Qual a diferença entre os empréstimos e os financiamentos?

O empréstimo financeiro e o financiamento financeiro são duas das opções mais usadas no mercado financeiro… Afinal, quem nunca passou por aquele aperto financeiro que atire a 1ª pedra! Além disso, o desejo de comprar algo é muito grande, ainda mais em épocas especificas.

Para atender esse consumo, as alternativas citadas parecem ser benéficas, mas costumam ter armadilhas embutidas que podem levar a vida financeira de uma pessoa para baixo.

Embora sejam parecidas, essas duas formas de conseguir crédito são diferentes.

“Independente do valor do salário, há uma regrinha simples que ao ser respeitada mantém todos afastados das dívidas: não gastar mais do que ganha”, diz Álvaro Modernell.

O empréstimo financeiro

O empréstimo é um crédito que não tem restrições para o uso – pode ser para comprar um carro, uma casa, pagar uma viagem, a faculdade ou quitar as dívidas.

Logo, o cliente não tem que justificar o uso do dinheiro para os bancos ou as instituições financeiras – a única responsabilidade é pagar o empréstimo com os juros adicionados que são contabilizados.

Normalmente, a incidência de juros é bem maior do que em um financiamento – isso se deve a análise de crédito, que é isenta e a única preocupação é a de que o cliente vai pagar o credor.

Também é importante saber que existem vários tipos de empréstimos. Confira!

Empréstimo pessoal – a contratação é ágil e bastante acessível, só que as taxas podem ser altas a começar pelo prazo de pagamento.

Empréstimo consignado – a linha para pagamento é de 30% o valor do salário do contratante e as taxas, por isso, são bem menores do que o pessoal. Normalmente, os pagamentos descontam em folha.

Empréstimo rotativo – está ligado ao cartão de crédito e valor tem que ser pago abaixo da fatura do cartão. Essa opção não compensa, em hipótese alguma.

Empréstimo do cheque especial – é uma opção que se assemelha ao pessoal, porém, nesse caso não é preciso ter contratação. Tudo acontece de forma automática e os juros são muito altos.

O financiamento financeiro

O financiamento é uma alternativa um pouco mais burocrática justamente devido à análise de crédito e a justificativa de uso do dinheiro – que não ocorre no empréstimo.

Essas duas avaliações deixa tudo mais restrito, mas após a confirmação do acesso, o consumidor pode aderir ao bem.

Os bancos e as financeiras também fazem este tipo de empréstimo, mas os economistas afirmam que os bancos têm métodos mais seguros de análise, ainda que os juros das financeiras ofereçam garantias para o credor.

Cuidado – com o CET (Custo Efetivo Total de Crédito)

A dica, para ambos os casos, é analisar o CET total do crédito. Esse índice mostra todas as taxas cobradas durante o prazo do produto, incluindo os encargos – que variam de banco para banco.

Esse indicador pode te ajudar na escolha do melhor produto.

Na hora de escolher, o ideal é analisar a melhor alternativa… Só que saiba que os dois produtos cobram juros e, dessa forma, o cliente sempre vai “perder dinheiro”.

O melhor a fazer, portanto, é ter uma reserva de emergência para que esse crédito não seja necessário.

A dica é fazer uma avaliação da sua real necessidade – já que ambos estão longe de te ajudar financeiramente, ao menos se você quer ganhar dinheiro.

Curiosidade – leasing bancário

O leasing é outra forma de conseguir crédito.

O contrato é feito entre o cliente e a instituição que vai dar o crédito. No final do contrato, ele pode optar por renovar o contrato ou comprar o bem. Os leasings sempre são usados quando se tem em vista um produto – como computadores ou veículos, por exemplo.

Quando vale a pena fazer um empréstimo financeiro?

Contrair um empréstimo pode ser uma saída, mas é preciso muito cuidado.

Se você ainda tem dúvidas se vale a pena, melhor analisar os tópicos abaixo. Aprenda a analisar os tipos de situação na qual COSTUMA valer a pena.

“A obtenção de um empréstimo bancário pode surgir como uma boa alternativa. Procure condições mais vantajosas, como os consignados ou pesquise onde elas podem ser obtidas com taxas menores. Com o dinheiro, pague as dívidas”, diz Álvaro Modernell.

Usar o empréstimo para quitar as dívidas com juros mais altos

Essa é uma ideia chamada de “consolidação da dívida” e acontece quando pegamos um empréstimo para liquidar aquelas dívidas com juros mais altos.

Os especialistas dizem que essa é uma boa opção quando se tem em mente cobrir o cheque especial ou o rotativo do cartão de crédito (que tem um dos maiores juros do mundo).

Entre todos, o empréstimo consignado costuma ser muito vantajoso. E, além de tudo, concentrar todas as dívidas em uma única operação pode te trazer tranquilidade para pensar e efetuar os pagamentos.

Empréstimo para compras grandes

Não é recomendado. O que os especialistas recomendam é comprar a vista – mesmo compras grandes como móveis e eletrodomésticos.

Isso porque o pagamento à vista tem muito desconto. Por exemplo, uma geladeira de 1 mil reais…

Se você pagar a vista, pode chegar a 900 reais. Já se optar pelo empréstimo, acabará pagando algo em torno de 1,2 mil reais. Sua economia seria de 300 reais, quase 1/3 o valor total do bem.

Empréstimos para limpar o nome no mercado

O acúmulo de dívidas pode levar qualquer pessoa a ficar com o nome sujo nos serviços de proteção ao crédito. Esse desconforto gera problemas na vida como um todo, como em fatores emocionais e psicológicos.

Portanto, ter um empréstimo pode ser de boa ajuda para limpar o nome e voltar a ficar ativo no mercado – mas, que você não se endivide novamente.

Empréstimos para abrir um negócio próprio

Com o alto índice de desemprego, cresce o número de pessoas interessadas em abrir o negócio próprio – será que o empréstimo ajuda?

O dinheiro não será uma barreira e sim, o empréstimo ajuda. Mas, faça tudo conforme o seu plano de negócios – tenha objetivos, metas e seriedade.

Bônus – financiar o carro ou investir por 5 anos?

Se você quer comprar um carro de 60 mil reais pode optar por um financiamento de 48 mil reais em 60 meses (5 anos), sendo uma entrada de 12 mil reais e parcelas iguais de 1,2 mil reais com taxa de juro real de 1,5%.

No final dos 5 anos, você teria um gasto de 85 mil reais.

Ou seja, além dos 48 mil reais necessários para adquirir o veículo, você pagaria um valor extra de 37 mil reais. Com esse valor, seria possível comprar outro carro (ainda que usado).

Por outro lado, se você investe 12 mil reais e mais 60 parcelas mensais de 1,2 mil reais por 5 anos… Com uma remuneração de apenas 0,5% real, o resultado seria 101 mil reais.

Ou seja, você teria 41 mil reais acima do valor que pagaria em um carro de 60 mil reais.

“O lado ruim é que você teria que esperar 5 anos. Mas, a ideia da simulação é exatamente mostrar que, com planejamento financeiro, é possível trocar o consumo presente pelo consumo futuro, levando uma boa vantagem”, diz Fábio Pina, da Fecomercio-SP.

Com informações do guiabolso, mobilis, organizze