7 Passos Fundamentais para Manter o Controle Financeiro Pessoal mesmo Desempregado

Você está sem emprego? Se sim, leia este artigo até o final que vamos te ajudar a manter suas finanças em dia mesmo sem um salário fixo mensalmente. Agora, se não está desempregado, a leitura também vale para você.

Isso porque, conforme uma pesquisa da Manpower Group, entre abril e junho deste ano, o recrutamento em todo o país deve ser negativo, o que também deve gerar novos desempregos. Isso torna esse texto imprescindível para você que se preocupa com o futuro e com o seu bem-estar financeiro.

Para mais saber, o Brasil tem hoje cerca de 12,9 milhões de pessoas sem emprego formal, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Isso é somado ainda ao fato de que Janeiro foi o 22º mês consecutivo em que mais pessoas foram demitidas do que contratadas com Carteira Assinada no Brasil, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Ao fim de janeiro, o país teve um saldo negativo de 40.864 vagas formais. No ano passado, o país extinguiu mais de 1,32 milhão de vagas e por setores, o comércio foi o mais afetado, seguidos pelo de serviços e construção civil. De outro lado, a indústria de transformação, a agricultura e a administração pública tiveram saldos positivos.

Em termos de região, o nordeste liderou os números negativos, com a extinção de 40.803 postos de trabalho no 1º mês do ano, seguida do Sudeste (-38.388 vagas) e Norte (-6.835). Na outra parte da balança, Santa Catarina teve aumento de 11.284 vagas formais, principalmente na área da indústria de transformação. Mato Grosso também foi bem (+10.010 vagas) na área de agropecuária.

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A última vez que o país registrou saldo positivo foi em março de 2015, quando foram criadas mais de 19,2 mil vagas de emprego.

Assim, para quem já está sem emprego, existe um fator muito comum, chamado medo, no entanto, a solução existe e para levar a vida em sempre é preciso estar centrado nos objetivos, conforme opinião do Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira.

“Sempre afirmo que é com os tombos que aprender a andar. Assim, é hora de buscar uma reestruturação financeira para atravessar este período e, posteriormente, estar prevenido para o imprevisto”, afirma.

Pensando nisso, caso esteja sem emprego fixo, o educador dá algumas dicas. Leia!

1 – Dinheiro do Fundo de Garantia: A maioria das pessoas prefere quitar todas as dívidas com o dinheiro do Fundo de Garantia, no entanto, para Domingos essa não é uma atitude viável porque “isso pode ser um erro já que usar uma parcela grande desse valor colocará em risco o fato da pessoa ficar sem receita para cobrir futuros gastos”. O ideal é buscar um planejamento mais adequado em relação ao dinheiro antes mesmo dele ser liberado.

2 – Dinheiro para Reserva de Emergência: O desempregado precisa, necessariamente, ter um dinheiro guardado para as despesas, como falado no tópico acima. Porém, além disso, sempre que possível é preciso fazer alguns investimentos para retomar a carreira, seja com especialização ou cursos, por exemplo.

3 – Visão Geral sobre a Atual Realidade: Se termos domínio sobre os nossos gastos e ganhos, com o desemprego isso se torna mais importante ainda. Para se chegar á um controle financeiro, o indicado é saber exatamente o valor que a pessoa possui guardado e somar com o que ela vai ganhar dos acertos empregatícios. Nesse momento, até que um novo emprego se estabeleça, e preciso cortar, de imediato, todos os gastos possíveis. Todos mesmo!

4 – Cheque Especial e Cartão de Crédito: Continuam NÃO sendo indicados, mesmo para esses casos. “Eles podem mais atrapalhar do que ajudar”. Assim, enquanto estiver desempregado, é melhor evitar essas opções já que isso indica a possiblidade da pessoa não conseguir pagar os valores das faturas mensais, e, pensando nos juros exorbitantes, o caminho poderá não ter volta.

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5 – O que fazer com as dívidas: As dívidas nunca são motivos de alegria, no desemprego, torna-se uma vilã ainda mais assustadora. Se o pagamento delas está se tornando inviável, então, é preciso buscar o credor e ter um papo reto. Conforme opinião do educador Domingos, a melhor saída é “mostrar que não quer se tornar inadimplente, mas que também não possui condições de pagamento”. O ideal é diminuir os juros e esticar os débitos, ele diz.

