40% das pessoas compram sem necessidade: 3 cuidados para não ficar endividado!

Você é daquele tipo de pessoa que compra algum produto e segundos (isso mesmo se-gun-dos) depois já se arrepende? Se a resposta for positiva, sabia que você faz parte do grupo dos 37% dos brasileiros que admitem comprar por impulso, ou seja, comprar algo que não precisam.

Essa porcentagem foi divulgada no início do mês pela pesquisa “Uso do Crédito”, feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

A pesquisa também revelou que os setores que mais representam essa compra sem necessidade são: roupas, calçados e acessórios, que juntos totalizam 14%. Já o setor de perfumes e o de cosméticos, ficam logo em seguida, com 8% das respostas.

Mas, será que tem como resistir às comprinhas do final de semana? Aquele tênis em promoção? À oferta exclusiva que você recebeu no seu e-mail? Durante o decorrer do artigo, vamos listar os 7 Passos para Resistir às compras por Impulso!

Aí você pode se perguntar: “Mas, por que as pessoas gastam dinheiro sem necessidade do produto”? Para os especialistas, que fizeram uma análise da pesquisa, um dos principais motivos é a facilidade em encontrar crédito no mercado.

Essas facilidades em conseguir crédito veem em cartões oferecidos pelos bancos, aumento do limite do cheque especial ou algum crédito extra, que são motivos de, pelo menos, 36% das pessoas que participaram da pesquisa. Para eles, essas propostas sempre estão de acordo com os seus orçamentos.

Já outra parte, também igual, de 36%, disse que nunca nem avalia a proposta e já aceita. Enquanto que 17% observam que aquele crédito é maior do que o valor que seu orçamento financeiro permitiria.

Além disso, conforme as respostas dos entrevistados, as lojas virtuais são as que mais facilitam o crédito e estimulam diretamente as compras, fazendo parte de 29% das respostas dos entrevistados. Os supermercados e as lojas de departamentos ficaram nas posições seguintes, com 19% e 17%, respectivamente.

“É muito comum as pessoas receberam ofertas de um cartão de crédito assim que abrem uma conta em um banco, ou mesmo ter acesso a linhas de crédito que ficam disponíveis de forma automática na conta corrente, o que estimula a contratação de um empréstimo, por exemplo”, avalia Marcela Kawauti, chefe-economista do Serviço de Proteção ao Crédito.

“Porém, nem sempre o crédito é necessário ou vem a ser a melhor solução. É um instrumento bastante útil para viabilizar metas de consumo, sem dúvida. Entretanto, se o consumidor não estiver com o orçamento preparado para quitar as parcelas, o endividamento pode fugir ao controle e trazer inúmeros problemas”, garante a especialista.

Para os Endividados: 5 Formas Infalíveis e Necessárias Para Escapar do Cheque Especial

1 – Fale com o seu Gerente: E peça para ele diminuir o seu limite de Cheque Especial na Conta. Explica que você não quer pagar juros e, se ele realmente for seu amigo, ele pode até mesmo zerar esse limite.

Por que isso é bom? Porque quando sua conta for ficar próxima do zero, e você sabendo que não haverá limite a mais para usar, haverá um bloqueio automático da conta. Assim, obviamente, você vai ser obrigado a economizar dinheiro. De verdade, agora!

2 – Dinheiro: Nesse caso, é muito melhor do que o Cartão de Débito ou o Cheque porque você o sente na mão. Sabe quanto terá para gastar. O Cartão, ele não deixa claro quanto você pode usar, é como se ele não tivesse limite, no sentido amplo da palavra.

Você, quando o usa, nunca sabe, ao certo, quanto de dinheiro ainda tem na conta. Perder o controle financeiro usando cartão é mais fácil do que usar apenas dinheiro.

3 – Atrasar Conta: Nunca é indicado, porém, para você ter uma ideia do poder dos juros do Cheque Especial, se você estiver chegando nele, muitas vezes, é indicado você deixar atrasar alguma conta do que pagar os juros dele. Sabia disso?

É verdade. Então, fica essa dica não tão aconselhável, mas muito útil: quando for pagar as contas, veja se compensa usar o cheque especial ou pagar a multa dela. Fica a Dica, irmão.

