Glossário Financeiro – os 30 termos mais usados no mercado financeiro

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O mercado financeiro como um todo tem muitas palavras “complicadas” ou, no mínimo, “diferentes”. E isso faz com que muitas pessoas se sintam distante do assunto – o que não deveria acontecer.

Este artigo é muito simples e objetivo: justamente para aproximar as pessoas desse mercado. Note que algumas palavras são diferentes das quais estamos acostumados, mas isso não quer dizer que não seja de fácil compreensão e entendimento.

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Separamos as principais, leia agora!

1 – After Market

É um pregão eletrônico da Bolsa de Valores realizado após o encerramento do horário regular dos negócios.

2 – Alavancagem

É “trabalhar com dinheiro dos outros”.

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Por exemplo, algumas corretoras oferecerem aos clientes a chamada “conta margem”, que é um limite, como um crédito. Logo, o investidor pode comprar mais ações ou ativos do que ele poderia com seus próprios recursos.

Funciona exatamente como um empréstimo. Logo, quando alguém usa o dinheiro dos outros no mercado financeiro, o termo usado é alavancagem.

3 – Ativos

São tudo o que a empresa possui. Eles podem ser contábeis (equipamentos, terrenos, ferramentas) ou intangíveis (ações, direitos, patentes).

4 – Benchmark

É um indicador usado por um fundo de investimentos que tem como referência a performance de um fundo. Logo, é um indicador que o fundo usa como objetivo de rendimento.

5 – Blue Chips

Nome dado as ações mais negociadas no mercado financeiro (também chamadas de ação de primeira linha).

6 – Book de ofertas

Representa todas as operações de compra e venda de um ativo que estão na fila para serem executadas – tem que ter as demonstrações de compradores, vendedores e as corretoras.

7 – Carteira de Ativos

É o nome de um conjunto de ativos financeiros de um investidor.

Imagine que uma pessoa invista na renda fixa, na renda variável, em debêntures, etc.

Então, no geral, ele tem uma carteira de vários ativos, entendeu?

8 – Circuit-Break

São mecanismos de segurança acionados por uma bolsa de valores para interromper o pregão quando há movimentos bruscos (de quedas muito acentuadas).

9 – Concordata

Recurso jurídico que permite que uma empresa continue funcionando mesmo em situação de insolvência, como forma de evitar a falência.

Normalmente, a empresa declara que é incapaz de saldar os débitos nos prazos estabelecidos, mas se obriga a liquidar as dívidas conforme regras da justiça.

10 – Come-cotas

Acontece quando há a incidência do imposto de renda em um fundo de investimento. O recolhimento do imposto é feito direto na fonte, e ele acaba sendo pago em cotas.

11 – Commodities

É um tipo de mercadoria em estado bruto ou com um grau muito pequeno de industrialização.

12 – Crash

Termo usado para designar uma forte queda na Bolsa de Valores.

13 – Day Trade

É um tipo de operação financeira onde a compra e a venda do ativo acontecem em uma única sessão (em um único dia).

Há grandes riscos de se fazer isso, ao mesmo tempo, há também grandes chances de ganhar muito dinheiro.

O day trade é uma prática apenas para profissionais.

14 – Derivativos

São contratos que derivam de outros ativos e que têm vencimento futuro.

15 – Dividendos

São lucros da empresa que são distribuídos regularmente para seus acionistas. Os valores ou porcentagens dos dividendos são decididos pela diretoria da empresa.

16 – Flipper

O investidor reserva papéis durante o processo da oferta do IPO com a intenção de se desfazer deles no primeiro dia de negociação da bolsa.

Eles acreditam em uma super valorização da empresa na estreia.

17 – Hedge

É um tipo de operação financeira que tem o objetivo de proteger o patrimônio do investidor através de um ativo que não sofra com as variações de preços.

18 – Holding

É uma empresa que possui como atividade principal a participação acionária majoritária em outra empresa – a atividade não é a de produzir bens ou serviços.

19 – IPO (Initial Public Ofering)

É a Oferta Pública Inicial e acontece quando uma empresa lança “novas” ações no mercado com a finalidade de ter mais recursos financeiros para investir em seus projetos.

