Como educar as crianças financeiramente em 2018? 10 passos simples

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Como educar financeiramente as crianças? Qual é a importância dessa educação financeira para os seus filhos? Por que isso é importante?

Se você tem filhos ou conhece crianças pequenas, sabe que tomar essa atitude é bem importante para torná-los pessoas equilibradas com o dinheiro no futuro!

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Neste artigo, vamos dar algumas dicas sobre como ajudar as crianças e os adolescentes a começarem a lidar com o dinheiro desde cedo na vida. Apender a terem consciência e maior inteligência financeira.

Portanto, esse assunto é de utilidade para os pais – que devem ensinar os seus próprios filhos. Todas as crianças e os adolescentes não aprendem sobre isso nas escolas, com praticamente nenhum professor.

Mas, por que é necessário ensinar as crianças?

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A resposta é simples: para que as crianças de hoje sejam adultos inteligentes amanhã, a educação financeira dá mais chance de sucesso profissional e pessoal.

Atualmente, na maioria dos casos as crianças se tornam adultos sem saber como usar o dinheiro – e isso faz com que tenhamos resultados péssimos, como esse totalmente atual: mais de 60 milhões de endividados no país.

Isso tem a ver com a irresponsabilidade educativa: deixarmos tudo na regalia!

Existem dificuldades, tabus e falta de informação para todas as crianças.

Um erro que os pais cometem é evitar falar sobre dinheiro em família ou dizer que é preciso arranjar um emprego, como sendo o único meio de ganhar dinheiro!

Baita ignorância, no sentido de que o desconhecimento da maioria das pessoas se mescla com um entendimento religioso equivocado – onde se diz que o dinheiro é um mau ou dinheiro é causa da existência de corruptos e ladrões.

Na verdade, não!

O planejamento financeiro não é somente para aquela pessoa que tem uma renda elevada. Esse é outro mito.

E o mercado está repleto de mentiras, que são equívocos a serem desfeitos.

A grande verdade é que você pode e precisa ensinar as crianças e os adolescentes a terem consciência financeira.

Separamos algumas formas de você conseguir fazer isso, confira!

1 – Mostrar como o dinheiro é ganho

Você vai ensinar que o dinheiro é ganho sendo fruto do trabalho dos pais!

E que existe uma troca a se dar por ele. Você tem que receber por merecimento. E isso é um conceito, não apenas um meio de pagamento! É também, antes de tudo, ele é resultado de um trabalho, um serviço feito para alguém, para o bem de outras pessoas.

Para as crianças até 10 anos de idade… Falar sobre dinheiro não é muito claro, isso porque elas acham que o dinheiro é apenas para gastar e que os pais tiram de algum lugar mágico.

Nesse caso, ela não aprenda a valorizar o dinheiro.

E pensa em gastar tudo que recebe – os filhos precisam saber de onde vem o dinheiro dos pais, o que os pais fazem para conseguir o dinheiro que compram as coisas todos os dias, todos os meses, todas às vezes.

2 – Encontrar formas de ensinar as crianças

Quando o filho começar a pedir para comprar coisas… Esse pode ser o momento ideal para ensiná-lo sobre dinheiro. Entendido como o dinheiro é ganho, a criança precisa ser ensinada a como gastar também.

Controlar suas despesas, comprar à vista e economizar dinheiro são atividades que precisam ser ensinadas (e aprendidas) ainda na infância.

Ela precisa saber que as necessidades são ilimitadas e o dinheiro é ilimitado, também!

3 – Demonstrar que as famílias têm vários gastos que são fixos e essenciais

Uma criança não educada financeiramente não entende os limites dos gastos e sempre vai achar que ela pode comprar tudo o que quiser – já que os pais sempre têm dinheiro no bolso.

A lição é: ensinar a criança a entender como o dinheiro entrou no bolso dos pais, será que foi mágica? Caso contrário, ela ficara focada apenas no seu desejo e sem limite para gastar.

Isso pode se agravar na adolescência – quando ela passa a ter acesso ao cartão de crédito. O simples mesmo pode ser um cartão que movimenta grandes valores.

Como seria se ela fosse pagar utilizando as notas verdadeiras de reais?

Só com essa pergunta já é mais fácil entender a noção do valor do dinheiro. Assim sendo, observe que usar o cartão de crédito não é uma boa recomendação e nem mesmo um bom exemplo a ser dado.