40% das pessoas compram sem necessidade: 3 cuidados para não ficar endividado!
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4 – Débito Automático: A facilidade não compensa o crime, meus caros. O débito automático facilita a sua vida só de um lado. Isso porque é muito fácil perder o controle das finanças e cair no Cheque Especial.

Afinal, você pode “esquecer” daquela conta que vai cair em qualquer momento. Ah, e se você não tiver dinheiro em conta, o Super Herói (SQN) Cheque Especial entra em ação, automaticamente.

5 – Bancos Diferentes: Dependendo da sua empresa, ela vai exigir um banco diferente do seu para efetuar o pagamento. A 1ª coisa é que essa prática é contestável e, para além disso, caso seja realmente necessária, o recomendável é criar uma conta sem custos e fazer a portabilidade, que é obrigação dos bancos.

Por fim, se nada disso for convincente para você, o ideal é que encerre sua conta antiga e fique só em um banco.

Abaixo, detalhamos um pouco mais 3 dessas facilidades de crédito no mercado. Confira e siga os devidos passos para não cair nas armadilhas.

3 cuidados para não ficar endividado

1 – Formas de Pagamento

O dinheiro, o cartão de crédito e o débito são as formas de pagamento mais utilizadas pelas pessoas, conforme a pesquisa. Sendo que representam 68%, 45% e 35%, respectivamente.

Porém, 58% daqueles que responderam a essa pergunta, disseram que buscam evitar determinadas formas de pagar as compras, principalmente nos últimos três meses, sendo eles: o financiamento (27%) e os crediários (23%).

Outros 47% das pessoas disseram que atualmente observam muita dificuldade por parte das lojas na hora de aceitar certas modalidades de pagamento, como o próprio crediário. Já o cheque pré-data foi o segundo mais citado, seguido ainda do financiamento.

Nos casos onde os estabelecimentos não aceitam algumas formas de pagamento, 37% dos consumidores desistem das compras, mas 27% garantem que acabam por pagar a vista.

Já quando o preço é inferior do que na compra parcelada, 38% das pessoas preferem pagar à vista. Mas, sempre preferem parcelar a compra, caso a diferença de preço não seja grande.

A maioria das pessoas (67%) dizem eu conhecem a diferença entre o valor a vista e o valor parcelada dos produtos. Sendo que no último mês, os consumidores pagaram, em média, três prestações de cartão, cheque, empréstimo ou financiamento.

E quando se leva em conta as parcelas efetuadas, os entrevistados garantem que demorar até seis meses para quitar as dívidas.

2 – Parcelamento

A forma preferida do brasileiro para pagar as compras é com o cartão de crédito, sendo que 61% utilizam tal modalidade. Já outra parte, bem menor (14%) optam pelo crediário/carnê, enquanto que 10% usa o cartão das próprias lojas.

Na hora de pensar na forma de parcelar a comprar, 40% das pessoas optam pela menor quantidade de parcela possível. Sendo que, na outra parte, 26% pedem o número máximo de parcelas sem juros, independente do valor da compra.

Outros 19% dos entrevistados disseram que quanto maior o valor da compra, maior o número das parcelas.

A pesquisa também concluiu que 20% dos entrevistados se planejam para comprar roupas, calçados e acessórios, ante 13%, que se organizam para comprar celulares smartphones e 10% para comprar móveis para a casa.

Quando o foco é as compras parcelas até o fim do ano, os celulares smartphones vencem a preferencia (17%), já o setor de roupas fica em seguida (15%) e eletrodomésticos (13) fecha o ranking das compras mais planejadas.

40% das pessoas compram sem necessidade: 3 cuidados para não ficar endividado!
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Já para a parcela das pessoas que afirmam consumir pelo motivo da facilidade do crédito, 23% deles dizem que tiveram o crédito negado no último mês ao tentarem a compra parcelada (o que as deixariam com nome sujo), já 6% tiveram problemas com o crédito excedido.

Esse acesso restrito faz com que alguns lojistas se disponibilizam a facilitar as condições de compra para garantir os recursos da loja, sendo que 5)% dos consumidores recebem ofertas de descontos para efetuar pagamentos à vista e em dinheiro.

