É possível uma Renda Fixa render mais do que ações? Sim!

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O mercado de ações é conhecido por ser um dos que proporcionam maiores rentabilidades. Por isso também, é o mais arriscado e volátil. Alguns os julgam como positivo, outros tem medo de investir nele (provavelmente, pela falta de conhecimento). O fato é que eles podem render milhões de reais em pouco tempo, claro que, levando em conta os valores e o tempo investido. Isso não é novidade para ninguém.

Agora, imaginem só um título público rendendo 53% em 12 meses. Isso sim é novidade!

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Foi o que aconteceu no último ano com quem comprou um título do governo no Tesouro Direto. O título específico é o NTN-B, corrigido pela inflação e também conhecido como Tesouro IPCA+, com juros pagos no fim e vencimento em 15 de maio de 2035. Para se ter uma ideia, esses papéis se valorizaram mais de 11% nos últimos 30 dias.

Outros papéis também tiveram bons ganhos, tal como a NTN-F, prefixada, também chamada de Tesouro Pre Juro Semestral, com vencimento em 1º de janeiro de 2025, que acumulou alta de 44% em 12 meses.

Reprodução: Google
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“Mas como pode isso, sabendo que esses papéis pagam juros de pouco menos de 6% ao ano, como no caso da NTN-B e 11% na NTN-F”?

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Tudo depende de como esses ganhos serão calculados. Eles são vendidos com desconto sobre seu valor de face, de acordo com os juros. Ou seja, quanto maior o juro, maior o desconto sobre o valor de face que será pago ao investidor no vencimento final. E, quanto menor o juro, menor o desconto.

Esse impacto se multiplica pelos anos até o vencimento do papel e foi o que aconteceu no último ano, que, mesmo em meio à forte turbulência, marcou os pontos positivos. Resumindo: os juros longos caíram mais de 7% mais a inflação no caso da NTN-B para 5,76% e a NTN-F (e outros prefixados), que antes pagavam 16,5%, hoje pagam 11,39%.

Isso é válido para quem vender os papéis agora. Quem não vender, vai continuar recebendo as mesmas taxas, no caso, de 16,5% e 7%.

A pergunta que fica, então, é: vale a pena vender agora? A resposta é simples: apenas se houver alguma alternativa melhor para o dinheiro, tanto em termos de rentabilidade quanto em segurança, como é o caso do Tesouro Nacional.

Pegamos os cinco primeiros títulos que mais tiveram rentabilidade nos últimos 12 meses, confira:

  1. TESOURO IPCA+ PARA 2035 (53,10%)
  2. PRÉ JURO SEMESTRAL PARA 2025 (44,68%)
  3. PREFIXADO PARA 2021 (39,89%)
  4. PRÉ JURO SEMESTRAL PARA 2023 (39,24%)
  5. IPCA+ JURO SEMESTRAL PARA 2045 (37,59%)

Títulos Públicos: Fácil de Entender

Eles são opções financeiras de Renda Fixa emitidas pelo governo federal, que terá o dinheiro para financiar as suas despesas. Como já falamos, você empresta dinheiro ao governo e em troca ele te paga o montante acrescido de juros.

Os títulos do Tesouro Direto têm datas de vencimento específicas, que é quando o Tesouro Nacional quita as obrigações financeiras. É o dia do resgate. Mas, atenção, é possível resgatar o dinheiro antes, caso seja necessário. Assim, o Tesouro tem uma liquidez diária, que começou a valer desde 2015.

Além disso, entre outras características, estão: a programação de investimento (como um débito automático), a facilidade de aplicar e o bom rendimento, que, como todos sabem, é maior do que a da poupança, por exemplo.

Cuidados: Os dois erros mais comuns em quem investe nessa opção são: não se atentar ao agente de custódia, que pode colocar tudo a perder; e confiar “de olhos fechados” nos gerentes dos bancos, porque nem sempre os interesses deles serão os mesmos que os seus, queridos investidores.

Nós já fizemos algumas matérias super interessantes sobre o Tesouro Direto, inclusive para empreendedores. Listamos elas, apreciem:

O sócio-diretor da Easyinvest, Marcio Cardoso, comentou, publicamente, que cada título público tem seus equivalentes no mercado privado. Porém, é importante ficar atento aos riscos dos emissores desses títulos privados, já que o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) só assegura até 250 mil reais por pessoa.

