o futuro dos filhos, vamos mostrar, muito brevemente, quais passos seguir antes de optar pelo título, levando em conta que tudo vai depender de um planejamento financeiro definido.

As dicas são breves e foram citadas por Ana Leoni, que é da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais).

Primeiro, defina os objetivos financeiros. Ele pode ser qualquer um, mas precisa ser definido antes de iniciar o investimento – é para a faculdade, comprar um carro ou fazer intercâmbio?

Depois, eleve em conta o seu perfil de investimentos – é conservador ou acha possível monetizar com ações no longo prazo? Essa autoanalise é importante para não cair nas garras e tentações do mercado. O trabalho emocional e psicológico, nesse caso, é fundamental.

Informações sobre tudo é essencial. Se vai investir dinheiro, você precisa ficar atento sobre os tipos de investimentos, sobre o mercado, sobre a política, sobre os bancos, sobre o governo. Tudo isso é importante quando se vai aplicar o dinheiro.

Disciplina ou como se diz atualmente: Foco, Força e Fé. Logo, não adianta saber tudo do mercado financeiro e saber exatamente o que tem que ser feito, se você não o fizer. Aqui, podemos falar também em procrastinação – que é o MAU hábito de deixar tudo para depois. Comece a poupar agora… o resultado aparecerá mais rapidamente.

Sobre Investir Dinheiro, busque informações, mas saia um pouco do seu banco.

Respire ares diferentes, fale com especialistas, com corretoras de valores. No Brasil, os bancos ainda são vistos como fontes seguras, porém, eles têm produtos próprios para serem vendidos, o que os tornam um verdadeiro mercado de títulos financeiros, já as corretoras tem uma gama maior de opções.

Por fim, entenda que toda decisão será sua. Independente do que as outras pessoas falam, sejam gerentes ou amigos… O futuro do seu filho dependerá única e exclusivamente do seu poder de atuação a partir de agora.

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Corretoras de Valores são Melhores que os Bancos para o Pequeno Investidor

Não há como negar: nos bancos do Brasil, quem tem mais dinheiro tem mais “benefícios”. Como cartões internacionais ou isenção de taxas administrativas.

Além disso, mesmo que informalmente, há um preconceito sobre investimentos financeiros, inclusive, com gerentes “forçando” o pequeno investidor a optar pelas previdências privadas ou poupanças.

Pensando nisso, especialistas recomenda que os pequenos investidores busquem mais informações em corretoras de valores, que tendem a ser mais competitivas em termos de valores ou menores aplicações disponíveis.

“Você tem um rol de produtos e de marcas e escolhe qual o mais adequado para você”, diz Liao Yu Chieh, professor de finanças do Insper.

Para eles, existem produtos de bancos e gestores menores que não tem a mesma estrutura dos bancos, mas conseguem distribuir produtos melhores. Essas casas não ligadas a instituições financeiras tradicionais recebem o nome de supermercado de investimento, no mundo informal.

Maior Investidor do Mundo Seleciona Investimento para Depois que Morrer

“Há vários bancos emissores e gestores de fundos. No banco, a oferta é de produtos de própria emissão do banco ou de fundos geridos pela gestora do banco”.

Para Cesar Caselani, que é professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), como as instituições grandes não precisam se esforçar para conseguir novos clientes, elas não remuneram muito bem quanto poderia.

“Eles têm bases grandes de clientes e oferecem uma comodidade às pessoas, que costuma se traduzir em um retorno menor”.

A opinião é compartilhada por Francis Wagner, que é criador do aplicativo Renda Fixa e diz que enquanto os grandes bancos oferecem taxas de retorno para CDBs de 78% e 82,5% do CDI, os títulos das instituições menores podem render até 116% do CDI.

“A diferença é muito grande. Mas essas opções estão apenas nesses bancos menores ou nas corretoras, que oferecem uma diversidade maior”.

Confira uma brevíssima simulação dessa diferença com um investimento de 5 mil reais em CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) que tenham resgate previsto para 12 meses:

  • CDB 78% do CDI gera lucro de 294,08 reais
  • CDB 82,5% do CDI gera lucro de 311,04 reais
  • CDB 107% do CDI gera lucro de 403,41 reais
  • CDB 116% do CDI gera lucro de 437,34 reais

Conforto ou Rentabilidade: O que você prefere

Com taxas menores e custos maiores, por que alguns investidores preferem continuar com o dinheiro investido nos bancos e não nas corretoras de valores?

A maioria vai dizer que é por conta da comodidade – já que na corretora é preciso transferir o dinheiro e concluir a operação, no banco o valor é debitado da conta.

“Os bancos ganharam bem trabalhando com essa comodidade de investir com eles”, afirma Liao Yu Chieh.

