Controle Financeiro Fácil para uma Conta Bancária no Azul – 13 Passos

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Você já parou para pensar como o descontrole financeiro ou a falta de atenção com a conta bancária pode influenciar no seu endividamento cada vez maior? Pode não parecer, mas deixar essa conta de lado, como se não fosse importante, pode virar, totalmente, a sua vida financeira – para pior.

No final do artigo teremos dois bônus: cobranças indevidas e o que fazer quando o banco quebra!

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Confira algumas dicas de como lidar com a conta bancária. Aprenda a economizar dinheiro com ela e deixar o orçamento financeiro pessoal em ordem. São hábitos simples, corriqueiros e que foram divulgados por Márcio Barros, que é doutor em finanças e professor da IBE, da FGV – Fundação Getúlio Vargas.

1 – Planejamento Financeiro

“Sem planejamento financeiro, os riscos de as contas terem problemas aumentam exponencialmente”, garante Barros.

Para ele, planejar o uso do dinheiro não é apenas uma questão de organização financeira das despesas do dia a dia, mas também tem a ver com ter controle para realizar sonhos e sair do sufoco e das dívidas.

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Para quitar uma dívida, por exemplo, o primeiro passo vai ser desenvolver um planejamento financeiro ideal para o perfil.

2 – Saída do Dinheiro

Saber para onde o dinheiro está indo é fundamental.

“Sem saber para onde o dinheiro vai, você acaba caindo em uma armadilha”, diz Barros.

Assim, se você faz transferências ou pagamentos em cheque, por exemplo, é preciso anotar tudo, se não, logo, você vai perder o controle das despesas.

“Quando a situação piora é preciso cortar os gastos, você nem sabe por onde começar”.

3 – Gastar mais do que Ganha

Gastar mais dinheiro do que se ganha é a receita mais prática para um grande desastre.

“A pessoa fica no vermelho e acaba entrando no cheque especial, que tem juros estratosféricos”, avisa Marcio.

O uso de vários cartões de crédito, com limites diferentes e altos, é uma forma de cair nesta cilada. Você se acostuma a parcelar tudo o que compra, em cartões diferentes, e depois que não tem renda suficiente para lidar com todas as faturas.

4 – Reserva Financeiras para Emergências

É muito importante e, como dizem os especialistas, “todo mundo deveria ter um cheque especial” para usar em momentos de aperto. Todos tem que levar em conta que imprevistos acontecem e sempre vão acontecer.

Se você ficar desempregado, por exemplo, terá um dinheiro reservado para bancar suas contas enquanto não encontra outro emprego. Se você ainda não tem, melhor montar o seu agora mesmo!

5 – Débito Automático

Muitas pessoas programam vários pagamentos em débito automático, porém, sem saber se terão saldo suficiente nos dias determinados para os pagamentos – o que é um grande problema financeiro.

“Elas acabam entrando no cheque especial. Se o cliente não tiver cheque especial, pode ser ainda pior. Ela pode não conseguir quitar a conta de luz, por exemplo, e ter o serviço cortado”.

6 – Limites (do Cheque Especial e do Cartão de Crédito)

As pessoas lançam mão de se interessar pelo limite do cartão de crédito, mas são eles os principais motivadores para que elas entrem em dívidas rapidamente (se fosse um filme seria: o perigo mora ao lado).

Toda a praticidade de usar o limite como se fosse uma extensão da renda é uma verdadeira armadilha do banco para que você use o crédito.

Só que se você não conseguir dar conta de pagar o que tomou emprestado em dia, vai acabar arcando com os maiores juros praticados no mercado financeiro.

Para se ter uma ideia, o cartão de crédito tem uma média de taxa de juros de 430% ao ano. Já no Cheque Especial, o percentual também é alto, sendo de 260% ao ano.

7 – Título de Capitalização

Na real, nem pense em dizer que é um investimento financeiro porque não é.

Se não tiver o devido conhecimento, os clientes podem ser influenciados para adquirir títulos de capitalização e achar que estão fazendo um “grande negócio”, mas só que da China.

Os bancos oferecem esses produtos bancários como forma de investimento, mas não são, na verdade.

A grande isca dos bancos é por dizer que existem sorteios durante a vigência do título – mas, então, como a loteria, trata-se de sorte e não de investimento.

Esses títulos não são aplicações financeiros porque não tem quase nada de rentabilidade (inferior até mesmo do que a poupança) e prazos rígidos para o resgate.

Muitas vezes, porém, quando vão retirar o dinheiro, a compradora do título percebe que o saldo é menor do que o que foi aplicado – um absurdo, não é? Por isso, fuja dos títulos de capitalização e invista seu dinheiro de maneira mais sábia.

