Custo Efetivo Total – entenda sobre os juros do crédito no mercado financeiro

O Custo Efetivo Total (CET) é um cálculo que todo banco ou instituição financeira deve fornecer aos consumidores que vão solicitar créditos de qualquer tipo. E nesse cálculo incluem-se todos os gastos, como tarifas, taxas e impostos.

Assim, o CET é quando o cliente negocia um financiamento ou empréstimo e quer saber qual será o seu custo sobre isso.

Isso é importante porque existe a taxa de juros, uma fonte bem grande no cartaz “1% de juros ao mês”. Só que na hora de falar em CET, as letras ficam miúdas.

Logico, isso acontece porque o CET é o custo maior, total, de tudo que será gasto.

Então, o que é o CET? É aquela taxa somada dos penduricalhos financeiros: taxa de abertura de crédito, seguro, fiança, prestamista, enfim, qualquer tipo de acessório que é incorporado a cada parcela que você está pagando.

Então, quando você considera que além da taxa de juros, tem outros gastos, não vai adiantar muito considerar apenas as taxas de juros.

E por que o CET é importante

Se de repente entrou dinheiro a mais para você, então, o que acontece?

Você pode pagar tudo antecipadamente e essa quitação resulta em diminuição dos custos financeiros, já que nessa operação muitos deles terão que ser excluídos.

O que é uma taxa de juros? Oras, é uma taxa de remuneração do capital que você tomou emprestado. Assim, nada mais é do que um aluguel que você paga pelo dinheiro tomado de uma instituição financeira enquanto você usa o dinheiro que não é seu.

Se você deixa de usar esse dinheiro, teoricamente tem dinheiro a um desconto do aluguel que você pagaria nas prestações vincendas ou prestações que vem pela frente.

A antecipação é o seguinte: você tem direito a um desconto nos juros devidos deduzidos de uma multa de antecipação de 30%.

Uma coisa que torna o CET importante é o seguinte.

Hoje alguém vai pedir um empréstimo e percebe que quase nenhum banco permite um pagamento único, sendo que eles dão preferencias para pagamentos mais longos.

Por quê?

Porque em cada mês serão cobrados juros – além dos outros gastos.

O banco vai exigir que você parcele pelo menos em 3 ou 4 meses porque ele quer ver aquele dinheiro ser remunerado por pelo menos 3 ou 4 meses para fazer sentido aquela operação.

Então, na prática, quando você consegue um juro mais baixo, um subsídio, um tipo de facilidade, normalmente haverá uma imposição de custo a mais!

O CET e as Taxas de Juros

Entenda que o CET é algo que inclui a taxa de juros.

Então, todo mundo que vai buscar qualquer tipo de crédito no mercado financeiro deve considerar o CET e não apenas as taxas de juros.

Claro que as taxas de juros são importantes, porém, não somente elas.

Um banco que cobre taxas de juros baixas pode cobrar tarifas altas, o que acaba não tornar compensador o empréstimo, crédito ou financiamento.

Assim, para você ter uma ideia, quem não tem cadastro feito em bancos pode ter um custo de até R$ 500 simplesmente para pedir o crédito. E esse é um valor bastante alto.

Por outro lado, existem ainda as tarifas anuais, administrativas ou de qualquer outro tipo.

Tudo isso se soma ao bolso do consumidor, por isso, foi criado o CET.

Logo, o CET é tudo aquilo que você terá que pagar quando ter um crédito emprestado.

Por exemplo, você foi lá na Caixa e fez o financiamento imobiliário.

E você está feliz porque conseguiu uma taxa de juros anual bastante baixa no Minha Casa Minha Vida, sendo de 5,5% ao ano.

Ok, realmente é uma taxa baixa.

Mas, considere que você terá um custo de seguro obrigatório, uma tarifa de cadastro (se ainda não tiver conta no banco), os juros de obra (se o empreendimento tiver na planta), entre outros custos.

Logo, a sua taxa realmente é baixa e isso é bom.

Só que no seu pacotão do financiamento tem ainda muitos outros gastos que não devem passar despercebidos se você não quiser ser prejudicado no futuro.

Para você entender melhor isso, saiba que fizemos outro conteúdo.

Custo Efetivo Total – entenda sobre os juros do crédito no mercado financeiro

CET de um financiamento de imóvel – simulação

Fizemos uma simulação de um financiamento de carro em vários bancos para você entender como é importante entender o CET da compra. Os financiamentos variam muito de instituição para instituição, sendo que podem ter prazos e porcentuais diferenciados.

Para se ter uma ideia, usamos o exemplo:

  • Comprador de 33 anos,
  • Renda de R$ 10 mil,
  • Imóvel de R$ 300,
  • Entrada de R$ 90,
  • Financiamento de R$ 210 mil.

Aí, veja uma coisa: o banco da Caixa foi o que teve a menor taxa de juros, sendo de 10,68%. Só que não foi o que teve o menor CET, sendo que esse papel ficou para o Santander, com 12,36%. O resultado é possível ver na prática.

A parcela da Caixa ficou em R$ 2.523,72 enquanto que no Santander ficou em R$ 2.596,05. Mas, aí, a parcela ficou menor ainda no Itaú, em R$ 2.452,13, que não tem nem o menor CET e nem a menor taxa de juros.

Entende como tudo pode variar?

Então, é melhor escolher o menor CET, o menor valor de parcela ou a menor taxa de juros? Tudo vai depender do que o cliente quer… Óbvio, que o menor CET reflete no menor gasto.

Mas, se o consumidor quiser pagar parcelas baixas, então, vale a pena optar pela menor parcela, só que ele deve saber que pagará a mais por isso.

Quer ver a simulação completa? Clique aqui.