3 – Acesso ao Crédito

40% dos entrevistados acreditam que em 2017 será mais difícil conseguir crédito, sendo que 37% veem uma que da de 10,2 pontos percentuais em comparação a 2016. Para 33%, o acesso continuará igual e o restante, 18%, diz que estará mais fácil.

Roque Pellizzaro Júnior é presidente do SPC e diz que a cautela de quem empresta recursos é natural, já que há um desdobramento da recessão que tomou conta do país nos últimos 24 meses.

“As condições para a concessão ficaram mais rígidas e nesse período houve um ciclo contínuo de alta dos juros que acabou encarecendo e desestimulando a buscam por empréstimos. Como só recentemente essa tendência em relação aos juros foi revertida, ainda não houve tempo para que o consumidor percebesse reflexos positivos”.

Ainda na opinião dele, é importante lembrar que a restrição ao crédito pode impactar significativamente o comércio nacional, já que as pessoas vão reduzir o consumo, especialmente no setor de produtos e serviços de valores maiores.

O ideal, para Roque, será quando estivermos em uma posição onde o consumo aumente de forma sustentável, sendo de extrema importância a cautela na hora de contratar crédito.

“É melhor adiar um sonho de consumo do que contrair uma dívida de longo prazo e, sobretudo, incompatível com a renda e o orçamento”, conclui.

Como o Planejamento Financeiro é fatal para não entrar em dívidas?

Com essa recessão e a possível dificuldade em conseguir crédito, muitos brasileiros viram que será preciso se reinventar na hora de planejar as finanças do mês.

Na verdade, 60 milhões de brasileiros já estão com dívidas e não veem formas claras de sair delas.

A solução, apesar de tudo, é muito simples: educar-se para um consumo consciente!

Se os tempos são de crise e recessão, por que será que 40% das pessoas ainda continuam comprando por impulso, sem necessidade, como foi confirmado na pesquisa acima?

“A manipulação do marketing hoje, com a ajuda da neurociência, fala diretamente ao inconsciente. Essa profissionalização do varejo faz com consumidor uma presa fácil. O primeiro passo é tomar consciência dessa manipulação”, orienta a psicóloga Rita Martins, professora da Faculdade Hélio Alonso, especializada em marketing e comportamento do consumidor.

“Depois, entender a diferença entre desejo e necessidade, e estabelecer prioridade. O exercício da cidadania, de fato, se dá quando o consumidor consegue exercer no mercado um controle de qualidade”, completa o pensamento a especialista.

Graziela Fortunato é professora da Escola de Negócios da PUC-Rio (IAG) e ao observar a pesquisa acima diz que os relatos de compras por impulso aparecem com muita frequência em consumidores das classes B e C.

“São muitas facilidades para compras, em uma sociedade cada dia mais doente e sem preparo para consumir. E estudos provam que angústia e tristeza levam a consumir o dobro. As pessoas dividem em dez vezes, veem o valor da parcela em relação ao do produto e se esquecem de há muitas outras prestações a pagar”, alerta.

Eterno Vilão: O cartão de crédito

O cartão de crédito tem peso significativo nessa história de comprar por impulso, já que ele tira o limite de compras do consumidor, como se ele pudesse comprar tudo que está delimitado pelo seu “potencial” de crédito.

Fato que é comprovado quando notamos que eles respondem por quase metade dos pedidos de renegociação de dívida encaminhados ao mutirão online, realizado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça.

“O cartão de crédito é sempre um problema. Primeiro a pessoa não consegue quitar e paga o mínimo, depois não consegue pagar o mínimo, entra no rotativo e já está feito. Não por acaso, mudaram as regras do rotativo agora. O consumidor precisa ser resgatado antes que fique inadimplente”, afirma Daniele Cardoso, coordenadora do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec).

O jeito certo é analisar como uma Balança

Isso é o que garante a educadora Laura Coutinho, que elaborou o material didático do Programa Nacional de Educação Financeira do Governo Federal.

“o consumo está em um prato, de um lado da balança, e a poupança, do outro. Na base está a renda, o salário. Esses dois pratos estão sempre em movimento. A gente não vive numa ilha, há fatores externos como inflação, a forma como funciona o sistema financeiro, que agem sobre as nossas contas sem que possamos fazer nada”, ela analisa.

“O que precisamos é cuidar das questões pessoais, do orçamento e do planejamento do consumo”, ela diz.