O fator segurança também parece pesar no gosto do consumidor brasileiro.

“O investidor tem receio de tirar o dinheiro do banco com o qual já tem relacionamento há anos e colocar o dinheiro em outros bancos e fundos, por mais que os outros bancos tenham a mesma garantia do FGC – Fundo Garantidor de Crédito”, diz o professor do Insper.

Quanto de dinheiro guardar por mês?

Samy Dama é professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), autor de livro de finanças e atualmente está apresentando um quadro na televisão brasileira. Ele diz que o ideal é fazer uma divisão de

  • 50% da renda mensal para que sejam pagas as despesas obrigatórias,
  • 30% devem ir para entretenimentos e extras
  • e os outros 20% para investimentos financeiros.

“É claro que isso pode variar dependendo do estilo de vida e da renda de cada família. O mais importante é estabelecer uma meta do quanto se deseja poupar e fazer o orçamento do que é gasto, para conseguir estabelecer uma rotina”.

Com essa divisão feita e acertada – lembre-se de ser justo, não opte pelo exagerado nem pelo singelo demais – vamos falar das opções de aplicações financeiras para o seu dinheiro.

O mercado se divide entre a Renda Fixa e a Renda Variável. Uma é segura e conservadora, a outra tem mais chances de lucro, porém é arriscada.

“O Brasil é um dos países com taxas de juros mais altas do mundo. Então, a longo prazo, títulos de Renda Fixa costumam apresentar bons resultados”, garante outra especialista, Juliana Inhasz, que é professora de finanças do Insper, em São Paulo.

Exemplos e Situações

Caroline Scheidt – “pensando no futuro do meu filho, de 2 anos, optei por fazer uma previdência privada para ele, que poderá ser resgatada daqui a 20 anos. O objetivo é garantir que ele tenha recursos para uma faculdade particular. Escolhemos a opção com seguro”.

Camilla Talao – “decidi comprar títulos do Tesouro Direto para que a filha Maria Luiza, 2 meses, possa fazer um intercâmbio no exterior. Investimentos uma determinada quantia todos os meses e nossa meta é continuar fazendo isso até ela completar 18 anos”.

Lainne Guimarães – “escolhi a poupança para Helena, de 5 anos, pela praticidade. Investimentos sempre que possível e gostaríamos que ela comprasse um imóvel no futuro”.

Observe que todas as situações descritas aqui são de longo prazo, pensando no futuro dos filhos. Logo, você pode ter objetivos de médio ou curto prazo também. Mas, levando em conta essa situação, vamos nos empenhar em imaginar investimentos mais longínquos.

Como podemos analisar, antes de tudo, há uma gama infinita de opções no mercado financeiro. Devido as taxas, vale saber que as previdências privadas, assim como o FGTS, não tem bons retornos. A poupança também perde para a inflação. Logo, dos citados, o melhor investimento seria o do Tesouro Direto.

Mas, calma lá, vamos explicar eles e mais algumas opções.

Inflação e Selic nos Investimentos Financeiros

Já vamos citar os 5 investimentos, mas antes você tem que entender o mínimo sobre a Inflação e a Selic, já que são importantes para todas as opções do mercado.

A inflação é o primeiro fator que pode fazer muita diferença na hora de escolher o seu melhor investimento financeiro. Ela é um indicador do aumento de preços e é melhor de ser entendida na prática, veja:

Você sabe que o jogo do vídeo game do seu filho custa 100 reais. Aí, você opta por investir o dinheiro e consegue um rendimento de 10%. Logo, com o passar do tempo, terá 110 reais. Só que você percebe que nesse tempo que deixou o dinheiro guardado a inflação subiu e o jogo também teve um aumento de 10%, ficando em 110 reais.

No fim das contas, ficou elas por elas, como dizem, concorda?

Isso é verdade. Mas, saiba que se a inflação nesse período não fosse tão alta, então você teria um retorno positivo, o que daria para comprar o jogo e sobraria dinheiro.

A inflação é importante porque pode fazer seu investimento financeiro valorizar mais ou menos, dependendo da oscilação dela.

Outra dica é quanto a Selic, que é a taxa básica de juros da economia. Ela sempre tem um valor maior do que a da inflação e quase todos os investimentos em Renda Fixa têm percentuais de retorno ligados à ela. Essa taxa é definida pelo Banco Central que faz reuniões periódicas para divulgar os valores.

Por fim, resta ainda saber sobre o FGC – Fundo Garantidor de Crédito – que é uma entidade sem fins lucrativos que é mantida por meio de contribuições das instituições financeiras e visam dar garantia aos investidores sobre alguns investimentos, com valores máximos de 250 mil reais. Nem todas as aplicações tem essa garantia.

Com informações da UOL

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