Como trabalhar na bolsa de valores

Algumas das negociações mais importantes do mercado financeiro do Brasil acontecem na B3, a antiga BM&FBovespa. É um mercado onde as ações são vistas como investimentos financeiros altamente rentáveis. Mas, como trabalhar na Bolsa de Valores?

A B3 é uma empresa de infraestrutura de mercado financeiro de classe mundial (que foi a união da BM&FBovespa e a Cetip).

Hoje, é uma das maiores da área no Brasil e também entre as bolsas do mundo.

“Apostamos na excelência do nosso time para que possamos pensar juntos em soluções e processos que beneficiem não só a nossa empresa, mas também nossos clientes e toda a sociedade”.

Conforme o Anuário Época Negócios, a B3 é uma das 500 maiores companhias do Brasil.

Além disso, tem o selo Top Employer Brasil, faz parte da lista de Top Companies do LinkedIn e é eleita pela Forbes entre as 4 melhores companhias brasileiras do mundo para atuar.

A bolsa de valores tem unidades em várias partes do Brasil – e também na China, nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Sendo que no Brasil são 3 unidades em São Paulo e 2 no Rio de Janeiro. – clique aqui para ver os endereços.

Como saber das oportunidades na bolsa de valores

O 1º passo é bastante óbvio: entender muito sobre o mercado financeiro para aplicar recursos financeiros com segurança e só a partir disso será possível seguir uma carreira nesta área.

Existem 2 grandes campos para a atuação na bolsa, sendo:

  • Os agentes autônomos de investimento – responsáveis pela entrada dos investidores,
  • Os analistas de investimentos – que apuram e divulgam informações sobre as empresas.

E, em se tratando de conhecimento, há os cursos superiores que proporcionam o aprendizado, tais como o de administração, economia, gestão financeira e outros.

Ou os cursos especializados em investimentos na bolsa.

Mas, sobre ser um corretor de valores, vamos falar mais adiante. Agora, saiba como trabalhar na bolsa sendo um funcionário da bolsa de valores do Brasil.

Já se você quer saber como trabalhar na bolsa de valores, sendo um funcionário da bolsa, então, há outras 2 grandes oportunidades, sendo ambas para programas de estágio:

Corporativo e de Férias

É uma oportunidade para se aprofundar no funcionamento do mercado financeiro e compartilhar o momento com profissionais experientes.

Para saber mais, clique aqui.

Summer Undergrad

É uma oportunidade para quem quer liderar projetos, instigar mudanças e ser o protagonista da sua carreira.

Saiba mais, clicando aqui.

As 2 opções de estágio estão disponíveis no site da B3.

E todas as informações sobre a empresa estão no LinkedIn e no site Love Mondays.

O corretor de valores

Bastante resumidamente, podemos dizer que o trabalho de agente autônomo de investimentos (corretor de valores) é vender produtos de investimento para seus clientes.

Sendo assim, pode ver produtos da renda fixa, tesouro direto, debêntures e todos da renda variável (ações e futuros, principalmente).

O corretor ganha comissão pelo produto que é vendido e por isso o salário pode ser alto no decorrer dos meses e do ano.

Hoje em dia para se tornar um corretor é preciso ser aprovado no exame qualificatório da Ancor (Associação Nacional das Corretoras).

E a prova tem 80 questões de múltipla escolha e pode ser feita no escritório da Ancor, em São Paulo.

A inscrição tem que ser feita anteriormente, na Fundação Carlos Chagas e a taxa é de 280 reais.

Qualificação comprovada

Vale ressaltar, porém, que em 2003, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, junto ao Banco Central, uma resolução em que profissionais que atuam nesse mercado devem comprovar um mínimo de conhecimento.

Assim, a Anbima é o principal órgão certificador dos profissionais que trabalham na área.

Como trabalhar na bolsa de valores

Bônus – Trabalha por conta própria? 5 cuidados para investir dinheiro do jeito certo

O fator da imprevisibilidade é o primeiro ponto a ser analisado, mas investir dinheiro é totalmente imprescindível para quem não tem uma renda mensal fixa.

Listamos alguns cuidados pensando nisso e você pode ler agora mesmo!

1 – Separe as contas pessoais do seu negócio

Esse tópico poderia estar no final do artigo, mas o número de pessoas que comete esse erro é extremamente grande, por isso, trouxemos para o início – então, preste bastante atenção nele.

É necessário que se tenha uma divisão bem definida daquele dinheiro que pertence ao seu orçamento financeiro pessoal daquele que pertence a sua empresa.

Isso realmente é importante, considere!

Em toda atividade jurídica, assim como na vida empresarial de um trabalhador informal, há custos, impostos, despesas, taxas, pagamentos e tudo mais que remete a saída do dinheiro.

Até mesmo o cafezinho que você serve aos clientes é um gasto da empresa.

Aqui ainda há de se considerar que como você, a sua empresa, também precisa de investimentos, a começar por uma estrutura organizada e investimentos para a inovação dos seus produtos ou serviços.

No caso do médico, ele vai precisar ter um espaço físico, equipamento de alta qualidade, receituários, funcionários, entre outros.

Se você é um redator, vai precisar ter um bom computador com acesso à internet e softwares disponíveis no mercado.

Ao mesmo tempo, em se tratando de vida pessoal, você também tem custos, como os familiares e domésticos, nos quais podemos incluir, a alimentação, moradia, transporte, saúde, educação, etc.

Como lidar com tudo isso? Fazendo a divisão dos orçamentos.

O ideal é que as duas coisas não se misturem e que você tenha um valor definido, ainda que seja instável, do salário que será pago a você mesmo.