Ela contou ao jornal O Globo que trabalha, desde 2015, com mais de 1 mil crianças do ensino médio e os resultados mostram que os jovens tem pouquíssimo conhecimento sobre o mercado financeiro.

Em termos de números, mais de 50% desses alunos não conseguem responder sobre o poder de compra do seu dinheiro depois de um ano de investimento e diante da inflação.

Depois, 1/3 deles não soube responder sobre a incidência de multa nas contas pagas foram do vencimento. E quase 60% apontam a garantia de um futuro melhor para a família com a poupança, sendo que 40% optam pela educação.

Educação financeira é uma grande oportunidade de mudança de vida para qualquer pessoa. Ela te dá as ferramentas para realizar os sonhos. O que percebe hoje é uma grande desesperança. Quando a gente mostra que é possível traçar metas e o caminho, isso revoluciona”, ela diz.

Educação Financeira para Crianças

Uma pesquisada Unicamp (Universidade de Campinas) está comparando as escolas que estão inserindo a educação financeira na sua grade curricular e as que não estão.

“É notório, algo assim de 80 para 1, o fato das que família que se engajam junto com a criança nesse universo”, afirmou Domingos.

“Hoje todo mundo está endividado e é inadimplente. Nós temos que educar as pessoas para que isso não aconteça mais. O MEC (Ministério da Educação e da Cultura) já tem um organismo estudando essa questão; é preciso mostrar ás pessoas a necessidade da educação financeira”, disse o presidente da Comissão de Educação, Arnaldo Faria de Sá.

Elaboramos 5 ações que podem ser realizadas pelos pais em conjunto com os filhos para que eles estejam a par do teor da educação financeira. Só assim eles vão aprender sobre, na prática. É óbvio que é preciso analisar a idade das crianças, antes de inserir tal prática.

  1. Elaborar o orçamento familiar com meses de antecedência e mostrar qual valor poderá ser usado para os gastos,
  2. Analisar, mensalmente, a evolução dos gastos, das despesas e dos valores gerais,
  3. Mostrar a importância de se criar uma reserva financeira,
  4. Planejar e realizar viagens,
  5. Evitar o consumo em excesso.

O que é a Ilusão da Conta Positiva?

É um comportamento muito comum de algumas pessoas que acham que conseguiram economizar um bom dinheiro quando, ao final do mês, consegue ver a conta positiva pelo aplicativo do banco. O que elas não conseguem notar é que, nem sempre, a conta positiva significa uma economia de dinheiro.

Para exemplificar essa questão vamos usar um exemplo citado no site da organizze, que fala do Tiago. O Tiago chegou ao final do mês de dezembro com 200 reais e ficou crendo que tudo estava bem, afinal, ele gastou menos do que ganhou.

Aí, no final de janeiro, ele continuou feliz porque ainda tinha 150 reais lá no banco. Ué, sendo assim, ele também conseguiu gastar menos do que ele ganhou. Será? É óbvio que não!

Vamos à prova real:

O salário do Tiago é de 3 mil reais e durante o mês de janeiro ele gastou 700 com aluguel, 600 com alimentação, 200 com a internet (televisão e celular), 500 com o carro, 300 com o condomínio, 200 com plano de saúde, 100 na academia, 125 em livros e 25 no cinema.

Soma tudo isso e vê quanto dá… Dá um saldo negativo de 50 reais. Ou seja, mesmo com a conta no Azul, o Tiago gastou mais do que ganhou, obviamente.

Perceba que a conta só ficou positiva porque o Tiago já tinha um saldo positivo de 200 reais na conta. Esse tipo de situação acontece muito com pessoas que trabalham informalmente ou em casos do recebimento das férias e do 13º salário, para os trabalhadores com Carteira Assinada.

Então, definitivamente, o Tiago não está sendo um bom poupador de dinheiro. O que os especialistas indicam, então? Que você faça 2 coisas:

1 – Sempre tenha um dinheiro que será usado para fins emergenciais, porém, esse dinheiro nunca deve estar na sua conta corriqueira mensal.

Você deve abrir a conta em uma corretora financeira e deixar o dinheiro lá. Nesse caso, como o uso será emergencial e você não tem data definida para a retirada, escolha uma opção que tenha liquidez diária.

