Entenda de forma simples como funciona a estratégia long e short

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Se a gente for buscar a tradução em algum lugar, nós vamos ver que “long e short” é “longo e curto”. Então, nós temos que pensar em ir além dessa explicação simples. Nas próximas linhas, você vai entender melhor como usar e como funciona a estratégia long e short.

Uma boa notícia para esse começo de conversa é saber que essa técnica de investir dinheiro pode possibilitar ganhos mesmo em cenários de crises, como a pandemia atual. Mas, vamos por partes. Primeiro, vamos entender o mais simples dessa estratégia.

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Para começar, entenda que a operação long e short permite a montagem de uma carteira onde se vende uma ação e compra outra no lugar. A ideia é pensar em diferentes ativos, tentando compensar a rentabilidade entre eles.

É bem fácil entender isso na prática, não? É como se você vendesse um papel e comprasse outro diferente. Logo, o seu objetivo, claramente, é o de conseguir melhores rendimentos. Assim, é possível ganhar com a valorização do antigo ativo e com o potencial do novo.

Só para a gente colocar os pingos no is e fechar essa introdução, considere que o papel que será comprado é o “long” enquanto que o que será vendido é o “short”.

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A estratégia long e short conforme as operações

Esse tópico será um pouco maior porque vamos explicar como dá para fazer operações pensando nessa estratégia. Atualmente, nós temos 3 formas de operar pensando nisso. Abaixo, vamos detalhar um pouco mais de cada uma delas.

1 – Operações de uma mesma empresa

Como assim, dá para comprar ações da mesma empresa e vender outras? Sim. E isso é mais fácil do que você pensa, viu. Mas, já vamos adiantar uma coisa: nenhum analista no mundo recomenda esse tipo de operação hoje em dia, ok?

Portanto, aqui só estamos citando para conhecimento e não como recomendação. Bom, vocês estão avisados, então, vamos continuar.

Você poderia comprar uma ação da PETR3 e vender outra da PETR4. Oras, ambas são da Petrobras. O que muda é que uma é ordinária e a outra preferencial. Agora, a pergunta que não quer calar: por que um investidor faria isso?

A resposta mais simples é pelo fato de que ele viu que há alguma distorção de análise de preços entre ambos papéis. Logo, ele acredita que nos próximos tempos o mercado vai ajustar isso e ele pode ganhar com a valorização do novo papel. Simples assim.

2 – Operações de ativos do mesmo setor

Essa também não é a forma de usar a estratégia long e short mais indicada. Porém, ela existe e, por isso mesmo, nós vamos citar aqui. Apesar de não ser tão indicada assim, ela é muito comum de acontecer e até pode gerar bons resultados – se você souber como fazer.

Para entender, vamos a um exemplo prático, de novo. Vamos considerar a compra de uma ação CSNA3 (Companhia Siderúrgica Nacional) e a venda da USIM5 (Usiminas). Ambas são siderúrgicas, portanto, do mesmo setor.

Agora, o que motiva uma pessoa a fazer essa troca de ações? Pode ser uma mudança interna na empresa ou uma expectativa de lucros no futuro.

O que é legal de analisar é que as notícias sobre o mesmo setor vão afetar ambas empresas. No entanto, trata-se de uma questão interna sobre cada empresa, entendeu? É isso que pode impactar o preço da ação e, suposta, valorização.

3 – Operações de ativos versus Ibovespa

Uma última forma que podemos citar aqui é aquela que leva em consideração o índice da B3, o IBOV. Nessa situação, o que acontece é algo bem simples: a troca de uma ação de algum setor para o índice BOVA11.

A expectativa é que a pessoa tem é sobre achar que o índice vai subir mais ou subir menos do que a ação, dependendo do que é long e do que é short.

E só para fechar esse mini tópico, saiba que aqui não temos nenhuma recomendação de compra ou venda, está bem? Usamos apenas exemplos, hipotéticos, para que você entenda como essa estratégia funciona na prática.

Aliás, a Clear Corretora tem um vídeo bem legal que explica mais sobre isso:

ATENÇÃO – não se esqueça dos custos para essa estratégia

Para finalizar a matéria, considere que dependendo da sua corretora de investimentos podem haver cobranças por cada movimentação que é feita, o que pode diminuir a rentabilidade.

No caso da Clear e da Rico Corretora, a taxa de corretagem é zero. Logo, fazer essa estratégia é bem simples e não envolve esse principal custo. Porém, há outros custos envolvidos, como a taxa cobrada pela B3, seja de emolumentos ou de liquidação.

Esses valores são cobrados sobre o volume total do investidor. Por exemplo, a compra de um lote de R$ 10 mil e mais uma venda de R$ 10 mil vai resultar em um volume de R$ 20. O valor será cobrado sobre esse total.

Bônus – estude também os fundos long short

Recentemente, nós também fizemos um conteúdo sobre essa estratégia, mas pensada em fundos de investimentos e não em ações. Basicamente, há dois tipos dele, sendo: o intersetorial e o intrassetorial.

estratégia long e short

No final da matéria, a gente ainda cita uma reflexão que deixa muita gente em dúvida: esse tipo de investimento vale a pena? Para isso, a gente lista alguns pontos importantes, como investimento inicial, quanto investir, taxas do fundo, prazo de aplicação e perfil de risco.

Veja um trecho do que retiramos da matéria: “Os fundos long short podem ser opções boas para quem quer diversificar a carteira de ativos. No entanto, eles são mais complexos do que os fundos multimercados”.

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