Isso faz com que, mesmo com uma perspectiva de taxas menores do que 2016, os títulos públicos desse ano continuem atraindo os investidores. “As melhores opções são os papéis indexados à inflação”, comenta o administrador de investimentos Fábio Colombo. Ele recomenda as aplicações em papéis de prazo não muito longo (que varia entre 2 e 7 anos).

Em casos de dúvidas, o site do Tesouro Direto disponibiliza vários materiais que deixam claro os detalhes do funcionamento, inclusive, com um simulador gratuito, na qual é possível ver as rentabilidades das diversas opções de investimentos.

Reprodução: Google
Reprodução: Google

Apenas para fins de informações, vamos compartilhar aqui uma frase da professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Eli Lola Gurgel Andrade, sobre o Tesouro Direto:“A previdência privada é um sistema de poupança, em que você repassa a sua renda para um investidor e ele vai aplica-la nas opções disponíveis. Para isso, ele cobra taxas. Hoje, investimentos no Tesouro Direto corresponderiam à uma previdência, mas é muito mais barato e mais seguro”. Vale a reflexão, pessoal!

Tesouro Direto é o que há

Recentemente, o Tesouro Direto tornou-se o “queridinho” dos investidores brasileiros, ou seja, são mais de 1 milhão de pessoas cadastradas nesse tipo de investimento público. O crescimento é expressivo, já que no início da década havia apenas 175 mil cadastros. Somente em 2016, o crescimento na base foi de 70%, ou seja, se antes eram 624 mil cadastrados, agora passou a ser mais de 1,1 milhão, segundo dados divulgados até novembro.

Mas, por que o Tesouro tem ganhado tanta força nos últimos tempos?

Como Investir em Renda Fixa: O Guia Definito

Resposta 1: por ser o ativo mais seguro do Brasil. SIM, mais seguro do Brasil. Inclusive, ficando na frente da poupança, que quase não tem rentabilidade. A principal justificativa para tal é que enquanto em um são os bancos que asseguram os seus beneficiários, em outro, é o governo. Aí, fica fácil né! Quem tem mais chance de quebrar: um banco ou o país?

Resposta 2: baixo investimento. O valor mínimo para entrar no Tesouro Direto é de 30 reais. E, não à toa, é considerado o investimento mais democrático do Brasil. Além disso, os custos também são baixos, a única taxa cobrada é a da BM&FBovespa, fixada em 0,3% ao ano. Na contramão, está o Imposto de Renda, que é cobrado, como qualquer outro investimento.

Resposta 3: Liquidez Diária, na qual as vendas podem ser feitas todos os dias, inclusive, aos finais de semana. E aí bonitão, achou que ia ter a desculpa da “falta de tempo” para não investir, né? Porém, é preciso ficar atento aos prazos de vencimentos dos títulos. Normalmente, quando a venda acontece antes desse período, a rentabilidade pode ser menor do que a contratada.

Poupança: Saques superam os depósitos, em 2016

Resultado: Em 2016, os saques da poupança foram de 40,7 bilhões, um valor muito maior do que os depósitos feitos no mesmo período. Esse “investimento”, por enquanto, ainda é o mais tradicional do país e tem características bastante conservadoras por possuir liquidez diária e transações de baixo riscos. Porém, como já dito, tem perdido espaço.

Além dos Títulos Públicos, dos quais já falamos, as Rendas Fixas, tal como o CDB (Certificado de Depósito Bancário) também tem sido mais atrativo. Isso porque a rentabilidade é maior. Assim como as ações, que é considerada o melhor investimento quando o assunto é ganhar dinheiro. Já os fundos de investimentos também têm atraído novos investidores e são regidos por regulamentos, sem contar que tem boas rentabilidades, também.

Enfim, não há provas concretas de que os depósitos da poupança têm sido resultante dos investimentos em outras opções, mesmo porque o ano de 2016 foi de crise política e financeira. Mas, de fato, é perceptível que os investidores começaram a ver, com outros olhos, a variedade de investimentos que o mercado dispõe.

Poupança? Aprenda a investir nas Rendas Fixas e ter mais rentabilidade!

Com informações da Exame e Infomoney e Segs

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