Como fazer gestão financeira de uma empresa? 10 passos

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O conteúdo de hoje é para falar sobre como fazer gestão financeira de uma empresa, seja ela grande ou de pequeno porte. Portanto, se você tem uma MEI, pode ler este artigo e aprender agora mesmo.

A ideia central é te ajudar a melhorar a gestão do seu negócio.

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Isso porque um dos maiores problemas que o empreendedor tem é que mesmo com motivação, muitas vezes, ele não tem a visão de negócio para ganhar dinheiro.

E ganhar dinheiro online ou em lojas físicas vai muito além da definição financeira.

Você tem que entender que para ganhar dinheiro, o ideal é você mudar a vida de outras pessoas.

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Pergunte-se: por que seu cliente compraria o seu produto?

Se a resposta for algo como: “porque ele vai melhorar de vida”, então, você está no caminho certo.

A motivação é importante, mas não é tudo.

E neste artigo você vai aprender à outra parte, que é a parte técnica, a parte teórica, a parte mais chata, mas tão importante quanto as outras.

10 passos sobre como fazer gestão financeira de uma empresa

Muitas das empresas não saem do lugar e muitas outras, inclusive, quebram.

E se isso aconteceu com você, fique tranquilo porque você não foi o único.

Muitas pessoas passam por isso. E o melhor de tudo é que muitas aprendem com isso para terem novas empresas, melhores, mais rentáveis e que dão certo.

Na real, foi pensando nisso que criamos esse artigo.

E acredite, mesmo que você tenha muito dinheiro ou pouco dinheiro, fazer a gestão financeira do seu negócio não é tão simples quanto parece.

Seja no papel ou na planilha do Excel, pode até parecer que é muito fácil. Só que na prática e no dia a dia isso fica bem complicado, especialmente se você não se atentar a alguns detalhes.

Ah, e essas dicas também valem para você que tem um negócio que começou a ganhar nível de complexidade maior – com mais lucros.

O que temos abaixo são 10 dicas infalíveis para te ajudar no mundo das finanças.

1 – Qual é o Preço do seu Produto?

Essa nossa 1ª dica sobre como fazer gestão financeira de uma empresa é a que mais parece simples, só que é a que mais tem pegadinha por trás.

A recomendação, portanto é: saiba precificar o seu produto.

E aí você vai pensar: “É muito fácil fazer isso aqui”.

E nós vamos dizer: “Não é tão fácil assim”.

Começar um negócio achando que vai ter muito lucro é um erro.

Isso porque na prática nem sempre será assim.

Basicamente, a gente vai precisar formular a nossa margem de lucro em cima de vários conceitos técnicos.

A gente precisa entender, por exemplo, quanto de imposto a gente vai pagar sobre o nosso negócio – porque senão descontar o seu lucro é falso.

A gente vai contabilizar também o reinvestimento no nosso próprio negócio.

Aliás, a gente precisa se se preocupar com a nossa margem de lucro e com quanto a gente vai se pagar.

Além do quanto que vai entrar em uma espécie de pró labore na nossa conta todos os meses.

– Ah, a gente vai falar sobre esta dica mais pra frente. Sobre separar o dinheiro da empresa e o seu dinheiro.

Mas, foque aqui, o que você precisa levar a sério é o tamanho desse impacto que a precificação pode fazer no seu negócio.

Como fazer gestão financeira de uma empresa

2 – Você está observando a sua Concorrência?

A 2ª dica também tem a ver com a precificação do produto.

Mas, enquanto na 1ª dica falamos do seu principal produto de venda, agora vamos dizer que…

Para que você consiga refletir no preço da sua mercadoria ou do seu serviço e somar a isso o seu lucro a ser contabilizado, você também tem que ver a concorrência.

Porque do que adianta você fazer isso se o preço não for condizente com o mercado?

Então, imagina que você resolva vender o iPhone… Isso porque está na moda, né.

Todo mundo quer ter um iPhone hoje.

Mas, aí você vê que tem que vender ele por 15 mil reais, tirando os impostos e somando seu lucro. O que vai adiantar?

Você não conseguir vender nada porque a própria Apple vende esse celular por um valor bem abaixo disso.