Outra coisa importante: os pais fazerem reuniões e falar sobre renda e os gastos, juntos!

Nesse caso, não importa a idade deles – claro que os bebês estão de fora.

Jamais a conversa deve ser uma oportunidade para brigas e reclamações, ok?

Isto porque se for assim você estará ensinando que o dinheiro é um problema e, realmente, não é! Evite criar crenças negativas para as crianças.

Aproveitando a situação: o dinheiro não é causa do problema, a causa é como você o trata.

Como dizia o poeta: “o bem e o mal não existe” você que os cria.

4 – Cuidado com as compras impulsivas

Saiba também que o planejamento financeiro é fundamental para evitar as compras impulsivas – a criança tem que saber que a família tem limite para gastar.

Então, compartilhar informações sobre a disponibilidade da família e do dinheiro – isso evitará os conflitos entre os desejos e as possibilidades.

Desta forma, a criança aprende também a respeitar o seu orçamento particular da mesada e cria o habito de viver dentro dele sem ultrapassar os limites criados.

Há algumas reflexões sobre a educação das crianças e vamos considerar 2 pontos de ensinamentos que são: como o dinheiro é ganho e porque gastar, economizar ou poupar para algum objetivo.

Essas duas coisas podem ser ensinadas a qualquer criança, a partir do momento que ela já começa a fazer contas, talvez uns 6 ou 7 anos de idade.

5 – Não importa quanto seja a sua renda

Saiba que para a criança o momento educativo aparece quando ela começa a pedir dinheiro para comprar algo, esse é 1º sinal.

Aproveite este momento: os pais podem dar dinheiro aos filhos e deve ser essa a oportunidade para fazerem exercícios didáticos, como conferir o troco.

Inicia, então, a criação da noção de valor do dinheiro e das coisas compradas.

6 – Questionar o motivo para a compra

  • Por que esse produto e não aquele outro?
  • Por que agora e não depois?

Agora vamos falar sobre a mesada!

Embora muitos pais não podem atribuir uma mesada aos seus filhos, nada impede que eles eduquem dentro desse conceito.

Algumas dicas são importantes!

Estipule a necessidade da criança

Que seja estipulada com base no que a criança necessita.

O valor da mesada estipulada não deve ser criado com base no que os pais podem disponibilizar, mas sim em função da necessidade que o filho que apresenta.

Uso da mesada

O uso da mesada ensina a criança a cuidar do dinheiro – o aprendizado com o uso do dinheiro da mesada evita que no futuro a criança seja um adulto, um profissional, que não saiba cuidar da sua renda.

Aliás, essa é uma realidade muito comum nos dias de hoje.

Mesada ajuda a disciplinar

A mesada ajuda os pais a disciplinar o orçamento da família, a mesada pode também contribuir para disciplinar o uso do dinheiro dos pais.

Assim os pais colocam nos seus orçamentos o valor a ser pago para os seus filhos.

Enfim, a mesada é um compromisso!

A mesada tem que ser estipulada e paga como um compromisso dos pais com o valor pré-estabelecido e com um dia certo a fazer. Assim, evita-se o processo dos pais darem dinheiro quando puderem ou os filhos ficarem pedindo e precisarem.

E agora como colocar em prática?

Usando a mesada…

O primeiro passo é a família listar o nome da despesa, o valor dos gastos que o filho tem e o que vai ser pago pela mesada.

Depois de definido os tipos de gastos devem ser feitos uma previsão de valores para cada item então fazer a soma.

Por exemplo: se o filho recebe 200 reais de mesada antes de receber o novo valor mensal deve mostrar onde gastou o dinheiro em cada um dos itens – assim ele vai se tornando responsável e valorizando e desenvolvendo habilidades para escolher e priorizar.

O que chamamos de despesas a serem cobertas pela mesada são: cinema, jogos, videogames, livros não didáticos ou revistas, lanches extras e outros.

7 – Sonhos de longo, médio e curto prazo

É muito importante que você comece a estimular ao seu filho sonhos de curto, médio e logo prazo para que eles já cresçam com essa noção de planejamento ou ações de curto, médio e longo prazo!

Para uma criança:

  • O curto prazo é até 3 meses,
  • O médio prazo até 6 meses,
  • E de longo prazo até 1 ano.

