O consórcio é um bom investimento financeiro? 5 vezes… NÃO!

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Hoje o assunto aqui é bom, ein galera! Consórcio! Vamos falar de consórcios, afinal, quem nunca fez um consórcio de perfumes, de carro ou mesmo de uma simples “carta de crédito”?

Mas, apesar de parecer tão simples, será que o consórcio é um bom investimento financeiro? É claro que não!

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Quem conhece o mínimo do mercado financeiro, sabe que o consórcio é só mais uma das várias artimanhas que os bancos e as instituições financeiras usam para ganhar dinheiro em cima dos seus queridos clientes.

Calma lá… Já vamos explicar o porquê!

E vamos por partes: abaixo, selecionamos alguns tópicos para você entender qual a diferença entre o consórcio que os gerentes dos bancos te apresentam e qual é o verdadeiro significado dele, confira!

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Como os bancos vendem os consórcios

Os consórcios são vendidos pelos gerentes dos bancos com o argumento de que: “o cliente não precisará pagar juros – apenas taxas e um seguro”.

Daí, tudo funciona assim, diz o seu gerente: “um grupo de pessoas paga uma mensalidade para que, a cada mês, alguns sejam sorteados e possam comprar o bem”.

Isso funciona apenas na teoria – ou com aquela sua vizinha que faz o consócio entre amigos, onde você deposita 100 reais todos os meses e ao fim do ano, recebe o valor total investido.

Como funcionam os consórcios na prática

Quem entre em um consórcio de um imóvel de 200 meses – por exemplo – pode ter que esperar todo o tempo para ser contemplado, como se fosse uma simples falta de sorte.

Com esse tempo todo, ele pode ter, inclusive, que continuar pagando o seu aluguel que mora atualmente e, para piorar, estará poupando o dinheiro investido, mas sem que receba juros por isso – o que aconteceria em outras opções de aplicações financeiras.

O consórcio vale a pena em alguma situação

Conforme o Canal do Crédito, o consórcio só valerá a pena para quem for sorteado logo entre os dois primeiros meses do grupo.

Em um consórcio imobiliário de 200 meses, por exemplo, a chance de isso acontecer é de 1 em 100… Uma probabilidade consideravelmente baixa.

É por isso que os bancos insistem em dizer que os consórcios são formas de o cliente poupar dinheiro com disciplina… Mas isso é questionável porque ele está pagando juros ao invés de receber, o que não é financeiramente correto.

Consórcio – o que é e como funciona?

Você já entendeu um pouco sobre o que é o consórcio, não é? Mas vamos ser mais exato!

O que é um consórcio? É uma modalidade de compra programada, uma forma de poupança por meio do autofinanciamento. No consórcio, um grupo de pessoas se forma com o objetivo em comum – que pode ser adquirir bens ou serviços.

No Brasil, o sistema de consórcios pode ser usado por pessoas acima de 18 anos de idade e se constitui em uma opção sem comparativos em relação a todas as demais modalidades de financiamento que estão no mercado financeiro.

Agora, entenda alguns pontos importantes do consórcio!

O grupo

Ao comprar um consórcio, o cliente torna-se parte de um grupo de pessoas que tem objetivos em comum. Os planos, valores e prazos vão depender do tipo de consórcio e todos clientes tem de estar de acordo.

Cada participante terá uma cota do grupo.

Assembleia

Todos os meses são realizadas assembleias que tem a ver com o consórcio. É nesse momento que se definem os participantes para as contemplações do mês.

Essa contemplação é feita após serem observados critérios estabelecidos em regulamento e contrato, como o sorteio ou o lance proposto.

Sorteio

O sorteio das cotas contempladas é realizado com o uso de bolas numeradas, alojadas em globo e extraídas de uma forma a formarem uma pedra chave.

Lances

Os lances é outro critério a ser definido. Quem oferecer o maior lance pode ser contemplado e estar entre os critérios para oferta, desempate de lances e consequentemente a seleção do contemplado definido em contrato.

Contemplação

A contemplação por sorteio ou lance dá ao consorciado ativo o direito à utilização do crédito, após a análise e a aprovação das garantias.

Os tipos de consórcios

Será que você conhece todos os tipos de consórcio que existem no mercado financeiro? Se você quer comprar moto, carro, imóvel… Existem consórcios para isso. Mas, e se quiser ir viajar ou fazer uma cirurgia estética? Tudo isso é possível confira alguns tipos.

Consorcio de Veículos e Motos

O mais comum é que as propagandas sejam feitas sob o consórcio de veículos e isso vale para todo tipo: pick-up, sedan, hacth, etc.

