O Ibovespa bateu recorde na Bolsa de Valores – Investir Dinheiro em Ações?

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Se você gosta de acompanhar as ações da bolsa de valores e tem estômago para isso, tem que dar uma olhada nos gráficos dos últimos 20 meses – esse é um verdadeiro extensivo gratuito de análise técnica.

Sobre o período e a alta do Ibovespa, selecionamos alguns pontos a serem observados.

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“A partir daquele momento, foi possível perceber nos encontrávamos em um novo momento: uma tendência primária de alta, que poderia nos levar de volta até aquele mesmo patamar”, afirmaram os analistas do banco Banrisul, Fabio F. Gonçalves e Guilherme C. Volcato.

O índice anulou a tendência primária de baixa que foi iniciada em 2010 em julho de 2016 ao romper um canal de baixa.

“Embora em termos de fundamento não fosse razoável supor que isto aconteceria, graficamente era possível – e aconteceu”, destacaram.

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Acumulação de Pontos na Bolsa de Valores

No período, os analistas mostram que o mercado “virou a mão”. Assim, quando a maior parte dos agentes financeiros, cansados dos prejuízos, ainda queriam vender, o noticiário continuou negativo.

Esse é um período que costuma ser curto, mas teve uma alta intensa nos preços dos ativos.

“Estes são comprados por investidores fundamentalistas, que conseguem perceber que as ações estão muito baratas independentes das condições econômicas de curto prazo”, eles comentaram.

“Isto ocorreu entre janeiro e fevereiro de 2016, quando ainda parecia que o Brasil ia literalmente quebrar”, concluíram.

O Ibovespa bateu recorde na Bolsa de Valores – Investir Dinheiro em Ações?
Reprodução: Google

O Recorde do Ibovespa

No dia 12 de setembro houve um recorde na Bolsa de Valores Brasileira que foi celebrado por todos os investidores – a máxima histórica fechou em 74.319 pontos, acima dos 74 mil que foi feito na primeira vez.

Dessa forma, a sensação foi a de que o Brasil está indo para um caminho positivo.

Com a crise da JBS, a aposta é que a presidência do país continue no posto com a equipe econômica, que deve continuar implantando reformas – como a da previdência.

Há ainda de se falar em juros e inflação, que caíram.

Alta Sensível no Período

“Trata-se do período mais longo do ciclo, com uma alternância bem clara entre movimentos de alta e baixa – ao sabor das notícias”, avaliaram os gerentes da Banrisul.

A Euforia da Bolsa de Valores

O banco diz que o mercado se mostra caro e nesse momento a mídia começa a falar dos recordes com empolgação. Isso atrai os investidores inexperientes em busca de um rendimento que já passou.

“A volatilidade das ações aumenta, bem como o volume movimentado na Bolsa, o que leva muitos analistas a divulgarem relatórios cada vez mais otimistas, mesmo que os preços já estejam inflacionados. Alguém ainda quer comprar a Magazine Luiza (MGLU3)”, indagaram.

Volume Mais lto desde 2009

Os bancos de investimentos engatilham um volume de até 15 bilhões de reais em emissões de ações na Bolsa de Valores do Brasil. Se os números se confirmarem, em 2017 a soma será de 40 bilhões de reais – o melhor ano para este tipo de operação desde 2009.

As companhias vislumbram esse mercado para captar ofertas de ações e acelerar os preparativos das emissões evitando as incertezas da agenda eleitoral. Além disso, há o ajuste fiscal, que pode ser assunto da pauta política.

“Até fevereiro haverá uma incerteza muito menor, depois a agenda eleitoral ganha espaço e o humor dependerá muito de rumores e pesquisas”, disse Alessandro Zema, do Morgan Stanley no Brasil.

Os Próximos Passos da Bolsa de Valores

A corretora acredita que nos últimos 60 dias muitas ações aceleraram o seu ritmo de valorização em comparação ao mesmo período anterior.

“Some-se a isto ‘múltiplos’ nas máximas de muitos anos e veremos que estamos muito próximos de um movimento de exaustão dos compradores”, conforme o Banrisul.

Ações com alta liquidez e boa relação de risco/retorno é difícil no momento.

