Confira 5 dicas para evitar cair nas ciladas dos influenciadores de investimentos falsos

É isso mesmo que você leu, amigo. Se por um lado a gente sempre fala que os bancos acabam pisando na bola com a gente, oferecendo produtos ruins, saiba que há no mercado atual uma série de influenciadores de investimentos que também não são assim tão confiáveis, viu.

Aliás, você já parou e pensou sobre o fato de que muitos desses influenciadores são “patrocinados” por bancos ou empresas do setor? Então, aqui podemos pensar em algo como “recomendação de interesse”, não é?

influenciadores de investimentos
Foto: (reprodução/internet)

Inclusive, a gente já citou aqui por diversas vezes o nome do Gustavo Cerbasi. De fato, ele é uma referência na educação financeira do país. Só que fica complicado demais ver ele sem esses óculos da desconfiança sabendo que ele faz parte do BTG Pactual.

O mesmo vale para André Bona e Mirna Borges, que são do mesmo grupo. E há tantos outros. E tem mais: recentemente, a principal influenciadora de finanças do país, Nathalia Arcuri, revelou que não faria mais parcerias com empresas financeiras e deixou um contrato milionário para trás.

Sendo assim, a gente não quer que você deixe de seguir esse cara ou aquela mulher de finanças. Não se trata disso. No entanto, queremos sim que você continue usando esses óculos para se proteger do que pode não ser bom para você. E essas dicas ajudam muito nisso.

As dicas para identificar os bons (e os maus) influenciadores de investimentos

Assim sendo, as dicas abaixo são bem legais do ponto de vista que vão auxiliar você a começar a ser mais crítico quando ver uma live ou um IGTV do seu Instagram. Até mesmo porque não dá para acreditar em tudo que vemos, lemos e ouvimos, certo? Bora lá.

Ah, só por curiosidade há uma pesquisa que diz que 1 em cada 4 influenciadores digitais é fake. No fim da matéria, a gente vai comentar sobre isso também, leia.

1 – O negócio é muito lucrativo?

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Foto: (reprodução/internet)

A primeira pergunta que você tem que fazer é essa mesmo. Afinal de contas, se for um negócio muito lucrativo, saiba que há um grande risco de ele não ser tão confiável assim. Afinal, no mercado financeiro não se tem garantias sem ter riscos, ok?

Portanto, ao seguir um influenciador no Instagram, no Youtube, no Facebook ou qualquer outro lugar leve em conta essa premissa. Isso pode dizer muito sobre a honestidade da pessoa, mesmo que ela tenha milhões de seguidores e fale com muita propriedade.

Os supostos investimentos com lucros altos podem ser de pirâmides até mesmo alguma ação da bolsa de valores que, como sabemos, também pode cair da mesma forma que sobe. Ou seja, há o risco incluído nisso. Quer um bom exemplo?

Warren Buffett é considerado o melhor e maior investidor do mundo na atualidade. Mas, o que pouca gente sabe é que ele teve apenas 20% de rentabilidade ao ano na maior parte da vida, sendo que a maior parte estava em ações. Então, se for mais que isso, desconfie sim.

Ah, para quem quer ter as contas facilitadas, vamos lá: 20% ao ano dá algo próximo de 1,5% ao mês e correndo riscos (por ser renda variável). Então, se alguém dizer que tem a fórmula mágica que dá mais lucro que isso, tome muito cuidado mesmo.

2 – O retorno é garantido?

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A gente falou um pouco disso no tópico acima, certo? Mas, vamos continuar aqui para que você entenda mais. A ideia do retorno garantido pode acontecer, mas somente na renda fixa, viu. Na renda variável, infelizmente, não dá para acreditar nisso.

Então, você vai lá no seu Insta e vê aquele cara bonitão falando que você terá um retorno de 1% ao mês de forma garantida sobre tudo o que você aplicar. Olha, já tivemos um dia desses aqui no Brasil. Porém, há anos não existe nada que tenha rendimento assim, de forma fixa.

Como falamos no tópico acima, mesmo o maior investidor de todos os tempos conseguiu isso. Obviamente, aquele retorno médio que demos considerou os altos e baixos da carteira dele. Assim, há anos melhores e outros piores. O fato é que ainda assim, com risco.

Na internet, os atuais golpistas disfarçados de influenciadores de investimentos prometem resultados incríveis em pouco tempo e sem risco. Ou seja, história para boi dormir, ok? Quando se fala em ganhos uniformes é preciso cuidado porque geralmente eles são baixos.

Já na renda variável até dá para pensar em ganhos altos, mas jamais de forma fixa ou garantida, combinado?

3 – O dinheiro vem rápido?