Normalmente, esses planos têm prazos que vão de 12 a 110 meses… E, como os vendedores dizem: são isentos de juros.

No caso das motos, vale a mesma ideia. E, normalmente, as parcelas são bem menores, a partir de 100 reais, com prazos de até 75 meses.

Consócio de Imóveis

Se você tem o sonho de comprar a casa própria, o consócio pode parecer a sua melhor oportunidade, afinal, os juros são baixos – ou, pelo menos, menores do que dos financiamentos imobiliários.

Esses planos são maiores em termos de prazos, até 180 meses.

No consócio de imóveis, além de tudo, vale também usar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), tanto para o lance quanto para o abatimento das parcelas.

Consórcio de Serviços

Neste caso, é possível considerar serviços como festas de aniversário, casamentos, viagens, cirurgia estética e muito mais. Você pode organizar o quanto vai gastar com o serviço e adquirir uma carta do valor aproximado.

Os planos também são flexíveis.

O consórcio é um bom investimento financeiro? 5 vezes... NÃO!
Reprodução: Google

Quem fiscaliza os consórcios no Brasil?

Hoje em dia é o Banco Central que faz a fiscalização da modalidade e autoriza a formação dos consórcios para qualquer atividade.

Apesar dos tipos citados acima, o BC separa os tipos da seguinte forma…

Veículos automotores, barcos e aeronaves

Automóveis, motocicletas, caminhões, barcos, máquinas, equipamentos agrícolas e aeronaves.

Eletroeletrônicos e bens móveis

Todos os bens duráveis, como computador, televisão, móveis.

Bens imóveis

Qualquer tipo de imóvel, como residencial, comercial, rural, de temporada, novo, usado, na planta, terrenos e até mesmo para reformas.

Pacotes Turísticos

É uma modalidade que foi suspensa em 2007, pelo Banco Central.

Serviços

Vale para qualquer serviço.

Como o BC libera o pagamento dos consórcios?

O pagamento do consórcio é feito por meio de parcelas ou cotas que são definidas pela empresa administradora (bancos) e a duração tem que igual ao número de parcelas a serem pagas.

Logo, se você faz um consórcio de 200 parcelas… O número de meses que estará em vigor o consórcio é 200 também.

O que pode acontecer é o adiantamento ou até mesmo a quitação do consórcio. Porém, ao receber o bem, o cliente precisa ser contemplado.

A pontualidade no pagamento das parcelas vai depender do grupo e da contribuição de todos para liberar o crédito aos contemplados. Os atrasos ou a falta de pagamentos podem levar a exclusão do grupo.

Atenção: o grupo não pode ser extinto até que o último participante seja contemplado e todas as parcelas estejam pagas, com a garantia do recebimento do bem.

Por que o consórcio não é um bom investimento financeiro?

Uma carta de crédito não tem nada a ver com um investimento financeiro. O erro começa aqui. Mesmo que a pessoa seja sorteada, ela pode optar por não retirar o bem e vende a carta de crédito para pegar o dinheiro vivo referente as parcelas que já pagou.

Esse erro acontece porque as pessoas costumam comparar o consórcio à um financiamento.

Outro erro é ignorar as altas taxas de administração, que é cobrada na maioria dos planos, mesmo que eles dizem não ter juros, esses custos acabam prejudicando todo consórcio.

Acredite nesse absurdo: alguns consórcios têm taxas de administração que ficam em torno de 16%, ou seja, de tudo que você “aplicou”, quase 20% vai ficar para a administradora que vendeu o consórcio.

Samy Dana é orientador financeiro e diz que “encarar um consórcio como um bom investimento é como manter a ingenuidade infantil e acreditar no papai noel. Se você quer aumentar seus rendimentos, aproveite as possibilidades oferecidas no mercado de renda fixa”.

5 motivos pelos quais um consórcio não é um bom investimento financeiro

Juntar dinheiro para comprar alguma coisa é uma motivação para qualquer pessoa. Fazer isso através de um consórcio parece ser uma das melhores opções. E, com a flexibilidade dos planos, tudo parece ser ainda mais vantajoso.

Na internet, achamos 5 motivos clássicos que tentam convencer as pessoas a adquirir um consórcio, mas nós vamos desmistificar cada um deles. Leia agora!

Aliás, nem vamos nos ater a dizer que o consórcio é ruim, mas você precisa saber que a renda fixa é muito mais rentável, segura e aconselhável.

1 – Consórcio é para quem pode esperar

Os anúncios dizem que o consórcio é muito bom para quem pode esperar para pegar o crédito – isto porque ele funciona como uma poupança programada, permitindo que os consorciados se preparem para recolher o crédito.