“Uma nova disparada em setembro poderá nos forçar a adotar medidas nada convencionais para outubro”, avaliaram Gonçalvez e Voncato.

A Carteira de Ações da Banrisul

O banco apresentou uma carteira, em setembro, que tinha CIELO (CIEL3), que ocupou o lugar da JBS (JBSS3) e da B2W (BTOW3).

“A empresa vem apresentando uma leve lucratividade neste ano – algo que é natural, tendo em vista o impressionante crescimento visto nos últimos anos”, disseram.

“Assim, uma vez que a maioria dos riscos não é novos, este momento pode ser visto como um bom momento para comprar uma das melhores Blue Chips brasileiras”, avaliaram.

Em agosto deste ano, o Banrisul teve variação positiva de mais de 15% contra 7% do Ibovespa. No ano, o portfólio tem acumulação de 38%.

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Reprodução: Google

Ação Barata demais para ser Ignorada

O Santander foi alvo do noticiário ao recomendar uma ação barata demais para ser ignorada na Bolsa de Valores brasileira.

Trata-se da Braskem (BRKM5) que tem um valor estimado para o fim de 2018 em 51,5 reais, um patamar 26% acima do fechamento.

“Temos mantido uma postura positiva em relação à Braskem desde o início de 2015 e, apesar de seu forte desempenho acima do mercado, mantemos nossa posição”, disse Gustavo Allevato.

Espera-se que os fundamentos da companhia permaneçam sólidos, com base em spreads atrativos. Além disso, há a possibilidade da distribuição de dividendos de 1,2 bilhão de reais em 2017.

Entre os riscos do papel – “acreditamos que os riscos diminuíram após a conclusão de um acordo global de leniência com as autoridades em três países e acreditamos que é necessário um monitoramento cuidadoso do fluxo de notícias”.

Investir no Mercado de Ações

Como todo outro investimento financeiro, o mercado de ação também necessita de conhecimento técnico e teórico – entender quais são os seus objetivos financeiros é o primeiro passo para o sucesso.

“Entrar ou não na Bolsa de Valores depende de cada pessoa – do momento de vida e dos projetos da vida dela. Ninguém quer entrar para perder, mas a bolsa é um mercado de risco”, afirma Rodrigo Alvarez Vazquez, que é da Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros).

Iniciantes na Bolsa de Valores Brasileira

A recomendação para quem nunca investiu na bolsa de valores, conforme analistas da XP Investimentos, é aplicar dinheiro em ativos que são um tanto quanto mais previsíveis.

“Por exemplo, uma siderúrgica, que tem se valorizado muito nos últimos dias é um ativo mais arriscado. Se você comprar uma empresa de utilidade pública, como de energia elétrica, é mais previsível”, recomenda Marco Saravalle.

Sobre o percentual, recomenda-se começar com um número baixo na renda variável – “quem estuda a bolsa tem mais chance de fazer negócios melhores. Quem não pode fazer isso, sugiro investir menos dinheiro”, diz Samy Dana.

Diversificar Investimentos – a melhor saída

A ideia de diversificar os investimentos vale para todos os investidores – grandes ou pequenos – porque tem o objetivo de diluir os riscos que a bolsa oferece.

Você pode fazer isso ao comprar várias ações de um fundo de ações, por exemplo. Mas, o mais importante é sempre analisar o histórico da bolsa, que nem sempre está favorável.

“Eu tenho um estudo que pego várias combinações dos últimos dez anos. Na maior parte do tempo, a bolsa pode até perder para a renda fixa. Fala-se muito em alta do Ibovespa. Mas isso significa que se você investiu em 2008 e saiu ontem, você não ganhou dinheiro, empatou”, analisa Samy.

“A Bolsa de Valores do Brasil é sinônimo de Risco”, garante.

Levar sempre em Consideração a Renda Fixa

Para Dana, ainda que leve mais tempo, a Renda Fixa é sempre uma opção muito vantajosa.

“Mesmo com a Selic caindo, os juros brasileiros continuam altos – principalmente se comparados com a inflação. Em termos de juro real, o Brasil já tem uma taxa muito alta. Portanto, não vejo a renda fixa com maus olhos”, observa.

Com informações da ADVFN e Globo

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