8 – Extrato Bancário

Para quem não acompanha os lançamentos do extrato bancário, existe o risco de ser cobradas tarifas indevidas pelo banco. Além de poder ocorrer as fraudes eletrônicas ou ter um cheque adulterado, entre outros malefícios.

Vamos falar mais disso no final do artigo.

9 – Várias Contas Correntes

É realmente necessário ter várias contas correntes? “Para pessoa física, isso parece não fazer muito sentido. Ter muitas contas significa ter mais tarifas de manutenção de contas e vários cartões de crédito. Aí fica mais difícil controlar as finanças”, diz o especialista.

10 – Produtos Bancários

O banco é como uma vitrina de vários produtos. Assim sendo, nem tudo é adequado ao seu perfil, assim como nem tudo é necessário.

Atualmente, é comum que os clientes sejam influenciados pelos bancos a comprar vários pacotes, como títulos de capitalização, planos de previdência, seguros, entre outros.

A negociação, que começa quase sempre a partir dos gerentes dos bancos, é ótima para a instituição, que tem seus lucros potencializados. Já para o cliente, nem sempre. Quanto maior os produtos adquiridos, maiores a chances de endividamento, vale lembrar.

11 – Padrão de Vida

O seu padrão de vida tem tudo a ver com as condições financeiras que você tem e os produtos bancários que você adquire. Em muitos casos, ou na maior parte deles, o hábito de usar indiscriminadamente o cartão de crédito é um péssimo negócio.

Se você abre mão do cartão para bancar tudo o que quer e deseja, sem que tenha um planejamento financeiro previamente revisado, então, o endividamento é uma questão de tempo.

Seja mais criterioso como o cartão de crédito e não use para bancar seus gostos pessoais, como se fosse sem limites. Pode ser difícil fazer isso no início, mas é importante para que você entenda, de fato, o que caberá no seu bolso no futuro.

12 – Muito Otimismo

“Às vezes, as pessoas são muito otimistas e pensam que nunca terão um imprevisto, que o carro nunca vai quebrar ou que nunca terão um problema de saúde que as obrigará a gastar muito com tratamentos médicos”, afirma o especialista.

As pessoas, por isso, não se preocupam com a reserva de emergência e quando os imprevistos aparecem, acontece o risco de não ter os recursos necessários para arcar com os custos relacionados à eles.

13 – Pensar na Aposentadoria

Quanto mais cedo as pessoas começam a poupar dinheiro para a aposentadoria, melhor para elas, obviamente, diz o especialista. O futuro próspero, assim, é questão de tempo.

“Vale muito a pena ter um plano para o futuro com algum investimento pensando no longo prazo”, ele diz.

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Transferências Financeiras Online: APPs ou Sites de Bancos?

Se você está lendo este texto no seu computador ou no seu celular é muito provável que você esteja ligado aos novos meios de comunicação e já tenha feito, ao menos uma vez, uma transferência financeira online – por aqui na internet – sem que precisasse ir até o banco ou um caixa eletrônico.

Mas, ao mesmo, já deve ter se perguntado: será que é seguro?

Ainda sobre a Internet Banking (uso de transferências bancárias pela internet), há de se pensar em sites oficiais dos bancos ou aplicativos que podem ser instalados em quaisquer celulares. Será que um dos dois é mais seguro?

Vamos tirar suas dúvidas no decorrer do artigo, antes, confira alguns números importantes constatados por fontes oficiais sobre o número de pessoas que estão usando a internet para tais movimentações financeiras.

76% dos Brasileiros Usam Internet Banking

A pesquisa foi feita pelo Facebook (A Ascensão dos Bancos Digitais) e mostra que os aplicativos móveis são os mais usados – 90%.

A ideia da pesquisa é mostrar a grande oportunidade que o mercado tem de diminuir a distância entre a expectativa dos clientes e os serviços que oferecem.

O estudo também mostra que

  • 83% das pessoas já checam o saldo no celular,
  • 61% transferem dinheiro e
  • 59% usam os dispositivos para pagar o cartão de crédito.

Também conforme o Facebook, quem usa os dispositivos para esses fins tendem a usá-los para outros fins, como pensões, investimentos, seguros ou empréstimos em 74% dos casos.

Porém, o grande destaque da pesquisa mostra que a maior parte das pessoas acredita que os sites e aplicativos móveis melhoraram, o que os tornaram mais digitais do que os bancos.

Do total, cerca de 76% afirmaram que usam o internet banking e 63% acreditam que no futuro a interação com os gerentes serão apenas da forma online.