2 – Você sempre tem que tirar 10% do seu salário, no mínimo, para investimentos. Aí, pode escolher um investimento que não tenha, necessariamente, liquidez diária.

Psicologicamente falando, se você tiver com um saldo positivo na sua conta, vai achar que tem dinheiro sobrando ou que está economizando como deveria. Então, o ideal é fazer essas 2 coisas citadas acima.

Aí, vamos supor que você já tem lá seu dinheiro emergencial guardado, vamos supor uns, 20 mil reais. E vamos imaginar também que você já está investindo até 20% do seu salário há um bom tempo. Então, se sua conta, ainda assim, estiver no azul, você tem liberdade para gastar, para torrar tudo.

Acesso à informação

Giovanni Cossenzo é engenheiro civil e sentiu a vontade de aprender mais sobre o dinheiro.

“Na correria cotidiana, eu deixava esse assunto de lado, e minha mulher também. A iniciativa da organização financeira foi uma recomendação da minha gerente, por conta da crise. Sempre fiz alguns investimentos, mas tinha que me organizar melhor”.

Para ele, essa organização fez toda a diferença.

Esse é apenas um exemplo do que, para Diógenes Donizete que é coordenador do Programa de Apoio ao Superendividado do Procon-SP, os brasileiros ainda precisam ser muito amadurecidos, do ponto de vista do consumo.

“Nossa estabilidade era recente, e as pessoas não se preparam para um momento como este. Ninguém faz reserva. Hoje, cerca de 60% das pessoas que nos procuram são os que chamamos de superendividados passivos, que ficaram nessa situação por causas externas”, ele lamenta.

“Desse grupo, 20% perderam o emprego, 19% tiveram a renda reduzida. Sou otimista e acho que as pessoas vão aprender, é preciso discutir o orçamento em família”, afirma o especialista.

7 Passos para Resistir às compras por Impulso

Kellen severo escreve para a revista Donna e diz que “a lógica do amor vale também para evitar compras por impulso”.

“Se você não quer comprar o que não precisa, coma antes de ir ao supermercado”, ela diz.

Ao falar isso, ela cita que a tendência é que você vai querer compensar alguma emoção com uma compra, assim como a fome. Mesmo a euforia, na opinião dela, pode nos levar a celebrar com alguns presentes.

Portanto, se você quer resistir às compras por impulso, confira esses 7 passos.

1 – Anote numa folha todos os itens que você deseja comprar nos próximos meses.

2 – Guarde o papel na carteira e quando a abrir para tirar o cartão na compra por impulso, veja se ele está na listinha. Se não estiver, repense mais uma vez. Se estiver, avalie se o momento é adequado.

3 – Faça as perguntas certas: eu preciso disso agora? Quantas vezes eu vou usar? Posso esperar ir para a casa e voltar outra hora para comprar?

4 – Vá dar uma volta. Espere a euforia do momento passar, caminhe e só volte depois de um tempo que pode ser 30 minutos, uma tarde ou até uma semana. A vontade de comprar tende a ficar menor.

5 – Anote a emoção que está sentindo no momento. Pode ser no bloco de notas do celular, mesmo! Estou feliz por isso vou comprar uma blusa? Estou triste por isso vou me dar esse batom? Quando você anotar suas emoções pode ter a grande sacada do que está impulsionando aquele comportamento.

6 – Tenha uma grande meta sempre em mente. Seja quitar as dívidas, viajar, estudar ou conhecer um lugar diferente. A blusinha a mais do mês pode deixar a realização do passeio divertido mais distante.

7 – Repense as compras online: é fácil, rápido e cômodo. No mínimo, soa como algo convidativo para comprar impulsivamente. Mantenha sua lista de necessidades à vista, colada com um post it na tela, e se não estiver ali não vale comprar.

Outra dica é fugir do momento x, aquele que você vira a maior compradora em minutos. Feche o computador e vá fazer outra atividade. Distrair sua atenção pode evitar um desastre maior.

No final do artigo teremos também um tópico interessante: 7 Passos para Resistir às compras DE ROUPAS por Impulso!

Curiosidade: Oniomania

É o nome que se dá ao comprador compulsivo, ou seja, que tem dificuldade de lidar com o próprio dinheiro, o que resulta em gastos desenfreados e um endividamento sem fim.