Alguém que queira trocar de carro pode usar o dinheiro para fazer isso – mas, enquanto isso não acontece, o cliente pode ir andando com o carro antigo mesmo.

Tudo bem, pode até ser… Mas por que você vai entrar em um consórcio que não vai te pagar nada a mais durante o período que você está aplicando, se você tem a renda fixa que faz isso?

Olha, na renda fixa você também tem a taxa de administração e tem o imposto de renda e MESMO ASSIM ela é mais rentável do que o consórcio. É só fazer as contas e conferir.

Além do mais, se você pode esperar 10 anos para pegar um crédito no consórcio, saiba que pode fazer um CDB (Certificado de Depósito Bancário) com prazos iguais ou, até mesmo, menores! Isso sim é vantajoso.

2 – Consórcio é bom para quem quer fugir dos juros

Ah vá! Essa é a pior de todas as afirmações que o gerente do banco diz!

Gente, quando você investe na renda fixa você ganha juros… Estamos falando em ganhar juros quando citamos a Renda Fixa. No consórcio, você não paga juros, mas também não ganha.

E, afinal, você não paga nada de juros… Só que tem uma taxa de administração de bem mais do que 10% – o que é um verdadeiro absurdo!

“As taxas aplicadas em um plano de consórcio são relativas apenas à administração do grupo. Por isso, são mais leves que os juros do mercado do financiamento convencional”. Como está nos anúncios.

E mais, eles dizem que a diferença entre o consórcio e o financiamento dá algo em torno de 10 mil reais… Agora, imagina todo esse dinheiro investido na renda fixa! :O :O

Se você tem um consórcio está perdendo a chance de ganhar dinheiro de verdade.

3 – Consórcio é para as pessoas que buscam disciplina financeira

Truco! Como falar em disciplina financeira e consórcio ao mesmo tempo? São coisas opostas!

Disciplina financeira é você ter capacidade intelectual e emocional para poupar dinheiro todos os meses… Isto está ok. Mas o que você vai fazer com esse dinheiro também é importante. Logo, colocar em um consórcio é um erro de disciplina financeira.

Ter disciplina, nesse caso, é poupar e investir dinheiro – esse é o correto!

“Que tal transformar a tarefa de economizar dinheiro em um compromisso fixo mensal, como o pagamento da conta de luz”? Isso seu gerente te propõe, não é? “Você deve pagar parcelas para continuar ativo no grupo e alcançar objetivos”, ele completa.

Já te falamos ein…

Se você ouvir isso de novo, você tem que rir na cara do seu gerente… Na boa, dizer que consórcio é uma boa opção para guardar dinheiro parece piada. Você tem que guardar dinheiro sim, mas nas rendas fixas (ou na renda variável, se você tiver conhecimento).

4 – Consórcio te dá flexibilização no pagamento

Isto porque o consórcio se ajusta ao seu salário… Logo, você pode fazer um consórcio de 50, 100, 200 ou 500 reais, por exemplo. E, no mês que sobrar mais dinheiro, você pode quitar as últimas parcelas.

Isso parece ser uma vantagem monstruosa, não é? Mas, saiba que o Tesouro Direto, que é um investimento financeiro super seguro, do Governo Federal, permite aplicações a partir de 30 reais. Isso sim é ser flexível, não é?

Aí, para forçar ainda mais o seu intuito emocional, o gerente te diz: “o consórcio ainda permite que você venda sua cota se ficar apertado financeiramente”.

Ah, vá! Na renda fixa você pode fazer aportes quando bem entender e no valor que quiser. Mas, se não quiser também, tudo bem… Ninguém vai arrancar seu dinheiro de volta e você nem será obrigado a vender seu ativo – no máximo, você resgata todo valor que aplicou.

Ainda tem dúvidas de qual é o mais vantajoso?

5 – O consórcio é para as pessoas que querem segurança

Essa afirmativa também é para rir, não é?

Quem você acha que é mais seguro: o banco ou o governo? rs

O banco pode falir a qualquer momento, o governo é mais difícil né…

No consórcio, além de tudo, o cliente precisa esperar o vencimento do título para o resgate. Ou, em caso contrário, terá que vender seu crédito a outra pessoa. Na renda fixa, nada disso é necessário: ou você resgata seu dinheiro ou continua investindo ou para por um tempo.

Sem mais!

Falar em garantia no consórcio é meio que um absurdo né… Vamos falar a real!

Aliás, não podemos terminar esse tópico sem falar que no Paraná o mercado de consórcios já sofreu várias baixas ao longo do tempo – com empresas menores que deixaram seus consorciados na mão após fecharem as portas.

Bônus – e os títulos de capitalização?