A pesquisa comprova, mas basta olharmos para os bancos e observarmos que as filas já não são tão longas quanto antes.

As facilidades do mundo digital tomaram rédea do setor bancário e não a toa as transações por celulares são mais comuns, também na opinião da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) se comparadas às movimentações presenciais.

Controle Financeiro Fácil para uma Conta Bancária no Azul - 13 Passos
Reprodução: Google

Recomendação do Banco Mundial sobre a Internet Banking

Um estudo feito pelo Banco Mundial informa que 98 milhões de pessoas não têm acesso à internet no Brasil.

Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 2016 – Dividendos e Digitais, coloca o Brasil em 5º lugar em número de usuários de internet, atrás apenas da China, Estados Unidos, Índia e Japão.

Para o Ministério das Comunicações, o número absoluto de brasileiros off-line chama atenção devido ao tamanho da população nacional, que é estimada em 204 milhões de pessoas.

Para a Secretaria de Telecomunicações, 55% dos brasileiros com pelo menos 10 anos de idade já são usuários da internet e conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), são cerca de 175 milhões de pessoas com 10 anos ou mais em 2014.

“De acordo com esses dados, somos mais de 96 milhões de usuários e 78 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade off-line. O último número é consideravelmente inferior à estimativa apresentada pelo Banco Mundial, mas ainda assim representa um grande contingente de pessoas sem acesso à internet”.

A orientação do Banco Mundial é que os países criem ambientes certos para a tecnologia, com regulamentações que facilitem a concorrência e a entrada no mercado e a capacitação dos trabalhadores a alavancar a economia digital e as instruções.

Entre as medidas sugeridas no relatório para tornar as empresas mais produtivas e inovadoras estão investir na estrutura básica, com a redução de custos, o que vai diminuir barreiras comerciais e facilitar a criação de startups, reforçando as autoridades encarregadas da concorrência aos programas digitais.

Bônus 1: Atenção com Cobranças Indevidas

Você já teve a sensação de ter sido “assaltado” pelos bancos? É verdade, isso acontece muito mais do que a gente poderia imaginar, tanto é que a cada período os órgãos de defesa do consumidor fazem rankings e estatísticas citando as situações que mais são reclamadas.

Incluindo notas, nomes dos bancos e tipos de reclamações.

Assim, fica provado que a cobrança indevida acontece, vias de fato, por isso, é tão importante conferir sempre o extrato bancário. “Os consumidores são induzidos ao erro por falta de acesso e informações”, afirma Ione Amorim, que é economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Ao que se sabe, os bancos não são obrigados a seguir todas as normas estabelecidas pelo Banco Central, mas em 2010, foi instituído que alguns pacotes de serviços deveriam ser oferecidos aos clientes, inclusive, alguns com isenção de taxas. Vale a pena pesquisar.

A alternativa gratuita não é interessante pelos bancos, por isso, é preciso ir atrás se tiver interesse. Antes de abrir uma conta, peça todo tipo de informação possível, sobre valores e preços avulsos.

Quando ocorrer cobranças indevidas, como em casos de serviços que não foram solicitados, o ideal é entrar em contato com o banco imediatamente.

“O consumidor deve sempre ficar atento ao extrato bancário, ver quais as cobranças são feitas. Se perceber algo estranho deve entrar em contato com o banco para pedir esclarecimentos”, diz Amorim.

Também é possível divulgar a reclamação no site do consumidor.gov.br. E, por fim, se nada for resolvido, vale a pena entrar com ações na justiça. Conforme Ione, quando o banco faz a cobrança indevida, a consumidora tem direito à indenização em dobro.

O ideal, assim, é cuidar muito bem do seu dinheiro, analisando para onde ele está indo. E, mais do que isso, por mais seguro que pareça, o banco nem sempre vai ter as melhores opções financeiras, seja para investimento ou para empréstimos.

Tome atitudes conscientes, sempre.

Na contramão dos Bancos, as Corretoras de Investimentos

Na contramão dos bancos, estão as corretoras de investimentos que tem o único objetivo de ganhar dinheiro junto com o cliente.

É como se o lucro fosse repartido, entende? Então, não tem nada a ver com os bancos, onde os gerentes precisam bater metas mentais e vender produtos que gerem lucros para eles.

Pensando nisso e para mostrar que você, mesmo sendo um investidor iniciante, deve buscar conhecimento sobre as corretoras de investimentos, listamos algumas vantagens de investir dinheiro em corretoras de investimentos.

Ofertas de Produtos

As corretoras de investimentos têm mais liberdade e menos conflito de interesse, portanto conseguem ter uma gama maior de produtos financeiros, distribuídos em várias instituições financeiras, como os próprios bancos, além das gestoras.