Para identificar essa doença, conforme a psicóloga Marisa de Abreu Alves, é preciso perceber se há prejuízo em alguma área da vida, como a financeira ou a pessoal.

O primeiro passo para o tratamento é ter consciência sobre a doença. Depois, é preciso buscar auxilio na psiquiatria, já que normalmente, ela está associada à transtornos de ansiedade e depressão.

No site do Hintigo, encontramos alguns sinais que podem ser observados para saber se você está sofrendo de compulsão. Apesar de isso ser bastante difícil de ser aceito, lembre-se que o primeiro passo é a consciência.

Confira as dicas do site e note se há alguma semelhança.

1 – Compra como felicidade

Você sente necessidade de ir às compras quando está triste? Às vezes, é normal nos darmos um banho de loja para renovar os ares. Mas é preciso ficar atento: a linha que distingue o normal do compulsivo é muito tênue.

40% das pessoas compram sem necessidade: 3 cuidados para não ficar endividado!
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Quando a tristeza é curada por compras e também a causa delas, pode ser sinal de uma doença muito mais profunda que precisa ser tratada. Você compra para ficar feliz e fica triste porque fez compras.

2 – Você não sabe o que tem no guarda-roupa

Quando você vai dar uma geral no seu armário, descobre várias peças que você mesmo comprou e desconhecia. Compradores compulsivos fazem tantas compras que não conseguem se lembrar da quantidade de roupas que têm no armário.

Muitas vezes, esquecem peças ainda com a etiqueta que nunca vestiram na vida.

3 – Você frequentemente se arrepende

Depois de comprar em uma, duas, cinco lojas, você chega em casa repleto de sacolas e se arrepende do que fez. Esse é um dos efeitos de tentar encontrar a felicidade nas compras: numa atitude forçada, o que o consumidor vai encontrar não é propriamente o que ele quer, mas sim o que está na moda.

E isso nem sempre vai se adaptar ao seu estilo.

4 – Você não avalia preços

A última coisa que um comprador compulsivo observa e pondera é o preço de um item. A necessidade não é especificamente pelo produto, mas sim por comprar. Sem fazer distinção dos preços, as contas podem assustar no fim do mês.

Mas não é na hora que surpreendem, e sim quando a conta do cartão chega.

5 – Na dúvida, você compra

A não ser que você seja um colecionador ou um fã daquele modelo, é raro ter peças repetidas do mesmo produto. Compradores compulsivos não enfrentam indecisões. Se estão em dúvida entre duas cores do mesmo modelo, simplesmente compram as duas sem comparar os prós e contras da aquisição – especialmente no bolso.

6 – Você contraiu dívidas

Um dos maiores indícios de compras compulsivas é a dívida. Depois de certo tempo, não há conta bancária ou cartão de crédito capaz de suportar tantas compras.

É só depois de ter que enfrentar a perseguição do banco e não ter o suficiente para pagar o cartão de crédito mais do que o normal, que um comprador compulsivo consegue identificar a situação em que está.

7 – Você se sente entorpecido

Você não vai às compras pensando que precisa comprar determinado item. Simplesmente, sai de casa e vai ao shopping. Os desejos aparecem nas vitrines e não são sonhos de consumo. De repente, depois de passear por várias lojas, você se vê com várias sacolas. Na hora, não pensa em como vai pagar.

8 – E depois se sente culpado

Ao chegar em casa depois das compras, você não dá importância ao que comprou e tende a se sentir culpado. Mas a culpa não vem dos gastos, e sim porque você acredita que não atingiu a satisfação pretendida com os itens que adquiriu.

O arrependimento também não vem das compras, e sim porque você não conseguiu suprir a sua carência pela compra dos produtos.

Compra Compulsiva ou Compra Impulsiva?

Se você ainda não notou, há uma pequena diferença entre ambas as compras: a impulsiva é aquela que você faz esporadicamente, ainda que sem necessidade. Elas podem ocorrer em uma visita ao shopping ou ao notar alguma liquidação de preços.

Já as compulsivas não afetam o desejo do consumidor, e pode ser que ele nunca nem pense em comprar tal produto, ele simplesmente compra. É uma questão de satisfação pessoal momentânea, o que leva à oneomania.

