Como os que poupam podem se proteger da inflação?

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Todos os investidores, pequenos ou grandes, já se depararam com algumas dúvidas na hora de investir seus recursos em alguma aplicação financeira. Uma é: “Como os que poupam podem se proteger da inflação”?

E vamos combinar que essa pergunta não é nada fácil de ser respondida.

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Mas, nós vamos tentar fazer isso da forma mais simples possível.

O nosso objetivo não é citar banco A ou banco B, investimento A ou investimento B… Nada disso. Nossa ideia é te ajudar a conseguir se blindar da inflação.

A inflação nos investimentos financeiros

A inflação é uma perigosa e silenciosa ameaça ao sucesso dos seus planos financeiros.

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Ela precisa ser considerada quando alguém faz o planejamento financeiro.

Só que é muito frequente vermos pessoas que têm a ilusão de que estão ganhando um bom dinheiro nas suas aplicações financeiras.

Mas, que lá na frente percebem que na verdade o montante acumulado não acompanhou o seu poder de compra.

É por isso que vamos falar, no decorrer do artigo, como os que poupam podem se proteger da inflação.

Entenda esse poder de compra da seguinte forma: acompanhar a valorização ou desvalorização do dinheiro.

Isso quer dizer que 100 reais de hoje não serão os mesmos 100 reais de amanhã.

E as aplicações financeiras também tem essa missão: de fazer os seus 100 reais de hoje serem os mesmos de amanhã.

Se o real valorizou 10% no período futuro, então, seu investimento tem que ter valorizado o mesmo valor – ou mais.

Logo, você nunca perde dinheiro. Ou, aliás, nunca deveria perder.

Você venceu a inflação

E isso é o grande problema da inflação, um dos pontos de maior fragilidade no planejamento financeiro no Brasil e também em outros países de economia frágil.

Não adianta, por exemplo, você ter hoje a ilusão de uma poupança de 1 milhão de reais resolverá todos os problemas futuros.

Isso porque pelo ritmo inflacionário que temos no Brasil em uma ou duas décadas esse montante não comprará muito mais do que algumas dezenas de reais que compra hoje.

É por isso que na hora de construir suas simulações financeiras você deve ignorar o crescimento do dinheiro que apenas compensa inflação e adotar como ganhos somente os rendimentos que superem essa taxa!

Logo, saber quando conseguiu o rendimento real no período é importante!

Mas, atenção, quando ouvir falar em fundos de inflação, melhor ler este artigo:

Vamos Investir em Fundos de Inflação? 7 Motivos Para Dizer Não!

Exemplo

Vamos considerar o seguinte raciocínio.

Se houver uma inflação de 10% ao mês, todo o seu dinheiro vai valer 10% a menos, pois aquilo que você poderá comprar com esse dinheiro vai custar 10% mais.

Se você tiver uma aplicação em um CDB que tenha rendido 10% ao longo de um ano diante de uma inflação anual de 8% seu rendimento anual vai ser de apenas 2% no ano.

Ainda que seja pouco, você está acima da inflação, entende? Isso é muito importante de ser dito e entendido!

O mesmo cuidado deve ser tomado com seu plano de investimentos mensais: quando você estabelece um plano de poupar 100 reais todos os meses…

E mantém os mesmos valores da aplicação ao longo dos próximos meses.

A sua poupança real naturalmente vai se desvalorizar.

É preciso corrigir essas aplicações de acordo com a inflação para não se iludir em relação aos ganhos!

E 100 reais nos primeiros meses, 105 depois de um tempo, depois 110 e assim por diante.

É como se os valores futuros obtidos não serão capazes de comprar o mesmo que compraria hoje, está claro?

Esse é um dos pontos para entender como os que poupam podem se proteger da inflação!

E se você investe acima da inflação…

Se você investe dinheiro em algum ativo que rende acima da inflação e toda ano aumenta o valor do aporte, então, você está fazendo isso da forma certa.

Mas, não é só isso!

É preciso avaliá-los nos valores presentes, também.

É por isso que apenas poupar mais dinheiro não é suficiente para garantir bons rendimentos para o futuro.

É preciso saber quais os investimentos financeiros darão maior ganho real para você, considerando o desconto da inflação e também os impostos a pagar.

Como os que poupam podem se proteger da inflação

Como blindar seus planos contra a inflação

Esse cuidado citado é fundamental para fazer um planejamento com os pés no chão.