Sendo assim, as corretoras podem optar por uma LCI do Itaú ou um CDB do Bradesco. Com isso, ela vai optar, obviamente por aquela opção que melhor representa o seu cliente.

“A gente sabe que a melhor coisa para o investidor é diversificar porque diminui os riscos que vêm do mercado. Mas, em geral, quando as pessoas começam a investir, não têm visão muito boa de onde estão ganhando ou perdendo. Assim, para o início, não pode fazer grandes investimentos. Depois, com mais segurança, pode diversificar e aumentar a quantia”, garante Juliana.

Taxas Mais Atrativas

Nas corretoras de investimentos, as taxas são mais atrativas porque nos bancos existe a prática de cobrar aportes iniciais altos para ter taxas baixas. Assim, se o investimento for baixo, as taxas serão altas.

Nas corretoras isso não acontece e nelas é possível encontrar aplicações financeiras que cobram 0,5% ao ano, com um aporte inicial de 5 mil reais. O que é praticamente impossível em bancos.

Quantidade de Dinheiro

Nas corretoras de investimentos, você não terá um cartão de cor diferente dependendo de quanto dinheiro tem ou de quanto recebe de salário mensalmente. O atendimento será o mesmo para todos os investidores.

Isso também não acontece no banco, como já falamos, onde alguns investimentos são destinados apenas a pessoas que tenham muito dinheiro.

Diversificar Investimentos

“Na corretora é assim que funciona: selecionamos os melhores produtos (LCIs, CDBs, Fundos, Tesouro Direito) e o ciente escolhe onde quer aplicar. E o melhor, a visualização é toda consolidada em um único site, com um custo muito menor”, diz Alexandre Issa, da Rico Investimentos.

Para facilitar ainda mais a compreensão, pense em um jogo de futebol. Em um clube, o treinador só pode escolher entre aqueles atletas que tem no elenco. Já seleção, o treinador pode optar por qualquer jogador, independente do clube.

Assim, os bancos são o clube e as corretoras as seleções.

Tesouro Direto

Os bancos não oferecem Tesouro Direto, que é um investimento que vem ganhando muito importância nos dias atuais, principalmente porque é do Governo Federal e tem aplicações baixas. É considerada, por muitos, como a nova poupança.

Controle Financeiro Fácil para uma Conta Bancária no Azul - 13 Passos
Reprodução: Google

E se o Banco Quebrar?

A crise está acontecendo há algum tempo e as pessoas tem se preocupado com o fato de o banco quebrar, lembrando que ele é uma instituição financeira, na maior parte, privada, sem que tenha vínculo com o governo.

No Brasil, no entanto, toda instituição financeira tem vínculo reconhecido com o Banco Central, que conta com a cobertura automática do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Assim, se o banco quebrar, a cobertura da conta corrente e de alguns investimentos fica no valor limite de 250 mil reais.

“Não fazemos empréstimos, financiamentos e nenhuma operação bancária. Apenas administramos a garantia de receber o dinheiro investido de volta, caso o banco venha a falência”, disse há algum tempo, o então diretor do FGC, Caetano Vasconcellos, falando sobre a importância da instituição.

Quanto aos investimentos financeiros, “cobrimos as modalidades de investimento básico”, diz o diretor. “Depósitos e saldos em conta corrente e poupança, CDBs, letras de câmbios em financeiras, letras imobiliárias e hipotecárias, LCI e LCA”.

Já para os investimentos públicos, como do Tesouro Direto, não há garantias do FGC. Mas, ao que se sabe, a garantia do Governo Federal é considerada uma das mais seguras.

“O Tesouro Direto tem sido muito procurado pela facilidade de comprar títulos pela internet e por render mais em comparação a poupança. No entanto, ao aderir ao Tesouro, o consumidor de estar ciente do risco que está assumindo”, afirma o diretor.

Assim sendo, quando o banco quebrar, veja o que deve ser feito, na sequência:

– O anúncio da quebra do banco é feito pelo site do FGC,

– O cliente recebe uma correspondência no endereço convidando-o a comparecer em outro banco, normalmente perto de onde a conta era mantida,

– O prazo é de 30 dias para receber a informação,

– Comparecendo ao banco indicado com um documento de identificação, basta escolher como a quantia será retirada do FGC, se em saque ou transferência.

Assim sendo, vale a pena considerar também os pequenos e médios bancos na hora de escolher uma instituição, principalmente se o foco for aplicações financeiras porque eles tem melhores rentabilidades.

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Ainda que sejam de menor porte, esses bancos tem a mesma garantia dos outros.

Com informações da UOL

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