Entenda o conceito de Goal-Based Investing

Você já ouviu falar sobre GBI? Nessa matéria, nós vamos falar sobre o conceito de Goal-Based Investing, que é uma estratégia de investimento considerada nova no mundo todo. No Brasil, ela está sendo mencionada através de algumas empresas de consultoria financeira.

Para começo de conversa, saiba que a ideia é oferecer uma estratégia que é pensada no objetivo financeiro e não, necessariamente, na liquidez ou no rendimento de um ativo. Portanto, é um jeito bastante atraente para quem tem metas definidas na vida.

Mas, se você ainda não entendeu, tudo bem. Abaixo, a gente vai explicar o assunto e você vai ver que é bem fácil entender isso. Inclusive, pode ser uma forma de você começar a pensar nos seus investimentos para o próximo ano.

O conceito de Goal-Based Investing

Vamos começar falando exatamente do conceito dessa expressão. Basicamente, temos no GBI uma forma nova de fazer a gestão do patrimônio. Assim, ela é toda focada em uma estratégia de investimentos voltada para os objetivos financeiros específicos que cada pessoa tem.

O método diz que o resultado será medido pelo acordo do progresso em direção a conquista dos objetivos. Então, ao invés de buscar apenas “o melhor investimento do ano” ou o “investimento com mais rentabilidade”, a pessoa tem outro foco: atingir objetivos.

Esse termo ficou conhecido mesmo após o ano de 2008, quando a gente viu que a busca incessante pelos altos retornos financeiros trouxe muita perda para alguns investidores. Assim, os retornos no curto prazo podem ser perigosos demais.

Já para quem pensa no longo prazo, o GBI é uma boa ideia. Afinal, ele busca uma compatibilidade entre a gestão de passivos e de ativos. Na internet encontramos uma definição do conceito de “Goal-Based Investing” que julgamos ser a melhor:

“É a capacidade do investidor de conquistar os objetivos de vida”.

Ter dinheiro suficiente para…

Para completar a ideia do GBI, vale mencionar aqui que, em resumo, podemos dizer que o foco do investimento está baseado em objetivos. Logo, a ideia é garantir que a pessoa tenha dinheiro suficiente para gastar no futuro da forma que quiser.

Logo, a rentabilidade não deve ser vista como um “fim”. Mas, para o conceito que estamos falando aqui, ela é um “meio” para se chegar aos objetivos. Então, vamos entender isso na prática, através de um exemplo.

Pense que o objetivo do investidor seja economizar dinheiro e investir dinheiro para se aposentar daqui há 30 anos. Então, a pessoa pensa em uma estratégia mais conservadora, que também pode levar a esse objetivo final. Até mesmo porque não há necessidade de caixa.

Desse modo, considere que a grande questão está justamente em “ter objetivos bem traçados”, com “metas claras”. Até mesmo porque no caminho até a aposentadoria podem surgir novos objetivos, como trocar de carro.

Os objetivos financeiros

Para concluir a questão do conceito de Goal-Based Investing, considere que há uma metodologia chamada de SMART, que é muito usada em todo mercado financeira. Ela é para essa definição mais clara de objetivos.

Assim, temos S como Specific (Específico), M como Measurable (Mensurável), A é de Attainable (Alcançável), R é Relevant (Relevante) e o T vem de Time Based (ou Temporal). Assim, a gente cria uma estrutura bacana para definir os objetivos.

Considere essas 5 dicas para tornar os objetivos financeiros possíveis na sua vida

Na tradução de todas essas letras, a gente poderia pensar no seguinte exemplo:

Eu quero economizar R$ 30 mil no prazo de 5 anos até o último dia de 2025 para custear os gastos do curso de intercâmbio do meu filho. Esse valor total inclui passagens aéreas, hospedagem, alimentação, etc. Para o objetivo, eu vou investir R$ 500 todos os meses”.

O GBI no Brasil

conceito de Goal-Based Investing

Atualmente, no Brasil, o conceito de Goal-Based Investing é bem explicado pela Magnetis. Essa empresa criou uma espécie de programa chamado de “Magnetis Objetivos Inteligentes”. Para explicar melhor a ideia, a gente separou aqui os principais pontos sobre a estratégia.

Serviço de investimento – a ideia é construir um portfólio único com resultado que reflete a distribuição de probabilidades. Logo, isso aumenta as chances de alcançar os objetivos.

Método – para chegar ao objetivo, a Magnetis usa dois métodos. O primeiro é sobre o entendimento dos objetivos financeiros e prioridades do cliente. Depois, temos a função dinâmica. A Magnetis fala em reequilibrar o risco da carteira para o cliente ao longo do tempo.

Inputs – nesse ponto, a empresa faz questionamentos que vão importar no momento da decisão dos ativos. Por exemplo, data de vencimento do objetivo, custo financeiro do objetivo, ordem de prioridades, patrimônio inicial e investimentos adicionais.

Outputs – aqui, a ideia é distribuir as probabilidades. Inclusive, pensando em atualizar em tempo real as flutuações do mercado.

Mas, lembre-se que esse é só um dos modelos que temos no Brasil. Aliás, consideramos a Magnetis porque ela foi a pioneira a “falar” do assunto do GBI por aqui. Ok? Até mesmo porque esse texto é informativo e não indica a compra ou cadastro nessa empresa.

Para saber mais sobre o conceito de Goal-Based Investing

Se você ainda não entendeu essa questão de Goal-Based Investing ou se não teve tempo para ler toda a matéria, saiba que nós temos uma dica final. No ano passado, a Planejar fez uma livre para falar do assunto.

Na ocasião, Daniella Rolim, diretora comercial da CFP e a Sophia Camargo, que é jornalista financeira, falaram sobre o assunto. Assim, a livre tem pouco mais do que 10 minutos e você pode assistir abaixo, se tiver interesse:

Para quem não sabe, a Planejar é a Associação Brasileira de Planejadores Financeiros, que atualmente representa a certificação CFP no país, que é o Certificado de Planejamento Financeiro.