Se não, caso contrário, você vai ter a falsa impressão de que é possível ganhar fortunas em tempo reduzido.

E vai acabar tendo de enfrentar a dura realidade de testemunhar a corrosão do seu dinheiro.

Agora, vamos continuar falando sobre como blindar seus investimentos. Porque há ouras formas de conseguir isso.

Isso tem a ver com como se faz uma organização de longo prazo e tem que fazer parte do seu planejamento financeiro.

Quando você já tem uma noção da independência financeira, tem uma noção de que você precisa criar algum fundo do qual você possa irar os rendimentos do seu custo de vida…

Sabe que lá na frente vai ter uma preocupação com inflação, ou seja, com a sobrevivência desse fundo.

  • Será que ele vai ser suficiente?
  • Afinal, meus custos de vida encareceram.
  • Vou perder a independência financeira que eu conquistei?

Aí, voltamos novamente à questão inicial do texto: Como os que poupam podem se proteger da inflação?

É possível alcançar a independência financeira se os seus investimentos lhe derem o valor que você gasta mensal em dívidas e mais a diversão.

Além disso, é preciso sobrar 20 do todo, que serão reinvestidos!

Exemplo

Um investimento financeiro que gera por mês 2 mil reais.

Então, você gasta 1,6 mil reais para pagar todos os gastos e 400 continuam reinvestidos.

Simples, não?

A ideia é querer ter um montante de investimentos, na qual esse montante vai gerar um rendimento, daí você quer viver com esse rendimento.

E você espera que o patrimônio continue crescendo acompanhando a inflação.

Entendeu a lógica?

Se você pensa assim, está muito correto no seu raciocínio porque as pessoas erram nisso!

Por exemplo, na frente elas têm um milhão de reais de patrimônio que rende 5 mil reais por mês e as pessoas adotam um padrão de vida cinco mil reais por mês.

Isto está erradíssimo!

Qual é o problema?

1 milhão rendem 5 mil reais por mês.

Se você tem 1 milhão e 5 mil você tira, continua com um milhão investido.

No mês seguinte rende mais 5 mil e você tira, o que acontece? Continua com 1 milhão de reais investidos.

Logo, por mais que seu patrimônio esteja preservado, você está ignorando a inflação nesse processo.

Leia Mais – Onde Investir Dinheiro: Fundos de Inflação ou Multimercados?

Novamente, a inflação

Falando em inflação, o problema é que hoje você compra um milhão que não será a mesma coisa que você poderá contar no mês seguinte porque aquilo que custa 1 milhão hoje vai custar mais do que um milhão daqui um mês!

E quanto mais passa o tempo, mais a inflação corrói o seu poder de compra.

Então, tem que haver o cuidado de corrigir o patrimônio.

E, por isso, é importante entender como os que poupam podem se proteger da inflação.

Se o meu 1 milhão se transforma em 1 milhão e a inflação foi de 0 a 2% ao mês, na verdade eu preciso que o meu patrimônio se mantenha acima dessa porcentagem.

Levando esses 2%, então, se eu tenho 5 mil reais de lucro, devo tirar apenas 3 mil reais. E os outros 2 mil reais precisam ser reinvestidos!

Poupar 20% sempre!

Uma ideia que vamos propor aqui é que do rendimento que tiver, não importa qual seja, tem que preservar 20% do rendimento e sacar apenas o restante.

Isso é o que muita gente faz… Mas, será que isso funciona?

Com esse cálculo não dá para saber se estará precavido contra inflação porque no exemplo de agora pouco, um milhão se transformar em 5 mil.

Assim, você preservou ali 2 mil reais pra manter o seu patrimônio atualizados e tirou três mil apenas.

Dois mil reais sobre 5 mil é 40%!

E a gente vê que 40% dessa conta seria necessário e não os 20% que as pessoas tendem a usar.

O fato é que se você quer ter o seu patrimônio preservado contra a inflação, você tem que primeiro saber qual que é o valor da inflação.

Para saber como os que poupam podem se proteger da inflação, você tem que saber, obrigatoriamente, o valor da inflação. Simples, né!

E qual é o valor da inflação?

Não é uma resposta simples de se dar…

Você pode acompanhar pelo IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado) ou pelo IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo).

Também pelo índice de preço ao consumidor de algum país, se você estiver vivendo em um país fora do Brasil.

Só que pode não ser o suficiente esse acompanhamento porque a sua inflação não necessariamente é igual a inflação da cesta básica que o governo acompanha com o instituto de pesquisa.

