Guia Prático para Cobrar com “Jeitinho” Alguém que te Deve Dinheiro

É muito comum que as pessoas emprestem dinheiro à outras, por mil e um motivos, mas, nem sempre recebem de volta o valor combinado. O devedor quebra a promessa e, muitas vezes, por causa da “boa e velha” amizade. Se a pessoa faz a cobrança, ela se sente mal e pior, ainda sai como a “ruim” da história.

Vamos falar justamente disso – como cobrar as pessoas que nos devem algum dinheiro.

Independente de qual seja a razão desse empréstimo pessoal, quando uma pessoa não cumpre o combinado, também independente do motivo, saiba que ela é quem está errada. Tudo bem?

Muitas vezes, as pessoas nem fazem isso por mal, é verdade. Por isso, alguns lembretes são mais do que suficiente. Vamos falar dessa dica e de outras acompanhe.

Antes, vamos considerar a nossa atual realidade, confira esses breves tópicos!

Pessoas Endividadas

No Brasil, por mais que o tempo passe, as causas pelo endividamento das pessoas se mantém alternando apenas as posições. 

O Pagamento Mínimo da fatura do cartão de crédito (tanto é que agora tem lei para tentar minimizar isso), o uso excessivo do Cheque Especial, os Financiamentos Longos e com Valores Altos, o Consumo Impulsivo e o empréstimo “camarada” feito aos familiares e amigos. 

Empréstimo Camarada?

Sim… Você já deve ter vivenciado algo parecido, vai. É aquele empréstimo que é feito entre amigos: “Preciso dar uma entrada no financiamento de um carro. Me empresta 1 mil reais e eu te pago em 5 prestações de 200 reais”. 

Já ouviu essa história, não é? Aí o tempo passa e a crise chega. Já se foram meses e até agora você recebeu apenas 190 reais. Sim, 190 porque ficaram faltando 10 da primeira prestação. 

Ao mesmo tempo, você entra no Facebook e nota que seu amigo está fazendo um cruzeiro marítimo internacional e conseguiu um bom lugar para assistir, de camarote, o show do Roberto Carlos.

Você fica com raiva dele e, mesmo assim, seu dinheiro vai demorar para chegar. Aliás, exatamente os 810 reais faltantes. 

Depois de praticamente dois anos você recebe seu dinheiro de volta. Mas quer saber? A inflação subiu tanto que é como se você tivesse recebido apenas 500 reais. 

Por tudo isso, você promete a si mesmo que nunca mais vai emprestar dinheiro à ninguém. No entanto, passados alguns minutos, descobre que seu filho, aquele baladeiro, está com as parcelas da faculdade atrasadas. O que você faz? Empresta mais dinheiro que nunca mais voltará. 

Aí, para piorar, você lembra que tem pressa pagar a documentação do seu carro, mas quando olha na poupança, nota que ela está zerada. 

“Mas filho é diferente, temos que ajudar”. É verdade e não queremos discutir essa questão, apenas mencionar que de empréstimo camarada em empréstimo camarada, você pode acabar ficando endividado. 

O valor do dinheiro

Emprestar dinheiro à alguém pode ser considerado uma boa ação. Porém, é preciso muito cuidado, sabe por que? Porque nem todo mundo dá o mesmo valor que você dá ao dinheiro. 

Lembra aquele 1 mil reais que você emprestou? Então, para você ele tinha um grande valor, mas para a pessoa que demorou a te devolver, nem tanto. Se assim fosse, o mais sensato é que ela tivesse economizado na viagem e te pagado em menos tempo. Aliás, você teve que abrir mão de muita coisa para conseguir juntar esse dinheiro, não é verdade? 

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Reprodução: Google

É sobre esse valor que deveríamos pensar com mais racionalidade. Oras o deu dinheiro poderia estar rendendo um extra em alguma aplicação financeira, mas não está porque você emprestou a alguém.

Então, nessa linha de pensamento, seria mesmo “injusto” você cobrar pequenos juros por esse empréstimo?  

Os bancos cobram juros altíssimos

Você já parou para pensar que os bancos são esses “amigos” que emprestam dinheiro para as pessoas?

Eles vêm em forma de cheque especial, empréstimo pessoal, financiamentos ou parcelamento das faturas dos cartões de crédito…

A grande diferença é que os bancos cobram por isso. E o grande detalhe é que ninguém reclama dele disso. Ninguém fica bravo quando a carta de atraso e a cobrança chegam em casa e, muitas vezes, nem se importam se o nome vai para os órgãos que listam os endividados. 