Se você não acredita nisso, saiba que uma pesquisa feita pela Faculdade de Psicologia da USP afirmou que 3% da população brasileira sofre com a compulsão por compras. Já nos Estados Unidos, essa porcentagem é de 8%.

7 Passos para Resistir às compras DE ROUPAS por Impulso

Também resolvemos listar essas dicas porque as roupas, como visto na pesquisa citada no início do artigo, representam boa parte da compra por impulso.

E, para conseguir essas dicas, consultamos Fabiana Scaranzi, que é especialista no assunto. “A compra por impulso exige atenção, se for realizada constantemente e principalmente: se for compensar algum buraco interno”, ela diz.

Para ela, essas compras podem ser o principal causador dos seus problemas financeiros “que vão desde um guarda-roupas lotado até o limite do cartão de crédito estourado”, ela brinca.

Confira esses outros 7 passos para evitar as compras por impulso.

1 – O que essa roupa trás de diferente ao meu look?

É logico que você não precisa pensar muito pra saber que aquela calça jeans usada durante a gravidez não te serve mais, mas será que essa nova peça traz algum acréscimo para a pessoa que você é hoje?

Comprar por comprar significa apenas um guarda-roupas lotado, difícil de organizar e até de encontrar o que você procura. Por isso, o melhor é sempre avaliar se você já não tem uma peça similar a essa e se ela “casa” bem com outras peças que você já tem e se, juntas, vão formar looks poderosos.

2 – Essa roupa valoriza suas curvas?

A peça pode até ser linda, mas nem sempre é perfeita para o seu tipo físico. Lembre-se que você tem que se sentir confortável e confiante dentro da roupa e não comprar algo apenas porque “está na moda”.

Não adianta comprar uma calça skinny se você for baixinha e vai acabar aposentando a peça em breve por se sentir pequena demais toda vez que está com ela.

3 – É possível criar mais de um look com essa peça?

O segredo para um guarda-roupa completo sem estar abarrotado de roupas é aquele que tem a menor quantidade de peças, mas com a maior possibilidade de combinações. Suas roupas devem ser sempre versáteis, concisas e precisam casar entre si.

Por isso, antes de sair comprando desenfreadamente, tenha a certeza que essa peça vai combinar com pelo menos outras três roupas que você já possui, ou se não tem nada que combine com ela. Nesse último caso, será que o gasto vale a pena?

4 – Já tenho algo parecido?

Pra que levar mais uma saia preta pra casa se você já tem outras três bem parecidas? Antes de passar pelo caixa, pense bem: não é muito mais gostoso gastar seu dinheiro (e tempo!) escolhendo uma roupa que vai te dar um look totalmente novo ao invés de comprar algo que vai te deixar mais uma vez “com a mesma cara”?

5 – Essa peça combina comigo?

Quem vive antenada nas últimas novidades de moda ou segue algumas fashionistas no Instagram, não tem dificuldade de enxergar o que em breve vai virar tendência. Mas por mais que a tal roupa fica linda em celebridades ou it-girls por aí, será que elas combinam com seu estilo e personalidade?

Se você faz a linha mais romântica, adora um babado e salto alto, de nada adianta comprar um sneaker só porque está super na moda. Basta pensar duas vezes para ter certeza de que ele não combina com nada no seu armário e, provavelmente, não vai nem sair da caixa.

6 – Será que preciso comprar essa roupa agora?

Quando a nossa vontade de comprar é mais por impulso e ansiedade do que, de fato, amor pela roupa, minha sugestão é colocar a peça de volta no cabide e voltar para a casa.

Se a vontade passar ou se você esquecer rapidinho da peça que experimentou, é porque você não precisava dela, agora, se depois de dias aquela roupa não sai da sua cabeça, aí sim você tem cartão verde para voltar na loja e compra-la rapidinho.

7 – Eu posso pagar por essa comprar agora?

Antes de sair comprando sua “roupa desejo”, certifique-se de que ela não vai criar um buraco no seu orçamento.

Esse excesso no extrato do cartão normalmente acontece em épocas de liquidação e você precisa ter certeza que esse dinheiro gasto não fará diferença no fim do mês e, mais do que tudo, se a roupa em questão vale tanto a pena assim fazer um desfalque no orçamento.

Com informações do iG, oGlobo, RevistaDonna