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A história do dinheiro que vem rápido demais, que nasce da noite para o dia ou coisas do tipo é bem antiga, né amigo? Isso está quase para bilhete premiado. De todo modo, devemos lembrar aqui que é uma frase constante na fala de muitos falsos especialistas em finanças.

Olha, não tem milagre, mesmo. Para tudo na vida a gente tem que ter tempo para realizar. Seja na hora de construir uma carreira de sucesso, na hora de conseguir a definição de um corpo ideal ou quando a gente quer enriquecer com investimentos. É preciso tempo.

E o tempo vem junto com a paciência e a determinação, hein. Assim, dá para alcançar os grandes objetivos da vida, como ser gerente de uma multinacional ou até mesmo comprar a casa própria à vista e assim por diante. Fora isso, a conversa é balela.

Inclusive, mesmo que você queira se lembrar de casos, como do jogador de futebol famoso ou da cantora internacional, considere que até para isso é preciso tempo de preparação, de treinamento, de história ou simplesmente de talento.

Aliás, o mercado financeiro não permite apenas talentosos, viu. Logo, grave isso aqui: empenho, tempo e paciência é a chave do sucesso na vida.

4 – O profissional é credenciado?

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A ideia do credenciamento também pode não dizer muita coisa, é verdade. Ainda assim, considere que é um primeiro passo para saber sobre o conhecimento daquela pessoa que você segue e ensina tudo sobre finanças e investimentos.

No nosso país, há alguns órgãos que regulam o mercado, as empresas e os profissionais dessa área. Por exemplo, a Comissão de Valores Mobiliários. Tem a Bolsa de Valores Brasileira também, além da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.

Já os órgãos focados em profissionais (e consequentemente de influenciadores de investimentos) são: Planejar e Apimec. Eles listam a atual situação e os certificados dessas pessoas, que quando aprovadas podem atuar em vários segmentos, como consultores, por exemplo.

Pesquisa: 1 em cada 4 influenciadores digitais é fake

Esse estudo está sendo encabeçado por Steven Bartlett, que é da agência The Social Chain. A ideia é justamente a de combater os perfis fraudulentos em mídias sociais. E tem alguns dados curiosos que merecem ser destacados aqui.

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Lembrando que o foco aqui não é apenas sobre influenciadores de investimentos, hein. Mas, ao analisar 10 mil influenciadores, Bartlett estimou que 25% deles usavam métodos artificiais para inflar os números. Ou seja, são fakes e não são reais.

Assim, eles compram seguidores, usam sistemas automáticos (bots) e consideram ainda as postagens patrocinadas de forma irregular (fabricação própria). O resultado é que grandes marcas começaram a desistir de usar influenciadores em suas campanhas.

A exemplo disso, nós temos a 20 th Century Fox, a Ralph Lauren e a Unilever. O motivo comum entre elas é que “perderam dinheiro ao investir em campanhas que, ao invés de conectar pessoas com a marca, se perderam em perfis fake”. Veja um trecho do que diz o pesquisador.

“Há milhares de influenciadores que vivem em tempo integral construindo a aparência de ter um grande público. Porém, esse engajamento é falso. Assim, o número de seguidores não significa nada. Não é relevante e nem interessante”.

O combate aos falsos influenciadores

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Foto: (reprodução/internet)

Para terminar a matéria de vez sobre os influenciadores de investimentos , também vale citar um exemplo de uma página (@BallerBusters) que está dedicando tempo e trabalho para desmascarar os truques que esses digitais influenciadores usam para fingir a sua riqueza nas redes sociais.

Assim, eles querem “expor falsos empreendedores” e “procurar as pessoas que não agem conforme os seus salários”. Mais do que truques, a conta procura por métodos usados que demonstram uma falsa realidade. Ou seja, que fazem as pessoas parecerem mais ricas.

Um exemplo prático aconteceu quando a página descobriu que um empresário dizia ser adolescente e que comprou uma mansão de 8 milhões de dólares. Porém, a casa era alugada no Airbnb e o responsável não era tão jovem assim.

Ainda sobre os jovens gurus dos negócios, o autor da página (não identificado) disse a UOL que “os avatares apresentam o perfil corporativo ou fotos de si próprios em palcos. Parecem ter muitos seguidores. Os feeds mostram vidas luxuosas, com carros, dinheiro e mulheres”.

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O resultado disso é que as pessoas pagam por cursos ou programas de mentoria, em busca de conteúdo exclusivo. “Só que acabam pagando por maus conselhos”. O motivo é que acabam “criando uma vida nas redes sociais que não é real”.

Com certeza, se essa página chegar aqui no Brasil, muita gente vai ficar espantada com o número de falsos gurus que a gente tem, viu. E você já caiu nesse conto do vigário alguma vez e comprou um curso de finanças que não valeu a pena?