Fundo de Reserva Emergencial – aprenda a criar o seu em 5 passos

Neste conteúdo você vai aprender como formar o seu Fundo de Reserva Emergencial a partir do zero! Isto mesmo: mesmo que você não tenha nada hoje dá para formar a sua reserva.

Sabe aquela hora que você precisa de um dinheiro rápido e justo nesse momento você olha passou da conta e não tem nada guardado?

Então, essa falta de fundo de emergência pode te trazer muitos problemas financeiros, tais como a necessidade de solicitar empréstimo.

Geralmente, isso acontece com algum imprevisto que acontece corriqueiramente.

O fato é que sempre vão acontecer os imprevistos. Sempre!

O carro pode quebrar, a máquina de lavar quebra ou você mesmo recebe uma multa de trânsito.

E a falta desses recursos para uso imediato pode te fazer uma pessoa totalmente endividada.

É por isso que é tão importante saber como calcular a reserva de emergência.

E saber também exatamente como montar um Fundo de Reserva Emergencial.

Que será muito útil para esses casos de imprevistos – que vão acontecer mais cedo ou mais tarde.

Mas, não querendo prever o pior, pode acontecer coisas piores também.

E você precisar sim do dinheiro rápido.

Até mesmo as pessoas mais ricas do mundo precisam.

A diferença é que elas sempre têm aonde recorrer, né?

E você tem? Se não tem, vai aprender a ter agora mesmo!

Vamos mudar essa ideia que é comum à vida da maioria das pessoas – aquelas recorre ao banco pegando tudo os empréstimos.

5 passos para criar um Fundo de Reserva Emergencial

A ideia aqui é te ajudar como você vai criar um Fundo de Emergência ou uma Reserva de Emergência ou um Fundo de Reserva Emergencial.

Não importante o nome e sim como isso vai te ajudar a se proteger em todos os momentos.

Existe o consenso entre todos educadores financeiros, quando o assunto é criar um fundo de reserva.

A partir de agora, ao aplicar essas dicas, você vai ter dinheiro que poderá ser utilizado justo no momento em que você mais precisar.

Então, anote aí.

1 – Como calcular o Fundo de Reserva Emergencial

O primeiro passo é você calcular o tamanho do seu fundo de emergência.

Quanto à isso não existe muito consenso não.

Mas, o prazo varia entre 6 meses e 1 ano.

Sim, entre 6 meses e 1 ano.

Esse é o prazo de meses que você tem que ter de dinheiro guardado, conforme sua renda.

E fazer essa conta é bem simples, né.

E você pode separar esse patrimônio acumulado em fases.

Por exemplo, quando você junta de 1 a 2 meses, você tem a urgência.

Depois, até 6 meses, você já tem bons recursos para o caso de perder o emprego.

A partir disso, você tem um patrimônio que vai te financiar por um longo tempo em caso de doenças, por exemplo.

Resumidamente, uma forma de você pensar nisso, portanto, seria:

  • 1 a 2 meses – para quebra do carro,
  • Até 6 meses – para perca do emprego,
  • Até 12 meses – para o caso de doenças.

Isso quer dizer que quando você junta recursos para se pagar por 12 meses, você passa a viver bem mais tranquilo – porque sabe que qualquer imprevisto poderá ser controlado.

Faça as contas!

É muito simples fazer as contas do seu fundo de emergência.

Vamos supor que você ganhe 5 mil reais todos os meses.

Então, a sua renda mensal é de 5 mil reais, está bem?

Então, quanto você conseguir acumular 10 mil reais quer dizer que você tem algo que pague 2 meses de trabalho. Entendeu?

Supondo que você ganhe 5 mil reais mensais, o seu fundo deveria ser de 60 mil reais.

É claro que há variações e opiniões.

Só que estamos estipulando um dado aqui, está bem? Uma ideia.

E considerando a nossa divisão acima, então, você teria os seguintes resultados.

  • 1 a 2 meses – para quebra do carro – 10 mil reais,
  • Até 6 meses – para perca do emprego – 30 mil reais,
  • Até 12 meses – para o caso de doenças – 60 mil reais.

Beleza? O seu cálculo é você que tem que fazer, combinado?

2 – Como formar o Fundo de Reserva Emergencial

O segundo passo é sobre como formar o seu patrimônio.

“Como eu faço para chegar nos 60 mil reais”?

Existem vários, mas vamos selecionar um método para te ajudar com isso.

– Você deve guardar pelo menos 10% do equivalente do seu salário.

E se a gente for fazer umas contas: você deveria guardar 500 reais.

Bom, aqui tudo começa a ficar mais fácil: você ganha 5 mil reais, precisa juntar 60 mil reais e tem que guardar 500 reais todos os meses, tá bom?

Logo, já aparece um novo resultado: o seu tempo de aplicação para esse fundo.

Se você guardar 500 reais por mês, em um ano, terá 6 mil reais.

  • Em dois anos, 12 mil reais.
  • Em 3 anos, 18 mil reais.
  • Em 24 anos, 48 mil reais.
  • Em 5 anos, 30 mil reais.

Só que essa conta é para apenas sobre o que você vai poupar.

Porque se você escolher um bom investimento, você vai ter juros rendendo sobre o seu dinheiro.

E no final do período você vai ter o que juntou e mais os juros.

Em 5 anos, poupando 500 reais, você vai ter mais do que 30 mil reais – pode ter certeza disso!

Para você ter uma ideia, optando por um investimento que renda apenas 0,5% ao mês (que é mais ou menos o que renda a poupança), você teria pouco mais de 35 mil reais em 5 anos.

Bom, vamos falar mais sobre os investimentos abaixo.

O fato é que sobre como formar o seu fundo de emergência, considere juntar uma parte da sua renda todos os meses – sem falta, ok?

3 – Os investimento financeiros

O terceiro passo é onde investir esse dinheiro.

Porque mesmo que usamos a caderneta da poupança acima, como exemplo, isso não quer dizer que ela seja a melhor opção.

Deixar o dinheiro na poupança só é melhor do que deixar embaixo do colchão.

Ainda sobre a poupança, nem você e nem ninguém deveria acreditar que ela é a melhor opção.

O seu fundo de reserva tem que ter boa rentabilidade mensal.

E essa rentabilidade é o que vai influenciar sobre os seus rendimentos.

Por exemplo, se guardar 500 reais todos os meses durante 5 anos, você terá:

  • Embaixo do colchão: 30 mil reais,
  • Na poupança: 35 mil reais,
  • Em investimentos que rendem 0,8% ao mês: 38 mil reais.

Então, quanto melhor for o seu investimento, melhores os seus resultados também.

Agora, além da rentabilidade, outra coisa que sua aplicação precisa ter é a liquidez.

Liquidez

Se nós estamos falando de um recurso para uso imediato, você tem que ter a chance de ir sacar quando você precisar, não é?

Então, tem que ter uma boa liquidez – ou seja, não te obrigar a ficar no investimento por um longo tempo.

Para você ter uma ideia sobre uma boa alternativa frente a poupança, podemos falar do Tesouro Selic.

Nele, você tem disponibilidade para aplicar pensando em um Fundo de Reserva Emergencial.

Já outras opções, como Letras de Crédito, não são boas porque não tem liquidez.

Esses são bons investimentos que você tem – só que você tem que deixar muito tempo, num longo prazo, tenha a liquidez aí de seis meses ou mais.

Se você precisa de um dinheiro, no dia seguinte, então, tesouro direto Selic é uma opção!

Alguns CDBs com liquidez diária também são boas opções.

Leia Também – Reserva de Emergência: Qual o melhor investimento para 2018

O Tesouro Selic rende um pouquinho menos do que o CDB 100% do CDI porque a gente tem que pagar aquela taxinha para a Bolsa de Valores (0,3% ao ano).

Então, em média o Tesouro Selic rende em torno de 98 % do CDI.

Já os fundos de investimento, os fundos de Renda Fixa no caso, têm fundos de aplicação inicial de apenas 50 reais…

São valores baixos, mas você tem que tomar cuidado porque a parte de administração ela é alta e isso vai incidir sobre a sua rentabilidade!

Então, vai impactar muito.

Além de seu querido come-cotas…

O que é esse negócio de come-cotas?

Quando você participa de um fundo, você está se tornando correntista, você está adquirindo cotas destes fundos.

E o que é o come-cotas?

É um recolhimento semestral do imposto de renda que incide sobre esses fundos, estão no último dia útil de maio e de novembro terá o recolhimento deste imposto de 15% sobre o seu rendimento.

Agora quando o gerente do seu banco for te oferecer um fundo de investimento você vai analisar com muita cautela.

Leia na Íntegra!

4 – Abertura de conta na corretora de valores

O quarto passo é você abrir uma conta na corretora.

E por que você deveria fazer isso?

Porque uma corretora de te dá mais vantagens.

Ela vai te ajudar a encontrar os melhores investimentos financeiros – que citamos acima.

Você até consegue fazer isso sozinho, só que terá problemas.

Por exemplo, se não tem conta no banco, vai precisar abrir. Já se tem corretora, não precisa.

E hoje em dia tem corretoras que nem cobram algumas taxas – o que torna seu investimento ainda mais vantajoso para você.

A grande questão é sobre conseguir encontrar uma corretora de valores que seja confiável e que seja rentável para o seu objetivo.

Então, pare de achar que mesmo um Fundo de Reserva Emergencial, que é pensado para dar segurança à sua família não precisa ter ganhos…

Porque precisa sim.

5 – Só falta você criar o hábito de investir dinheiro

O quinto e último passo também é muito importante!

É sobre você criar o hábito de investir dinheiro.

O que é criar o hábito?

É, você, todo mês, religiosamente, depositar no seu fundo de reserva!

Não adianta você chegar nos seus 10 mil reais e parar de guardar dinheiro.

Você terá que ir até o fim, está bem?

E outra coisa: nos primeiros meses vai ser difícil você juntar 500 reais, mas você tem que ser perseverante, tá?

E no final, que vai ser mais fácil, você não pode desistir.

A dica é seguir até os seus 60 mil reais, combinado?

E a ideia de criar o hábito tem a ver justamente com você fazer isso de forma automática.

Você tem que saber todos os meses tem um gasto que é importante: seu fundo de emergência.

Todos os meses, em altas e baixas, você tem que depositar lá os seus 500 reais ein.

E esse hábito vai ser estendido e confirmado com o tempo porque depois que formam seu fundo de emergência, o que vai acontecer?

Você vai começar a formar a sua segurança financeira.

Você vai ter um tanto dinheiro que vai se dedicar à sua segurança.

E depois você vai ficando rico aos poucos.

Mesmo porque os seus 60 mil reais que você juntou, vai continuar rendendo mensalmente.

E quando você vê já está nos 70 mil, 80 mil, 100 mil reais.

E quando você tiver 100 mil reais já vai ter chance de ter uma renda mensal apenas de rendimentos de 1 mil reais.

Bônus: se usar o fundo, reponha!

Agora, venha uma dica final aqui, que é como um bônus.

É assim ó: se você utilizar o seu fundo de emergência você repõe.

Porque o seu fundo tem que chegar no ápice, mas pode ser que no meio do caminho você tenha que usar esse dinheiro.

Afinal, ele é mesmo para imprevistos.

Repõe na mesma proporção.

Você juntou 10 mil reais e precisou de 2 para consertar o carro.

Bem, agora, você tem 8 mil reais.

O que deve fazer? Pegue o seu 13º salário e junte na sua conta.

Se não tem como fazer isso, tente ter algum trabalho extra.

Faça alguns trabalhos de garçom, vende picolé na praia… Sei lá, dá um jeito.

E isso é bom também porque com o tempo você vai ampliando o seu conhecimento.

Tente diversificar um pouco mais da sua carteira quando somar um bom valor, por exemplo.

O fundo de emergência é muito importante principalmente porque você evita as dívidas.

Isso mesmo – porque se você não pensa quando a gente que pode acontecer você pegar o consignado do banco ou seu cartão de crédito e de repente você já tá lá com juros muito altos de dinheiro.

Ao invés de receber juros, você estará pagando juros, o que é um erro, né.

Da redação