Nós não queremos te influenciar nas suas escolhas financeiras, mas aqui vale o mesmo aviso de sempre: cuidado, preste atenção, pesquisa e saiba tudo sobre o produto que escolher.

A grande pegadinha dos títulos de capitalização tem a ver com os sorteios de prêmios. De forma geral, esse é o maior chamariz para os clientes do titulo – no entanto, aplicar dinheiro nele é como apostar em números da loteria.

O jeito mais simples, mais fácil, mais didático e mais sincero de ganhar dinheiro é fazendo investimentos corretos, com ativos que pagam boas rentabilidades e que não se baseiam apenas na sorte de “ter os números certos”.

Muitos gerentes costumam falar ainda que os títulos de capitalização são como “poupanças forçadas”, ou seja, que dão firmeza para o cliente poupar dinheiro. Porém, o objetivo da poupança é poupar e não arriscar em jogos numéricos.

Por fim, é importante notar que ainda que não seja uma dívida assumida, como os financiamentos ou empréstimos, os títulos de capitalização são compromissos financeiros reais e verdadeiros.

É muito comum reconhecer histórias de pessoas que deixaram esse produto no “débito automático” e acabaram entrando no Cheque Especial por descuido. O resultado você já deve imaginar – juros corroendo a conta dolorosamente.

Título de Capitalização é um Investimento Financeiro?

Para Ione Amorim, que é do Idec, “o título de capitalização não é nem um ativo, nem uma linha de investimento, ele funciona mais como um seguro com direito à premiação, que é o seu maior apelo”.

Ione continua: “além de sequer garantir o retorno do valor aplicado ao longo do período de vigência, as chances de ser sorteado são remotas, como em uma loteria”. Isso sem contar que há a incidência do Imposto de Renda.

O Idec lançou uma cartilha – “Venda Responsável de Produtos e Serviços Financeiros” – em2012, onde já se posicionava afirmando que o título não é um investimento. Veja o que o Instituto dizia na época…

“O Título de Capitalização não é um Investimento Financeiro”.

“É um tipo de aplicação da mesma modalidade do seguro, cuja formação de capital é constituída em depósitos mensais ou num aporte único”.

“Ao final do período de capitalização uma parte do saldo aplicado é resgatado, acrescido apenas da Correção Monetária”.

“Essa correção é feita com a TR – Taxa Referencial. A mesma que corrige a poupança”.

“Em caso de resgate antes do término da capitalização, o consumidor sofrerá perda de quantia considerável”.

“É uma das piores aplicações disponíveis no mercado, mas todos os bancos negociam esse produto, já que é altamente rentável às instituições financeiras”.

Ah, e se você ainda considera como um investimento financeiro saiba que nem a Caixa Econômica Federal diz isso. Confira um trecho da resposta do banco divulgada na internet.

“A Caixa Seguradora acredita que guardar dinheiro e ainda concorrer a prêmios faz com que muitas pessoas adquiram os títulos de capitalização, um produto financeiro que costuma ser uma das primeiras opções do brasileiro para economizar”.

“É uma solução capaz de atender a perfis variados de consumidores, combinando soluções de negócios com sorteios, não podendo ser confundida com investimento, mas sim como uma forma de economia programada”.

Como Reclamar dos Problemas com o seu Banco

Esse é um tema muito recorrente no Procon. Quando o assunto é dinheiro, a queixa dos consumidores são inúmeras, só perdendo para as empresas de telefonia.

“O tema que mais recebe reclamação é a transação não reconhecida seja no cartão de crédito ou na conta corrente. Uma compra que eu não fiz, um seguro que não contratei”, diz Renata Reis, do Procon.

Então, se você tiver um problema não se esqueça de fazer a reclamação da seguinte forma:

SAC do Banco

Ligar para o próprio serviço de atendimento do banco e anotar o número de protocolo, nome da atendente, data e horário da ligação. O prazo de resposta deve ser, no máximo, de 5 dias.

Ouvidoria do Banco

A ouvidoria tem 15 dias para responder ao cliente. Ela é supervisionada pelo Banco Central e costuma ser eficiente.

Banco Central

A reclamação pode ser enviada por internet e a resposta deve chegar em até 10 dias úteis.

Procon

Depois que o Procon contatar o banco, ele tem 10 dias para responder. Se não, o Procon entra com um processo administrativo que pode durar até 120 dias. O Procon pode, inclusive, multar a empresa infratora.

Justiça

Com todas as provas em mãos, o consumidor pode entrar na justiça e ter uma ação no Poder Judiciário.

Com informações do infomoney, jornaldconsorcio, guiabolso, g1

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