  • Engraçado isso, não? 

E se você quer realmente ficar com raiva, leve em conta que os bancos são as empresas de capital aberto que mais lucram todos os anos. Inclusive em épocas de crise. 

Enquanto isso, você está aí sendo chamado de “mão de vaca” simplesmente porque cobrou alguns jurinhos de um empréstimo que durou mais de anos. 

Guia Prático para Cobrar com “Jeitinho” Alguém que te Deve Dinheiro

Antes de iniciar o guia, com os passos a serem dados para fazer a devida cobrança, considere alguns pontos bastante importantes e que são polêmicos.

Aqui no blog já tivemos 2 artigos bastante incômodos aos leitores: Bonzinho Não Fica Rico e Amigo Mão de Vaca. Neles, falamos sobre assuntos atuais, comportamentais e que acontecem corriqueiramente na vida de muitas pessoas.

O assunto é inquietante porque mistura de forma muito sólida assuntos racionais e emocionais. Se você não leu ainda, não perca mais tempo, faça isso agora – ou melhor, no final do artigo, onde eles estarão expressos.

O assunto de hoje segue a mesma linha – empréstimos. Mas principalmente aquele feito entre amigos, parentes, etc. Se estamos falando de forma jurídica, fica mais fácil cobrar né.

Porém, e quando essa cobrança deve ser feita em cima do nosso melhor amigo, como é que fica?

Se você não sabe a resposta melhor ler os artigos citados acima.

Mas, independente de tudo considere que você não é culpado pela situação, afinal, não foi você quem faltou com a palavra. Além disso, nunca se esqueça de ficar calmo em todos os casos, em qualquer situação, não se incomode.

E, se alguma pessoa “deu trabalho para pagar” o que devia, melhor repensar na hora de trabalhar com ela novamente.

Nunca se esqueça de sempre guardar todos os tipos de papéis possíveis, especialmente se for o caso de entrar com ações – preserve sempre a documentação.

E, considere também que as informações aqui listadas são para fins informativos e todo formulário especifico terá que ser preenchido na sua região, com algum responsável legal e os processos podem seguir ordens diferentes. Pesquise um advogado.

Você Não Vai Mesmo Receber o Dinheiro

Você, antes de qualquer coisa, precisa compreender qual é o momento que você tem a convicção de que não será pago sem que precise pedir o seu dinheiro de volta.

Feito isso, e em descumprimento do acordo inicial e da data de pagamento, você terá que determinar uma nova forma de fazer a cobrança.

Para determinar esse momento, considere os seguintes tópicos:

  • O valor devido (quanto mais alto, pior),
  • Se você está precisando do dinheiro,
  • Se você começou a se endividar,
  • Se o dinheiro está relacionado à uma transação comercial (compra).

Pergunte, Educadamente, Sobre o Dinheiro

Esse é o primeiro passo. É como se fosse o aviso de suspensão na escola, lembra? A diretora vem e fala: “Essa foi a última vez, dá próxima te dou uma suspensão”.

É mais ou menos isso.

Assim que a data final estipulada for passada, peça o dinheiro. Você não precisa fazer uma cobrança em público, em alto tom, nem nada disso. Apenas mostre ao devedor que você sabe que a dívida ainda não foi paga.

Em muitos casos, as pessoas precisam desse lembrete amigável.

Para esse tópico, considere os itens:

  • Faça o lembrete amigável e permita o devedor se resguardar,
  • Inclua as informações relevantes: quantia, prazo, acordos,
  • Se for assunto jurídico, opte pela carta empresa e peça para o recebedor assinar,
  • A partir desse momento, considere, no máximo, 20 dias para o pagamento.

Leve em Conta aceitar Outras Formas de Pagamento

Pode não valer a pena esperar pelo pagamento da dívida completa, que pode demorar anos.

Isso se estiver falando em uma quantia mais alta. Nesse caso, você deve repensar sobre as permutas – trocar o valor por um serviço ou produto que sejam aceitáveis ou necessários para você.

Mas, atenção, nunca aceite essa troca cedo demais, pois assim você dará a entender que a dívida pode ser negociada.

Comece a ser Incisivo na Cobrança

Se o seu devedor não respondeu as expectativas na primeira solicitação, seja mais direto na próxima. Use expressões como “pagamento imediato” e forneça instruções claras sobre tal pagamento que deve ser feito.

Mude a linguagem amigável para uma mais direta, que demonstre urgência.