E assim, do que adianta você ter todos os benefícios do seu produto se esse preço não é competitivo com o mercado?

Então, quando é que você vai chegar ao consenso de por quanto você vai vender o seu serviço ou produto?

Você precisa juntar a tudo isso que você precisa vender pelo preço de mercado – ou algo similar a isso.

E como você faz isso? Analisando os seus concorrentes e vendo como eles estão fazendo esse tipo de venda.

Você não tem que copiá-los, mas estuda-los. Entendeu?

Pesquisa de Mercado

Para que isso dê certo, o ideal é você fazer uma pesquisa de mercado.

Mas, não é aquela mega pesquisa.

A ideia é você ter conhecimento e acesso em todos os pontos de venda no mercado.

Isso é importante para ver o preço que os concorrentes estão usando.

Sentir o mercado nos faz entender se o consumidor esta engajado com isso e por que há o interesse naquela compra.

Por sua vez, isso tem a ver com uma parte integrante da tomada de decisão das pessoas.

Até mesmo o posicionamento do seu produto na gondola é influenciável, sabia? Os produtos que ficam na altura dos olhos tendem a ser mais caros.

Essa dica sobre como fazer gestão financeira de uma empresa é muito importante: não adianta vender pelo preço que você quer.

Afinal, tem que existir um meio termo entre o preço que você quer e o preço de mercado.

3 – Planejar as suas receitas considerando as suas despesas

Na sua vida pessoal, você gasta todo dinheiro que ganha? Se você faz isso, possivelmente será um péssimo administrador de empresas.

Agora, por outro lado, planejar os seus gastos e ter dinheiro para custeá-los estará no caminho certo.

Logo, essa 3ª dica de como fazer gestão financeira de uma empresa tem a ver com planejar receitas e despesas para seu negócio ter continuidade.

A gente quer tudo, hoje em dia.

Tudo de forma imediata.

Então, a gente nem pensa no futuro e a gente acha que tudo é a curto prazo.

Só que não!

O que a gente esquece é que o futuro vai chegar e tudo vai chegar um dia.

Por isso, a importância de se planejar para quando esse futuro chegar.

É aí que vão acontecer coisas novas.

E se alguma coisa não for positiva, você vai estar preparado.

Para que a gente possa planejar o futuro da nossa empresa e para que ela tenha uma continuidade temos que pensar nos gastos e nas receitas.

Até porque se a empresa não tiver uma continuidade e uma projeção para o futuro, você nunca vai conseguir falar do seu negócio para outras pessoas.

Como você acha que os negócios são vendidos?

Com a apresentação da projeção do negócio!

Logo, se você não tiver isso, você não vai conseguir mensurar resultados e nem saberá o que esperar do futuro.

E quem não mensura, não melhora nunca.

4 – Quais são as suas metas de receita?

Você já sabe que elas precisam ser superiores aos seus gastos, não é verdade?

Acabamos de ver isso no tópico anterior.

Então, 4ª dica de como fazer gestão financeira de uma empresa é sobre definir metas de receita superiores ao seu gasto.

“Nossa parece tão simples é tão banal essa dica”.

Mas, eu te pergunto:

  • Você faz isso no seu negócio?
  • Você projeta?
  • Você tem metas próprias?

Porque é muito fácil quando a gente entra na empresa e já tem as metas estabelecidas.

Geralmente, isso acontece em uma empresa grande, né.

E aí o seu trabalho é apenas tentar cumprir essas metas.

Mas, veja só: quando você está do outro lado, é você que tem que colocar as metas e você precisa fazer isso com base em dados e estimativas.

5 – Você sabe o que é um Fluxo de Caixa?

Controlar tudo o que entra e o que sai… É disso que estamos falando.

E esse é o famoso gerenciamento do fluxo de caixa.

Calma, não é porque você ouviu esse nome complexo que vai se distanciar desse texto, né.

Você se assusta porque a gente acha que o termo difícil é impossível de ser feito, mas não.

Você não tem que ser um profissional da área para entender.

Mas você precisa entender, no mínimo, sobre o assunto porque ninguém vai dar tanto valor para o fluxo de caixa do seu negócio como você mesmo.

E principalmente se você for um micro e pequeno empreendedor.

Você precisa valorizar muito isso, mesmo que não seja um profissional da administração.