20 – Joint Venture

Acontece quando as empresas ou os países se associam para trabalharem juntos em projetos ou outras companhias.

21 – Leilão de ações

Acontece quando a bolsa não consegue fechar negócios com os papéis a medida que as ofertas chegam.

No leilão, as ofertas de compra e venda são apenas registradas e só depois de todas aceitas é que os negócios são fechados.

Os leilões costumam durar 15 minutos e em casos de circuit breaker.

22 – Mico

É uma ação que perdeu todo seu valor de mercado.

23 – Off Shore

São fundos de investimentos que aplicam parte dos recursos disponíveis no exterior, sendo que o gestor localiza-se no país de origem.

24 – Passivos

São dívidas que uma empresa tem a responsabilidade de pagar.

25 – Rating

É uma nota atribuída por agências de classificação de risco a instituições financeiras, governos, ativos conforme o risco que apresentam.

26 – Securitização

É um processo de conversão de uma dívida ou obrigação em títulos negociáveis.

27 – Spread

Margem que é adicionada à uma taxa aplicável a um crédito, título ou moeda.

28 – Swing-Trade

É quando algum ativo financeiro tem alternância de movimentos que variam entre a baixa e a alta – formando espécie de uma “escadinha”.

Geralmente, esses movimentos duram entre 3 e 15 dias.

29 – Take Over

É o processo de aquisição do controle de uma empresa por outro grupo através da compra, em bolsa de valores, de ações da empresa.

30 – Trader

Na tradução, trade significa comércio, portanto, trader seria o comerciante.

No mercado de ações quer dizer a pessoa que compra algo para revender depois, com lucro. Logo, ele não é um usuário final.

Além de trader, os analistas costumam falar também em especuladores, que operam no mercado em busca de movimentos oportunistas.

Bônus – os 5 principais riscos dos investimentos financeiros do mercado

Todas as aplicações financeiras envolvem riscos – e o especialista William Eid Junior, da FGV (Fundação Getúlio Vargas) listou os 5 principais deles.

I – Risco de Mercado

É um risco que é medido pelo desempenho do investimento e outra referência, que pode ser a variação do CDI ou do Ibovespa.

“O risco está associado aos movimentos dos preços e das taxas de juros e câmbio”.

Este é um caso onde todos os investimentos financeiros estão envolvidos porque tem preços e taxas – e variam constantemente.

Para evitar, a dica é diversificar as aplicações financeiras entre as várias modalidades de investimentos financeiros. Isso diminui a chance de perda e maximiza o retorno financeiro.

II – Risco de Liquidez

A liquidez é representada pela facilidade ou dificuldade de uma aplicação na hora de vender um ativo da carteira.

nível de liquidez, diz Eid, tem a ver com os tipos de investimento – uma parte tem que ser direcionada para o longo prazo (menor liquidez) e a outra tem que beneficiar o rápido retorno.

“Hoje, há fundos de investimentos e fundos imobiliários que propiciam a oportunidade de fazer isso. A questão é definir quanto você vai aplicar em cada um”.

III – Risco de Crédito

É o risco de não haver o pagamento por parte da instituição financeira.

No caso dos bancos, há o fundo garantidor de crédito (FGC) para valores de até 250 mil reais.

Para quem investe diretamente em ativos, o mais importante é se atentar para a qualidade do emissor.

No caso de títulos públicos, tudo é garantido pelo governo federal, o mais seguro do mercado.

IV – Risco Operacional

Deve-se levar em conta a gestão, custódia e a administração.

“Esse tripé é a norma, principalmente entre as gestoras independentes. E ele impede qualquer fraude, já que seria necessária a associação dos três participantes para a sua consecução”.

V – Risco Legal

“Quando falamos em risco legal, é bom lembrar que o problema mais observado no Brasil em relação a investimentos é a eventual existência de agentes que não são autorizados a captar aplicações financeiras e o fazem”.

O investidor acaba sendo atraído por alguém que oferece serviço de gestão com rendimentos superiores a produtos similares existentes no mercado.

Com informações do infomoney, napratica e quickbooks

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