6 – Ser sincero, mas não bobo! Essa é uma dica de ouro, conforme Domingos. Porque, como dito acima, você precisa jogar limpo com os seus credores, no entanto, infelizmente, hoje o mercado está cheio de pessoas más intencionadas que farão de tudo para se aproveitar da sua ruim situação. “Não permita abusos. Muitos tentarão tirar proveito de sua fraqueza para tentar obter vantagens. Evite promessas e garantias descabidas”, diz Domingos.

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7 – Foque em voltar ao Mercado de Trabalho: Aqui vale uma ressalva: às vezes, há males que vem para o bem. Se você foi mandado embora, pode ser que seja a hora de investir no seu próprio negócio ou em mudar de área e fazer aquilo que você sempre quis. “Lembre-se que as oportunidades geralmente aparecem para quem está atrás dela. Esqueça o desânimo, levante a cabeça e olhe para o futuro”, afirma Domingo.

Aí, já que o assunto é voltar ao Mercado de Trabalho, selecionamos também algumas dicas para se destacar sendo um profissional freelancer ou informal ou liberal, como você queira chamar.

4 Maneiras de se destacar no Mercado de Trabalho sendo um freelancer

Entre as várias características desse profissional, uma delas é o desafio de equilibrar o tempo do trabalho com a vida pessoal. Isso somado ainda com a qualidade de vida, baseada em uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos. Aliás, em tempos de crise no país, essa pode ser uma boa chance para quem perdeu o emprego.

As dicas abaixo foram selecionadas pelo freelancer.com, uma plataforma de projetos crowdsourcing e de profissionais liberais que buscam alternativas para conseguir um dinheiro extra. Confira as melhores dicas para quem quer se dar bem nesse mercado.

1 – Área de Atuação: O profissional tem que escolher uma área na qual consiga se destacar frente aos concorrentes. Isso tem, quase que obrigatoriamente, que estar ligado ao perfil dele. O recomendado é que ele esteja inserido em poucas áreas, que sejam especificas ao invés de buscar estar em todos os segmentos.

2 – Portfólio: Se você não teve como criar um portfólio com os seus projetos anteriores, precisa fazer isso agora. A tarefa de convencer o seu cliente sobre a qualidade do seu serviço será muito mais fácil se você tiver os seus antigos trabalhos em mãos. Normalmente, no começo, os profissionais precisam fazer um pequeno projeto, até mesmo sem remuneração, para mostrar o tamanho da sua capacidade profissional para que, no futuro, consiga mostrar que está apto para tal função e trabalho.

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3 – Rotina: Essa é, comprovadamente, uma das tarefas mais complicadas para o trabalhador informal. No entanto, estabelecer horários rígidos para começar e terminar o trabalho é fundamental para o sucesso profissional. O local também é importante. Mesmo que seja em casa, é preciso ter um local adequado, silencioso, organizado e com uma rotina estruturada, o que vai permitir maior produtiva.

4 – Área de Atuação: Ah, você pode achar que o tópico está repetido, mas não. O assunto é o mesmo sim, mas aqui a ideia é reforçar a importância de você saber e conhecer sobre a sua área de atuação. É preciso, antes de realizar um orçamento, saber sobre os projetos e os valores que costumam ser cobrados, além dos custos envolvidos.

Como o assunto ainda é o trabalho informal, se você tem interesse em seguir com esse pensamento e trabalhar para si mesmo, sem ter que obter às regras dos patrões e chefes, pode ter alguma ideia de quais sãos os profissionais mais buscados. Confira abaixo!

Os 5 Profissionais Freelancer mais Procurados

As informações abaixo também são do freelancer.com e foram encontradas a partir de casos de sucesso de pessoas ao redor do mundo.

1 – Redação e Conteúdo: Eles são muito procurados para trabalhos esporádicos. Um exemplo disso é o blogueiro Reginald Chan, que começou a trabalhar como autônomo, o que lhe permitia complementar a renda, em paralelo ao trabalho no hotel.

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Reprodução: Google

“Em média, eu consigo obter em torno de um projeto por dia. Amo isso”, ele diz. O profissional também comenta ainda que agora faz planos para criar um curso online para dar dicas para freelancers e blogueiros, para que eles consigam também ter sucesso na profissão.

2 – Desenvolvedores de Aplicativos: O exemplo aqui é Muhammad Mushtaq Magri que diz que um desenvolvedor de software pode se dar bem trabalhando neste modelo. O sucesso dele é que, se antes ele morava de aluguel, agora tem a própria casa, o carro e vive de investimentos imobiliários, além de ter uma empresa de software no Paquistão. “Quando eu comecei, senti que este era o caminho para tonar o meu sonho em realidade”.