Porque lembra que falamos que você precisa conhecer um pouco de tudo?

Então, você tem que saber disso também.

Afinal, você está gerenciando o negócio e isso não tem a ver com saber especificamente todos os detalhes, mas saber o mínimo de cada um.

E agora como você vai aprender sobre o fluxo de caixa.

Para aprender mais, tudo está disponível no site do Sebrae também. Essa instituição apoia o pequeno e médio empresário.

6 – Onde está o seu estoque de matérias-primas?

A 6ª dica é sobre estoques.

Imagine que você tenha uma pizzaria… Onde estarão os mantimentos que serão usados?

Porque se você não tiver nada estocado e alguém pedir uma pizza diferenciada… Capaz de você perder a chance de lucrar algum dinheiro entende?

Você vai precisar estocar matéria prima também.

Só que você não precisa ter um estoque gigantesco em um galpão e que tenha um monte de armários separados por etiquetas.

Veja só: todo negócio que está começando já pode fazer compras em larga escala para diminuir os custos iniciais – mas sempre com planejamento.

E se você fizer isso, vai precisar de um estoque.

A gente vai ter benefícios competitivos ao fazer isso.

Vamos pagar menos pelos produtos.

Agora, nem todo mundo que está começando tem um fluxo de caixa que permite a gastança maior de dinheiro.

Então, faça com calma.

Uma dica de ouro aqui é montar um estoque pequeno e ir aumentando conforme a demanda também cresce.

Obviamente, estamos falando aqui de produtos para quem vende produtos e não serviços, tá bom?

7 – O seu controle de receitas é feito como mesmo?

A 7ª dica de como fazer gestão financeira de uma empresa tem a ver com controle de receitas e despesas.

Imagine que você vai gastar um dinheiro para poder ter um estoque de produtos.

E se você já pagou, está tudo ok.

Mas, se não, o seu fluxo de caixa está negativo, né.

E aí você vende para repor esse gasto inicial.

Só que quando você vende, você pode dividir tudo em até 90 dias ou mais para facilitar o pagamento do seu cliente.

Então, você entende que existe um descasamento gigante entre quando o dinheiro sai e quando o dinheiro entra?

Isso é o controle que você precisa ter para não se complicar.

Isso daqui gera problema para caramba. Principalmente porque você vai começar a chegar ao estabelecimento que o pessoal gosta de pagar em 30 dias, 60 dias, 90 dias.

Então, o que seria um diferencial, que era você dar esse prazo o cliente, começa a ser quase uma obrigação que todos os seus concorrentes também fazem isso.

E aí você se vê em uma encruzilhada.

Conclusão: você precisa tomar cuidado para não existir esse descasamento gigantesco no seu fluxo de caixa.

Pode até parecer difícil e realmente é difícil, mas se você fizer bem feito, vai ter efeitos positivos no seu negócio.

Se você conseguir casa ao seu fluxo de caixa na maioria das vezes você vai minimizar o seu problema.

8 – Você sabe diferenciar o seu dinheiro do dinheiro da empresa?

A 8ª é uma dica que faz muitas empresas quebrarem por muitos anos e faz muitas pessoas se darem muito mal com as finanças do negócio.

Qual que é essa dica, então?

Não misturar o dinheiro da empresa com dinheiro da sua pessoa física!

E principalmente não cometer esse erro muitas vezes.

Mas, o que não entra no dia a dia da empresa ou que entra no seu orçamento pessoal?

Quando você começa a misturar as contas isso é um grande problema!

E acontece porque a gente trabalha em uma empresa e tem um salário de 2 mil reais. Isso é fácil.

Porque a gente se prepara para viver uma vida de 2 mil reais.

Só que em uma empresa, onde a gente poderia viver com 2 mil reais, a gente começa a ver um lucro entrando e muda tudo.

Porque se o lucro é de 6 mil reais, então, você vai querer pegar 6 mil reais né?

A gente começa a achar que podemos gastar 6 mil reais porque a gente tem um grande problema em projetar tudo o que está acontecendo de positivo.

Às vezes pensamos: “eu acho que vou lucrar no mês que vem, aí eu gasto mais nesse mês”.

Isso é totalmente errado.

