Como ficam as empresas e os investimentos dos brasileiros após a posse de Donald Trump?

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O índice industrial Dow Jones caiu 0,14% e o Nasdaq também ficou negativo em 0,4%, já o S&P 500 teve queda de 0,27%. Isso aconteceu após Donald Trump retirar os EUA da Parceria Transpacífico (TPP), um acordo que até então era feito com mais 11 economias da região Ásia-Pacífico. Em novembro de 2016, após a vitória do republicano, o Wall Street teve recordes no pregão, devido aos planos de cortar impostos e estimular a infraestrutura.

Os investidores americanos estão otimistas. Pelo menos é o que mostra uma pesquisa do banco suíço UBS feita com 2 mil dos seus novos investidores americanos, que têm mais de 1 milhão de reais aplicados em ativos. A porcentagem desses otimistas é de 58%, a melhor taxa dos últimos 8 anos. Antes da eleição, apenas 25% esperavam bons retornos.

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Opinião que é destacada por Robert Shiller, vencedor do Nobel de Economia em 2013 e autor de “Exuberância Irracional”. Para ele, o mercado está superestimando a imagem de Trump como homem de negócios capaz de fazer acordos vantajosos. Outros analistas falam em Guerra Comercial, o que pode causar uma turbulência geopolítica e uma explosão de déficit.

Reprodução: Google
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Antes mesmo da posse, Trump já havia influenciado diretamente as empresas internacionais e seus acionistas. Veja 3 frases impactantes do novo presidente que afetaram o mercado.

  1. “A General Motors está enviando o modelo Chevy Cruze feito no México às concessionárias dos EUA sem tarifas. Fabrique nos Estados Unidos ou pague imposto”! Em minutos, as ações da GM caíram mais de 1%.
  2. Boeing está construindo um 747 Air Force One novo em folha para futuros presidentes, mas os custos estão fora do controle. Cancelar pedido”! No mesmo dia, a fabricante ficou 1,4 bilhão de dólares menos valiosa.
  3. “Eles estão fazendo o que querem sem punição. As farmacêuticas têm um monte de lobistas, muito poder e poucos lances. Vamos começar a licitar, vamos economizar bilhões”. Após a declaração, o índice de biotecnologia da Nasdaqu caiu 4%.

E as empresas Brasileiras, serão afetadas? Veja quais são as 5 “predestinadas”

Ele ainda não falou claramente ao mercado sobre as suas medidas, porém, o que todos sabem é que a agenda econômica do novo presidente americano é voltada à elevação dos investimentos em infraestrutura e ao protecionismo. “As primeiras a sentirem os impactos serão as empresas que tem os custos ou as dívidas atreladas ao dólar”, comenta Samuel Torres, da Spinelli Corretora.

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Veja as 5 possíveis prejudicadas por Trump.

  1. GOL (GOLL4) – Com o combustível sendo comprado em dólar e a valorização da moeda americana, a empresa precisará rever os custos.
  2. Sabesp (SBSP3) – Quase metade das dívidas da companhia são em dólar, enquanto as receitas são em reais.
  3. M. Dias Branco (MDIA3) – Os custos de produção com a importação de trigo será impactada pelo dólar valorizado.
  4. Tupy (TUPY3) – A empresa tem 2 plantas no México e dali exporta para os EUA.
  5. Iochpe-Maxion (MYPK3) – A companhia também tem fábricas no México.

Com os juros altos, os investidores daqui também devem migrar os recursos. Empresas que possuem fábricas no México e exportam para os EUA também deverão sofrer.

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E os investimentos dos Brasileiros?

Mesmo com um primeiro discurso amigável, as bolsas americanas continuam caindo, como visto. Esse vai-e-vem do mercado deve continuar. Para o professor de economia da USP, Luiz Jurandir Simões, não há motivos para pânico. “A leitura de que a eleição será uma tragédia é um pouco ingênua. Temos de separar o candidato, que precisa fazer declarações bombásticas para conquistar votos, do presidente eleito”.

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Reprodução: Google
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Quanto aos investimentos e as possíveis medidas que devem ser tomadas, separamos em 3 tópicos!

  1. Investimentos Conservadores – “Mesmo que os juros tenham começado a cair no Brasil, as taxas continuam atrativas. O investimento garante o poder de compra do investidor neste cenário”, afirmou Paulo Gomes, da Azimut Investimentos, acerca dos títulos de Renda Fixa pós-fixados atrelados à taxa CDI. “Este é um período para ser mais cauteloso, defensivo, mas com cabeça para virar mais agressivo”, uma fonte não divulgada que já atuou junto ao Banco Central.
  2. Mercado de Ações – É preferível optar por papéis de empresas brasileiras mais imunes às oscilações e que não dependente, ao menos diretamente, do mercado externo. Os bancos nacionais, por exemplo, fazem parte desse grupo. Já quanto às exportadoras, é preciso cautela. “A Bolsa vai voltar a ficar boa quando houver confiança de que a economia passou o fundo do poço, e até março, o mercado deve sofrer, por isso, o ideal é o investidor ter uma posição mais defensiva”, indica uma fonte não divulgada que já atuou junto ao Banco Central.
  3. Aplicações em Dólar – “A moeda americana pode ficar fraca nos próximos anos por conta do plano de Trump de cortar impostos. Essa medida pode descontrolar as finanças do país e provocar uma fuga de investidores locais”, afirma Gomes. Assim, o estrategista recomenda ativos asiáticos ou de empresas multinacionais globais, como as farmacêuticas.

De forma geral, como fica o mercado financeiro?

A Exame publicou uma matéria feita com uma fonte do Banco Central que citou algumas políticas e ações que devem acontecer no decorrer dos próximos meses e que se referem diretamente ao presidente americano Donald Trump. Fizemos a lista, confira!

Reprodução: Google
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  • Impostos – Trump prometeu reduzir os impostos das empresas, a taxação sobre fortunas e repatriar recursos com taxas menores. Isso deve ser compensando com o corte em outras áreas ou com a realocação de tributos. Em poucas palavras, ou o governo reduz os tributos ou joga a conta para outros setores.
  • Gastos – É previsto um aumento de gastos no setor de defesa e infraestrutura. Isso deve ser compensado com a redução de gastos com programas sociais, inclusive um criado por Barack Obama. Haverá aí uma combinação entre a redução de arrecadação com o aumento de gastos.
  • Protecionismo – A proposta dele é taxar em 5% todos os bens importados nos EUA, o que teria impacto direto na inflação e competitividade do país.
  • Dúvida – “Mas tem muita coisa no ar que precisa dar certo”, avaliou a fonte. OU seja, a maior parte do mercado ainda prefere esperar, na expectativa de que as economia americana cresça e as empresas ganhem produtividade.
  • Brasil – Se houver forte juro americano, haverá maior pressão com o Real, o que pode puxar os preços e a inflação. Com o dólar alto, há incertezas, mas isso pode ajudar as exportações brasileiras, apesar de limitar os investimentos com máquinas importadas. “Há uma convergência de fatores, de conjuntura externa desfavorável, os primeiros 100 dias do governo Turmp com o ambiente econômico local ruim, desemprego em alta, escândalo da Lava Jato, tudo coincidindo com o pós-carnaval”, comenta a fonte.
  • Otimismo – A queda da inflação é positiva para quem está desempregado, que é, de fato, grande parte da população. Somado à isso, o juro deve continuar caindo.
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Durante os últimos meses temos publicado diversas notícias sobre Donald Trump, inclusive com destaques sobre a Bolsa de Valores. Separemos as últimas notícias, veja:

Com informações da Exame

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