Home Office: uma nova forma de fazer negócios

Nós que estamos a par do mercado financeiro global já sabemos que muitos mitos estão sendo quebrados a cada ano que passa. Isso é um ótimo sinal. Que apenas os ricos podem investir é um desses e que apenas quem trabalha com carteira assinada em um escritório no horário comercial é feliz, é outro. O tempo mudou e as necessidades também. As pessoas mudaram e os costumes também.

Vamos falar de São Paulo, então. A cidade mais populosa do Brasil. Provavelmente, a que tem também mais carros, mais dinheiro e mais cifras, no âmbito geral do comércio, do serviço e dos produtos. Com um metro quadrado tão caro e um transito tão caótico, o que resta ao trabalhador comum se não trabalhar, dormir e descansar? É por isso, inclusive, que cada vez mais as pessoas estão idolatrando os feriados.

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“Ah, mas quando se trabalha com o que gosta, então, não é trabalho”. Concordamos em número, gênero e grau. Também somos dessa opinião. Mas, será que no mundo, existe alguém que gosta de perder 2 ou 3 horas no trânsito e deixar quase metade do salário no aluguel de um apartamento minúsculo? É, para os moradores de São Paulo, sabemos que nem tudo são flores.

Mas esse é só um exemplo para falar da mudança de comportamento do brasileiro. Antes, há pouco tempo atrás, o ideal de vida das pessoas eram conseguir um emprego fixo, com CLT (Carteira de Trabalho), receber as férias e o ordenado mensal. As férias eram endeusadas e muito esperadas. Hoje, esse perfil já não é tão promissor assim. Com o conhecimento acerca do mercado financeiro, muitas pessoas optaram pela qualidade de vida, ao invés da segurança do trabalho formal.

Reprodução: Google

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Algumas empresas (sim, a maioria delas) ainda mantém o padrão do horário comercial, com uma hora para o almoço e o regimento interno. No entanto, já é possível notar que outras (empresas) já estão adotando medidas para solucionar tais problemas dos seus colaboradores, tais como o trânsito, já citado acima. O resultado, aparentemente, tem sido bom: aumento da produtividade, redução dos custos e metas alcançadas.

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Sobre esse assunto, a Revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios produziu um material muito interessante, com apoio do Instituto Trabalho Portátil, na qual foi publicado em 2014. Vejam bem, a matéria é de 3 anos atrás, mas os ensinamentos ainda perduram firmemente. Agora, de forma atualizada, nós vamos reproduzir esse material. São 7 coisas que toda empresa precisa saber sobre o trabalho home office.

A divulgação dessas informações tem o único propósito de reduzir a preocupação das empresas e garantir que mais pessoas se beneficiem do trabalho portátil. Acompanhe!

1 – O funcionário não vai tomar chá de sumiço

Para quem não entende bem a expressão “chá de sumiço” ela quer dizer o mesmo que “sumir do mapa”. Ah, ainda não entendeu? “Deixar de dar sinal de vida”, compreende? Bom, resumindo, tomar chá de sumiço é sair sem dar qualquer informação. E esse é um dos principais medos das empresas. A maioria delas pensa que os colaboradores vão desaparecer e, como resultado, não entregarão o trabalho, como combinado.

Isso é um mito. O fato é que o colaborador é, ainda que distante, um integrante da equipe. Justamente por isso, esses profissionais devem participar das reuniões presenciais, sempre que possível, inclusive com apresentação de feedbacks e alinhamento de tarefas. Ok, hoje em dia, muito mais do que há 3 anos, existem as opções de reuniões à distância, tal motivo não torna necessária a reunião presencial.

Mas, o que queremos dizer é que o trabalhador pode (e deve) estar a par do andamento e desenvolvimento da empresa.

2 – Quem paga a conta?

Essa é uma coisa que vai depender do contrato. Se o trabalhador for um freelancer, por exemplo, ele vai dispor de todo equipamento necessário e também já vai deixar incluso no valor do serviço itens como alimentação e energia. De outro lado, se ele é um trabalhador contratado com CLT pela empresa e está apenas trabalhando de “casa” para diminuir custos, aí sim, a empresa deve fornecer tais materiais.

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Como está na RPEGN, “cada caso é um caso, e a divisão de custos vai depender dos itens estabelecidos no guideline da cada programa de trabalho portátil e das políticas de cada empresa”.

3 – O Home Office não é um fora-da-lei

Esse tópico é inteiramente destino aos trabalhadores contratados pela empresa que estão trabalhando de casa ou em áreas externas, como vendedores. Aqui, a regra é a seguinte: se ele tem CLT, ele está assegurado sobre seus direitos, tais como hora extra, mesmo que esteja fora da empresa.

Esse é o resumo, mas, para qualquer caso que envolve o departamento jurídico, a dica é contratar uma assessoria especializada no assunto.

4 – Programa de Trabalho

O programa de trabalho não deve ser aumentado ou encurtado apenas porque o funcionário tornou-se um home office. Ele deve seguir orientações e serviços como qualquer outro empregado. Diferente de quando ele é um Microempreendedor Individual, por exemplo, que aí ele trabalha por conta e traça os próprios objetivos.

Para ambos os casos, o combinado não sai caro. Conforme a demanda do trabalho, novos acordos podem ser feitos, novos reajustes, novos horários, novos salários.

5 – Profissionais de Confiança

E, com algumas exceções, não é por que o trabalhador está distante da empresa que ele não será de confiança. O senso de que o Brasil é feito por malandros ainda prevalece, mas não se aplica. O trabalho a distancia não está ligado à perda de controle ou redução de produtividade. Isso, muito além do profissional, vai depender do aspecto pessoal de cada pessoa.

Cabe a empresa buscar os talentos que mais se adequam às suas missões. O candidato ideal precisa ser lapidado e trabalhar remotamente não deve ser um empecilho para tal. Colaboradores com foco e resultados farão um bem danado à sua empresa.

6 – Segredos de Estados

A percepção de que dado sigiloso, confidencial à empresa, será pirateado é outra informação que muito assombra as companhias. Mas, como no caso anterior, tudo vai depender muito mais da pessoa que está sendo contratada do que, de fato, da questão profissional.

Inclusive, uma das soluções são os VPNs (Virtual Private Networks), que criptografam a comunicação via internet e os VMs (Virtual Machines), que permite o acesso à informação, com base nos computadores das empresas.

7 – Benéfico para todos

É econômico para a empresa e confortável para o trabalhador. Custos são diminuídos e a motivação, aumentada. Possibilita a atração de talentos e pessoas com deficiência. Torna a vida do colaborador mais saudável, ótimo para a qualidade de vida.

Por fim: Esses são pontos que os empresários e os profissionais devem (re)pensar, afinal, como já dito, o cenário mudou, o Brasil cresceu e a maior parte da infraestrutura nacional não acompanhou esse desenvolvimento. Além disso, uma nova geração de profissionais está surgindo, em um formato mais flexível e acolhedor.

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Quanto às empresas, é preciso se adaptar e evoluir, ou, em caso contrário, terão que tornar-se resistente para sobreviver. O trabalho portátil, como também é chamado, é uma ótimo solução para essa nova paisagem corporativa. Quem for favorável à este cenário, terá mais chances de continuar no jogo.

Com informações da Revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios