20 Dicas Rápidas para Ensinar os Filhos a Poupar Dinheiro

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Falar sobre dinheiro ainda é um tabu no Brasil, quando o assunto se destina às crianças, o problema é ainda mais grave. Mas, não deveria ser. Afinal, quanto mais cedo as crianças aprenderem sobre poupar o dinheiro, mais confortável a vida deles estará. Portanto, o papel fundamental dos pais é educa-los financeiramente.

Quando mais didático for esse ensinamento, mais compreensível será. Comece pelo básico: mostre que o dinheiro da família será usado para várias coisas, como as compras do supermercado, o pagamentos das contas de luz e de água, a aquisição e roupas e sapatos, entre tantos outros feitos.

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A princípio, cabe aos pais definir o que é prioridade e o que não é. Aos poucos, repasse essa tomada de decisão para os filhos.

Durante o 1º Congresso Nacional de Educação Financeira para Crianças, os especialistas listaram algumas dicas rápidas para ensinar os filhos a poupar dinheiro e a se educar financeiramente, confira.

1 – Dar Mesada

A mesada serve para ensinar a criança a administrar o dinheiro. Isso evita que o jovem fique perdido quando tiver um salário pela 1ª vez.

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2 – As ensinem a Anotar os Gastos

Estimule a criança a anotar quanto gastou da mesada e se conseguiu economizar. É um aprendizado para o futuro.

3 – As incentive a ter Objetivos Financeiros

As crianças precisam ser estimuladas a ter objetivos para o dinheiro.

4 – Estimule a Poupança

É possível passar para os filhos a motivação de economizar dinheiro. Se elas conseguem juntar 100 reais, você pode a recompensar com mais 10, como acontece com os juros compostos dos investimentos financeiros.

5 – Consumo Consciente

Não adianta ter dinheiro para comprar se não existir bens à disposição. É importante economizar os recursos naturais, como água e energia.

6 – Dê o Exemplo

Não adianta nada falar para o filho não ser um consumista desenfreado, se os pais se comportarem como tal. Só compre o que for necessário e poupe dinheiro.

7 – Cuidado com o Shopping

Não acostume seu filho a ir passear ao shopping e sair de lá carregando várias sacolas. Prefira lugares como parques, teatros, bibliotecas e passeios gratuitos.

8 – As levem ao Supermercado

Ir ao supermercado pode ser uma das melhores aulas que você pode dar aos seus filhos sobre economia. Mas, a linha é tênue e você precisará ser bastante frio e metódico para que ela aprenda o que prioridade e o que não é. No começo, pode ser difícil, mas valerá a pena.

Ensine-as a escolher os produtos da época, aqueles em promoção e sempre saia de casa com uma lista na mão, seguindo apenas esses produtos para a compra.

9 – As Ensinem sobre Generosidade

Doe o que não é mais necessário ou, pelo menos, venda por um preço mais acessível. Em datas comemorativas como Natal ou Dia das Crianças, faça uma triagem de brinquedos usados e roupas que não são mais usados e encaminhe para doação.

10 – As Ensinem sobre a Cultura da Prosperidade

Isso quer dizer para não acumular coisas desnecessárias e abrir sempre espaço para o novo. Ter medo do futuro é manter um pensamento de escassez, de confiança e de prosperidade.

11 – Opte pelo Tempo ao invés do Presente

As crianças não devem ser estimuladas a comprar e trocar isso pela sua companhia. Nada se compara a um pai presente. Ensine os verdadeiros valores.

12 – Valor das Coisas

Dinheiro, comida, roupas, brinquedos… Tudo tem seu valor e deve ser respeitado. Não deixe que o seu filho seja displicente com as coisas que compra, principalmente se for alimento, lembrando que o Brasil é um dos país que mais desperdiçam.

13 – Economia é diferente de ser Pão-Duro ou Mão de Vaca

Não deixe que seu filho crie essa impressão, como está tão intrínseca na nossa sociedade. Estimule-o a guardar uma mesada e mostre como isso será importante para o futuro dele. Além de o ensinar, faça isso você também e consiga chegar aos seus objetivos.

14 – Consumo Moderado

Os recursos naturais vão acabar um dia se continuarmos nessa levada que estamos indo. Portanto, consumir com moderação é um hábito de economizar dinheiro, mas também de salvar o planeta. É importante frisar que é preciso ter apenas “o suficiente”.

15 – Hábito de Guardar Dinheiro

Ajude o seu filho a criar o hábito de guardar o dinheiro para a realização pessoal. Isso pode ser feito a partir dos 3 anos, com uma mesada baixa. O cofrinho pode ajudar, nesse sentido.

16 – Escolha da Escola

Os seus filhos não precisam ser inseridos em uma escola que tenha um padrão acima do seu estilo de vida. Ou ela será excluída das amizades ou a família estará tentada a gastar bem mais do que é possível. Tente sempre manter o nível de acordo com o da família.

17 – Hábitos Saudáveis

Ensine o seu filho a comer tudo o que quiser, mas dê as preferências à comida caseira, mostrando o valor nutricional e econômico disso. Alimentação saudável é mais barata e envolve a criança em um mundo de alimentos positivos para a saúde.

18 – Ensine-os sobre Limites

Aprenda a dizer não para o seu filho, mesmo que isso doa. Não aceite birra como forma dele conseguir algo que quer. Quando ele for adulto, não poderá fazer isso, não é verdade?

19 – Nunca Gaste mais do que Ganha

Essa é uma regra para você. E se você a faz corretamente, ensine ao seu filho. A família toda deve conviver com o que ganha e não com recursos de empréstimos. No primeiro “não” que ele receber, vai achar que é um fracassado.

20 – Cartão de Crédito

Não dê como presente para o seu filho um cartão de crédito. Ele não é dinheiro. É apenas uma forma de pagamento. Se não tiver dinheiro para pagar o cartão no final do mês, tudo começa a andar para trás, literalmente, com o pagamento de juros.

Bônus: Mauricio de Souza tem quadrinhos para a Educação Financeira

O criador da Turma da Mônica criou o personagem “Marcelinho, o Certinho”, inspirado no seu filho caçula que, como ele conta, já nasceu politicamente correto e econômico.

“Uma vez estávamos indo ao shopping e o Marcelo me criticou por olhar uma roupa de marca. Disse que na loja mais barata seria possível comprar dez blusas com aquele dinheiro”.

Mauricio também criou uma série de histórias em quadrinho, em parceria com o SPC Brasil, para melhorar a educação financeira infantil. “A Magali gasta muito em comida, mas o Cascão está na moda: economiza água”, ele brinca.

Bônus 2: Juiz faz Sucesso na Internet ao ditar Regras para Mesada dos Filhos

Essa é uma daquelas histórias que valem a pena ser compartilhada. E, antes de tudo, já vamos adiantando: não estamos falando quem está certo ou quem está errado. O propósito é mostrar a situação e fazer uma análise conforme a opinião dos especialistas.

No fim, você é que deve ter a opinião final.

Aliás, deixe-nos um comentário falando sobre o que achou das medidas do Juiz Vitor Yamada.

Vitor Yamada é um juiz do Trabalho em Rondônia. Casado há 10 anos, ele é pai da Giulia e do Vitor, de 8 e 6 anos respectivamente.

Na internet foi divulgada uma tabela na qual ele desconta dinheiro da mesada dos filhos conforme desobediência, notas baixas ou mau comportamento. Faltar ou atrasar na escola, por exemplo, pode render um prejuízo de 1 real aos pequenos. Já deixar a TV ligada sem uso, custará 0,50 centavos e assim por diante.

A tabela teve mais de 93 mil compartilhamentos no ano de 2013. A maioria dos comentários era favorável a medida.

O juiz comentou dizendo que apenas divulga no Facebook para conhecimento da família e jamais imaginou que geraria tantos compartilhamentos ou repercussão. “Um amigo foi compartilhando com outro e viralizou”.

Para ele, a tabela é uma forma de educar os filhos.

Confira a listagem das atividades que são descontadas na mesada que era de 50 reais:

  • Faltar, Atrasar ou Reclamar da Escola, do Inglês, da Natação ou da Missa – 1,00
  • Não Fazer as Tarefas – 1,00
  • Não Almoçar ou Jantar – 1,00
  • Não usar Óculos – 0,50
  • Não usar o Aparelho – 0,50
  • Não Escovar os Dentes, Puxar a Descarga ou Tomar Banho – 0,25
  • Tirar Nota Baixa na Escola – 2,00
  • Deixar os Pratos na Mesa, Deixar Material Largado, Deixar a TV Ligada – 0,500
  • Ofender, Xingar, Bater, Brigar – 2,00
  • Desobedecer Pai e Mãe – 3,00

Entre outros.

Álvaro Modernell é um especialista do dinheiro e da educação infantil e comentou o caso. Ele diz que “discordo frontalmente desse tipo de instrumento. Quem deve educar os filhos são os pais e não o dinheiro”.

Para ele, colocar preço nas atitudes erradas é o mesmo que admitir que basta pagar multa para poder desrespeitar as pessoas, normais ou leis.

“Isso pode estimular a arrogância das crianças mais ricas, a falta de limites para quem tem dinheiro, a monetização de atitudes. Ainda que a intenção seja boa, e claro deve ser, parece-me uma atitude tipo ‘lavar as mãos’. O que educa é a atenção, carinho, orientação, acompanhamento, amor e o exemplo”.

Modernell afirma que as regras da casa e da sociedade precisam sim ser cumpridas e respeitadas  por todos, inclusive pelas crianças, mas independente de estímulos ou punição financeira.

“Estabelecer este tipo de tabela é admitir e aceitar que se façam coisas erradas que podem simplesmente ser contornadas com dinheiro”.

Yamada, ao ouvir as críticas do especialista, disse concordar com tudo. Porém, afirma também que o retrata da tabela postada é algo frio, estático e que não está sendo usada para substituir a educação, sendo usada apenas como complemento.

“Quando meus filhos não cumprem seus deveres, eles têm o valor descontado na mesada, mas também são obrigados a realizar os deveres relegados, como lição de casa”.

“Infelizmente, por menos que a gente queira, hoje o mundo é monetizado. Se você falta ao trabalho sem justificativa, tem seu salário descontado. Se comete uma infração no trânsito, leva uma multa”.

Educação de Pais para Filhos

Cássia D’Aquina não comentou sobre a história aqui relatada, mas tem opinião parecida, como já foi divulgada na internet. “Assim como tudo que envolve educação, os exemplos são mais importantes. Não adianta querer que a criança faça o que eu digo. Ela vai fazer o que eu faço”.

Para ela, a educação financeira é como toda a educação – tem que ser construída diariamente.

“É por volta dos 2 anos e meio que aparece o primeiro pedido de compra. Ali, a criança entende que existe dinheiro, que aquilo compra coisas coloridas, divertidas e gostosas”.

“Os pais deve mostrar que existe um gerente, que é uma pessoa como qualquer outra. Que é um funcionário do banco e não um Deus e nem tudo que ele falar precisará ser seguido”, ela comenta ao falar de questões teóricas que precisam ser passadas aos filhos a partir dos 10 anos de idade.

Quando ele tiver 14 anos, ela aconselha a apresentar os produtos financeiros, com os títulos de renda fixa.

“O que interessa não é uma criança que entenda de dinheiro e sim um adulto que entenda de dinheiro”.

Na adolescência, se fala em ter planejamento financeiro. “Acho interessante fazer um plano, estipular o valor e saber qual será o esforço para pagar por aquele desejo. Isso cria uma cultura de planejamento cedo. Fora do Brasil isso é comum, aqui nem tanto”, afirma Sandra Blanco, que é da Órama Investimentos.

Com informações da UOL

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