O importante é acompanhar todo e qualquer índice de inflação.

O seu gasto não faria como o índice de inflação e você já deve ter percebido isso em várias situações aqui no Brasil.

Na qual se diz “que a inflação no mês aumentou 0, 2% ou aumentou 0,3%”.

Você diz “Mas, tive correção da escola do meu filho e o meu orçamento ficou 5% mais caro”.

Logo, seu investimento foi corroído!

Então existe sim, uma técnica de você acompanhar a sua inflação, a inflação pessoal…

O jeito é você analisar o total de seus gastos fixos, mês a mês, e o quanto esses gastos fixos variam.

Mais simples do que isso é impossível né: essa é a sua inflação pessoal.

Com o resultado, você vai ver que em algum mês tem inflação zero, vai ter outro que vai ser a inflação 5 e no ano a sua inflação tem que ser igual a zero.

Na verdade, a sua renda tem que acompanhar a inflação para seus gastos também possam ser mantidos.

Como os que poupam podem se proteger da inflação

Agora que você sabe a sua inflação pessoal…

Sabendo qual é a sua inflação, e se você tem um patrimônio acumulado, o cuidado que tem que ter é o patrimônio gerar rendimento todos os meses.

Enquanto a sua inflação for zero, você pode tirar todo o rendimento.

Agora, quando sua inflação for maior e tiver um pico alto, você tem que preservar aquele patrimônio e não retirar o dinheiro.

Se não, vai perder dinheiro.

E nunca vale a pena se basear na inflação do ano anterior, ok?

Se basear numa média do ano passado para tentar preservar o crescimento do patrimônio dentro da sua inflação pessoal de hoje é errado e incorreto.

Na prática, ao se fazer isso da forma certa o seu patrimônio nunca acaba!

E isso vai além de entender como os que poupam podem se proteger da inflação. Porque existem muitas outras possibilidades.

Outras formas de se blindar da inflação

Se você já esta aposentado com 65 ou 70 anos, você faz a conta e percebe que para preservar o patrimônio dinheiro, vai ficar sem muita coisa para sacar.

E isso não permitira manter os seus gastos.

Nesse caso, seria razoável preservar todo o patrimônio? Não!

Você pode contar com um consumo regular do patrimônio.

Por exemplo: posso fazer uma estimativa bem otimista e considerar que o patrimônio pode ser consumido e chegar a zero até os 120 anos de idade.

Vou viver até os 120?

Pode ser que não, pode ser que sim, também.

Então, na pior hipótese você consome seu patrimônio antes que ele se se esgote!

E isso até 120 anos de idade.

É uma conta que costuma fazer permitindo às pessoas consumir gradualmente um patrimônio que não vai faltar mesmo no cenário mais otimista.

Então, na prática o que se faz é refletir – você vai ter no futuro:

  • Uma renda pelo INSS (Previdência Social)?
  • Uma renda complementada por um plano de previdência?
  • Um fundo de pensão?

Nesse momento você tem que criar um planejamento para formar alguma reserva que complemente a renda da sua aposentadoria.

Talvez um fundo que lá na frente tem certo valor representativo e que você vai considerar se consome ele totalmente ou se você vai preservar esse patrimônio pela inflação.

Obviamente, quando chega ao fim da sua vida, ele vai servir de herança para alguém e você não está passando de herança um patrimônio apenas…

Você está passando um planejamento que inclui uma renda previsível, um cuidado que você tem para manter essa renda é perpétua (geração para geração).

Leia Também – O que são Investimentos atrelados à Inflação

Para finalizar…

Isso deve instigar as pessoas que não tem esse tipo de planejamento a formar uma reserva que sim possa servir de renda, servir de alívio para aquele custo que vai ter lá na frente.

E que certamente que vai dar alguma inspiração para continuar produzindo mais ao longo da vida para preservar esse patrimônio, que é o mais importante.

Nós não sabemos até onde nós vamos chegar e obviamente quanto mais tranquilo tivermos em relação ao futuro, mais isso vai beneficiar a sua saúde, permitindo que você viva mais.

Então, pessoas que se planejam, pessoas mais tranquilas, são pessoas mais seguras também.

Isso deve exigir delas um cuidado redobrado da preservação do seu patrimônio para que essa tranquilidade não falte amanhã.

Bônus – Come-cotas e os investimentos

Na maior parte deste artigo, falamos sobre a inflação, aliás, sobre como os que poupam podem se proteger da inflação.

