O que São Fundos multimercados? “De forma gradual, os multimercados ganharão atratividade”

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Normalmente, os fundos multimercados são aconselháveis como estratégia para diversificar os investimentos. Para se ter uma noção do quão grande é essa classe de ativos, saiba quem em outubro do ano passado, esses fundos tinham somado um patrimônio líquido de 654 bilhões de reais no Brasil, ou seja, quase 20% do patrimônio total dos fundos de investimentos, conforme dados da Anbima.

Tudo bem, agora que você viu os números da Associação Nacional das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), deve estar querendo saber como funcionam esses fundos multimercados, não é? Como investir dinheiro neles? Por que esse pode ser um investimento muito rentável para você?

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A resposta para todas essas dúvidas estão no decorrer do texto!

Por sinal, os multimercados foram destaque de rentabilidade em 2016, só em agosto, as carteiras macro tiveram um ganho de 1,46%. Já os long/short tiveram rentabilidades de 1,85% e os direcionais ficaram com alta de 1,62%.

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Já em 2017, os números são ainda melhores. Apenas no 1º trimestre do ano, foram captados mais de 20,2 bilhões de reais, ficando atrás apenas da Renda Fixa, que captou 3 vezes mais. “De forma gradual, há uma tendência de realocação da renda fixa. Com a queda dos juros, os multimercados ganharão atratividade”, diz o vice-presidente da Anbima, Carlos Ambrósio.

Antes de começar a explanação, já adiantamos: eles são bem diferentes dos Fundos De Renda Fixa ou DI e também dos Fundos de Ações.

1 – Definição: o Fundo Multimercado é uma classe especifica financeira que tem liberdade para operar em diferentes ativos, dos quais podemos citar os papéis da Renda Fixa, as ações das empresas, moedas, derivativos e investimentos no exterior. Logo, essa opção de investimento financeiro possibilita uma montagem de estratégia baseada nas mudanças do cenário econômico, por exemplo.

2 – Estratégias: Por ser flexível, esse fundo é considerado um grande coringa da área dos fundos. Eles podem estar atrelados à perfis conservadores, com as rendas fixas, ou agressivos, com ações. Então, quando for investir em um fundo multimercado é preciso se atentar com o perfil da gestora do fundo, mesmo porque tudo deve estar informado na descrição.

3 – Riscos: Os fundos multimercados carregam em si boa dose de risco, dependendo do tipo de ativo nos quais vão investir. Ou seja, assim como pode ter boas altas, também pode sofrer com alguma crise profunda ou um acontecimento inesperado.

4 – Alavancagem: É o nome que se dá a prática que permite maximizar os ganhos, o que pode potencializar as perdas, já que ela consiste em colocar em jogo um valor superior ao patrimônio total do fundo. Essa ação, sem dúvidas, torna o investimento mais arriscado. Se você estiver estômago, não haverá problemas.

5 – Rentabilidade: Em alguns comparativos é possível notar que a média dos fundos multimercados ficam entre 5 e 15% ao ano.

6 – Liquidez: A liquidez vai variar conforme o fundo escolhido. Alguns exigem um prazo um pouco maior para pagamentos dos resgastes. Então, não há outra saída a não ser ler o prospecto de cada um antes de fazer os aportes.

7 – Custos: Como os demais fundos, os multimercados tem o custo com a taxa de administração, que é em média 1,82% ao ano, conforme dados da Anbima. Mas, por ser mais complexo, algumas gestoras podem cobrar valores bem acima disso.

8 – Tributação: Tem o Imposto de Renda, que segue tabela regressiva e o pagamento é feito no resgate do dinheiro aplicado. Porém, há o come-cotas, que é recolhido no último dia útil dos meses de maio e novembro de cada ano. Logo, se o investimento durar menos do que 30 dias tem que ser feito o pagamento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que varia de 96 à 0% sobre os ganhos.

9 – Trading: É uma estratégia usada que tem como objetivo comprar e vender ativos nos momentos certos. Esses fundos adotam posições mais curtas e mais líquidas, explorando oportunidades de ganhos originados por movimentos de curto prazo nos preços dos ativos. Tudo vai depender da volatilidade do mercado.