Deixe de usar: “Você não precisa pagar agora” ou “precisamos chegar a um acordo” já não são mais úteis porque deixa a seriedade de lado.

Inclua também as consequências claras para o não pagamento – o devedor precisa entender que você tomará medidas mais sérias se não realizar o pagamento da dívida.

Aumente o Rigor da Cobrança

Se você ainda não recebeu pagamento algum após o segundo contato, é possível considerar verdadeiramente que o devedor não tenha dinheiro ou, simplesmente não queira pagar.

Nessa altura do campeonato, o seu trabalho é de fazer com que ele torne isso uma prioridade financeira – use contatos telefônicos, cartas, e-mail ou o encontre pessoalmente e fale que ele precisa pagar você antes de quitar qualquer outra dívida.

Contrate uma Empresa de Cobranças

Contratar empresas terceirizadas para conduzir a sua queixa feita ao devedor é uma forma de mostrar que a “coisa” ficou mesmo séria.

Isso vai te libertar do trabalho “chato” de ter que entrar em contato com ele e negociar, mas vai lhe custar algo no bolso também.

Essas firmas, normalmente, cobra até 50% do valor total pelo serviço prestado, portanto, deve ser optado apenas como receber 50% do valor é melhor do que não receber nada.

Leve isso em consideração.

Se considerar a perda muito significativa, você então terá outra opção: recorrer à uma ação no Tribunal de Pequenas Causas.

Ação no Tribunal de Pequenas Causas

Observe as leis que estão à seu favor para certificar-se de que você pode entrar com uma ação, já que existe limite quanto ao valor envolvido na causa – normalmente, não pode ser superior à 20 salários mínimos.

Você pode encontrar os tribunais na internet, através de sites.

Se preferir ir ao tribunal, prepare-se para audiências. Faça todas as cópias suficientes para fornecer ao juiz e ao devedor as informações.

Verifique, por fim, se todo trabalho valerá a pena pelo tamanho da dívida. Se o devedor for um parente ou amigo, a medida vai impactar negativamente na relação, portanto, análise friamente.

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Reprodução: Google

Entre como Outro Processo

Se você perder no Tribunal de Pequenas Causas ou não puder entrar com uma ação lá, opte pela Tribunal de Justiça do Estado, que tem que ser feito com um advogado e o preenchimento de formulários corretos.

Essa é uma opção bem mais cara, considerando as taxas cobradas pelos tribunais e os honorários dos advogados, mas se você tiver sucesso, pode valer mais a pena do que usar uma firma de cobrança.

A ameaça do processo pode ser suficiente para fazer alguém pagar, mas evite fazer tal ameaça a menos que tenha mesmo a intenção de seguir adiante.

Petição de Notificação

Depois de ter um julgamento desfavorável ao devedor, você pode preencher a Petição de Notificação por desacato ao tribunal se ainda não for pago.

Esse é um documento feito junto com uma petição para Designação de Audiência e fará com que o tribunal agenda uma audiência, forçando o devedor a voltar e explicar por que não pagou a dívida.

Considere fazer apenas o que está Dentro da Lei

Existem práticas de cobrança que são consideradas ilegais e que vão variar conforme o lugar que você mora, o assunto é regional. No geral, é sempre bom evitar as seguintes práticas:

  • Ligar em Horários Absurdos,
  • Adicionar Taxas,
  • Atrasar o Recebimento do Valor de Propósito para Aumentar Taxas,
  • Contar sobre a dívida ao empregador do devedor,
  • Mentir sobre a quantia devida,
  • Fazer ameaças ao devedor.

Conforme artigo 71 do Código de Defesa do Consumidor, é crime usar de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral e fazer afirmações falsas para amedrontar o consumidor, ou ainda perturbá-lo em seu local de trabalho, descanso ou lazer em caso de cobrança de dívida.

Recebimento do Dinheiro

Depois de todo o processo acima, exija e processe o recebimento do dinheiro. Muitas vezes, tudo é questão de pedir, mas em casos mais sérios, faz-se necessário tomar passos adicionais decretados em tribunais, como Mandatos de Execução ou Direito de Retenção.

Se você tiver ido para o tribunal e contratado advogados para esse fim, consulte-os sempre.

Falência Federal

Não faça nada se o seu devedor tiver algum pedido de proteção contra falência. Você poderá violar as leis de cobrança de dívidas se assim o fizer.

E se você tiver que Fazer um Empréstimo Pessoal com Bancos, confira o que analisar:

Existem muitas pessoas que agem no impulso!

Isso afeta desde o consumo inconsciente até na hora de pedir um empréstimo financeiro.