Agora, vamos citar outra preocupação dos investidores, sendo que a ideia é totalmente informativa e reflexiva.

Para todos aqueles que querem formar a reserva de emergências ou querem entender o conceito de come-cotas, são 2 assuntos a trabalhar aqui.

Primeiro, o que é come-cotas?

Entenda que todos aqueles que investem em renda fixa, em fundo de renda fixa, na verdade, vão ter uma tributação de acordo com o tempo que o dinheiro permanecer aplicado.

Existe a tabela regressiva de tributação: 22,5% de imposto sobre o lucro nos primeiros 6 meses até 15% nos fundos de renda fixa para quem investe por mais de 2 anos.

Agora, uma regra específica para os fundos: as aplicações exigem que nos meses de maio e novembro seja feita uma tributação sobre o lucro apurado até então!

Esse valor é de 15% sobre esse lucro!

E, na verdade, é uma antecipação de uma tributação que iria acontecer no momento do resgate.

Só que a cada 6 meses é retirada do seu fundo de renda fixa.

Isso se chama come-cotas justamente porque essa retirada é feita em quantidade de cotas.

Se você comprar 1 mil cotas de um fundo e essas 1 mil cotas valorizarem em um valor qualquer, digamos um valor de 1 mil para 101 mil, você vai ter cotas subtraídas do seu fundo.

Isso vai acontecer lá nos meses de maio e novembro a título de pagamento de Imposto de Renda.

Se você tiver que sacar esse dinheiro algumas semanas depois do come-cotas, você pagará apenas a diferença de imposto de acordo com prazo que o dinheiro permaneceu investido.

É como que a alíquota, nesse momento do resgate, fosse de 20%, então, você irá pagar 5% sobre o total porque já pagou 15% em maio.

Vale a pena ou não manter o dinheiro em fundos de renda fixa?

E a resposta é: depende do desempenho que você vai ter nesse fundo de renda fixa!

Porque a sua reserva de emergências é um recurso que tem que estar investido  com a melhor rentabilidade que você puder, dentro da maior liquidez que você pode ter ou precisa ter.

Digamos que ao aplicar o seu dinheiro em fundo de renda fixa em que o resgate é feito no mesmo dia  D+0,  você só solicita o resgate e o dinheiro está na sua conta até o fim do dia!

Digamos que a rentabilidade média desse fundo seja algo muito próxima do CDI ou da taxa Selic, já considerando a taxa de administração.

É um fundo que vai ter um desempenho melhor do que títulos públicos porque títulos públicos tem também o desempenho da taxa Selic ou do CDI, só para investir em títulos públicos, você vai pagar a taxa de custódia que é cobrada das corretoras.

De certa forma, algumas corretoras até podem te isentar dessa taxa de custódia, mas existe a corretagem básica da BOVESPA da qual você não pode fugir.

A regra básica é: o dinheiro da sua reserva de emergências pode estar em fundo de renda fixa se:

  • A taxa de administração for baixa o suficiente,
  • Contando com a taxa de custódia da sua corretora,
  • E da BOVESPA.

Considerando até que você será tributado antes da hora, o seu dinheiro perderá um desempenho no crescimento a cada 6 meses.

Ou seja, tem que ser um fundo com uma rentabilidade bem interessante.

Se não, você vai preferir CDBs de bancos menores, oferecidas através de corretoras de valores, aqueles que pagam 103%, 105%, 108% do CDI.

Os fundos de emergência

É importante entender que reserva de emergências tem que respeitar a sua necessidade.

O melhor produto pode ser um fundo de renda fixa,  mesmo com o come-cotas, se o desempenho for interessante, pode ser um CDB de banco pequeno.

E dependendo do momento da economia que estamos vivendo, uma LCA, uma LCI.

Logo, os recursos que os bancos utilizam para captar caixa para fornecedor para investimentos no agronegócio, nos investimentos imobiliários…

Tudo de acordo com o momento econômico, podem ser mais ou menos interessantes.

Como escolher?

O ideal é você ter contato com agente de investimentos, abrir conta em uma corretora que forneça serviço de orientação e, de tempos em tempos, quando tiver que fazer investimentos maiores ou reverter a sua carteira, solicitar uma orientação.

A economia se transforma, se a economia se transforma os produtos serão diferentes a cada 3, 4, 5 meses, então é importante se manter sempre bem informado.

Com informações do youtube

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