10 – Capital Protegido: É outra estratégia, só que visa, como o nome diz, proteger o capital do investidor. Assim, ele busca mercados de risco, mas que tenha proteção (hedge) total ou parcial do valor investido.

11 – Macro: É uma estratégia que visa notar o cenário macroeconômico, acompanhando o desempenho da economia e os principais impactos do mercado financeiro. Esses fundos aplicam em ativos de renda fixa, variável e câmbio, entre outros.

12 – Long & Short Neutro: Os gestores adotam a estratégia de ficar comprando em um ativo e vendendo em outro, por isso longo e short.

13 – Long & Short Direcional: É parecido com o tópico acima, porém, os gestores escolhem ações para ficarem comprando e outras para venderem. No entanto, as duas pontas não tem que ser do mesmo tamanho .

Investir em Fundos Multimercados?

Como visto, um fundo de investimento multimercado pode ser uma boa alternativa para diversificar investimentos, já que boa possibilidade de rendimento alto. O importante é nunca deixar de verificar todos os pontos e ver se é a melhor alternativa para o seu perfil investidor.

Confira um belo resumo das principais vantagens e desvantagens do Fundo Multimercado!

Vantagens:

  • Diversifica os Investimentos,
  • Tem um Gestor Profissional,
  • Pode ser feita com estratégias específicas,
  • Possibilita altos ganhos.

Desvantagens:

  • Não são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito,
  • Cobram o Imposto de Renda para investimentos menores do que 20 mil reais,
  • Investem em ativos de Alto Risco,
  • Pode ter alta taxa de administração.
O que São Fundos multimercados? “De forma gradual, os multimercados ganharão atratividade”
Reprodução: Google

Se optar pelas vantagens e preferir investir, siga esses conselhos:

  • Busque fundos com pelo menos 3 anos de existência,
  • Pesquisa o desempenho da aplicação passada para notar os ganhos e as perdas,
  • Leia a lâmina do fundo e verifique o gestor,
  • Tome cuidado com fundos alavancados, que aumentam o risco,
  • Multimercado é para diversificação, não pode ultrapassar 20% da carteira.

Para quem é indicado o Fundo Multimercado?

Para aqueles que têm perfil moderado ou arrojado e que não vai sacar o dinheiro no 1º mês  de desvalorização das cotas. É um produto para diversificação e não deve compor mais do que 20% da carteira do investidor.

“O multimercado é para o investidor que já investe em fundos há algum tempo e não para o iniciante. É preciso conhecer a dinâmica que faz a cota subir mais num mês, no outro ficar no zero a zero e assim por diante. Até para entender o esclarecimento do gestor”, comenta Paulo Bittencourt.

“Recomendo deixar o dinheiro aplicado por, no mínimo, 2 anos. Esse é um investimento para pagar a faculdade do filho ou comprar uma casa em 5 anos, não para tirar férias daqui 6 meses ou manter uma reserva para usar a qualquer momento”, diz Juliana.

Conheça outros Fundos de Investimentos

  • Fundos de Renda Fixa: Aplicam em Renda Fixa e, na maior parte dos casos, permite ao investidor saber quando será feita a remuneração e o valor final. Esses ativos investem em títulos públicos, títulos de bancos e títulos de empresas.

Esse não é um fundo montanha russa, que dá frio na barriga. Você terá retorno monetário, mas corre o risco de perder poder de compra se o fundo render abaixo da inflação”, diz a economista Juliana Inhasz, professora do Insper.

  • Fundos de Ações: Investem em ações e é onde tudo pode acontecer. Em 2016, por exemplo, esses fundos ocuparam as primeiras posições no ranking de melhores investimentos do ano. Porém, nunca há a mesma garantia.

Fundos de Ações tornam-se melhor opção de investimentos em Janeiro!

“Se você não tem conhecimento suficiente sobre o mercado, não invista nesses papéis. Você pode perder dinheiro, muito dinheiro”, diz Vera Simões, da CVM.

  • Fundos Cambiais: É para quem quer se proteger da variação do câmbio e, normalmente, são para investidores que trabalham com exportação e importação.

Com informações da exame, verios e yinvestimentos

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