3 – User Interface Design: Ou, no linguajar popular “Designers”. Eles são procurados e muitas vezes, como conta Leandro Rodrigues, que deixou o emprego fixo para se dedicar ao trabalho autônomo em tempo integral, o que resultou no sonho de ser o próprio patrão. “Hoje, eu tenho maior flexibilidade para fazer outras coisas e, claro, sou meu próprio chefe”, afirma.

4 – Analista de Dados e Estatísticas: Na Tailândia, Pichart Yapa decidiu que não queria mais ser funcionário de escritório  para a sua vida, então, tornou-se um profissional autônomo. Ele é um desenvolvedor de Microsoft Excel e somou isso ao Visual Basic. “Quero poder me aposentar cedo para passar mais tempo de qualidade com a minha família”.

5 – Produtor de Vídeo: Muriel Rebora é uma produtora de vídeo argentina e diz que com essa profissão conseguiu maior flexibilidade para a vida. Depois, conquistou cada vez mais clientes e agora já tem a própria marca.

“Trabalhar é muito mais divertido e não há rotina, além de me fazer sentir parte do mundo inteiro, porque eu comecei a interagir e a colaborar com pessoas de todo o mundo. Eu também estou recebendo não só uma experiência mais gratificante, mas uma melhor remuneração, em torno de 3 vezes o que eu costumava ganhar”.

Trabalho Temporário e Terceirização: Entenda Essas Formas de Contratação

Suponha que uma companhia precisa acelerar a produção em um determinado período do ano e idealize fazer todo o projeto em apenas 3 meses. Assim, ela não poderá sobrecarregar a equipe com horas extras, já que está em desacordo com a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho), por isso, nesse exemplo, a solução seria contratar um trabalho temporário ou fazer uma terceirização.

Conforme o presidente da Employer RH, Marcos Abreu, as leis são especificas para cada alternativa e ambas requerem atenção especial do contratante. Confira algumas recomendações.

Trabalho Temporário

O Trabalho Temporário está acordado com a Lei 6.019/2974 que diz que é “aquele prestado por pessoa física a uma empresa, para atender a necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou á acréscimo extraordinário de serviços”. Ou seja, é um empregado temporário que será contrato para adicionar seu trabalho à empresa pela demanda ou então que poderá substituir um trabalhador em falta, tal como uma licença-maternidade.

Nesse caso, o contrato deve ter duração de até 3 meses, podendo ser prorrogado por mais 6 meses em caso de substituição de pessoal efetivo ou prorrogado por mais 3 meses em casos de acréscimo extraordinário. Após esse período, a contratação é indeterminada. E isso acontece para evitar que a empresa substitua o temporário por um funcionário efetivo.

Outra observação importante é quanto à contratação de temporários para cobrir contratos de experiência, fato que não pode acontecer, conforme a lei.

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Esses trabalhadores temporários podem ser contratados também por Agências Privadas de Emprego Temporário ou Empresas de Trabalho Temporário (ETT), considerando que ele deve ser contratado para executar as mesmas funções e receber remuneração equivalente a dos funcionários efetivos da empresa. E, nesse caso, não precisa ser especializado, desde que esteja apto para realizar funções para a vaga.

Terceirização

A principal diferença com o trabalho temporário é que na terceirização o contrato é feito de empresa com empresa. O processo também passa por uma prestadora de serviços de contratação, que trata de um tipo especifico de serviço, que será executado por pessoas especializadas.

Ao contrário do temporário, na terceirização a empresa contratada é responsável por pagamentos aos funcionários, que não são subordinados à empresa contratante.

É importante saber que a contratação de mão de obra terceirizada precisa ser feita somente por atividades dentro da empresa ou, em caso contrário, o contrato poderá ser considerado ilícito.

Sobre a terceirização também é importante saber que:

  • A prestadora de serviço seleciona, contrata e remunera o trabalhador,
  • A empresa contratada deve possuir meios de matérias próprios para a execução das atividades solicitadas,
  • O contrato firmado entre o empregado terceirizado e a empresa não apresenta limite temporal.

Por fim, podemos concluir 3 principais diferenças entre esses 2 trabalhos. Veja:

  1. Vínculo Empregatício: No trabalho temporário, o trabalho tem vínculo por uma ETT subordinado à empresa contratante e no terceirizado, o vínculo está relacionado com a empresa que presta o serviço,
  2. Especialização: No temporário, não precisa ser especializado desde que saiba cumprir os requisitos básicos para as funções, enquanto que o profissional terceirizado precisa ser especializado na área de atuação,
  3. Duração do Contrato: Do temporário é de 3 meses, com possibilidade de prorrogação, já na terceirização, o contrato não precisa descrever um tempo necessariamente.