É um erro gravíssimo.

O 1º ponto é avaliar a necessidade de um empréstimo. Se ele realmente for necessário, pense na possibilidade de fazer o menor possível e pagar no menor tempo que puder.

Antes de obter um empréstimo, faça um relatório de suas despesas ou dívidas que devem ser negociadas.

Ainda não sabe fazer um relatório de despesas? Então, vamos ensinar o passo a passo de forma bem simples… Antes, compre 10 envelopes de carta, depois, confira como fazer um ótimo planejamento financeiro usando os envelopes!

Também é importante saber o valor que você precisa contratar, assim para não pegar mais dinheiro do que precisa e não entrar em mais dívidas.

Observe que dívidas geram dívidas, portanto, ao fazer o empréstimo, você precisa tomar outras medidas também, simultaneamente, e que serão bem mais radicais:

Como cortar o cartão de crédito, cortas os gastos supérfluos, minimizar os gastos com a energia elétrica, entre tantas outras recomendações para economizar dinheiro rapidamente.

Analisar as taxas de juros

Ao realizar uma contratação de um empréstimo é esperado que o consumidor analise, de forma adequada, a taxa de juros, que fará parte da transação.

No entanto, dependendo da forma em que os empréstimos são feitos, é preciso tomar muito cuidado com os juros cobrados: há de se notar que muitas vezes, eles são altos.

Outra dica importante: é preciso se alertar com a porcentagem mensal de juros e o custo efetivo total da operação. Essas expressões podem parecer complicadas demais, mas são, de fato, importantes.

Você pode achar que definir um valor para pagar mensalmente ou escolher um prazo maior para pagar essa dívida são os itens mais importantes. E realmente pode até ser. Mas, note que analisar as taxas de juros deveria ser, no mínimo, o seu 1º passo na hora de fazer um empréstimo.

E se….

E se você começasse a parar de pagar juros às grandes instituições e começasse a receber juros? Será que isso é tão difícil de acontecer?

Veja os bancos, que são as instituições que mais lucram todos os anos… Em ranking das 10 empresas que mais valorizaram em 2016, 5 são bancos!

Elas não faz nada muito além de emprestar dinheiro para os endividados e receber juros por isso. E se você começasse a receber juros do governo, por exemplo?

Acha isso inviável? Veja o vídeo abaixo e confira que pode ser muito mais fácil do que você imagina!

Leia Também: 9 Razões que Provam Por Que “Bonzinhos” Nunca Vão Ficar Rico na Vida

Se você recebeu da sociedade o título de “Bonzinho”, saiba que sua vida financeira, provavelmente, não será tão próspera quanto poderia ser.

É verdade, aquela pessoa boazinha demais, que tem o coração mole e não sabe dizer NÃO para quase nada na vida, tem grandes chances de viver sempre à mercê da alegria dos outros, deixando a sua própria situação financeira de lado, tantas vezes, em dívidas.

Aqui na Trovó Academy, recentemente, já escrevemos um texto um tanto quanto polêmico – que dizia que você deve sim ser um “Amigo Mão de Vaca”, dadas as suas proporções.

Isso porque Mão de Vaca, infelizmente, é um apelido pejorativo para uma Pessoa Econômica. Se você não leu este artigo ainda, faça isso agora.

Agora, estamos publicando esse artigo com o mesmo fim – trazer uma reflexão, mesmo que polêmica, sobre a sua vida financeira, que é baseada nos seus comportamentos do dia a dia. Sabemos o quanto você se importa com as pessoas…

Mas pode ser que esteja faltando bem pouco para você mudar de vida e ficar rico: pensar em si próprio.

Ao menos, por algum instante. Você não precisa deixar de ser o Cara Bonzinho que todo mundo conhece, mas tem que fazer valer a Lei do Amor Próprio.

Afinal, na hora do aperto, das dívidas, das contas… É você que vai ter que arcar com tudo.

Portanto, a prevenção é o melhor remédio. Continue sendo Bonzinho, mas antes seja Bonzinho com você mesmo. Saiba como fazer isso!

Leia Também: Como não ser um amigo “mão de vaca”

Você também acha “feio” quando algum parente empresta dinheiro para outro e em troca cobra alguns juros extras? “Muquirana”, “Mão de Vaca”, “Mesquinho”. São esses os tipos de apelidos que você dá para essas pessoas?

Então, leia este artigo até o final e descubra porque sua visão pode estar um tanto quanto incorreta! Entenda!

Com informações do Wikihow