Então, é interessante que você comece a conversar com seu filho e discutir sobre os sonhos, sobre o que ele gostaria de ter ou o que ele gostaria de realizar!

É muito importante que você tem essa conversa com ele e comece a introduzir essa questão de planejamento, essa questão de tempo de curto, de médio e de longo prazo.

E que para realizar este sonho ele vai precisar sim de um meio, que o dinheiro será este meio para a realização de sessões materiais.

É importante que você dê 3 porquinhos para seu filho, de preferência de diferente tamanho, porque assim cada tamanho vai ser um sonho (longo, médio e curto), assim ele vai associando

8 – Ensine seu filho sobre investimentos

Como eu vou falar de investimento para uma criança?

É obvio que você não vai chegar e falar para o seu filho sobre juros compostos, CDB, LCI… Não é nada disso.

O que eu quero é que você consiga criar nele uma noção de investimento. Como?

Investimento é você multiplicar o teu dinheiro, não é?

Então, como você vai fazer isso?

Você será o banco e o seu filho cliente.

Então, você vai propor para ele: “Filho o dinheiro que você junto até agora, a mamãe gostaria de pegar emprestado. O que você acha de emprestar para a mamãe por uma semana”?

Ai ele vai ficar desconfiado achando que você vai pegar o dinheiro dele. Você fala que no final da próxima semana a mamãe vai de devolver os 20 reais com juros, ou seja, como a mamãe pegou emprestado ela vai devolver para você com um valor a mais.

Aposto que neste momento ele vai querer te emprestar o dinheiro, você não concorda?

E neste momento ele vai entender que ao emprestar dinheiro para alguém torna possível receber juros – logo, receberá um valor pelo dinheiro emprestado.

9 – Não opte pelo caminho mais fácil

Quando seu filho começa a chorar querendo chiclete, uma bala, qual é o caminho mais fácil? Comprar a bala para seu filho ou falar não? Com certeza é você comprar a bala para seu filho.

Neste momento que você já definiu o valor que ele tem para o consumo e o valor que ele tem para o sonho você começa a introduzir na mente dele que toda fez que ele chorar você, vai dar o que ele quer.

E, consequentemente, quando ele se tornar adulto ele vai gastar achando que sempre vai conseguir de algum lugar.

Neste caso de credito fácil, então vai gastar porque tem credito fácil e eu quero naquela hora.

Na verdade, ele precisa entender que tudo tem limite.

É muito importante que você cria no seu filho uma noção de planejamento financeiro e gestão de dinheiro.

Você entregando para ele uma parte para o consumo e uma parte para sonho ele já vai entender que aquele valor X ele tem para consumir durante aquela semana ou durante aquele mês e que aquele outro valor é sim para o sonho dele.

10 – Pensar no imediatismo ou no futuro?

E também cria uma noção de que ele vai abrir mão do prazer momentâneo por um prazer futuro, que será o sonho que ele estará realizando, e outro ponto importante é a questão do investimento!

Que você já comece a fazer com ele e com certeza vai motivar ele a te emprestar o dinheiro e não mexer no dinheiro que está sendo poupado porque se ele precisar logo estará devolvendo com juros.

Como educar as crianças financeiramente em 2018? 10 passos simples
Reprodução: Google

Bônus – Presente de Natal para as Crianças – Descubra qual é o Melhor de Todos

Este artigo é aquele que tem a ideia de te fazer ver a vida com outros olhos – antes de tudo, responda: “Qual você acha que é o melhor presente de natal que poderia dar para uma criança”? – a resposta está no decorrer do texto!

O caso abaixo foi contado pela Revista IstoÉ Dinheiro, no início de outubro deste ano.

Gustavo Chamati viu uma oportunidade no Dia das Crianças e deu a pequena Liz, de 2 anos, um presente muito especial: o seu segundo bitcoin, uma moeda digital que está em destaque nos dias atuais e no mercado financeiro.

No ano passado, Liz já havia ganhado uma moeda dessas, no valor de 2 mil reais. Hoje, o investimento está valendo mais de 15 mil reais.

Para ter segurança financeira, o padrinho de Liz fez uma poupança – que é abastecida em datas comemorativas, garantindo o futuro lá na frente.