Só que no outro mês as vendas não são tão acentuadas.

O fato é que quando você mistura ganho da empresa com é seus gastos pessoais, você deve se dar mal em algum momento.

A regra é: não faça isso!

Tenha uma conta pessoa jurídica e uma conta pessoa física.

E programe o seu pró-labore para você ter uma renda fixa, como se outra empresa te pagasse uma renda mensal, um salário.

9 – Como você vai captar os seus recursos financeiros?

A 9ª dica tem a ver com a forma de captação de dinheiro, que também é um dos grandes problemas que a pessoa que está começando um negócio tem.

O que acontece é que, geralmente, ela vai atrás de capital normal, o mais tradicional.

Só que você não tem que ver apenas qual o banco que vai te liberar o crédito.

Existem inúmeros dados que você tem que ver: taxas, tempo de pagamento, juros, etc.

A gente deve comparar!

Todos os bancos e todas as possibilidades tem que ser analisadas.

Depois, você deve pegar o dinheiro, claro que sim.

Afinal, esse é o nosso objetivo.

Mas o foco tem que ser captar sempre a juros baixos!

Então, tem muita gente quebrando a sua empresa porque capta dinheiro a um custo muito alto – pagando altas taxas de juros.

E de repente, o negócio não desempenhou como você esperava. E aí, quando isso acontece, não tem muito prazo porque a dívida dele cresce cada vez mais rápido a juros compostos.

Logo, o ganho fica estagnado!

Obviamente, o próprio site do Banco Central fornece uma lista de taxas e outros bancos para você poder comparar essas taxas.

Só que essa lista não é tão precisa quanto você ir lá nos bancos e comparar todas as taxas.

Parece que isso é trabalhoso demais, né.

Só que você vai ficar abismado quando você identifica a diferença de taxa entre os bancos.

10 – Toda dívida te fragiliza

A última dica tem a ver também com o crédito.

Só que a dica é que você recorra ao crédito só depois que todas as suas opções forem escassas porque toda dívida te fragiliza.

Você tem que tomar muito cuidado com isso!

Então, por mais que pareça sedutora a ideia de pegar um capital para você pagar alguma conta ou para você acelerar o seu crescimento, muitas vezes, você pode renegociar.

Assim sendo, a gente fica com medo, né.

Já temos o medo de levarmos calote dos clientes – ele pode chegar em você e dizer que não tem como te pagar aquelas prestações.

E depois a gente fica com medo de fazer isso, sobre não conseguir quitar os nossos créditos, que vão se transformar em dívidas se não forem pagos rapidamente e no prazo combinado.

Leia Mais: Os 3 principais motivos que causam falência nas MEIs

Se você quer saber os motivos que causam falência nas MEIs [por que as empresas quebram], considere um estudo feito pelo Sebrae com base em todo mercado digital.

A principal causa listada foi:

– Para os empreendedores, o principal motivo foi à falta de clientes!

Mas, o fato de não terem clientes vem seguido de outros pontos consequentes, como não ter o capital de giro necessário, nem as mercados em estoque, ao passo que nem mesmo os serviços conseguiam gerar resultados.

Outra causa, além da falta de cliente, listada foi?

– Os empreendedores avaliaram que outro motivo foi à falta de dinheiro!

E essa falta de dinheiro também é consequência da falta de clientes, que não gera capital financeiro para sustentar o negócio e sem giro a empresa entra em falência rapidamente.

Outra consequência da falta do dinheiro era a falta de investimento em propaganda.

Os empreendedores, conforme o Sebrae, ainda listaram outro motivo:

– A falta de conhecimento como problema que dificultou a empresa crescer!

Eles avaliaram que como não estavam preparados para aprender coisas novas, acabavam tendo prejuízo na gestão do negócio.

Então, sintetizando o estudo do Sebrae, chegamos à conclusão de que os principais motivos para que uma empresa entrasse em falência logo no 1º ano foram:

  • Falta de Clientes,
  • Falta de Dinheiro,
  • Falta de Conhecimento.

Só que há um porém aqui.

Esses foram os pontos ditos pelos empreendedores e o Sebrae notou que também existem outros, que também colaboram para que uma empresa não vá para frente.

Para ler na íntegra, clique aqui. 

Da redação

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