Apenas para fins explicativos, observe que sua atividade profissional exige investimentos em recursos, em reservas e em salários.

Enquanto do lado pessoal, você tem gastos com a família.

2 – Tenha um planejamento financeiro anual – e não mensal

Essa é uma prática muito comum em países estrangeiros, especialmente nos Estados Unidos.

No Brasil, as pessoas têm dificuldade em traçar metas e objetivos em prazos maiores do que alguns meses, mas isso é necessário para o trabalhador autônomo.

A falta de previsibilidade é a questão a ser analisada aqui.

Obviamente, existem meses que você vai ganhar mais dinheiro, com em épocas especificas do ano. Mas, em outros meses, sua renda será menor e dificilmente será suficiente para quitar as contas.

Por isso, pensando nessas variações, é importante estabelecer metas e prever as contas periódicas, como as férias escolares, a compra de materiais, as datas comemorativas, os feriados, a manutenção do carro, seguro, entre outros.

Isso é chamado de sazonalidade e vai acontecer sempre, independente do ramo da atividade.

O recomendável é o planejamento anual – de onde será possível saber para onde serão encaminhados os gastos e os investimentos.

3 – Considere uma Reserva de Emergência

Na sua vida pessoal, você guarda dinheiro todos os meses? Se não faz isso, deveria.

O fundo de emergência é importante para prever os futuros imprevistos que podem acontecer. E, acredite, eles acontecem quando você menos espera.

Se você duvida, pense o quanto estaria preparado se perdesse seu principal cliente ou se fosse afetado por uma doença verdadeiramente séria…

Como? É para isso que serve a reserva de emergência.

Em termos profissionais, sabemos que os trabalhadores não têm garantias que são dispostas na CLT, como o 13º salário, o fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS) ou mesmo o seguro-desemprego.

Isso se considerarmos ainda o fato de os “salários” não serem fixos… O fundo de emergência é imprescindível.

Quanto ter de reserva de emergência?

Isso vai depender do seu perfil profissional e da sua realidade financeira, mas os especialistas recomendam que esse valor seja suficiente para cobrir, ao menos, 6 meses de gastos, no mínimo.

Os mais conservadores acreditam que o ideal é ter um dinheiro suficiente para cobrir as despesas mensais da família por pelo menos 12 meses – levando em conta a imprevisibilidade do trabalho.

Vamos falar um pouco mais sobre investimentos financeiros no final do artigo, mas para começo de conversa, saiba que o mais indicado é ter uma aplicação de baixo risco, com alta liquidez (que permite o resgate a qualquer momento).

Algumas ideias são o Tesouro Selic e os Fundos de Renda Fixa, por exemplo.

4 – Leve em conta montar a própria aposentadoria

Quem trabalha por conta precisa se notificar de que a aposentadoria do governo é praticamente inexistente.

Na melhor das hipóteses, você terá que pagar o INSS por fora, a parte, para ter direito a ela.

Ou, no caso dos MEIs (MicroEmpreendedores Individuais), o direito é de um salário mínimo.

Qual é o recomendável, então? Montar a própria aposentadoria!

Isso vale muito a pena se a pessoa quer manter o mesmo padrão de vida de antes da aposentadoria ou se quer ter uma vida financeiramente independente.

A se pensar no longo prazo, não é preciso optar por um recurso que tenha liquidez diária, já que o valor só será resgata no futuro um pouco mais distante.

Leve em conta optar por aplicações que tenha bons retornos financeiros.

Se ao longo da vida você conseguir acumular 500 mil reais é provável que você tenha uma soma maior do que 800 mil reais no final do período, dependendo do tempo e dos juros.

Esse rendimento é que faz os investimentos financeiros serem rentáveis e indicados.

5 – Tente entender como funcionam os vários tipos de investimentos financeiros

Se por um lado investir é importante, por outro, poucas pessoas sabem como escolher as melhores aplicações financeiras. Aliás, será que existe a melhor aplicação do mundo?

Para entender como encontrar o seu investimento, confira algumas dicas breves.

Pesquisa de Mercado

O principal responsável por seus investimentos é você mesmo, então, considere ter um pouco de tempo para falar sobre isso.

As pessoas costumam usar desculpas, como a falta de tempo, para dizer que não conhecem as armadilhas do mercado – normalmente, essas pessoas caem nas armadilhas dos gerentes dos bancos.

O ideal é entender como são calculados os impostos, as taxas, o tempo e o rendimento.

Se você não se sente seguro para começar a investir, o ideal é pesquisar ainda mais sobre eles.

Metas Financeiras

Depois de conhecer as possíveis opções, considere saber para que você está investindo…

Se for para a aposentadoria, você terá que pensar em algo para o longo prazo.

Mas, se estiver pensando na reserva de emergência, precisará encontrar algo para o curto prazo. Note que os objetivos mudam e o melhor investimento também.

A vida, profissional e pessoal, tem que ser regada por metas. Na sua família, pense em trocar de carro, comprar a casa própria e pagar a faculdade dos filhos.

Já na empresa, leve em conta trocar de equipamentos, investir em novas tecnologias e aplicar em marketing.

Todos são objetivos, mas diferentes um do outro.

Valor para Investir

A regra é simples: quanto você pode investir e quanto vai se esforçar para ter esse valor todos os meses?

Você não pode simplesmente destinar todo seu salário para os investimentos, apesar de todas as vantagens que eles trazem.

Se você tem um capital baixo, poderia começar por acumular algo na poupança ou escolher fundos de investimentos que tenham baixas taxas de administração.

Se tem algo em torno de 20 mil reais, já pode pensar em uma Letra de Crédito, que tem a isenção do Imposto de Renda.

Com informações da B3, Guia da Carreira, Wikihow