Gastar Menos e Realizar os Sonhos

Depois que conseguir voltar ao mercado de trabalho, seja como freelancer ou contratado de alguma empresa, pode ser que você acredite que o seu salário não é suficiente para pagar as suas despesas, o que vai exigir algumas tomadas de decisões imediatas. Uma delas é repensar o seu padrão de vida, assim, cortar gastos é uma atitude necessária para realizar os objetivos.

Os pequenos gastos, inclusive, precisam ser bem observados. Assim como as compras feitas de forma desordenada, que acabam se tornando grandes ralos por onde escoam as economias. Ou seja, em média 25% dos gastos mensais são supérfluos e desnecessários, conforme pesquisas. O que se conclui é que, mesmo as pessoas dizendo que não tem de onde reduzir os gastos, mas, quando fazem uma boa análise, observam que é possível.

Com isso, é preciso fazer um diagnóstico da vida financeira  e anotar tudo o que gasta, até mesmo os cafezinhos. Depois, dar prioridade aos seus sonhos. A forma errada e mais comum é a de não poupar para os objetivos e fazer isso apenas quando sobra algum dinheiro no final do mês. Isso não dá certo e só distancia o seu sonho da sua realidade.

A dica final é priorizar aquilo que realmente importa e colher, posteriormente, resultados diferentes. Para isso, é preciso ter hábitos e atitudes diferentes hoje.

Processos Trabalhistas

As demissões mal conduzidas e sem transparência, que podem causar ressentimento, acabam servindo como motivador para os processos trabalhistas. Com isso, para evitar esses processos, a entrevista de desligamento do funcionário deve ser fundamental para que o RH identifique as possíveis vulnerabilidades do risco.

“Se conduzido de forma correta, esse processo permite que a organização conheça que imagem o ex-funcionário está levando em relação à conduta da empresa”, diz Renato Santos, sócio da S2 Consultoria. “Em alguns casos, a entrevista fica a cargo de pessoas pouco preparadas, que acabam fazendo uma utilização inadequada dos dados obtidos”.

Sobre processos também é preciso saber a diferença entre auxílio acidente e auxílio doença

Ambos são resguardados pelo INSS.

No caso do auxílio acidente… Ele é caracterizado por ser um benefício concedido pelo INSS quando o contribuinte desenvolve alguma sequela permanente que reduza sua capacidade laborativa, que pode ser tanto física quanto psicológica, afirma a advogada especializada em Direito do Trabalho na área da Saúde, Luciana Dessimioni.

Esse benefício tem que ser pago em forma de indenização em função do acidente e, sendo assim, ele poderá continuar trabalhando permanentemente.

No entanto, o empregado doméstico, contribuinte individual e facultativo não podem possuir tal benefício. Já o trabalhador por conta própria, que não tem um empregador, também tem direito, mas desde que preencha requisitos para ter acesso ao benefício.

É importante saber que para ter esse recurso, todo profissional tem que agendar uma consulta com a perícia do instituto.

7 Passos Fundamentais para Manter o Controle Financeiro Pessoal mesmo Desempregado

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Já o auxílio doença é quando o acidente torna o trabalhador incapaz de exercer suas funções por um tempo, que vai variar de acordo com a intensidade do dano. Nesse caso, existem muito mais detalhes a serem vistos, como por exemplo: só poderá receber o benefício àqueles que possuírem carência de 12 contribuições e ter a qualidade de segurado.

Além disso, é preciso comprovar a doença e o benefício só é concedido se o trabalhar já tiver sido afastado por, pelo menos, 15 dias dentro da empresa. Também é preciso imprimir o requerimento gerado pelo sistema, com carimbo e assinatura da empresa.

Bem, a diferença entre ambos é que enquanto o auxílio doença é um benefício, o auxílio acidente é uma indenização. Com isso, um é temporário e o outro permanente (até a aposentadoria). Porém, ambos não podem ser cumulativos e o auxílio acidente é sempre posterior ao auxílio doença.

Outro caso, além desses 2, é o de aposentadoria por invalidez, autorizado em casos de traumas muito fortes, na qual o contribuinte tem o auxílio interrompido e passa a receber apenas a aposentadoria pelo INSS.

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Com informações do iG