O exemplo citado pela revista é totalmente incomum – mas é uma visão diferente e totalmente viável se o assunto for garantir o futuro dos filhos. Fora o bitcoin, também há histórias de pais que deram aos seus filhos alguns títulos da Renda Fixa ou mesmo ações!

A história pode parecer estranha para você, mas acredite: a prática está sendo usadas cada vez mais nas instituições financeiras, nos bancos, corretoras, gestoras. Confira os números!

Em 1 ano, o crescimento desse público cadastrado foi de 60% na Azimut Brasil Wealth Management. Na Rico Investimentos, o valor é 17 vezes maior desde a criação da empresa. Na Easynvest, o público cresceu 90%.

Na Coinvalores, Marcelo Costa fez um investimento financeiro no nome da filha Maria Luiza logo que ela nasceu. O presente foi uma conta no fundo de ações chamado Coin Kids.

“Meus pais fizeram isso comigo lá atrás e minha poupança foi crescendo, com a ajuda de tios e avós também. Resolvi fazer o mesmo com a minha filha, mas optei por um investimento que rende mais no longo prazo”, garante o administrador de empresas.

Francisco Ennes é outro que garante que esse é um bom presente – ele dá para cada um de seus três netos 100 ações do Banco Itaú em todas as datas comemorativas. “Acredito que daqui 30 anos as ações vão valer muito”.

Como Investir Dinheiro para os Filhos

Esses são meros exemplos, totalmente reais, de que as pessoas estão mais preocupadas com o planejamento financeiro familiar e dos filhos.

Cláudio Yoshinaga é do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas e diz que a crise ajudou as pessoas a buscarem conhecido financeiro. Ela diz que os pais tem feito investimentos separados para os filhos, em outras contas, protegendo a aplicação.

“Em caso de necessidade de resgate, os pais pensariam duas vezes porque estariam roubando as economias do filho”, ela observa.

Para esse prazo que é mais longo, Cláudia diz que existem várias opções no mercado financeiro.

“A carteira pode ter reveses, mas a renda variável tende a ter mais atratividade em períodos longos”, conta. Isso sem falar na queda dos juros, que diminui o potencial de ganho da renda fixa.

Como educar as crianças financeiramente em 2018? 10 passos simples
Reprodução: Google

Pesquisa Recente diz que pais têm poupado mais pensando nos filhos

O indicador é da Boa Vista SCPC e mostrou que o número de pais que pensam no futuro dos filhos aumentou em mais de 20%. O total de consumidores que mudaram o hábito passou de 42% para 59%.

Dessa parte, 61% disseram que guardam o dinheiro na poupança.

Já os outros investimentos (ações e renda fixa) tiveram crescimento de 3% na comparação anual.

Existe outra fatia que optam pela Previdência Privada e Títulos de Capitalização.

O estudo também mostrou que o assunto da educação financeira infelizmente ainda está mais mal posicionado dentro das escolas – apenas 3% afirmam que seus filhos falem sobre dinheiro nas aulas.

Em termos de economia, 53% dos entrevistados disseram que poupam mais de 50 reais ao mês para os filhos, sendo que mais da metade desse valor é usado para o pagamento de estudos. Outra parte é para a compra da casa própria.

Educação Financeira é a chave para lidar melhor com o dinheiro

Thaís Lopes é uma professora de matemática que dá aulas de educação financeira em uma escola – o que é raro hoje em dia. Na opinião dela, um dos focos da matéria é mostrar para as crianças que é muito mais importante ser do que ter.

“O padrão de consumo deles muda quando eles entendem esses conceitos. Eles percebem que conseguem realizar sonhos maiores, começam a conquistar e estabelecer metas. Muitas vezes, eles mudam o padrão de consumo de todos em casa”, garante.

Só que o processo de educação financeira não tem que estar apenas na escola.

Carlos Eduardo Costa diz que as crianças de hoje estão mal acostumadas e ganham presente a todo o momento. Ele diz que a ação prática tem que ser a criação de um calendário que mostra as datas especiais, na qual eles serão presentados.

“Se acabar o dinheiro, acabou. Não pode dar mais para trabalhar a responsabilidade na criança. Não dá para fazer tudo o que a gente quer na vida e os meninos e meninas têm que entender isso, a fazer escolhas”, afirmou.

Da Redação com informações do Youtube

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