Será que tem como escolher a renda fixa ideal para cada investidor? Tem sim

Como escolher a renda fixa ideal para você? Essa é uma pergunta inteligente para se fazer, se a gente considerar um ano de inflação alta. Logo, essa inflação afeta os investimentos mais seguros, que estão nessa renda.

Sendo assim, dá para pensar em algumas mudanças ou melhores diversificações dentro da renda fixa mesmo. Por exemplo, os ativos com prazos maiores podem se tornar mais viáveis enquanto os de prazos mais curtos ficam abaixo da inflação, por exemplo.

Mas, se você não entende muito bem essa questão de Selic, CDI, IPCA e inflação, tudo bem. Afinal, vamos falar disso já no próximo tópico. Depois, vamos citar ainda as opções de renda fixa e os prazos, que são importantes nessa escolha. Bora lá.

Entendendo as taxas: Selic e Inflação

Para quem quer entender como escolher a renda fixa, considere que um primeiro passo está justamente em entender duas taxas que existem no país. A Selic é uma delas. Depois, vem a inflação, que é medida pelo IPCA. Aliás, vamos pontuar essas siglas antes de tudo.

Selic é a taxa básica de juros da economia do país. Ela fica muito próxima do CDI, que é o Certificado de Depósito entre bancos. Depois, temos a inflação, medida pelo Índice de Preços do Consumidor Amplo. E o que isso quer dizer na prática?

Que, ao menos na teoria, a gente sempre deveria estar acima da inflação. Ou seja, o seu salário deve se ajustar anualmente acima da inflação. Porque isso poderia garantir o seu poder de comprar. Em caso contrário, é como se você pudesse comprar menos coisas com o salário.

No caso dos investimentos em renda fixa, essa é a ideia também. Portanto, ainda que esse tipo de renda seja seguro, o ideal é que você sempre tenha rendimentos acima da inflação. E isso deve acontecer justamente para você não perder poder de compra.

A poupança

Antes de prosseguirmos, a gente também deve considerar a poupança, que é uma opção de renda fixa, mas que está totalmente em desuso. O motivo disso é simples: ela tem uma nova regra, que diz que só paga de rendimentos um valor de 70% do CDI.

Logo, para dizer que está abaixo ou acima da inflação, a gente precisaria considerar essas taxas. Mas, de um modo geral, ela fica abaixo da inflação. Por isso, temos aqui um problema. Por que você vai investir em um ativo que perde para a inflação?

como escolher a renda fixa

Isso nos permite começar a entender como escolher a renda fixa ideal para você. Até mesmo porque esse investimento não vai ser a poupança. Para quem ficou curioso, a gente vai falar dos números hoje, atualizados, veja:

  • CDI está em 2,59% ao ano
  • Selic está em 2,63% ao ano
  • IPCA está em 4,31% no acumulado do ano

Portanto, a poupança está rendendo 1,8% ao ano. Logo, bem abaixo da inflação, não é?

A renda fixa

Por outro lado, a boa notícia é que nós temos bons ativos da renda fixa que pagam mais do que a poupança. Obviamente, com a inflação alta, muitos bancos passaram a oferecer CDBs que pagam até 170% do CDI. Isso já é bem melhor.

Porém, ainda assim, acaba perdendo para a inflação se a gente descontar os impostos. De todo modo, a Exame fez uma matéria que mostra os resultados desses investimentos.

Então, para esse ano, a questão não é exatamente o quanto você vai ganhar sobre a inflação porque é raro encontrar uma renda fixa que consiga esse objetivo. Mas, por outro lado, dá para saber como escolher a renda fixa com base nos seus objetivos.

Para isso, o primeiro passo é entender as opções que existem. Vamos ser breves ao falar disso no tópico abaixo, continue lendo.

As opções

Entre todas as opções que existem, com certeza, existem aquelas que são mais conhecidas. Por exemplo, o CDB, que já mencionamos aqui. Ele é um título privado do banco, que pode ser usado para vários fins, mas geralmente vai para empréstimos e financiamentos.

O mais legal dos CDBs é que eles variam entre valores mínimos, rendimentos, prazo de vencimento e liquidez. Já a LCI e a LCA possuem a vantagem de serem isentas do imposto de renda. No entanto, acabam exigindo um aporte inicial maior e mais tempo.

Tem ainda as menos conhecidas Letra de Câmbio e as Debêntures. Eles são títulos privados também. A primeira é emitida por instituição financeira, sendo lastreada em financiamentos. Já as debêntures são de empresas, que usam os recursos para financiar projetos.

E tem ainda o Tesouro Direto, que é um título do governo, que também tem várias opções, como a baseada na Selic, no IPCA ou prefixado.

Os prazos

O último passo que vamos trazer aqui é sobre entender os prazos antes de investir na renda fixa. No entanto, vale lembrar que vários ativos podem ser bons para os mesmos prazos. Por exemplo, um CDB com liquidez diária pode ser tão bom como um Tesouro Selic.

Enquanto isso, um CDB para daqui 5 anos também pode ser bom assim como uma LCI para o mesmo prazo. Nesse caso de empate, o ideal é você avaliar outros pontos, como rentabilidade final e líquida, que desconta os impostos e as taxas.

A gente tem uma matéria que cita os prazos da renda fixa. Leia aqui.

Já para o longo prazo as opções se tornam ainda maiores na renda fixa. Sem falar ainda que temos as opções de fundos de investimentos, que podem tornar a sua carteira de ativos mais variada e um pouco mais moderado.